A Associação Recreativa e Cultural Flor do Monte, da freguesia da Carreira, venceu pela primeira vez o concurso das Marchas Antoninas de Vila Nova de Famalicão, numa edição marcada pela celebração das Antoninas como Património Cultural Imaterial de Portugal.
Inspirada no tema “A joia da Coroa do concelho”, a marcha destacou-se pela valorização da identidade, da memória coletiva e das tradições locais, conquistando o júri e alcançando um total de 140 pontos. Além da vitória na classificação geral, arrecadou também os prémios de Melhor Coreografia e Melhores Arcos.
O segundo lugar foi atribuído à GARRA – Grupo Associativo e Recreativo Ribeirão em Ação, com 132 pontos, distinguida ainda com os prémios de Melhor Letra e Melhor Música. Com a mesma pontuação, a Associação do Coração, de Vale São Cosme, garantiu a terceira posição.
Entre os prémios individuais, a Associação Desportiva e Cultural de São Martinho de Brufe recebeu a distinção de Melhor Guarda-Roupa, enquanto a Associação Cultural e Recreativa São Pedro de Riba d’Ave conquistou o prémio de Marcha Mais Popular.
A noite levou milhares de pessoas às ruas da cidade para assistir ao desfile das dez marchas participantes, num dos momentos mais emblemáticos das Festas Antoninas. O ambiente de festa, marcado pela música, cor e entusiasmo do público, voltou a evidenciar a forte ligação da comunidade a esta tradição.
No final do espetáculo, o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Mário Passos, destacou a mobilização da população e das associações locais. O autarca considerou que a forte adesão do público demonstra a vitalidade desta manifestação cultural e enalteceu o trabalho desenvolvido pelas coletividades na preparação das marchas.
As Festas Antoninas terminam este sábado, feriado municipal, com as celebrações religiosas em honra de Santo António, que incluem a Missa Solene, a distribuição do Pão de Santo António, a Procissão Solene e, à noite, o concerto de Nena no Parque da Devesa, seguido de uma sessão de fogo de artifício.
Durante anos, discutimos a inteligência artificial como se o seu principal impacto fosse substituir pessoas. A pergunta repetia-se em conferências, debates políticos e conversas de café: que empregos vão desaparecer? Que profissões serão automatizadas? Que tarefas deixarão de precisar de intervenção humana?
A pergunta continua a ser relevante, mas talvez não seja a mais urgente. O risco mais próximo pode não ser a inteligência artificial pensar melhor do que nós. Pode ser nós deixarmos, pouco a pouco, de pensar com a profundidade necessária.
A inteligência artificial generativa trouxe algo extraordinário: acesso instantâneo a explicações, sínteses, argumentos, textos, imagens, código e soluções para problemas complexos. Nunca foi tão fácil obter uma resposta. Mas essa facilidade tem um preço. Quando uma resposta surge em segundos, redigida com segurança, clareza e aparente autoridade, cria-se uma ilusão poderosa: a de que saber perguntar equivale a compreender.
Não equivale.
Compreender exige esforço. Exige tempo. Exige hesitação, erro, confronto de ideias, revisão de argumentos e capacidade de distinguir entre uma formulação elegante e uma conclusão verdadeira. A inteligência artificial é particularmente perigosa não quando responde mal, mas quando responde bem demais. Ou, pelo menos, quando responde de forma suficientemente convincente para nos dispensar do incómodo de pensar.
Esta é uma questão decisiva para a educação. O problema não está apenas nos estudantes que usam IA para fazer trabalhos. Está numa transformação mais profunda: a passagem de uma cultura de aprendizagem para uma cultura de produção rápida de respostas. Se a escola e a universidade avaliarem apenas o resultado final, a IA será inevitavelmente usada como atalho. Mas se avaliarem o raciocínio, o processo, a argumentação e a capacidade de defender uma posição, então a IA pode tornar-se uma ferramenta poderosa de aprendizagem.
A diferença está no modo de utilização. Há quem use a IA para automatizar o esforço: pede, copia, entrega. Há quem a use apenas para confirmar aquilo que já pensava. E há quem a use para discutir: pede contra-argumentos, exige justificações, identifica contradições, testa hipóteses, compara fontes, revê conclusões. Só neste último caso a inteligência artificial amplia verdadeiramente a inteligência humana.
