O Município de Vizela assinou um contrato-programa de apoio financeiro com a Associação de Mergulho e Atividades Subaquáticas de Vizela destinado à aquisição de uma viatura de nove lugares, reforçando as condições de mobilidade da coletividade e o desenvolvimento da sua atividade desportiva.
O protocolo foi formalizado pelo presidente da Câmara Municipal de Vizela e pelo presidente da associação, Mateus Lopes, no âmbito da estratégia municipal definida através do programa Vizela Cidade Desportiva.
A AMAS-VIZELA é uma referência no movimento associativo local, contando atualmente com cerca de 60 atletas federados e desenvolvendo modalidades como mergulho recreativo, canoagem, rafting e canyoning. A associação promove ainda diversas atividades dirigidas a sócios, jovens em idade escolar e à população em geral.
Segundo a autarquia, a aquisição da nova viatura permitirá melhorar as deslocações para treinos, provas e eventos, criando melhores condições para os atletas e contribuindo para atrair novos praticantes para as modalidades desenvolvidas pela associação.
O Município considera que este investimento reforça a capacidade da coletividade para continuar a crescer, consolidando o seu papel na formação desportiva e na promoção de hábitos de vida saudáveis junto da comunidade.
A medida integra a política de apoio ao desporto que a Câmara Municipal tem vindo a desenvolver nos últimos anos, marcada por investimentos superiores a cinco milhões de euros na construção e requalificação de infraestruturas desportivas, bem como pelo financiamento regular das associações do concelho.
Atualmente, a autarquia atribui cerca de 225 mil euros anuais às coletividades desportivas, num esforço que, ao longo dos últimos nove anos, representou um apoio global de 1,6 milhões de euros e beneficiou quase 1.500 atletas.
A equipa sub-23 do Gil Vicente FC foi recebida esta sexta-feira nos Paços do Concelho de Barcelos, numa cerimónia de homenagem pela conquista inédita da Taça Revelação, alcançada na passada quarta-feira frente ao Santa Clara.
Durante a receção, o presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Mário Constantino Lopes, anunciou a intenção de apresentar na próxima reunião do executivo municipal um Voto de Louvor à equipa, como forma de reconhecer publicamente o feito desportivo alcançado pelos jovens gilistas.
O autarca destacou que a conquista representa um motivo de orgulho para Barcelos e o resultado de uma aposta consistente do clube na formação de atletas. Mário Constantino Lopes sublinhou ainda que os recentes investimentos municipais em infraestruturas desportivas, nomeadamente no Estádio Cidade de Barcelos, contribuíram para melhorar as condições de trabalho dos clubes e associações do concelho.
Dirigindo-se aos jogadores, técnicos e dirigentes, o presidente da Câmara valorizou os valores de solidariedade, companheirismo e superação demonstrados pela equipa ao longo da competição, considerando-os um exemplo para os mais jovens.
Em representação do plantel, o capitão Gonçalo Maia agradeceu a homenagem e afirmou que a conquista ficará para sempre na memória do grupo, classificando o percurso até à vitória como um momento especial para os atletas e para a cidade.
Também o treinador e coordenador da formação gilista, Luís Ricardo, recordou que o projeto teve início em 2018 e destacou o trabalho sustentado desenvolvido ao longo dos últimos anos, bem como o apoio do Município na melhoria das condições de treino.
Já o presidente do clube, Rui Dias, salientou a importância da parceria entre a autarquia e o emblema barcelense, considerando que os investimentos realizados têm produzido resultados visíveis na formação.
Os sub-23 do Gil Vicente conquistaram a Taça Revelação ao vencerem o Santa Clara por 2-1 nos Açores, repetindo o resultado alcançado na primeira mão, disputada em Barcelos. Em sete edições da competição organizada pela Federação Portuguesa de Futebol, o Gil Vicente tornou-se o quinto vencedor diferente do troféu, sucedendo ao Sport Lisboa e Benfica na lista de campeões.
