O PS Braga denunciou e manifestou preocupação com a atualização do tarifário da AGERE, após a medida ter sido chumbada na última Reunião de Câmara.
Segundo a Concelhia de Braga, a atualização já está refletida nas faturas emitidas aos munícipes a partir de 1 de fevereiro.
“Após inúmeros alertas de bracarenses, confirmámos aumentos entre 6,48% no consumo de água e 8,46% na tarifa de drenagem de águas residuais, bem como uma subida de 7,48% na tarifa de disponibilidade de águas residuais” anunciou o PS Braga.
“Com que fundamento legal foram aplicados aumentos antes da aprovação formal do tarifário? Quem autorizou a emissão de faturas com valores atualizados? Como se compatibiliza esta prática com uma deliberação que foi rejeitada e retirada? Estamos perante uma situação que levanta sérias dúvidas quanto ao respeito pelas decisões do órgão executivo e quanto à transparência na gestão de um serviço público essencial”, contesta o PS Braga, que exige “um esclarecimento imediato e cabal por parte da Administração da AGERE, EM, bem como do Presidente da Câmara Municipal de Braga”.
“Os Bracarenses têm o direito de saber se estão a pagar aumentos que não foram devidamente aprovados e se os procedimentos adotados respeitam a legalidade e os princípios da boa governação”, finalizou o PS Braga.
A Câmara Municipal de Famalicão lançou o jornal “EFE”, em formato papel com distribuição gratuita.
A Iniciativa Liberal veio “repudiar” a criação do jornal, que, segundo o partido, “custará 100 mil euros por ano.
“A Iniciativa Liberal Famalicão manifesta a sua total oposição à criação do novo jornal municipal EFE, anunciado pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão. Para a IL, esta iniciativa representa um uso inadequado de recursos públicos e um desvio claro daquilo que deve ser a função de uma autarquia numa sociedade livre e democrática. A IL Famalicão considera profundamente preocupante que a Câmara Municipal avance para a criação de um órgão de comunicação próprio, financiado pelos contribuintes e tendo como Diretor o presidente Mário Passos, especialmente num contexto em que já existe um ecossistema mediático local ativo e com cada vez maior dificuldade em ser sustentável”, refere Paulo Ricardo Lopes.
O liberal considera que “não é função de uma autarquia substituir a comunicação social, muito menos criar um meio de comunicação financiado com dinheiro público que inevitavelmente condiciona a pluralidade e a independência informativa”.
A Iniciativa Liberal recorda ainda que “nos últimos anos, o número de contratações relacionadas com produção de conteúdos e comunicação na Câmara Municipal tem vindo a aumentar de forma significativa. Este crescimento revela uma tendência preocupante: a prioridade dada ao controlo da narrativa política em detrimento da resolução dos problemas reais do concelho. Durante a última campanha eleitoral, a IL Famalicão foi o único partido a propor a redução destas rubricas de despesa, defendendo uma gestão mais responsável e transparente dos recursos municipais”, refere.
O líder da Iniciativa Liberal de Famalicão reforça que “Mário Passos deve concentrar-se mais em resolver os problemas de Famalicão e menos em dominar a narrativa que passa nos jornais. Sendo que se não tiver uma boa forma de gastar estes 100 mil euros anuais, então que reduza esse valor nos impostos dos famalicenses”.
” Iniciativa Liberal Famalicão reafirma o seu compromisso com a transparência, a boa gestão dos recursos públicos e a defesa de uma comunicação social livre e independente. O município deve focar-se em servir os cidadãos — não em financiar instrumentos de propaganda”, finalizou.
O SC Braga venceu 14 medalhas no Torneio Zonal Norte do escalão de infantis, que decorreu sexta e sábado, em Felgueiras.
O clube alcançou o 2.º lugar no medalheiro geral no escalão de Infantis B e o 5.º lugar no medalheiro geral. Os Gverreiros estiveram em destaque ainda como a quarta equipa mais medalhada da competição, arrecadando cinco medalhas de ouro, cinco de prata e quatro de bronze.
A Biblioteca Municipal Professor Machado Vilela, em Vila Verde, acolheu a inauguração da exposição “Bordando Inquietudes: do amor romântico ao design ativista”. A mostra, desenvolvida pelos alunos da Unidade Curricular de Metodologia do Design Gráfico II, do 1.º ano da Licenciatura em Design Gráfico da Escola Superior de Design do IPCA, apresenta mais de 20 projetos que desafiam e discutem a ideia do amor.
