
Ceuta viveu esta quinta-feira uma das maiores vagas migratórias dos últimos anos, com milhares de pessoas a tentarem entrar no enclave espanhol a partir de Marrocos. A situação levou ao reforço da segurança na fronteira e provocou várias vítimas mortais, na maioria por afogamento e durante momentos de pânico junto à zona fronteiriça.
De acordo com as autoridades e vários meios de comunicação internacionais, dezenas de milhares de migrantes atravessaram a fronteira terrestre ou tentaram chegar a nado pela praia de Tarajal, numa operação sem precedentes desde a crise migratória de 2021.
Perante a dimensão da situação, Espanha mobilizou militares e reforçou o dispositivo da Guarda Civil, enquanto Marrocos aumentou os controlos para impedir novas entradas. Ao longo do dia, tiveram também início os primeiros regressos de migrantes ao território marroquino, ao abrigo dos acordos de cooperação entre os dois países.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, deslocou-se a Ceuta para acompanhar a evolução da crise, classificando o sucedido como um desafio à integridade territorial de Espanha e defendendo uma resposta coordenada entre Madrid e Rabat.
As autoridades mantêm a vigilância reforçada, numa altura em que a pressão migratória começou a diminuir, mas a situação continua a ser acompanhada de perto devido ao risco de novas tentativas de entrada nos próximos dias.