Por isso, a literacia digital do futuro não pode limitar-se a ensinar como usar ferramentas de IA. Terá de ensinar como desconfiar delas. Como formular melhores perguntas. Como pedir evidência. Como reconhecer respostas plausíveis mas frágeis. Como resistir ao conforto da primeira explicação. Como transformar a máquina num interlocutor exigente, e não num oráculo obediente.
Este desafio ultrapassa a escola. Nas empresas, na administração pública, nos tribunais, nos hospitais e nos meios de comunicação social, a IA começará a apoiar decisões cada vez mais relevantes. O perigo não está apenas nos erros dos sistemas. Está na complacência humana perante sistemas que parecem competentes. Uma recomendação produzida por uma máquina sofisticada pode ser aceite com menos resistência do que a opinião de uma pessoa, precisamente porque vem revestida de neutralidade técnica.
É aqui que nasce o chamado viés de automação: a tendência para confiar demasiado na resposta da máquina. E quanto mais fluente, rápida e personalizada for essa resposta, maior será a tentação de a aceitar sem escrutínio. Ter “um humano no circuito” não basta, se esse humano estiver apenas a carimbar decisões que já não compreende plenamente.
Portugal deve olhar para este debate com atenção. Num país que continua a enfrentar fragilidades estruturais na qualificação, na produtividade e na cultura científica, a IA pode ser uma oportunidade extraordinária. Pode ajudar estudantes, professores, investigadores, empresas e serviços públicos. Mas também pode consolidar maus hábitos: superficialidade, dependência, menor exigência intelectual e substituição do pensamento crítico por respostas instantâneas.
A questão, portanto, não é se devemos usar inteligência artificial. Devemos. A questão é se a vamos usar para pensar melhor ou para pensar menos.
A resposta dependerá das instituições, mas também de cada utilizador. Precisamos de escolas que ensinem os alunos a justificar o que escrevem. De universidades que valorizem mais o percurso intelectual do que o produto final. De empresas que não confundam eficiência com abdicação do julgamento humano. De reguladores que compreendam que a segurança da IA não se mede apenas pela precisão dos modelos, mas também pelo efeito que estes produzem nas capacidades das pessoas.
A inteligência artificial deve ser desenhada para criar fricção produtiva. Em vez de oferecer sempre respostas fechadas, deve fazer perguntas, apresentar alternativas, expor incertezas e obrigar o utilizador a tomar posição. Uma boa IA educativa não deve apenas resolver o exercício; deve ajudar o aluno a perceber por que razão uma solução está certa ou errada. Uma boa IA profissional não deve apenas sugerir uma decisão; deve mostrar os pressupostos, riscos e limites dessa decisão.
O futuro não será dividido entre quem usa e quem não usa IA. Essa distinção rapidamente deixará de fazer sentido. O futuro será dividido entre quem sabe dialogar criticamente com a IA e quem apenas obedece às suas respostas.
Aprender a usar inteligência artificial será importante. Mas aprender a discordar dela será essencial.
O final de mais um ano letivo convida-nos inevitavelmente a olhar para trás, a avaliar o caminho percorrido e a traçar linhas de esperança para o horizonte que se avizinha.
Em Braga, uma cidade onde a juventude e a tradição se cruzam a cada esquina, este encerramento ganha uma envolvência muito própria, moldada pela vitalidade das nossas escolas, pelo empenho das famílias e pela dedicação de toda a comunidade educativa, desde os professores e assistentes aos dirigentes e parceiros locais.
Ao fazermos o balanço dos últimos meses, salta à vista um conjunto de pontos profundamente positivos que continuam a afirmar Braga como uma cidade educadora, com as nossas escolas a abrirem-se ao mundo através de projetos altamente inovadores e premiados.
