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Braga: Lamas vai festejar Santo António com muita música e animação

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© Costa Verde
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A freguesia de Lamas, em Braga, prepara-se para celebrar as tradicionais Festas de Santo António, que decorrerão nos dias 12, 13 e 14 de junho, prometendo três dias de convívio, animação e muita música.

As festividades em honra de Santo António voltam a reunir a comunidade local e visitantes num ambiente de alegria e tradição, mantendo viva uma celebração profundamente enraizada na identidade da freguesia.

Ao longo dos três dias, o programa contará com diversos momentos de animação musical, atividades de convívio e iniciativas destinadas a todas as idades, proporcionando um ambiente festivo para famílias, amigos e visitantes.

Programa

12 de junho (sexta-feira)

  • 19:00 – Sardinhada
  • 22:00 – Amigos de Sobreposta
  • 00:00 – Fogo de artifício
  • 00:30 – DJ Gonçalo Ferreira

13 de junho (sábado)

  • 10:00 – Arruada com os Zés Pereiras de Pedregais
  • 17:00 – Encerramento da arruada
  • 18:00 – Eucaristia em honra de Santo António
  • 22:00 – Atuação de Nova Dança
  • 00:00 – Fogo de artifício
  • 00:30 – DJ Gonçalo Ferreira

14 de junho (domingo)

  • 09:00 – Alvorada
  • 16:00 – Eucaristia
  • 17:00 – Procissão em honra de Santo António

No Parque Desportivo:

  • 21:30 – Atuação Costa Verde
  • 00:00 – Fogo de artifício
  • 00:30 – Encerramento das festividades

Braga prepara-se para receber o XXXV Encontro Internacional de Gigantones e Cabeçudos

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© São João de Braga
© São João de Braga

Braga volta a afirmar-se como a capital das tradições populares com a realização da XXXV edição do Encontro Internacional de Gigantones e Cabeçudos, que decorrerá nos dias 19 e 20 de junho de 2026, integrado na programação das Festas de São João de Braga.

Organizado pela Ida e Volta – Associação Cultural e Artística, o evento assume este ano um caráter particularmente especial ao celebrar os 35 anos desta iniciativa, coincidindo igualmente com as comemorações dos 30 anos da associação, fundada em 1996.

Ao longo de mais de três décadas, o Encontro Internacional de Gigantones e Cabeçudos tem desempenhado um papel fundamental na preservação e promoção do património cultural imaterial ligado aos Gigantones, Cabeçudos e Zés Pereiras, reunindo grupos nacionais e internacionais num verdadeiro intercâmbio de culturas, tradições e saberes populares.

Maior desfile de percussão do país

A manhã de sábado, 20 de junho, será marcada pela realização do III Rufar de Porta Aberta, iniciativa que reunirá 20 grupos de percussão e centenas de músicos pelas ruas do centro histórico de Braga.

Considerado o maior desfile de percussão realizado em Portugal, o evento promete proporcionar um espetáculo único de ritmo, energia e tradição, percorrendo o trajeto entre o Arco da Porta Nova e a Praça da República.

Mais de 1.500 participantes no grande desfile internacional

O momento mais aguardado do fim de semana acontece na noite de sábado com o XXXV Encontro Internacional de Gigantones e Cabeçudos de Braga.

O desfile contará com a participação de 35 grupos provenientes de Portugal e Espanha, envolvendo mais de 1.500 participantes e cerca de 200 figuras entre Gigantones e Cabeçudos. O centro histórico da cidade transformar-se-á num dos maiores palcos da cultura popular da Península Ibérica, atraindo milhares de espectadores.

Sarau Cultural regressa após uma década

Outra das novidades desta edição é o regresso do Sarau Cultural, dez anos após a sua última realização.

O momento pretende promover o convívio e a partilha entre grupos, dirigentes, músicos e participantes que ajudaram a construir a história deste evento ao longo das últimas décadas, reforçando o espírito de comunidade que caracteriza o encontro.

Tradição e inovação de mãos dadas

A edição de 2026 ficará ainda marcada pela apresentação do projeto “Os Cabeçudos”, uma criação artística que cruza tradição e contemporaneidade.