A presidente da Câmara Municipal de Vila Verde, Júlia Fernandes, felicitou os alunos pelas “excelentes reflexões”, sublinhando que estes trabalhos são fundamentais para responder ao desafio do que fazer com o património antigo. Para a autarca, estas visões sobre os diferentes tipos de amor são “extraordinárias para combater discursos de ódio e lançar mensagens de paz e solidariedade”, reforçando a responsabilidade de passar este testemunho às gerações futuras.
Sob a orientação dos professores Susana Dias e Manuel Granja, em parceria com a Aliança Artesanal, os estudantes foram desafiados a usar o legado dos Lenços de Namorados como suporte para mensagens. Segundo a professora Susana Dias, o objetivo foi dar aos alunos um “ingrediente” extra, o património, para que pudessem refletir sobre o amor nas suas várias vertentes: social, própria, animal ou até tóxica.
O projeto, que resultou inclusivamente num artigo científico, permitiu ensinar os fundamentos do design gráfico através do respeito pela cultura, mas com a ousadia de ver o lenço sob uma perspetiva de ativismo.
As “inquietudes” apresentadas atravessam temas complexos. O grupo do aluno Tiago focou-se no amor aos animais e na hipocrisia do consumo; já o grupo de Ágata explorou o amor próprio e a rigidez dos padrões de beleza, utilizando o bordado como uma representação das “cicatrizes” deixadas pelas inseguranças no corpo.
Numa vertente mais social, Diana e Ana Sofia desenvolveram um projeto que enaltece o trabalho das artesãs, alertando para a precariedade das condições de trabalho com o mote “o amor não paga rendas”. Por outro lado, Joana Martins e Lucas Teixeira exploraram a herança familiar, utilizando o rosto como o maior símbolo do património e do amor que atravessa gerações, tal como os lenços fizeram.
O impacto académico do projeto foi também sublinhado por Miriam Zanini, cujo doutoramento aprofunda esta temática, e pelo vereador do Município de Vila Verde Manuel Lopes, que manifestou orgulho em ver os símbolos tradicionais transformados em mensagens desafiantes.
A exposição, que conta com o apoio do Município de Vila Verde, estará patente na Biblioteca Municipal até ao dia 18 de março, para ver e refletir de forma gratuita.
A 19.ª edição do Ledechem BTT – Trilho dos Moinhos reuniu quase 1.200 participantes e voltou a transformar os trilhos do norte do concelho de Barcelos num espaço de superação, partilha e identidade. Mais do que uma prova, foi uma manhã, este domingo, onde o esforço físico se cruzou com valores e comunidade.
Os 42 quilómetros atravessaram trilhos florestais, zonas ribeirinhas e encostas técnicas. O terreno pesado e enlameado obrigou a concentração constante. Cada subida exigiu mais. Cada descida pediu controlo. Cada quilómetro foi conquista.
A chegada masculina prendeu o público até ao último metro. Pedro Sá venceu com 1h35m53s. Logo atrás, Casimiro Oliveira e Rúben Machado cruzaram praticamente lado a lado, ambos com 1h35m54s. O sprint foi milimétrico, acompanhado por vozes que se levantaram junto à meta.
Mas o momento que ficou não foi apenas o da velocidade. Um detalhe técnico levou o sistema a registar inicialmente Casimiro atrás de Rúben. O dorsal não estava corretamente posicionado. Foi o próprio Rúben quem fez questão de esclarecer que o colega tinha terminado em segundo lugar. Num instante simples, decidiu-se que a verdade valia mais do que um lugar na classificação. O público percebeu e aplaudiu.
Rúben Machado recebeu o Cartão Branco da Ética. Num evento onde, antes da partida, já tinha sido exibida a Bandeira da Ética e lido o Juramento da Ética Desportiva, o gesto não foi acaso. Foi coerência.
Na geral feminina, Ana Margarida Soliz venceu com 2h03m56s, seguida de Joana Barros com 2h06m42s e de Tânia Lima, terceira classificada, com 2h07m51s. Mais do que tempos, ficaram expressões de superação na chegada e alegria que a lama não conseguia esconder.
“Sou de Barcelos e mesmo conhecendo bem o concelho, encontrei trilhos que nunca tinha visto. Cada curva foi uma surpresa e a organização fez toda a diferença”, disse um dos participantes no final.
Se os atletas enfrentaram o percurso durante horas, houve quem o enfrentasse durante dias. A secção de BTT dos Amigos da Montanha, apoiada por dezenas de voluntários, trabalhou no terreno antes da prova. “Foi um desafio enorme. Tivemos temporais nas últimas semanas e sabíamos que isso iria marcar o terreno. O nosso objetivo foi apresentar um traçado inovador, desafiante e bonito, mas sempre seguro e capaz de proporcionar boas sensações aos atletas. Quero agradecer muito a todos os voluntários que estiveram connosco antes e durante a prova. Sem eles, nada disto seria possível”, destacou David Ferreira, diretor da prova e presidente adjunto dos Amigos da Montanha.
