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Anemia: Um problema de saúde pública que não podemos ignorar

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© Rita Barosa
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A anemia afeta cerca de 2 biliões de pessoas em todo o mundo, sendo mais frequente em crianças, mulheres e idosos. Trata-se de um importante problema de saúde pública, com impacto significativo na qualidade de vida e na saúde geral.

A anemia é uma condição em que o sangue tem uma quantidade insuficiente de hemoglobina, o que reduz a capacidade de transportar oxigénio para os tecidos do corpo. O World Anemia Awareness Day, celebrado a 13 de fevereiro, chama a atenção para esta condição. A data simboliza o valor de referência ideal de 13 g/dL de hemoglobina, fundamental para o transporte adequado de oxigénio no organismo.

Doentes com anemia podem apresentar cansaço excessivo, dificuldade de concentração, palidez da pele, fraqueza muscular e, em alguns casos, alterações cardíacas, como palpitações ou falta de ar.

Existem várias causas de anemia, nomeadamente doenças crónicas e inflamatórias, doenças da medula óssea e doenças genéticas. No entanto, em cerca de metade dos casos a anemia ocorre por deficiência de ferro (anemia ferropénica). Esta pode resultar de ingestão insuficiente de alimentos ricos em ferro, diminuição da absorção do ferro ingerido ou perdas de sangue, nomeadamente pelo tubo digestivo, que podem ou não ser visíveis.

Na investigação das causas de anemia ferropénica, os exames endoscópicos têm um papel central. A endoscopia digestiva alta permite observar o esófago, estômago e duodeno, podendo identificar lesões como úlceras, tumores ou lesões vasculares. A colonoscopia avalia o cólon, reto, e pode avaliar o segmento mais distal do intestino delgado, sendo essencial para detetar pólipos, tumores, lesões vasculares ou doenças inflamatórias. Em cerca de 5-10% dos casos, a origem da anemia ferropénica encontra-se no intestino delgado, uma região não acessível pelos exames endoscópicos convencionais. Este segmento do tubo digestivo pode ser avaliado endoscopicamente com recurso a endoscopia por cápsula, um exame não invasivo em que o doente engole uma cápsula com uma câmara, que percorre o tubo digestivo e capta milhares de imagens do intestino delgado. Este exame permite identificar lesões vasculares, doenças inflamatórias ou tumores.

O tratamento da anemia ferropénica baseia-se na correção da causa subjacente e na reposição de ferro, que pode ser feita por via oral ou endovenosa. Em situações mais graves, pode ser necessária transfusão de sangue. Quando a causa é tratável por endoscopia, os exames endoscópicos como a endoscopia digestiva alta e a colonoscopia podem ter um papel terapêutico, sendo ainda possível aceder ao intestino delgado por enteroscopia assistida por balão, habitualmente quando a causa da anemia foi identificada na cápsula endoscópica.

Arqueóloga Manuela Martins encerra ciclo “Conversas com o Património” da UMinho

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© UMinho
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A sessão de encerramento do ciclo “Conversas com o Património” realiza-se no próximo dia 26 de fevereiro, às 17:00, na Casa do Conhecimento da Universidade do Minho, sita no espaço B-Lounge da Biblioteca Geral do campus de Gualtar, em Braga. O evento tem entrada livre e pode também ser acompanhado através da plataforma online Zoom.

A sessão vai ser dinamizada por Manuela Martins, professora catedrática emérita do Departamento de História do Instituto de Ciências Sociais da UMinho, além de investigadora do Laboratório de Paisagens, Património e Território (Lab2PT) e do laboratório associado IN2PAST. É considerada uma das mais relevantes arqueólogas portuguesas, tendo desenvolvido um percurso académico e científico no âmbito do estudo da ocupação proto-histórica e romana do Noroeste Peninsular, em especial no Norte de Portugal e na região de Braga.

Teve um papel fundamental na afirmação e liderança da Unidade de Arqueologia da UMinho, a que presidiu ao longo de três décadas e pela qual dirigiu numerosos projetos de investigação nacionais e internacionais, centrados na cidade romana de Bracara Augusta, na arqueologia urbana e na análise das relações entre território, paisagem e comunidades, entre outros. A sua produção científica e o contributo para a salvaguarda, valorização e comunicação do património arqueológico afirmam-na como uma figura da arqueologia e dos estudos patrimoniais em Portugal.