O espetáculo contará com a participação de Dj Cozta & Slamtype, apresentando uma nova abordagem à valorização desta expressão do património cultural popular, através da fusão entre elementos tradicionais e linguagens artísticas contemporâneas.

Mais do que um evento festivo, o Encontro Internacional de Gigantones e Cabeçudos de Braga continua a afirmar-se como uma celebração da identidade cultural, da memória coletiva e do movimento associativo, mobilizando dezenas de voluntários e envolvendo centenas de participantes e visitantes.

Programa

19 de junho (sexta-feira)

Sarau Cultural

  • 23:00
  • Avenida Central

Concerto “Os Cabeçudos”

  • 00:30
  • Avenida Central

20 de junho (sábado)

III Rufar de Porta Aberta

  • 10:30
  • Percurso: Arco da Porta Nova, Rua D. Diogo de Sousa, Rua do Souto e Praça da República

Receção Oficial aos Grupos Participantes

  • 16:00
  • Salão Nobre da Câmara Municipal de Braga

XXXV Encontro Internacional de Gigantones e Cabeçudos de Braga

  • 21:30
  • Percurso: Praça do Município, Rua D. Frei Caetano Brandão, Rua D. Diogo de Sousa, Rua do Souto, Rua de São Marcos, Largo Carlos Amarante, Rua Dr. Gonçalo Sampaio, Avenida da Liberdade e Praça da República

Baile de Gigantes

  • 23:30
  • Praça da República

Associação de Música Sacra de Braga promove Jornadas Formativas

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© Associação de Música Sacra de Braga
© Associação de Música Sacra de Braga

A Associação de Música Sacra de Braga vai realizar a sexta edição das Jornadas Formativas, uma iniciativa que visa reforçar a formação de músicos ao serviço da Igreja e que decorrerá nos polos de Braga e Ribeirão.

O programa integra os Cursos de Canto, Órgão, Direção Coral e Sénior, contando este ano com uma novidade: a estreia do Curso Infantil, disponível exclusivamente no polo de Braga.

A formação sénior realiza-se em Braga nos dias 1 e 8 de julho e em Ribeirão a 15 e 22 de junho. Já os cursos de Música Litúrgica, nas áreas de Canto, Órgão e Direção Coral, decorrem nos dias 26 de setembro e 3 de outubro, em ambos os polos.

A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição obrigatória e limitada. As inscrições para o Curso Sénior decorrem até 12 de junho, enquanto os interessados nos restantes cursos podem inscrever-se até 12 de setembro.

Serão aceites inscrições de participantes de edições anteriores, embora seja dada prioridade a quem frequenta a formação pela primeira vez. Os interessados podem inscrever-se através dos endereços eletrónicos [email protected] ou [email protected], ou contactar o número 917 645 858.

SC Braga domina Torneio Primavera de Cadetes com 15 medalhas

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© SC Braga
© SC Braga

O SC Braga esteve em grande destaque no Torneio Primavera de Cadetes, realizado este sábado, ao terminar a competição no primeiro lugar da estatística de medalhas.

Ao longo das 70 provas disputadas, os jovens nadadores alcançaram 63 recordes pessoais, um indicador da evolução e do trabalho desenvolvido pela equipa técnica e pelos atletas durante a temporada.

No total, o SC Braga conquistou 15 medalhas, distribuídas por cinco de ouro, quatro de prata e seis de bronze.

Entre os principais destaques individuais esteve Isabella Schaab, vencedora dos 200 metros Livres e dos 100 metros Estilos, e Dinis Ferreira Afonso, que também subiu ao lugar mais alto do pódio nos 100 metros Estilos e nos 200 metros Livres.

Carlota Coelho conquistou uma medalha de ouro e uma de prata, enquanto Ana Silva arrecadou duas medalhas de prata.

Nas medalhas de bronze destacaram-se Gabriel Gonçalves, com uma prata e um bronze, Leonor Fernandes, com dois terceiros lugares, além de Manuel Pimenta, Elias Barros e Tiago Gonçalves, que também alcançaram lugares no pódio.