A valorização da identidade cultural e a cidadania ativa estão bem patentes no dinamismo do Orçamento Participativo Escolar. É a partir desta incubadora de ideias que nascem iniciativas exemplares como o projeto InclusivaMente – Espaço que Abraça, desenvolvido no Agrupamento de Escolas de Real, que promove a requalificação inclusiva com tecnologia adaptada e clubes de convívio para alunos com multideficiência, demonstrando que a inclusão escolar em Braga se faz com ações concretas e sensibilidade social.
A excelência estende-se desde os primeiros anos de escolaridade até ao ensino secundário, cruzando o ensino público e o privado de forma inspiradora. No pré-escolar e primeiro ciclo, o foco na sustentabilidade e no futuro ganha vida em jardins de infância como os da Ponte Pedrinha, Lomar ou Quinta das Fontes, reconhecidos pelas suas hortas pedagógicas, ou no sucesso da Escola Básica de São Lázaro e do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, cujos alunos conquistaram lugares de grande destaque nacional no programa de literacia financeira “No Poupar Está o Ganho”. Nos ciclos seguintes, o concelho afirma-se na vanguarda da ciência e do empreendedorismo. Enquanto os Clubes de Ciência Viva de agrupamentos públicos como Carlos Amarante ou Maximinos desenvolvem projetos premiados de robótica e biologia molecular em estreita ligação com a Universidade do Minho e o Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia, instituições do ensino privado como o Colégio Luso-Internacional de Braga e o Colégio Dom Diogo de Sousa continuam a dar cartas em olimpíadas e simulações diplomáticas internacionais. Tudo isto prova que as nossas escolas são autênticos faróis de enriquecimento humano e científico.
Contudo, um olhar honesto sobre a nossa realidade exige também que saibamos reconhecer os pontos negativos e os desafios estruturais que continuam a colocar entraves ao pleno desenvolvimento do nosso sistema educativo.
O ano letivo que agora termina voltou a ser marcado por uma enorme sobrecarga sobre os docentes e profissionais da educação, que muitas vezes enfrentam o desgaste de exigências burocráticas pesadas em detrimento do tempo precioso que gostariam de dedicar à proximidade com os alunos e à mentoria destes mesmos projetos.
Além disso, as assimetrias no acesso a recursos e a necessidade urgente de continuar a requalificar as infraestruturas escolares de forma homogénea continuam a fazer-se sentir. Questões fundamentais como a melhoria das condições físicas de alguns estabelecimentos mais antigos e a garantia de respostas sociais que cubram eficazmente as reais necessidades de todas as famílias bracarenses são lacunas que exigem uma intervenção mais ágil por parte de todas as instâncias responsáveis.
Olhamos para o arranque do próximo ano letivo com um renovado sentimento de esperança e ambição, esperando que o novo ciclo traga o oxigénio de que as escolas precisam, traduzido numa maior estabilidade para o corpo docente e na valorização das carreiras.
Braga tem o talento, os parceiros e a energia contagiante para continuar a liderar na educação. Que o próximo ano letivo seja a oportunidade para corrigir as falhas detetadas e consolidar os projetos de sucesso, mantendo o futuro das novas gerações no centro de todas as decisões.
O Dia de Santo António, assinalado este sábado, 13 de junho, é uma das datas mais emblemáticas do calendário religioso e popular português, sendo celebrado de norte a sul do país com manifestações de fé, procissões, arraiais e diversas iniciativas culturais.
Conhecido como o santo casamenteiro e padroeiro dos pobres, Santo António continua a despertar uma profunda devoção entre os fiéis, que participam nas celebrações religiosas em sua honra, agradecendo graças alcançadas e renovando promessas.
Em várias localidades, as igrejas acolhem missas solenes e procissões que percorrem as ruas ornamentadas para a ocasião. Paralelamente, as tradicionais festas populares reúnem milhares de pessoas em momentos de convívio, música e animação, mantendo vivas tradições que atravessam gerações.
Santo António nasceu em Lisboa, no final do século XII, com o nome de Fernando de Bulhões. Ingressou na vida religiosa e destacou-se pela sua dedicação à pregação do Evangelho, pelo auxílio aos mais necessitados e pelos inúmeros milagres que lhe são atribuídos. A sua popularidade espalhou-se rapidamente por todo o mundo cristão, tornando-se um dos santos mais venerados da Igreja Católica.
