AtualidadeMais do que vaidade: conheça a trajetória dos cosméticos até a atualidade

Mais do que vaidade: conheça a trajetória dos cosméticos até a atualidade

Descubra como os cosméticos dominaram o mundo e se consolidaram como algo essencial na vida humana.

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Seja para mostrar status ou se envaidecer, os cosméticos estão presentes na história da modernidade há muito tempo. Independente do motivo que leva as pessoas à utilizarem estes produtos, é evidente o quão amplo esse mercado se tornou.

Hoje, vemos muitos influenciadores que divulgam produtos e marcas famosas, como a perfumaria online Douglas Portugal, e que ganham a vida fazendo isso. Acontece que essa história remonta há tempos ainda mais remotos, antes mesmo da existência de tecnologias.

Descubra como os cosméticos dominaram o mundo e se consolidaram como algo essencial na vida humana.

Muito além da vaidade: a simbologia e significado dos cosméticos

A origem exata dos cosméticos é incerta, porém existem registros de 5.000 anos atrás. Sabe onde tudo começou? Se pensou no Egito Antigo, acertou. E detalhe: o uso de maquiagens era visto como algo natural e belo tanto por homens quanto por mulheres, diferente do que muitos pensam. A utilização de cremes, perfumes, óleos e o famoso kohl, um tipo de pigmento escuro usado ao redor dos olhos, não se limitava apenas à estética. Muitas destas práticas tinham ligações com as crenças religiosas e até medicinais. Podemos citar, por exemplo, Cleópatra, que usava perfumes luxuosos para seduzir e mostrar o seu poder político na época.

Agora, quando pensamos em ervas, azeite e mel, logo os associamos com receitas culinárias, mas você sabia que, na Grécia Antiga, estes ingredientes eram utilizados em tratamentos de beleza? Naquele período, o uso de cosméticos se associava tanto à vaidade quanto à higiene. Por exemplo, as mulheres gregas frequentemente utilizavam óleos e pós para clarear a pele.

Enquanto isso, décadas depois, os romanos passaram a utilizar técnicas gregas; perfumes, cremes, óleos e pomadas eram usados para a hidratação do corpo. Além dos pós faciais, as mulheres também passavam pigmentos vermelhos nas suas bochechas e bocas para deixá-las coradas.

A saúde e os altos padrões europeus

Na Idade Média, a utilização dos cosméticos quase desapareceu devido à Igreja Católica. A aplicação de maquiagens era vista como um ato de extravagância, além de incentivar a vaidade. Apesar das proibições, algumas mulheres continuaram usando produtos de cuidados para a pele e cabelo, muitos de origem natural, já outros de materiais como chumbo, que apenas anos depois seria considerado tóxico e prejudicial à saúde.

Um fato muito curioso é que, anos depois, no Renascimento, os banhos não eram um assunto muito normalizado na época. Devido às condições do frio europeu, e também pelos próprios costumes culturais, o ato de se banhar era pouco frequente, então a utilização de perfumes era mais viável. Assim, a produção de perfumes, primeiro na Itália, e logo depois na França, teve uma ascendência meteórica.

Além disso, outra vez a pele extremamente clara — chamada de Venetian ceruse — se tornou status de poder, principalmente na nobreza. Para conseguirem isso, o uso das substâncias à base de chumbo novamente se popularizou, também podendo ser associado com as grandes influências da época, como a Rainha Elizabeth I. Não podemos julgá-la totalmente. Afinal, uma das razões pelas quais se tornou necessário o uso de maquiagens era para ocultar as marcas deixadas por doenças, como a varíola.

Indo mais além, os séculos XVII e XVIII foram o ápice da moda exagerada na Europa: perucas enormes, cheias de enfeites e adornos; perfumes fortes para esconder o CC; e, claro, os pós brancos de chumbo. Tudo isso era visto como símbolo de riqueza na aristocracia, principalmente na França, mas que logo adentrou no restante dos países europeus.

O começo de uma nova era

O século seguinte teve um grande diferencial do anterior. No início dos anos 1800, a maquiagem voltou a ser mais discreta, principalmente graças aos padrões sociais da época. Outro grande fator foi a transição para a indústria moderna, com as primeiras marcas especializadas em cosméticos surgindo junto da produção em larga escala. Agora, devido aos avanços químicos, fórmulas mais estáveis surgiam, traçando o início da maquiagem moderna.

No século XX, os cosméticos deixaram de ser artigos de luxo apenas da elite. Com a popularização do cinema, as figuras hollywoodianas se tornaram ídolos da época. É interessante dizer que as maquiagens de celebridades como Marilyn Monroe, Audrey Hepburn e Elizabeth Taylor eram feitas especificamente para as câmeras, uma vez que precisavam ser muito visíveis para aparecerem nas telas monocromáticas.

Assim, com a influência da televisão e revistas, além de uma grande modernização da indústria de cosméticos, como a Max Factor, pessoas simples podiam ser como suas estrelas, tornando esse mercado mais popular.

Século XXI: o ápice dos cosméticos

Após o longo processo de evolução dos cosméticos, hoje temos uma maior diversidade de produtos, focando não só na beleza, mas também na ética. Sustentabilidade e avanços tecnológicos começaram a andar de mãos dadas, criando um novo padrão.

Apesar de extensa, essa trajetória foi necessária para que atualmente tenhamos produtos sustentáveis e eficazes. Ademais, com a popularização da internet, as pessoas têm mais acesso à informações, se conscientizando do que estão consumindo e seguindo as tendências de beleza e cuidados especiais.

Assim, com seus altos e baixos, fato é que o mercado dos cosméticos, maquiagem e perfumaria cresce cada vez mais, atingindo uma maior diversidade de pessoas e classes sociais, integrando-se na vida de quase todas as pessoas e colocando em pauta assuntos atuais.

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