Este ciclo de conversas iniciou em outubro e contou com 13 sessões sobre múltiplas facetas do património, tendo à vez os oradores Joana Meneses Fernandes, Rebeca Blanco-Rotea, Hélder Lopes, José Brilha, Paula Bessa, Helena Mendes Pereira, Adelino Bernardo, Nuno Eduardo Pouzada, Luís Figueiredo Rodrigues, José Carlos de Miranda, Carlos Faísca, Guilherme Pozzer, Júlia Fernandes, José Ismael Graça, João Novais Tavares, Fernando Pereira, Nuno Pereira, Márcia Oliveira, Porfírio Correia, André Marcos, José Carlos Loureiro, Victor Pereira, Chisoka Simões, Cândido Oliveira Martins e Aquilino Ribeiro Machado.

A iniciativa resultou da colaboração entre o Departamento de História do Instituto de Ciências Sociais da UMinho, o Lab2PT/IN2PAST, os Serviços de Documentação e Bibliotecas da UMinho e a Fundação para a Ciência e a Tecnologia, com o envolvimento dos municípios de Boticas, Montalegre, Paredes de Coura, Vila Verde, Trofa e Ponte da Barca, no âmbito da Rede Casas do Conhecimento. Há mais detalhes aqui.

João Rodrigues vem a Braga apresentar o livro “A Economia Política do Antifascismo”

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© PCP
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O economista e professor João Rodrigues vem a Braga apresentar o livro “A Economia Política do Antifascismo”.

A iniciativa é organizada pela Direção Regional de Braga do Partido Comunista Português, no âmbito do 3.º Roteiro do Livro Insubmisso.

A apresentação decorrerá na quinta-feira, dia 5, às 17:00, na Livraria Almedina. e contará também com a presença de Bruno Madeira, historiador e docente na Universidade do Minho, e Nour Ribeiro, da Direção Regional de Braga do PCP.

A entrada é livre.

Braga refletiu sobre desafios da proteção da infância

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© CM Braga
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O Município de Braga promoveu, em parceria com a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Braga e a Escola de Direito da Universidade do Minho, o seminário “Proteção da Infância em Contextos de Vulnerabilidade e Emergência Social”, que decorreu na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, em Braga.

A sessão de abertura contou com a intervenção de Hortense Santos, vereadora da Coesão Social do Município de Braga, que destacou que as experiências precoces moldam o desenvolvimento das crianças e deixam marcas ao longo de toda a vida.

A vereadora sublinhou ainda que o seminário “representou uma aposta clara na informação e na capacitação dos profissionais, com o objetivo de promover respostas mais adequadas, eficazes e preventivas na área da proteção da infância”.

Ao longo do encontro foram debatidos vários temas centrais, entre os quais o impacto das vivências invisíveis na infância, a importância do equilíbrio entre medidas de proteção e a dimensão afetiva do cuidado no âmbito da intervenção institucional, bem como os desafios e perspetivas de futuro do Sistema de Promoção e Proteção de Crianças e Jovens.

Durante o seminário, João Ferreira, diretor do Centro Distrital de Braga do Instituto da Segurança Social, salientou que “a prevenção continua a ser o meio mais eficaz para evitar que as crianças entrem em situações de maior complexidade social”, defendendo “práticas educativas consistentes e contextos familiares ajustados à realidade específica de cada caso”.

Por sua vez, Cristina Dias, vice-reitora da Universidade do Minho, afirmou que “a proteção da infância deve ser encarada como um compromisso coletivo, sublinhando que esta é também um indicador da maturidade e responsabilidade da sociedade”.

O programa incluiu ainda a apresentação oficial do livro “O que se passa na infância não fica na infância – Tomo II”, obra que reforça a importância de compreender e intervir precocemente nas experiências vividas durante a infância, evidenciando os seus efeitos duradouros ao longo da vida.

O seminário reuniu profissionais das áreas social, educativa, jurídica e académica, promovendo a reflexão conjunta e a partilha de conhecimento sobre a proteção de crianças e jovens em contextos de vulnerabilidade e emergência social.

