
Dois moradores marcaram presença, esta quarta-feira, na Reunião de Câmara, que decorreu no Forum Braga, para tentar impedir a reabertura do Bar Académico.
Na reunião, um dos moradores questionou o Executivo sobre o licenciamento daquele estabelecimento, uma vez que o alvará de utilização remonta a 14 de outubro de 1986. “Como é é possível um bar académico sem licenciamento ter funcionado até aos dias de hoje?”, perguntou Paula Azevedo, representante do grupo de moradores.
José Costa Alves, também morador naquela zona, manifestou a sua indignação por “Braga estar isenta de leis sobre poluição sonora”. “Os miúdos chegam a partir da meia-noite e já bêbados. Fazem barulho, apitam, urinam, defecam nos jardins e alguns têm mesmo relações sexuais nas portas das nossas casas”, contou o morador, contestando o horário de funcionamento do espaço. “Onde é que em Braga há mais alguma discoteca aberta até às 06:00 numa zona residencial?”, perguntou.
João Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Braga, admitiu que o Bar Académico funcionou sempre, desde 1986, sem qualquer licenciamento, assegurando que só reabrirá “se cumprir todas as regras e lhe for atribuída a respetiva licença”.
“O BA funcionou até aqui com base no entendimento de que, como o edifício só era utilizado por associados da Associação Académica da Universidade do Minho, não carecia de um determinado tipo de licenciamento. Carece e o bar só abre se cumprir todas as regras”, referiu o autarca.
Bárbara Guimarães, diretora do Departamento de Fiscalização, falou durante a reunião que “dificilmente será atribuída uma licença até às 06:00”, apontando para um horário mais reduzido caso o BA reabra.
O Bar Académico é propriedade da Associação Académica da Universidade do Minho e está fechado desde abril de 2025, depois de terem ocorrido incidentes que culminaram com a morte de um jovem à facada junto ao BA.