A prestação coletiva permitiu ao SC Braga terminar a competição como a equipa mais medalhada do torneio, reforçando a qualidade do trabalho realizado nos escalões de formação da natação bracarense.

Que sociedade é esta em que nos estamos a tornar?

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© Paulo Veiga
© Paulo Veiga

Há perguntas que incomodam. Perguntas que nos obrigam a olhar para o espelho da sociedade e a questionar aquilo que vemos refletido. Uma dessas perguntas é simples, mas profundamente perturbadora:

– Que sociedade é esta em que nos estamos a tornar?

Vivemos uma época paradoxal. Nunca a Humanidade teve tantos meios para comunicar, e nunca esteve tão distante de si própria. Nunca tivemos tanta informação disponível, e nunca parecemos tão perdidos quanto ao essencial. Nunca falámos tanto sobre amor, empatia e inclusão, e nunca fomos tão incapazes de olhar verdadeiramente para o sofrimento humano que nos rodeia.

Assistimos, silenciosamente, a uma transformação cultural que merece reflexão.

Hoje, muitas pessoas chamam “filhos” aos seus animais de companhia. Celebram os seus aniversários, vestem-nos, levam-nos a spas, compram-lhes roupas de luxo, organizam sessões fotográficas e criam perfis nas redes sociais onde exibem cada momento da sua vida. Atenção, não há nada de errado em amar um animal, pelo contrário, o respeito pelos animais é um sinal de civilização.

O problema começa quando a afeição legítima se transforma numa substituição da própria condição humana, quando um cão ou um gato passam a ocupar emocionalmente o lugar que outrora era reservado aos filhos, aos pais, aos irmãos, aos amigos ou aos vizinhos, talvez não estejamos apenas perante uma demonstração de carinho, talvez estejamos perante um sintoma de uma sociedade cada vez mais solitária, de uma geração que aprendeu a relacionar-se sem correr riscos emocionais. Porque um animal nunca nos contradiz, não nos abandona por discordar das nossas ideias, não nos confronta com os nossos defeitos, nem nos exige negociações complexas, perdão, crescimento ou maturidade emocional.

As relações humanas, essas sim, são difíceis, exigem paciência, tolerância, renúncia ao ego, capacidade de lidar com a diferença.

Talvez por isso muitos estejam, consciente ou inconscientemente, a fugir delas.

Vivemos numa sociedade onde se multiplicam campanhas pelos direitos dos animais, isso é positivo, mas onde, simultaneamente, milhares de idosos morrem na solidão, esquecidos pelos próprios familiares.

Uma sociedade que se indigna, com razão, perante o abandono de um cão, mas que permanece indiferente perante o abandono de um pai num lar, que recolhe fundos para animais abandonados, mas que passa diariamente por sem-abrigo sem sequer lhes dirigir um olhar.

Não se trata de escolher entre amar pessoas ou amar animais,trata-se de perceber a inversão de prioridades que parece estar a acontecer.

O ser humano está a perder centralidade na própria Humanidade.

Estamos a assistir à normalização de uma realidade onde há quem conheça melhor os hábitos do seu animal do que os sonhos dos seus filhos, quem passe horas a fotografar o seu cão para as redes sociais, mas não encontre dez minutos para ouvir verdadeiramente o companheiro, a esposa, o marido ou os pais. E talvez a questão mais preocupante não seja sequer esta, talvez a questão seja a razão pela qual isto acontece.

As sociedades modernas promoveram uma ideia de felicidade profundamente individualista. Tudo gira em torno do “eu”, o meu bem-estar, as minhas emoções, as minhas necessidades, a minha realização pessoal. Mas o amor verdadeiro nunca foi sobre o “eu”, foi sempre sobre o “nós”.

Quando uma cultura deixa de valorizar o compromisso, a família, a comunidade e a responsabilidade partilhada, procura inevitavelmente formas mais simples, mais previsíveis e menos exigentes de preencher os seus vazios emocionais. Os animais oferecem amor, mas não substituem a riqueza da experiência humana, o abraço de um filho, a conversa com um amigo, a sabedoria de um pai, a cumplicidade de um avô, a responsabilidade de educar uma criança e contribuir para o futuro da sociedade.