Vila Verde atribuiu descontos a quem aderir à fatura eletrónica e débito direto

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DR
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Com o objetivo de incentivar à utilização de meios digitais para pagamento dos serviços de abastecimento público de água, saneamento e gestão dos resíduos sólidos urbanos, a Câmara Municipal de Vila Verde decidiu atribuir descontos a quem aderir à fatura eletrónica e ao débito direto.

O incentivo “Vila Verde + Amigo do Ambiente” vai garantir um desconto de dois euros mensais, a repetir-se nas faturas dos seis primeiros meses após a adesão ou a aplicação do benefício aos consumidores que já tenham aderido, cumulativamente, às duas funcionalidades digitais. No total, cada aderente usufrui um benefício de 12 euros.

O vereador responsável pelo pelouro do ambiente, Carlos Tiago Alves, revela que, atualmente, apenas uma ínfima percentagem dos atuais utilizadores (8,1%) tem fatura digital e débito direto ativo, o que – no seu entender – “representa um défice operacional com impacto direto na mão de obra disponível e uma pegada ambiental desnecessária”.

Carlos Tiago Alves adianta que ao longo do ano continuarão a ser introduzidas “alterações na forma como o Município de Vila Verde se relaciona com os clientes dos serviços de abastecimento público de água, de saneamento de águas residuais urbanas e de gestão dos resíduos sólidos urbanos”.

A impressão e a distribuição das faturas mensais passarão a ser efetuadas pelos CTT. Apesar de representar um acréscimo no custo associado ao serviço, a medida permitirá “responder ao anseio generalizado dos clientes e reorganizar os circuitos de leitura, bem como a verificação das condições de instalação e funcionamento técnico dos contadores”.

Carlos Tiago Alves avança ainda que vão começar a ser instalados os primeiros 1.000 contadores com telemetria, permitindo “uma leitura mais célere dos consumos de água, evitando a necessidades de leituras presenciais”.

“Esta medida vai proporcionar uma faturação mais precisa e transparente, assim como a deteção precoce de situações anómalas, como fugas ou até atos ilícitos”, explica o o vereador.

Neste momento, decorre o concurso para a criação de uma mascote oficial, no âmbito de uma campanha ambiental com o objetivo de promover a reciclagem e os comportamentos adequados na deposição de resíduos no concelho.

Em curso está também a ampliação da rede pública de água e saneamento e o consequente aumento do número de clientes.

Fins de Semana Gastronómicos vão passar por Celorico de Basto

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© CM Celorico de Basto
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Celorico de Basto promete servir alguns dos sabores mais tradicionais do concelho. Cabrito assado, couves com feijão e toucinho, pataniscas, bolo flor camélia, enchidos e vinho verde são alguns dos produtos que o Município apresentará nos Fins de Semana Gastronómicos com o objetivo de valorizar a gastronomia local.

Em Celorico de Basto, o fim de semana gastronómico está agendado para os dias 27, 28 e 29 de novembro, integrado na Feira Anual de Santa Catarina, a decorrer nos restaurantes aderentes.

Durante o fim de semana, residentes e visitantes poderão degustar do tradicional cabrito assado, do bolo inspirado nas camélias com licor de camélia, pataniscas e outras iguarias, sempre acompanhados com vinho verde.

Vizela envia oito camiões de apoio às zonas afetadas pela tempestade Kristin

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© CM Vizela
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A Câmara Municipal de Vizela, em parceria com várias empresas do concelho, enviou, esta manhã, cinco camiões de apoio logístico para a região centro do país, na sequência dos graves danos provocados pela depressão Kristin.

Está ainda prevista a saída de mais três camiões, entre hoje e amanhã, totalizando oito viaturas de apoio.

Segundo Victor Hugo Salgado, presidente da Câmara Municipal de Vizela, esta é “uma resposta solidária e imediata às populações afetadas, que enfrentam momentos particularmente difíceis”, sublinhando que “Vizela não podia ficar indiferente perante a dimensão dos prejuízos causados por esta intempérie”.

