RegiãoVieira do MinhoAmbientalista aponta "falhas na educação ambiental" em Vieira do Minho

Ambientalista aponta “falhas na educação ambiental” em Vieira do Minho

Para Carlos Dobreira, a autarquia "deve reforçar a fiscalização" ambiental.

© Carlos Dobreira

Um ambientalista apontou “falhas na educação ambiental e situações recorrentes identificadas” nas freguesias de Caniçada, Cantelães, Cova, Ventosa e Tabuaças, no concelho de Vieira do Minho.

De acordo com Carlos Dobreira, “na freguesia de Caniçada, junto à Pousada da Caniçada-Gerês, na EN304, verificava-se a sobrelotação de contentores, com elevada presença de resíduos recicláveis. Foram ainda observados resíduos de equipamentos elétricos e eletrónicos (REEE), nomeadamente televisores, bem como mobiliário diverso, caixas de cartão, resíduos de construção e demolição, placas onduladas para cobertura, sacos de plástico e artigos de decoração”.

Também em Caniçada, foram registadas “deposições de REEE junto a contentores localizados na Rua da Raposeira”,  e ainda nas ruas de Chelo e de Pardaínhas.

O ambientalista acrescentou ainda que “na freguesia de Cantelães, na Rua de Santo Estevão, dois contentores apresentavam uma quantidade invulgar de roupa depositada no exterior. Já na freguesia de Cova, no lugar de Gavinheiras, a escassos metros da Capela de Nossa Senhora da Begonha, um contentor encontrava-se rodeado por artigos de decoração e embalagens de cartão. Nas imediações era ainda visível uma peça de esferovite de grandes dimensões. Em Ventosa, na Avenida da Ribeira (EN103), próximo do limite com a freguesia de Cova, um contentor apresentava uma carpete, baldes e diversos plásticos, sendo igualmente visíveis arames e outros materiais metálicos nas proximidades”, lamentou.

Por fim, em Tabuaças, na Avenida do Entroncamento, em frente à clínica Sorriso Nato, num troço bem conhecido da EN103, “era visível uma acumulação significativa de resíduos. Entre os materiais identificados encontravam-se uma tampa de máquina de lavar roupa, espreguiçadeiras, uma cadeira, um corta-relvas, embalagens de cartão e entulho, entre outros objetos descartados”.

Para o ambientalista, a política municipal de educação ambiental “deve ser objeto de reflexão e a autarquia deve reforçar a fiscalização”.

Acrescenta ainda que o Município deve “efetuar uma avaliação da eventual relocalização de ecopontos e contentores em zonas críticas, bem como o recurso a câmaras móveis de vigilância e a aquisição de ecocentros móveis”.

A presente situação foi dada a conhecer à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), no âmbito das comemorações do Dia Mundial do Ambiente e ao Município de Vieira do Minho.

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