Guimarães inaugurou esta sexta-feira a Green Week, uma das iniciativas centrais da programação de Guimarães Capital Verde Europeia 2026, com uma conferência de abertura onde o secretário de Estado do Ambiente, João Manuel Esteves, classificou o concelho como um verdadeiro “farol da sustentabilidade”, elogiando o seu percurso e a capacidade de conciliar proteção ambiental, crescimento económico e qualidade de vida.
A sessão decorreu na Alameda de São Dâmaso e contou com a participação do presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, do vice-presidente da cidade alemã de Heilbronn, Andreas Ringle, e da apresentadora Sónia Araújo, que moderou o debate.
Durante a sua intervenção, Ricardo Araújo destacou o caminho percorrido pelo município até à conquista do título de Capital Verde Europeia 2026, sublinhando o compromisso coletivo assumido ao longo dos últimos anos em matéria de sustentabilidade, mobilidade e participação cidadã.
O autarca reafirmou ainda a intenção de implementar transportes públicos gratuitos até ao final do ano, medida integrada numa estratégia mais ampla de transformação da mobilidade no concelho, com o objetivo de promover soluções mais eficientes, acessíveis e ambientalmente responsáveis.
João Manuel Esteves enalteceu o trabalho desenvolvido por Guimarães, considerando que o município representa um exemplo para o país e para a Europa na construção de novos modelos de desenvolvimento sustentável. O governante destacou também o compromisso nacional com o Plano de Restauro da Natureza, que prevê investimentos anuais de 500 milhões de euros na recuperação de ecossistemas e na concretização das metas ambientais europeias.
Já Andreas Ringle destacou a capacidade de Guimarães para envolver universidades, empresas, associações e cidadãos num modelo de governação colaborativa, apontando esta estratégia como uma referência para outras cidades europeias.
A Green Week prossegue até domingo com dezenas de iniciativas dedicadas à sustentabilidade, educação ambiental, cultura e participação cívica, incluindo mercados sustentáveis, debates, atividades ao ar livre, espetáculos e concertos, envolvendo a comunidade local e visitantes nas celebrações de Guimarães Capital Verde Europeia 2026.
A Seleção Nacional Sénior de Canoagem Slalom participou na segunda etapa da Taça do Mundo de Canoagem Slalom 2026, disputada em Praga, na Chéquia, com Frederico Alvarenga a alcançar o melhor resultado entre os atletas portugueses.
Na prova de K1 Masculino, que reuniu 73 competidores e apenas 12 vagas para a final, Frederico Alvarenga terminou na 35.ª posição, com o tempo de 111.63. João Cunha classificou-se no 46.º lugar, com 118.90, enquanto Lucas Jacob concluiu a competição na 69.ª posição, registando 185.84.
Apesar de nenhum dos atletas ter conseguido o apuramento para a final, a participação portuguesa ficou marcada por uma evolução face à etapa anterior da Taça do Mundo, realizada na semana passada em Tacen-Ljubljana, na Eslovénia.
O desempenho de Frederico Alvarenga aproxima-se dos objetivos traçados para esta fase da temporada e reforça os sinais positivos do trabalho desenvolvido pela equipa nacional.
Após duas semanas consecutivas de competição internacional, a seleção portuguesa mantém o foco na progressão dos seus atletas e prepara já a próxima etapa da Taça do Mundo, que terá lugar em Augsburg, na Alemanha.
O principal objetivo internacional da época será o Campeonato do Mundo de Canoagem Slalom, agendado para o final de julho, em Oklahoma.
A cidade de Braga recebe, no próximo dia 9 de junho, a conferência “Energia e Coesão – Indústria”, uma iniciativa promovida pela Portgás, empresa detida pela REN – Redes Energéticas Nacionais. O encontro decorre no campus de Gualtar da Universidade do Minho e integra um ciclo de conferências dedicado aos principais desafios energéticos da região Norte.
Sob o lema “Energia e Coesão”, o ciclo pretende fomentar a reflexão sobre o impacto da transição energética no território, na indústria e na competitividade económica. Depois da sessão dedicada ao território, realizada em Viana do Castelo, e antes da conferência sobre competitividade agendada para o Porto, Braga acolhe agora o debate centrado na indústria e nos desafios da descarbonização.