Nenhuma civilização sobrevive apenas com conforto emocional, sobrevive através da transmissão de valores, da educação, da família, da solidariedade e da continuidade entre gerações.

E é precisamente aqui que devemos refletir.

Quando uma sociedade começa a investir mais energia emocional em relações que não exigem crescimento do que naquelas que o exigem, talvez esteja a perder algo fundamental, a capacidade de ser verdadeiramente humana.

Não se trata de condenar quem ama os seus animais, até porque o amor é sempre uma força positiva.

Mas é legítimo perguntar:

– Será que estamos a humanizar os animais porque estamos a deixar de humanizar as pessoas?

– Será que estamos a procurar nos animais o afeto que deixámos de construir entre nós?

– Será que a solidão moderna está a ser mascarada por uma falsa sensação de companhia?

E, acima de tudo, será que estamos a educar as próximas gerações para cuidar da Humanidade ou apenas para cuidar de si próprias?

As respostas podem ser incómodas, mas as sociedades não evoluem quando evitam perguntas difíceis, talvez uma das mais importantes do nosso tempo seja precisamente esta:

– Estamos a amar mais os animais… ou estamos simplesmente a amar menos as pessoas?

Papa Leão XIV felicita Misericórdias Portuguesas pelos 50 anos da União

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DR
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O Papa Leão XIV enviou uma mensagem de felicitações e encorajamento à União das Misericórdias Portuguesas por ocasião do seu 50.º aniversário, assinalado durante o Congresso Nacional das Misericórdias, que decorreu em Braga entre os dias 4 e 6 de junho.

A mensagem foi dirigida ao presidente do Secretariado Nacional da UMP, Manuel de Lemos, e manifesta a união do Santo Padre às comemorações desta data simbólica para o movimento misericordioso português.

Na missiva, Leão XIV exorta as Misericórdias a permanecerem fiéis à sua missão de difundir, nos tempos atuais, “a caridade de Cristo, Rosto misericordioso do Pai”, sublinhando o papel fundamental destas instituições no apoio social e na promoção da dignidade humana.

O Papa destaca ainda a importância da solidariedade, que define simultaneamente como princípio e virtude. Enquanto princípio, refere-se à organização das relações entre pessoas e comunidades; enquanto virtude, exige um compromisso firme e perseverante com o bem comum, particularmente em favor dos mais vulneráveis.

Como sinal de proximidade e incentivo, o Santo Padre apelou à continuidade do trabalho desenvolvido pelas Misericórdias portuguesas, inspiradas na figura de Jesus Cristo como “Bom Samaritano da humanidade”, reforçando a necessidade de uma ação social assente na compaixão e no serviço ao próximo.

A mensagem termina com a concessão da Bênção Apostólica a todos os participantes e envolvidos na missão da União das Misericórdias Portuguesas, acompanhada dos votos de abundantes graças para os frutos do congresso e para o futuro da instituição.

Barcelos recebe abertura nacional das Jornadas Europeias de Arqueologia

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© CM Barcelos
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Barcelos vai acolher, no próximo dia 12 de junho, a sessão de abertura das Jornadas Europeias de Arqueologia (JAE) 2026, iniciativa que decorre em simultâneo em 30 países e que pretende aproximar os cidadãos da arqueologia e do património cultural.

A cerimónia realiza-se a partir das 14h30, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, contando com a presença do secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, do presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Mário Constantino Lopes, e de João Soalheiro, responsável pela coordenação das jornadas em Portugal.

Criadas por iniciativa de França, as Jornadas Europeias de Arqueologia têm como objetivo divulgar o trabalho arqueológico junto do público, promovendo o conhecimento, a valorização e a preservação do património.

A edição deste ano decorre entre 12 e 15 de junho e terá como momento central da sessão inaugural uma mesa-redonda subordinada ao tema “Perspetivas da Investigação e Valorização em Castros”.

