
O Conselho Cultural da Universidade do Minho (UMinho) atribui esta sexta-feira, dia 10 de abril, o Prémio Victor de Sá de História Contemporânea 2025 ao investigador André Costa Pina, sendo a menção honrosa para André Fernandes. A sessão pública de entrega deste galardão – o mais prestigiado para jovens investigadores da área em Portugal – realiza-se pelas 14:30, no salão nobre da Reitoria, no Largo do Paço, em Braga.
A cerimónia vai ser presidida pelo reitor da UMinho, Pedro Arezes, contando com intervenções da presidente do Conselho Cultural, Manuela Ivone Cunha, da presidente do júri do prémio, Alexandra Esteves, e dos investigadores laureados, que apresentarão as obras. De seguida, vai decorrer a cerimónia de investidura dos novos membros do Conselho Cultural da UMinho, o órgão de consulta sobre as políticas culturais da academia.
Esta 34.ª edição do Prémio Victor de Sá de História Contemporânea voltou a ser muito participada, na maioria com teses doutorais, o que revela o prestígio da iniciativa e a vitalidade da historiografia portuguesa contemporânea.
André Costa Pina foi distinguido, com o prémio cujo valor pecuniário é de 3500 euros, pela obra “Os primeiros comunistas portugueses: A estruturação do Partido Comunista Português (1921-1943)”, defendida no doutoramento em Sociologia pela Universidade do Porto (UP). O trabalho incide desde a receção da Revolução Russa até ao III Congresso do PCP (1943), recorrendo a um estudo coletivo das biografias de 1671 militantes no país para mostrar que aquele espaço foi marcado por ambivalências, conflitos e múltiplas interpretações do comunismo. O autor é investigador colaborador do Instituto de Sociologia da UP e cruza sociologia, história e ciência política, sendo especializado em prosopografia.
Já André Ribeiro Fernandes foi laureado com uma menção honrosa pela dissertação “O Sindicalismo Anticolonial em Angola, o Império Português e a Questão da Representação Internacional (1960-1973)”, realizada no âmbito do mestrado em História da UMinho. A pesquisa mostrou que sindicatos angolanos como UNTA e LGTA rejeitaram o colonialismo e buscaram reconhecimento internacional, enquanto promoviam a autodeterminação na organização laboral, numa fase de repressão, rivalidades nacionalistas e reformas no império português tardio. O autor é de Braga, licenciado em Relações Internacionais pela UMinho e bolseiro FCT do doutoramento em História Contemporânea pela Universidade de Coimbra.
Este Prémio foi instituído há 34 anos, com base numa doação à UMinho pelo professor e historiador Victor de Sá (1921-2004), sendo uma iniciativa reconhecida como de manifesto interesse cultural pela Secretaria de Estado da Cultura e apoiada também por mecenas públicos e privados. Em edições anteriores foram laureados vários investigadores que se tornaram uma referência, como Fernanda Rollo, José Neves, Miguel Cardina e Cláudia Ninhos.


