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OpiniãoA Política precisa do cidadão-comum

A Política precisa do cidadão-comum

Artigo de opinião de Luís Rosa, coordenador da Iniciativa Liberal de Barcelos.

© Luís Rosa

A Iniciativa Liberal trouxe para o panorama político português uma postura inovadora e criativa de fazer ação política. A sua forma acutilante de divulgar os pilares e as bandeiras do liberalismo em Portugal levou a que a concorrência se adapta-se aos novos veículos de comunicação. O partido do “Twitter” deixou de estar sozinho. É tempo de capitalizar as pessoas…

O meu partido, que tem como princípio a emancipação do indivíduo, deve intensificar a participação da sociedade civil na sua dinâmica interna. Claro que muito deste trabalho tem sido feito a nível local e a nível nacional. Desde a criação de espaços informais para discussão política, como os finos liberais, ou organização de debates sobre os mais diversos temas, organizados pelos núcleos territoriais até aos eventos de média e grande dimensão (em contexto legislativas ou europeias) organizados pelos dirigentes nacionais do partido. Porém, aproxima-se as eleições autárquicas, que será o momento de afirmação dos liberais nos 308 concelhos em Portugal.

As eleições autárquicas tem características singulares. O eleitor vota no candidato que lhe apraz confiança, que lhe é próximo, secundarizando, por vezes, o projeto político para a comunidade. A linguagem política não precisa de ser polida e elaborada, tem que ser, como se diz na gíria, “terra a terra”. O povo gosta.

Por sua vez, os candidatos da Iniciativa Liberal têm de ser camaleónicos na sua forma de interagir, atrair e agregar os cidadãos-comuns para o seu projeto político. Assisti no cinema, na semana passada, ao filme “Uma vida singular”, a história verídica de Sir Nicholas “Nicky” Winton, um jovem corretor da bolsa londrino que resgatou 669 crianças aos nazis nos meses que antecederam a Segunda Guerra Mundial. Quando interrogado pelo staff do Comité Britânico para os Refugiados na Checoslováquia porquê que estava a salvar todas aquelas crianças, convictamente, respondeu: “Sou um cidadão-comum!”.

Em Barcelos, cuja a decisão de avançar para as próximas autárquicas será brevemente anunciada, tentaremos ser um pouco como o “Nicky”. Cidadãos-comuns que, juntamente com um programa político bem elaborado e credível, contagiam e atraiam outros cidadãos-comuns.

Artigo de opinião de Luís Rosa, coordenador da Iniciativa Liberal de Barcelos.

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