O debate será moderado por Ana Catarina Sousa e reunirá especialistas ligados à investigação arqueológica, entre os quais Andreia Arezes, responsável pelo Projeto de Investigação Arqueológica de Guifões, e Rui Morais, coordenador do estudo científico do Castro de Alvarelhos.

Participam igualmente os arqueólogos municipais Cláudio Brochado e Sandra Rodrigues, que apresentarão os trabalhos desenvolvidos sobre o Castelo de Faria e o fenómeno castrejo no território barcelense.

A programação inclui ainda a apresentação do 28.º volume da Revista Portuguesa de Arqueologia, uma publicação de referência na divulgação de estudos e investigações arqueológicas em Portugal. A apresentação estará a cargo de João Pedro da Cunha Ribeiro.

O encerramento da sessão ficará a cargo do secretário de Estado da Cultura, assinalando o arranque oficial das Jornadas Europeias de Arqueologia 2026 em território nacional.

Reforma e greve: o vazio que é Portugal

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© Fernando Costa
© Fernando Costa

Esta semana, no seguimento da tão proclamada “reforma laboral” (já voltamos a isto), tivemos mais uma grave geral no país. Para o Governo, os constrangimentos foram mínimos e a greve não se fez notar, excetuando um ou outro setor da função pública. Já na ótica dos sindicatos, o país parou, e de forma abrupta. Nada de novo aqui.

No decurso dos protestos, ouvi várias vezes a tentativa de “escravizar o trabalhador”, ou do “retrocesso civilizacional” que esta reforma estava a tentar trazer ao mercado de trabalho. Confesso que – e a culpa deverá ser minha, por não ter ouvido o suficiente – não apanhei quais das medidas em particular é que estariam a contribuir para essa mesma indignação e respetiva diminuição dos direitos dos trabalhadores.

Sei, no entanto, que um dos temas mais críticos, e que tem sido motivo de abertura em qualquer telejornal ao longo dos últimos meses, recaíram nas medidas relacionadas com a licença de amamentação e com as faltas por luto gestacional, que foram inclusive muitas das narrativas por parte da oposição (em particular o Chega) para rejeitar o pacote laboral que o Governo tenta, há meses, promulgar.

Também sei que não devo ser redutor em achar que são estas as principais razões dos partidos para rejeitar veementemente esta (tentativa de) reforma, até porque há outras questões que tem sido justamente debatidas (como o banco de horas individual, que curiosamente não afeta a função pública). Mas creio que, olhando para o debate político desde o início do ano, que é justo tê-las como ponto de partida.

Portanto podemos começar numa primeira premissa: num país que, segundo o mais recente relatório da OCDE, é dos países mais rígidos na Europa a nível do mercado de trabalho, e com menor flexibilização, o que passamos horas a discutir nos jornais, na televisão e nas ruas são medidas que (concordando ou não com elas) tem um impacto praticamente nulo no código de trabalho. E num pacote laboral que afeta maioritariamente o setor privado, temos uma greve aderida pela função pública, que é a menos afetada por essa mesma reforma.

Mas mesmo se ignorarmos estes paradoxos, e se pegarmos nas medidas que efetivamente poderiam ter impacto, como os contratos a termo, e a maior flexibilização nos despedimentos (que traria, por consequência, maior facilidade em contratar), para os sindicatos e para grande parte da oposição trata-se de uma tentativa de retirar direitos a quem trabalha. Ou seja, todos querem uma mudança. A não ser quando ela surge.

É importante ressalvar que as verdadeiras reformas são as reformas que não são populares (se fossem fáceis e agradáveis já teriam sido feitas há muito mais tempo). Esse é talvez o derradeiro elogio que eu poderia fazer a este Governo. Mas seria o único. Porque não só a reforma já se perdeu nos jogos partidários com a oposição mais socialista (falo do Chega, mas não só), como as poucas medidas que realmente interessariam não souberam ser explicadas de forma clara aos portugueses, que não são obrigadas a ter de entender literacia financeira de trás para a frente.