Após o Real Madrid ter vencido a primeira mão, envolta em polémica, na semana passada, os espanhóis defrontam o SL Benfica pela terceira vez consecutiva na Liga dos Campeões, procurando garantir a qualificação para os oitavos-de-final.
Notícias do jogo e forma atual
A primeira mão da semana passada gerou manchetes fora das quatro linhas, num encontro marcado pela tensão, no qual Vinícius Júnior denunciou Gianluca Prestianni por alegados insultos racistas pouco depois de marcar o golo que colocou os espanhóis em vantagem na eliminatória (vitória por 1–0).
Trata-se de uma vantagem curta, mas os merengues costumam ser eficazes quando vencem a primeira mão, tendo seguido em frente em 22 das últimas 23 eliminatórias da Liga dos Campeões em que começaram em vantagem. A equipa atravessa ainda um excelente momento em casa, com seis vitórias consecutivas em jogos oficiais no Estádio Santiago Bernabéu e triunfos em seis dos últimos oito jogos caseiros da Liga dos Campeões (2 derrotas).
Embora o Benfica saiba como vencer o Real Madrid – tendo triunfado dramaticamente por 4-2 na última jornada da fase de liga – a história recente não joga a seu favor. As águias foram eliminadas das competições europeias em sete das últimas oito ocasiões em que perderam a primeira mão de uma eliminatória em casa, enquanto o seu antigo treinador do Real Madrid, José Mourinho, não venceu nenhum dos últimos nove jogos a eliminar na Liga dos Campeões (4 empates e 5 derrotas).
A derrota na primeira mão é, contudo, o único desaire competitivo do Benfica nos últimos sete encontros (5 vitórias e 1 empate), embora o facto de ter vencido apenas um dos últimos cinco jogos fora na fase principal da Liga dos Campeões (4 derrotas) evidencie a dificuldade da tarefa.
Histórico de confrontos
O Real Madrid venceu quatro dos últimos cinco jogos frente a equipas portuguesas (1 derrota) e, apesar de o Benfica levar vantagem no histórico direto (3 vitórias contra 2 derrotas), perdeu quatro dos últimos cinco encontros diante de equipas espanholas (1 vitória).
Estatísticas e tendências
Não se registou qualquer empate nos últimos 25 jogos do Real Madrid na Liga dos Campeões (16 vitórias e 9 derrotas).
Em 14 dos últimos 15 jogos caseiros do Real Madrid na Liga dos Campeões, ambas as equipas marcaram.
O Benfica inaugurou o marcador nos primeiros 20 minutos em três dos seus últimos quatro jogos oficiais.
Apenas um dos últimos sete jogos fora do Benfica na fase principal da Liga dos Campeões terminou com golos de ambas as equipas.
Jogadores em destaque e ausências
Todas as atenções estarão voltadas para Vinícius Júnior, que marcou cinco golos nas últimas quatro partidas, três deles após o intervalo. O guarda-redes do Benfica, Anatoliy Trubin, que também marcou no anterior confronto da fase de liga entre as equipas, apresenta uma média superior a quatro defesas por jogo nas suas últimas três aparições na Liga dos Campeões.
Jude Bellingham, Éder Militão, Dean Huijsen e Rodrygo falharam a surpreendente derrota do Real Madrid por 2-1 frente ao Osasuna, no fim de semana, devido a lesão.
Do lado do Benfica, Nuno Félix, Samuel Soares e João Veloso também estiveram ausentes no triunfo por 3-0 frente ao AFS.
Filipe Aguiar, vereador do CHEGA na Câmara Municipal de Braga, reagiu à ação da PSP ao ter impedido a exibição de uma tela gigante no jogo entre o SC Braga e Vitória SC.
“Braga é mais do que uma cidade — é um símbolo de identidade, de resistência e de orgulho. Nasceu da união entre os brácaros e os romanos, um encontro que deu forma à Bracara Augusta, onde tradição e progresso se cruzam há dois mil anos. É esta herança que os bracarenses celebram — e é essa expressão legítima que alguém decidiu silenciar”, refere o vereador.
Filipe Aguiar considera que a retirada da tarja dos adeptos do SC Braga “não é um ato menor. É um gesto político — e grave — porque se toca no coração da liberdade de expressão. Quando o Estado começa a decidir o que o cidadão pode ou não dizer, o que pode ou não mostrar, entramos num caminho perigoso e inaceitável numa democracia que se diz madura”.