A operação foi articulada com a Autoridade Nacional de Proteção Civil e com o ator vizelense Diogo Lopes, que se encontra no terreno, e contempla o envio de oito camiões TIR carregados com lonas impermeáveis de vários tamanhos, num total de aproximadamente 183 mil metros quadrados, destinadas à proteção provisória de habitações e infraestruturas afetadas.

“Estamos a enviar materiais essenciais para garantir uma resposta rápida, sobretudo na proteção de casas e equipamentos públicos, ajudando a minimizar os impactos imediatos enquanto decorrem as intervenções de reconstrução”, referiu o autarca.

Serão ainda disponibilizados revestimentos de piso para uma área aproximada de 50 mil metros quadrados, bem como 48 mil litros de água potável, considerados fundamentais para responder às necessidades urgentes das populações atingidas.

Nos camiões seguem também 12 paletes de telhas, num total de cerca de 3.500 unidades, destinadas a apoiar a reparação de telhados das habitações afetadas, bem como artigos de têxteis lar.

Estes camiões serão dirigidos, conforme articulada com a Autoridade Nacional de Proteção Civil, para dois centros operacionais, um na região Centro, no Município de Porto de Mós e outro na região de Lisboa e Vale do Tejo, no Município de Vila Nova da Barquinha.

O presidente da Câmara destacou ainda, e à semelhança do que aconteceu na altura do COVID, o envolvimento do tecido empresarial local, afirmando que “esta ação só foi possível graças ao forte espírito de cooperação das empresas vizelenses, que mais uma vez demonstraram o seu compromisso com a responsabilidade social e a solidariedade”.

A Câmara Municipal de Vizela agradeceu, em particular, o contributo das empresas Endutex, Águas de S. Martinho, Fema – Transportes Express & Logistics, Mundotêxtil, Z4 ALU – Soluções de Alumínio, Fábrica de Etiquetas da Mata, Xavier de Freitas – Materiais de Construção e Lions Clube de Vizela.

Braga: GNR apreende armas a suspeito de violência doméstica

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© GNR
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A GNR apreendeu, de forma cautelar, duas armas de fogo e respetivas munições, no âmbito de um processo de violência doméstica, no concelho de Braga.

Na sequência de uma denúncia por um alegado crime de violência doméstica, na freguesia de Aveleda, os militares da Guarda deslocaram-se ao local, tendo apurado que “já existiam duas queixas por ameaças entre os elementos do casal, um homem de 65 anos e uma mulher de 68 anos”.

“No decorrer das diligências policiais, foi ainda possível apurar que o homem, titular de licença de uso e porte de arma, tinha na sua posse duas armas de fogo, 43 munições e uma arma branca, material que foi apreendido como medida cautelar, com vista a prevenir o perigo de continuação das ameaças e a eventual utilização das armas”, refere  GNR.

Os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial de Braga, tendo o material apreendido sido entregue ao Núcleo de Armas e Explosivos da Polícia de Segurança Pública de Braga.

A GNR lembra que a violência doméstica é um crime público e denunciar é uma responsabilidade coletiva e relembra que, se precisar de ajuda ou tiver conhecimento de alguma situação de violência doméstica, participe:

O perigo de acreditar que já somos excelentes

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© Marta Cerqueira Gonçalves
© Marta Cerqueira Gonçalves

As empresas excelentes não acreditam na excelência – apenas na melhoria contínua e na mudança constante.” A frase é de Tom Peters, mas o seu alcance ultrapassa largamente o mundo empresarial. Poucas áreas sofrem tanto com a ilusão da excelência como a gestão autárquica.

Quando uma autarquia se convence de que já governa bem, deixa de governar para melhorar e passa a governar para se legitimar. A excelência transforma-se num argumento político, não num compromisso com os cidadãos. E, a partir daí, o poder local começa a fechar-se sobre si próprio.

A palavra “excelência” é perigosa em política porque sugere chegada. Sugere que o caminho está feito, que o modelo está consolidado e que as críticas são excessivas ou injustas. Uma autarquia que se considera excelente passa a encarar a discordância como ruído, a oposição como obstáculo e a exigência dos munícipes como ingratidão.

Em vez de se perguntar “o que pode ser melhorado?”, pergunta-se “como defendemos o que já fizemos?”. Governa-se mais para proteger o passado do que para preparar o futuro.

