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Póvoa de Lanhoso apresentou trabalho para ajudar refugiados da Ucrânia

© CM Póvoa de Lanhoso

Frederico Castro, presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, recebeu a eurodeputada Isabel Estrada Carvalhais, que esteve no concelho para conhecer as medidas e os apoios que o Município está a proporcionar aos refugiados ucranianos.

Nos Paços do Concelho, Isabel Estrada Carvalhais reuniu com os elementos do Núcleo de Apoio à Integração de Cidadãos Ucranianos, com os representantes da Autarquia a transmitir o que está a ser feito e as dificuldades que estão a ser encontradas neste processo, que é novo e exigente, abarcando não apenas a componente do acolhimento, mas também a da integração.

“Temos de nos preparar bem melhor do que simplesmente recebermos os refugiados e termos um alojamento para eles. Tem de haver aqui um trabalho mais profundo e mais sólido a médio e longo prazo, porque, se não, daqui a algum tempo, podemos estar perante alguns constrangimentos”, referiu, de entre outras considerações, Frederico Castro. “Nós já estamos a trabalhar numa segunda fase, que é dar consistência às medidas que foram adotadas e, para isso, precisamos da intervenção de todos e a senhora Eurodeputada tem um papel importante. Isabel Estrada Carvalhais tem sido um dos agentes mais ativos a nível regional”, acrescentou.

Para a eurodeputada, “é muito importante este trabalho que a Câmara da Póvoa de Lanhoso está a fazer e que outros municípios também estão a realizar”. Para esta representante, “rapidamente se passa para a fase de integração, que tem exigências muito maiores, que já não podem ser respondidas apenas pela solidariedade pontual, espontânea”. Aludindo à incerteza quanto à duração do conflito, acrescentou que “temos de entender as pessoas que chegam como parte da nossa comunidade. Isso exige respostas institucionais, respostas políticas, respostas jurídicas, que não são supríveis apenas pela boa vontade ou pela solidariedade”.

São 13 as pessoas que chegaram, no último mês, à Póvoa de Lanhoso, e estão instaladas em três freguesias. O trabalho que a Póvoa de Lanhoso desenvolve engloba uma linha telefónica para quem pretender disponibilizar apoio. Neste sentido, existem já diversas possibilidades de alojamento referenciadas, assim como cinco famílias disponíveis para acolher crianças. Existe ainda uma bolsa de voluntários com pessoas dispostas a colaborar no acompanhamento diário das pessoas refugiadas. Existe ainda a colaboração, em termos de tradução, por parte de um funcionário ucraniano da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, e uma pessoa disponível para ensinar Português. À Autarquia chegou também informação sobre a disponibilidade de algumas empresas para integrar estas pessoas no mercado de trabalho.

No decorrer deste encontro, foi ainda transmitido que a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso irá criar um Fundo de Emergência Social para atender “em tempo útil”, a determinadas situações. A urgência de abraçar processos mais flexíveis e céleres, dentro do Direito, e a necessidade de uma estrutura intermédia que faça a coordenação entre os Municípios e o Estado Central, na disponibilização de respostas, foram alguns dos aspetos abordados, com Frederico Castro a assegurar que, “da parte da autarquia e dos pontos de recolha, asseguramos totalmente que essas recolhas e entregas são feitas onde deve ser e como deve ser feito e que são direcionadas a quem mais precisa”.

No final de uma reunião com o Núcleo, o presidente da Câmara Municipal e a eurodeputada visitaram ainda a Escola Básica da Póvoa de Lanhoso, que já acolhe crianças ucranianas, e a Escola Básica Professor Gonçalo Sampaio, onde existe um centro de recolha de bens. A terminar esta deslocação, houve ainda oportunidade para contactar com uma família recém-chegada ao concelho, constituída por um casal com um filho, que trouxe também conseguiu trazer os animais de estimação.

Isabel Estrada Carvalhais esteve na Póvoa de Lanhoso, na manhã de segunda-feira, dia 28 de março. Ainda nos Paços do Concelho, no momento em que recebeu uma Maria da Fonte dourada das mãos de uma ucraniana, notou: “As mulheres ucranianas, neste momento, são todas Maria da Fonte. São símbolo de resistência, são pilares de coragem, ajudam os seus filhos, ajudam os seus maridos, escondem dentro de si muita mágoa, mas têm uma coragem, tal como esta mulher teve, e fazem história tal como ela também fez nos destinos da nossa terra”.

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