A sessão tem início às 9h30 com a intervenção de Gabriela Leite, vice-presidente da CCDR-N, seguindo-se a apresentação do estudo “True Value: o valor económico-social da rede de gás”, por João Torres.
Um dos momentos centrais da conferência será a mesa-redonda dedicada à descarbonização da indústria, que contará com a participação de João Rodrigues, além de representantes das áreas da consultoria, energia e tecido empresarial.
Durante a manhã será ainda apresentado o Plano de Investimento Portgás 2027-2031, focado na modernização das infraestruturas energéticas e no apoio à transição para uma indústria mais sustentável. A intervenção estará a cargo de Nuno Fitas Mendes.
O encerramento contará com uma conferência de João Peças Lopes, dedicada ao futuro da energia e do tecido empresarial no Norte do país, seguindo-se a intervenção final de José Luís Alvim.
A iniciativa pretende contribuir para o debate sobre os desafios da sustentabilidade energética, da competitividade industrial e da coesão territorial, num momento em que a transição energética assume um papel central no desenvolvimento económico da região.
A Universidade do Minho (UMinho) aderiu ao Consórcio de Prescrição Cultural na Região Norte, uma iniciativa inovadora que pretende integrar atividades artísticas e culturais nas estratégias de promoção da saúde e do bem-estar. O protocolo foi assinado no passado dia 2 de junho, na Reitoria da Universidade do Porto, durante o 3.º Encontro Nacional de Prescrição Cultural.
Liderado pela Universidade do Porto e financiado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), o consórcio visa criar mecanismos que permitam a médicos e psicólogos prescrever atividades culturais específicas como complemento terapêutico para pessoas com ansiedade, depressão ligeira, stress ou situações de pré-burnout.
A iniciativa enquadra-se na Estratégia Nacional para a Saúde, Cultura e Outros Contextos, da Direção-Geral da Saúde, e inspira-se em modelos já implementados com sucesso em vários países do Norte da Europa, onde a participação em atividades culturais tem demonstrado benefícios significativos para a saúde mental e qualidade de vida.
Além da UMinho, integram o consórcio a Universidade do Porto, a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, a CCDR-N, seis museus, a Direção-Geral da Saúde e a Ordem dos Médicos.
Com esta adesão, a UMinho avança para a preparação de um projeto-piloto que será coordenado pela Escola de Psicologia. A iniciativa contará com o envolvimento de várias unidades orgânicas da universidade, promovendo uma abordagem interdisciplinar entre as áreas da saúde, psicologia, artes e humanidades.
O modelo prevê a participação dos utentes em atividades de grupo ao longo de dez semanas, através de oficinas criativas nas áreas da música, teatro, literatura e artes visuais, orientadas por artistas e mediadores culturais certificados e em articulação com equipamentos culturais da região, nomeadamente museus.
A UMinho parte para este desafio com experiência acumulada em projetos desenvolvidos pelas Escolas de Psicologia, Medicina, Enfermagem e Letras, Artes e Ciências Humanas, reforçando a ligação entre a intervenção clínica e a participação cultural.
A assinatura do protocolo contou com a presença do reitor da Universidade do Minho, Pedro Arezes, do reitor da Universidade do Porto, António de Sousa Pereira, e de Rui Costa, simbolizando o compromisso conjunto entre academia, saúde e cultura na construção de novas respostas para o bem-estar da população.
A Galeria de Exposições do Theatro Club, na Póvoa de Lanhoso, inaugura este sábado, 6 de junho, às 17h30, a exposição “Dous Ollares”, uma mostra que reúne cerca de 20 pinturas de Olga Bernardo e 12 esculturas de Nuno Veloso.
Patente até 18 de julho, a exposição propõe um diálogo artístico entre duas linguagens distintas, mas complementares, cruzando a pintura abstrata com a escultura industrial. A mostra poderá ser visitada de terça a sexta-feira, entre as 9h30 e as 13h00 e das 14h30 às 18h00.