Em Portugal, o dia é vivido de forma especial, sobretudo em Lisboa, cidade natal do santo, mas também em muitas freguesias e paróquias que o têm como padroeiro. As marchas populares, os arraiais e os momentos de confraternização juntam-se à dimensão religiosa, fazendo desta celebração uma das mais acarinhadas pelos portugueses.
Entre a devoção e a tradição popular, o Dia de Santo António continua a afirmar-se como um momento de união comunitária, preservação da cultura e renovação da fé, mantendo vivo o legado de um dos santos mais queridos do povo português.
Famalicão, Vila Verde e Amares também celebram Santo António, Padroeiro destes concelhos do distrito de Braga.
As Festas D’Amares cancelou o fogo de artifício que estava agendado na programação das festividades de Santo António.
A organização emitiu um comunicado a dar nota do cancelamento na sua página oficial. “A organização das Festas D’Amares, juntamente com as diversas entidades competentes, informa que, devido às condições climatéricas adversas, o espetáculo de fogo de artifício planeado para hoje à noite não irá realizar-se. A decisão resulta da classificação de risco de incêndio anunciado para esta sexta feira, dia 12 de junho e por existirem, neste momento, várias zonas de fogos ativas ao nosso redor. Por profundo respeito ao trabalho incansável dos nossos bombeiros e a todas as pessoas lesadas por esta situação, foi tomada a decisão conjunta de não avançar com esta iniciativa. Esperamos que no próximo ano seja possível voltar a iluminar o nosso céu. Agradecemos desde já a vossa total compreensão”, informou na página.
Dezenas de crianças da catequese do Arciprestado de Celorico de Basto participaram, no passado dia 10 de junho, Dia do Anjo de Portugal, numa peregrinação à Paróquia de São Romão do Corgo, terra natal do Venerável Frei Bernardo de Vasconcelos.
A iniciativa, promovida pela Pastoral da Catequese Arciprestal sob o lema “Com Frei Bernardo comungamos o Pão dos Fortes”, reuniu crianças, catequistas e familiares num dia marcado pela fé, formação e convívio.
Um dos momentos mais significativos da jornada foi a visita à casa onde nasceu e viveu parte da sua infância Frei Bernardo de Vasconcelos. A visita foi orientada por Hugo Henriques, Vice-Postulador da Causa de Beatificação e Canonização, que apresentou às crianças os principais momentos da vida e da espiritualidade daquele que é considerado um exemplo de santidade para a Igreja.
Ao longo do percurso, os participantes tiveram oportunidade de conhecer melhor a influência da família, da oração e da Eucaristia na formação humana e espiritual de Frei Bernardo, que mais tarde abraçaria a vida monástica beneditina.
Durante a visita, Hugo Henriques destacou a profunda ligação de Frei Bernardo a Jesus Cristo, sublinhando que a oração e a Eucaristia constituíam o centro da sua vida. O responsável recordou ainda que este ano se assinala o décimo aniversário da declaração das virtudes heroicas de Frei Bernardo pelo Papa Francisco, bem como os dez anos da sua proclamação como Venerável.
Por sua vez, o Padre José Carlos Macedo, Assistente Arciprestal da Catequese, salientou a importância de proporcionar às crianças referências concretas de vida cristã. Segundo o sacerdote, Frei Bernardo continua a ser um exemplo inspirador para as novas gerações, demonstrando que é possível viver o Evangelho com autenticidade no quotidiano.
Após a visita, os peregrinos participaram na celebração da Eucaristia, presidida pelo pároco de São Romão do Corgo, Padre Parcídio Rodrigues. No final da celebração, foi oferecido a cada participante um exemplar da obra “Frei Bernardo Contado aos Jovens”, da autoria de Monsenhor Mário Rui Oliveira, Postulador da Causa de Beatificação e Canonização.
A tarde ficou ainda marcada por momentos de convívio, animação e partilha, num ambiente de alegria e fraternidade entre todos os presentes.