“Quero deixar claro: tenho total respeito pelas forças de segurança. Mas respeito não é submissão. O poder de garantir ordem pública não pode ser confundido com o poder de censurar. Alguém — dentro da cadeia de comando — tem de explicar por que razão uma tela que exaltava a história e a cultura de Braga foi tratada como se fosse uma ameaça. Exijo saber quem decidiu, com base em que regulamento, e com que objetivo. Não aceitamos desculpas vagas sobre “produtos inflamáveis” ou “achismos”. O que o povo de Braga quer saber é simples — o que há de perigoso numa mensagem que honra a nossa identidade? A PSP deve proteger pessoas, não opiniões; deve garantir segurança, não controlar sentimentos. E aqui o ministro da Administração Interna tem uma palavra decisiva. Pode escolher entre a transparência e o silêncio, entre a liberdade e a imposição. Até agora, tudo indica que opta pelo silencio…ao contrário de Braga que não se calará. Portugal também não devia calar-se”, reforça.
O vereador afirma que a democracia “só existe enquanto a voz do povo puder ser erguida — nas urnas, nas ruas e nas bancadas dos estádios. Por isso, no próximo jogo, lá estaremos”. “A tarja voltará a erguer-se, não apenas como símbolo de Braga, mas como um grito por um valor maior: a Liberdade de Expressão. Essa, sim, é sagrada”, finalizou.
Depois das tempestades, vêm as poeiras do Norte de África. Portugal vai ser atingido a partir desta terça-feira até ao final de quinta-feira.
A Direção-Geral da Saúde (DGS) aconselha as crianças, idosos e doentes com problemas respiratórios e cardiovasculares a permanecerem em casa devido às poeiras do Saara.
Para a população em geral, a autoridade de saúde recomenda não fazer esforços prolongados, limitar a atividade física ao ar livre e evitar a exposição a fatores de risco, como o fumo do tabaco e o contacto com produtos irritantes.
As III Jornadas de Engenharia Aeroespacial da Universidade do Minho acontecem esta terça e quarta-feira, com palestras de várias figuras, workshops e feira de emprego, no hall e auditório nobre do campus de Azurém, em Guimarães, e na quinta-feira há visitas à Ryanair e ao CEiiA, no Porto.
A sessão de abertura é amanhã, às 09:00, tendo da parte da UMinho a presença do pró-reitor Carlos Videira, do vice-presidente da Escola de Engenharia, Hélder Puga, dos diretores da licenciatura e do mestrado em Engenharia Aeroespacial, Alexandre Ferreira da Silva e Gustavo Dias, e da presidente da comissão organizadora e do Núcleo de Estudantes de Engenharia Aeroespacial, Carolina Nunes.
Segue-se a visita institucional à feira de emprego, que conta com 15 entidades do setor: CEiiA, Saab, Lufthansa Technik, HiFly, AED Cluster, Ryanair, TAP, LusoFly e Força Aérea, além das associações AeroUM & PAS Minho, MAST, IEEE, FSUminho e da Ordem dos Engenheiros. A mostra oferece oportunidades de estágio, emprego e networking para alunos e diplomados.
De tarde, às 14:00, os participantes têm contacto direto com dados de satélite e modelos de sensores remotos para observação da Terra através de IA, num workshop conduzido por Rute Sousa e Leonardo de Jesus, da Unidade do Espaço do CEiiA. Às 16:15 é a vez da mesa-redonda “Engenharia da decisão”, com peritos da aviação portuguesa: José Correia Guedes, comentador na CNN e ex-piloto da TAP; Frederico Alves, gestor da Ryanair Portugal; Ulisses de Freitas, diretor nacional da Nexteam; João Roque Santos, CEO da Lusofly; e Nélson Vaz, diretor de Desenvolvimento de Negócios da TAP.
A manhã de quarta-feira centra-se na inovação. O diretor de marketing da Saab Aeronautics, Mattias Källstrand, vai falar sobre a tecnologia e o design no novo caça Gripen E Fighter Jet, destinado a missões de combate aéreo, ataque ao solo e reconhecimento. De seguida, a portuguesa SpaceEngineer apresenta o Impact2Space, um material inteligente de absorção de impacto que tem aplicações no âmbito aeroespacial, da defesa e do desporto motorizado.
A tarde reserva uma palestra sobre percursos profissionais nesta área, conduzida por Nelson Vaz, da TAP, e uma intervenção de Hugo André Costa, diretor executivo da Agência Espacial Portuguesa, sobre o posicionamento estratégico do país no espaço e na diplomacia espacial. As Jornadas têm entrada livre (salvo nas visitas, já esgotadas), havendo mais detalhes em instagram.com/aero.um.