Natural do Parque Natural do Xurés, na Galiza, Olga Bernardo é uma artista autodidata que se dedica exclusivamente à pintura desde 2018. O seu trabalho caracteriza-se pela utilização de técnicas mistas e pela criação de paisagens abstratas marcadas pela luz, cor e textura. As suas obras integram atualmente diversas coleções públicas e privadas em Portugal e Espanha.
Já Nuno Veloso, natural de Arcos de Valdevez, desenvolveu a sua linguagem artística a partir da experiência profissional na área da metalomecânica. Autodidata, trabalha sobretudo com ferro e outros materiais duráveis, transformando elementos de grande resistência em peças escultóricas de forte expressão estética. As viagens realizadas por mais de 45 países influenciaram igualmente a sua visão criativa e artística.
A exposição convida os visitantes a descobrir o encontro entre as paisagens inspiradas pelo território transfronteiriço do Xurés e as esculturas moldadas pelo ferro e pelo fogo, criando uma experiência marcada pelo contraste e pela complementaridade entre formas, texturas e materiais.
Presenças habituais nas Exposições Abertas de Artes Plásticas da Póvoa de Lanhoso, Olga Bernardo e Nuno Veloso têm agora a oportunidade de apresentar um conjunto mais alargado das suas obras, permitindo ao público conhecer de forma mais aprofundada o percurso e a identidade artística de cada um.
A Praia de Moledo, no concelho de Caminha, prepara-se para receber, no próximo dia 4 de julho, a primeira edição do Moledo Festival 2026, um evento que promete unir desporto, natureza, turismo e animação num dos mais emblemáticos destinos balneares do Norte de Portugal.
Mais do que um festival, a iniciativa assume um significado especial para a comunidade local. Após um inverno particularmente rigoroso, que provocou impactos significativos no areal, nas dunas e em diversas infraestruturas costeiras, o evento surge como um momento de celebração, recuperação e valorização de um território reconhecido pela sua forte ligação ao mar.
Ao longo do dia, atletas, visitantes, famílias e amantes dos desportos náuticos poderão participar ou assistir a várias atividades, entre as quais provas de Windsurf Rally Race, SUP Race Técnico, Wingfoil e Parawing Race, torneios de Beach Tennis e uma festa na praia que promete prolongar o ambiente de convívio e animação.
Reconhecida nacional e internacionalmente pelas excelentes condições para a prática de modalidades ligadas ao vento e ao mar, a Praia de Moledo é uma referência para praticantes de windsurf, wingfoil, surf e stand up paddle. O festival pretende reforçar essa identidade, promovendo simultaneamente estilos de vida saudáveis, o contacto com a natureza e a dinamização da economia local.
A organização destaca que esta primeira edição pretende também ser uma demonstração da capacidade de recuperação da comunidade após meses difíceis.
“Queremos que o Moledo Festival seja uma celebração da capacidade de recuperação da nossa comunidade. É um convite para voltar a viver a praia, apoiar a economia local e mostrar que Moledo continua a ser uma referência nacional para os desportos náuticos e para o turismo de natureza”, refere a organização.
O evento conta com o envolvimento de entidades locais, associações e parceiros ligados ao mar, reforçando a importância da cooperação na promoção sustentável do território e na valorização dos seus recursos naturais.
Com o Oceano Atlântico como cenário e a emblemática Fortaleza da Ínsua no horizonte, o Moledo Festival 2026 pretende inaugurar uma nova tradição de verão, celebrando o mar, o desporto e a resiliência de uma comunidade que transforma desafios em oportunidades.
Há uma ironia moderna que diz muito sobre o nosso tempo: até o sono, esse território íntimo, silencioso e aparentemente imune à produtividade, passou a ser medido, classificado e transformado em pontuação. Dormimos com relógios no pulso, anéis no dedo, telemóveis na mesa de cabeceira e aplicações prontas a dizer-nos, logo pela manhã, se a noite foi boa, medíocre ou um pequeno desastre fisiológico.