A peregrinação constituiu uma oportunidade privilegiada para aprofundar o conhecimento da vida e da mensagem do Venerável Frei Bernardo de Vasconcelos, incentivando as crianças a seguir o seu exemplo de amizade com Jesus, amor à Eucaristia e serviço generoso ao próximo.
As ruas de Braga encheram-se de cor, alegria e tradição esta sexta-feira com a realização das Marchas de Santo António, protagonizadas por centenas de crianças de vários estabelecimentos de ensino.
O Rossio da Sé e a Avenida Central foram os palcos desta iniciativa que voltou a celebrar as tradições populares associadas aos Santos Populares, proporcionando momentos de grande animação e entusiasmo.
Trajadas a rigor e acompanhadas por músicas e coreografias preparadas especialmente para a ocasião, as crianças desfilaram perante inúmeros familiares, amigos e curiosos que se juntaram para assistir ao espetáculo. O evento transformou o centro da cidade num verdadeiro cenário festivo, marcado pela criatividade, pelo talento e pela dedicação dos participantes.
A iniciativa permitiu preservar e promover uma das mais emblemáticas tradições populares portuguesas, envolvendo as gerações mais jovens e reforçando o espírito comunitário que caracteriza esta época festiva.
A candidatura “Por um PS Presente”, liderada por Artur Feio, vai apresentar publicamente o seu projeto para a Comissão Política Concelhia do Partido Socialista de Braga este sábado, 13 de junho.
A sessão de apresentação está marcada para as 18:00, na sede do PS Braga, situada na Avenida João XXI, e servirá para dar a conhecer as principais linhas orientadoras da candidatura.
Sob o lema “Por um PS Presente”, o projeto assume-se como “uma proposta mobilizadora e integradora, centrada no fortalecimento da presença do partido junto dos militantes e da comunidade bracarense”. A candidatura destaca como pilares fundamentais “a proximidade, a união e o diálogo, procurando reforçar o papel do Partido Socialista na construção do futuro do concelho”.
A iniciativa contará com a presença de militantes, simpatizantes e convidados. A eleição para a Comissão Política Concelhia do PS Braga insere-se no processo interno de renovação dos órgãos partidários, num momento considerado importante para a definição das estratégias e prioridades futuras da estrutura local socialista.
Recorde-se que Pedro Sousa também é candidato à Concelhia do PS de Braga. As eleições internas marcadas para 20 de junho.
O Centro de Juventude de Braga participou no seminário europeu “Supporting Young People’s Critical Thinking in a Digital Age”, realizado em Timișoara, na Roménia, no âmbito de uma parceria entre a Comissão Europeia e o Conselho da Europa para a Juventude.
O encontro reuniu cerca de 55 participantes de vários países europeus, incluindo profissionais do trabalho com jovens, especialistas em media e digitalização, investigadores na área da inteligência artificial, bem como representantes de organizações juvenis e centros de juventude.
Durante os três dias de trabalhos, os participantes debateram os desafios e oportunidades colocados pelas tecnologias digitais às novas gerações, com particular enfoque no desenvolvimento do pensamento crítico, da literacia digital e da participação democrática num contexto cada vez mais influenciado pela inteligência artificial. Foram ainda discutidas estratégias para capacitar os jovens a compreender, questionar e intervir de forma consciente no espaço digital.
Para o diretor do Centro de Juventude de Braga, Pedro Couto Soares, a presença da instituição no seminário reveste-se de especial importância. “Esta participação é particularmente relevante, porque reflete o posicionamento do centro, mas simultaneamente, o reconhecimento europeu que tem sido alcançado graças ao trabalho desenvolvido com os jovens a partir do nosso concelho”, afirmou.
A iniciativa integra o plano de trabalho 2026-2028 da parceria UE–Conselho da Europa para a Juventude, que prevê o reforço da capacitação de profissionais do setor e a criação de ferramentas destinadas a ajudar os jovens a enfrentar os desafios emergentes da era digital.
Segundo o Centro de Juventude de Braga, a participação neste tipo de encontros permite acompanhar práticas e reflexões europeias recentes na área, reforçando o compromisso da instituição com a promoção da cidadania ativa, da literacia mediática e digital e do desenvolvimento de competências críticas entre os jovens.