
A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso apresentou o projeto de valorização que irá implementar no Santuário Rupestre de Garfe. Este plano será coordenado pela autarquia com o envolvimento de vários parceiros da comunidade, de entre os quais se destaca a Junta de Freguesia de Garfe.
A sessão, que decorreu no Salão Paroquial, teve como objetivo contextualizar a relevância estratégica deste monumento e dar a conhecer o plano de atividades para este ano.
O evento contou com a presença da Vice-Presidente e Vereadora da Cultura, Fátima Moreira, do Presidente da Junta de Freguesia, António Sá, do Padre Luís Fernandes, do ex-Presidente da Junta, Paulo Gregório, e do arqueólogo municipal, Orlando Fernandes.
A responsável do executivo povoense destacou “a importância deste vestígio arqueológico que, localizado em Garfe, enriquece a oferta patrimonial do concelho para quem procura referências históricas e culturais”.
Fátima Moreira sublinhou ainda “o mérito desta ação por envolver as forças vivas locais em torno de um património que lhes pertence, assumindo este marco identitário singular no concelho. À semelhança do fenómeno dos Presépios de Garfe, esta é uma proposta que une a população em torno da sua herança”.
Os trabalhos já realizados incluíram a limpeza do caminho de acesso e a delimitação do espaço, tendo sido criado um trilho pedonal acessível a cadeiras de rodas, uma vez que o monumento integrará a Rota dos Monumentos Inclusivos da Póvoa de Lanhoso.
As diversas ações programadas visam “reforçar o sentimento de pertença e o orgulho neste exemplar da época romana, um dos raros vestígios do género na Península Ibérica”.
O Santuário Rupestre de Garfe, classificado como Sítio de Interesse Público desde 30 de março de 2020, pode ser acedido a partir da Travessa da Pena.