A promessa é sedutora. Num tempo em que quase tudo é quantificado, os rastreadores de sono oferecem a possibilidade de conhecermos melhor o nosso corpo. Dizem-nos quantas horas dormimos, quantas vezes acordámos, quanto tempo passámos em sono profundo ou em fase REM, e até atribuem uma nota global à nossa noite. Para quem vive cansado, dorme mal ou suspeita que não descansa o suficiente, estes dados parecem uma forma de recuperar controlo.
E, em parte, são-no. Os dispositivos atuais conseguem distinguir razoavelmente bem se estamos acordados ou a dormir. Podem ajudar a identificar padrões, maus hábitos e rotinas prejudiciais. Alguém que descobre, por exemplo, que dorme sistematicamente menos do que imaginava pode passar a deitar-se mais cedo. Alguém que percebe que o álcool, os ecrãs ou horários irregulares perturbam o descanso pode mudar comportamentos. Neste sentido, a tecnologia pode funcionar como espelho: não resolve o problema, mas obriga-nos a olhar para ele.
O problema começa quando o espelho se transforma em juiz.
Dormir não é uma competição, nem deveria ser mais uma área da vida sujeita à tirania da performance. Já contamos passos, calorias, batimentos cardíacos, minutos de exercício, produtividade diária, notificações respondidas e objetivos cumpridos. Faltava transformar também o sono num indicador de sucesso pessoal. Acordar bem deixou de bastar; é preciso que a aplicação confirme que dormimos bem.
Esta dependência da validação tecnológica é particularmente perigosa no sono porque, ao contrário de outras dimensões da saúde, pensar demasiado nele pode estragá-lo. Quem se deita preocupado com a pontuação da noite anterior, com a percentagem de sono profundo ou com a linha irregular do gráfico, dificilmente relaxa. A ansiedade de dormir bem torna-se, paradoxalmente, uma das causas de dormir pior.
É aqui que surge a chamada “ortosónia”, a obsessão com o sono perfeito medida por dispositivos digitais. A pessoa pode acordar descansada, mas ficar inquieta porque a aplicação lhe disse que a noite foi fraca. Ou pode acordar cansada, mas aceitar passivamente uma boa pontuação como se o algoritmo conhecesse melhor o seu corpo do que a sua própria experiência. Em ambos os casos, há uma transferência excessiva de autoridade: deixamos de escutar o corpo para obedecer ao painel de controlo.
Importa também lembrar que estes dispositivos não são instrumentos clínicos completos. São úteis para tendências gerais, mas menos fiáveis na identificação rigorosa das fases do sono. A polissonografia, feita em contexto médico, continua a ser o padrão de referência. Um relógio ou um anel inteligente pode sugerir pistas; não deve substituir diagnóstico, acompanhamento clínico ou bom senso.
O sono é uma necessidade biológica, mas também uma experiência humana. Depende de horários, alimentação, stress, trabalho, relações, preocupações, ambiente, idade e saúde. Reduzi-lo a um número é confortável, mas empobrecedor. A tecnologia gosta de nos convencer de que tudo o que é importante pode ser medido. A vida, felizmente, continua a contrariá-la.
Isto não significa rejeitar os rastreadores de sono. Significa usá-los com maturidade. Podem ser úteis para quem precisa de criar disciplina, perceber tendências ou corrigir rotinas. Mas devem ser instrumentos auxiliares, não oráculos domésticos. O dado deve servir a pessoa, não governá-la.
Talvez a melhor regra seja simples: se o rastreador ajuda a dormir melhor, vale a pena usá-lo. Se aumenta a ansiedade, a comparação ou a obsessão, é melhor tirá-lo. O sono precisa de regularidade, silêncio, confiança e abandono. Precisa menos de gráficos e mais de paz.
Num mundo que quer medir tudo, dormir bem pode tornar-se um pequeno ato de resistência. Não contra a tecnologia, mas contra a ideia de que só existe aquilo que um dispositivo consegue quantificar. Acordar repousado, com energia e clareza, continua a ser uma métrica extraordinária. E não precisa de bateria.