Portanto com ou sem estas alterações, e no meio de muitas dúvidas, podemos ter algumas garantias: que iremos manter-nos num país sem investimento, sem oportunidades de emprego, e acima de tudo sem uma mudança estrutural no código de trabalho. As empresas continuarão com receio em contratos sem termo, e os jovens de contrato a prazo de contrato a prazo, até que um dia decidam emigrar. A falta de produtividade (provocada por estas mesmas razões) continuarão, lá ao fundo do túnel, para um dia mais tarde resolver. Mas o pior é que a nossa luta nem sequer se centra nisso, mas sim com fait-divers que nos distraem do que realmente interessa. No final, e principalmente se a reforma cair, festejaremos pequenas vitórias morais dentro de uma mediocridade de que não queremos sair.

Já do outro lado, além dos défices gritantes de comunicação eficiente, o Governo conseguiu a proeza de obter a fama sem proveito: a impopularidade de uma reforma laboral, que de reforma já tinha muito pouco.

Mas como diz o atual primeiro-ministro, o país “não vai acabar” se a legislação cair. Nisso está certo: podemos ficar descansados. Até porque é bastante provável que ele já tenha acabado há muito tempo. Principalmente para quem viver e singrar nele.

Artur Feio entra na corrida à liderança do PS Braga

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© PS
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Artur Feio anunciou a sua candidatura à liderança da concelhia do PS Braga, apresentando uma proposta assente no reforço da participação dos militantes, na proximidade às populações e na renovação da intervenção política no concelho.

Na apresentação da candidatura, o candidato afirmou avançar com um “profundo sentido de responsabilidade” e com a convicção de que “é necessário reforçar os espaços de debate e decisão internos”, defendendo “um partido mais aberto, participativo e próximo das suas bases”.

Artur Feio destacou ainda o apoio recebido de autarcas do concelho, considerando que “esse respaldo representa uma vontade coletiva de fortalecer a estrutura partidária e prepará-la para os desafios futuros2.

O candidato sublinhou que o projeto que lidera pretende “integrar diferentes sensibilidades internas, apostando na unidade e no diálogo como fatores de fortalecimento da organização. Defendeu igualmente uma maior presença territorial, através de um contacto regular com freguesias, associações e instituições locais”.

Entre as prioridades apontadas está também o envolvimento das novas gerações na vida cívica e política. Artur Feio considera “essencial criar condições para atrair mais jovens à participação pública, promovendo espaços de responsabilidade e intervenção”.

A candidatura assume como objetivo “reforçar a relevância política do partido em Braga, aumentar a sua capacidade de intervenção pública e construir uma estrutura mais mobilizadora e próxima da comunidade”.

Braga: Palmeira recebe 44.º Concurso “Vestido Pintado” nos dias 12 e 13 de junho

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© Junta de Palmeira / Daniel Fernandes
© Junta de Palmeira / Daniel Fernandes

A vila de Palmeira, em Braga, volta a realização da 44.ª edição do Concurso “Vestido Pintado”, nos dias 12 e 13 de junho.

O evento decorrerá nas instalações da Associação Recreativa e Cultural de Palmeira e promete dois dias de animação, criatividade e convívio, reunindo participantes e visitantes num ambiente de festa.

A apresentação estará a cargo de Daniel Fernandes e Marta Faria, que conduzirão os diversos momentos do desfile.

A iniciativa terá início no dia 12 de junho, às 19:00, com um Arraial Minhoto e bar aberto, proporcionando um momento de confraternização entre os participantes. Pelas 21:30, sobe ao palco o grupo de animação “Sétima Vaga”, prometendo uma noite de muita música e diversão.

No dia 13 de junho, o destaque vai para a apresentação e desfile dos vestidos a concurso, agendado para as 21:30. O momento mais aguardado do evento dará a conhecer os trabalhos criativos desenvolvidos pelos participantes, numa demonstração de talento, imaginação e expressão artística.

A noite contará ainda com atuações da Bracara Team, do Grupo Bracara Spice e do DJ Tostas, que encerrarão a iniciativa com muita animação.

Ao longo de mais de quatro décadas, o Concurso “Vestido Pintado” tem afirmado a sua identidade como um evento de referência em Palmeira, promovendo a cultura, a criatividade e o envolvimento da comunidade local.