Este problema torna-se particularmente evidente na forma como se olha para o orçamento. Em muitas autarquias, a aprovação de um orçamento mais elevado é apresentada como sinónimo de ambição política, visão estratégica ou capacidade de governação. Contudo, a ambição não se mede pelo montante inscrito no papel, mas sim pela capacidade de executar com sentido, impacto e transformação.

Um orçamento aprovado é apenas uma intenção. É na execução que a política se torna real. E é precisamente aí que muitas narrativas de ambição se desfazem. Orçamentos crescem, mas taxas de execução ficam aquém. Verbas são inscritas, mas adiadas, reprogramadas ou transferidas de ano para ano. Projetos são anunciados com destaque político, mas avançam lentamente ou nunca chegam a sair do papel.

Mais grave ainda: mesmo quando a execução é elevada, isso não significa, automaticamente, boa governação. Executar muito pode significar apenas gastar rapidamente, sem avaliação de impacto, sem reorientação estratégica e sem correção de erros. A execução orçamental, tal como a excelência proclamada, pode transformar-se num número para comunicar, não num instrumento para transformar.

A verdadeira ambição política revela-se quando a execução orçamental é usada como ferramenta de aprendizagem. Quando os desvios são analisados, quando os atrasos são explicados, quando os projetos são ajustados ou abandonados se não estiverem a produzir os resultados esperados. Ambição é ter coragem para admitir que uma rubrica bem-intencionada falhou e redirecionar recursos em função da realidade.

Neste contexto, a gestão da imagem volta a substituir a gestão da realidade. Celebra-se a aprovação do orçamento, mas discute-se pouco a sua execução. Comunica-se a intenção, mas presta-se menos contas sobre os resultados. O debate político concentra-se no início do ciclo e esvazia-se ao longo do ano, precisamente quando a governação acontece.

As autarquias verdadeiramente responsáveis não vivem confortáveis com orçamentos aprovados nem com taxas de execução elevadas. Vivem em escrutínio permanente. Questionam prioridades, monitorizam resultados, ajustam políticas em tempo útil. Não confundem volume com impacto, nem execução com transformação.

A melhoria contínua, também aqui, é politicamente ingrata. Exige que o orçamento deixe de ser um ritual anual de legitimação política e passe a ser um instrumento vivo de governação. Exige que se resista à tentação de apresentar como sucesso aquilo que apenas foi executado, mas não transformou.

No fundo, a excelência na gestão autárquica não se mede pelo orçamento aprovado nem pela percentagem executada. Mede-se pela capacidade de usar o orçamento como instrumento de mudança real, aprendizagem institucional e melhoria contínua. Acreditar que aprovar mais ou executar mais é sinal automático de boa governação é, muitas vezes, o primeiro passo para governar mal. Acreditar que é preciso executar melhor é o que distingue a política viva da mera administração do poder.

Dia do Emprego da Engenharia da UMinho vai ter 3800 ofertas

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© UMinho
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A Escola de Engenharia da Universidade do Minho (UMinho), a celebrar 50 anos, vai promover esta semana um conjunto de iniciativas dedicadas à empregabilidade e ao percurso dos seus estudantes.

O “Dia do Emprego – Tomorrow Needs You” concentra esta quarta-feira, dia 4, das 10:00 às 17:00, na nave central do campus de Azurém (Guimarães), 88 empresas e entidades com mais de 3800 oportunidades de colaboração, estágio e emprego para os estudantes e diplomados de Engenharia, Tecnologia e Design, entre outras áreas.

Entre as empresas, várias em estreia, encontram-se a Critical TechWorks, Continental Mabor, Gestamp, Grupo Casais, Grupo Petrotec, Lufthansa Technik, Nexteam Group e ZF Lifetec, interessadas em captar talentos para os seus negócios. Também participam entidades de dinamização económica, como a Guimarães Set.Up, InvestBraga, Start Esposende, e a Start Point AAUM, facilitando a criação do próprio emprego em projetos de empreendedorismo. A entrada é livre.

Mestrados para todos

O mesmo espaço acolhe no dia seguinte, das 09:30 às 17:30, o Open Day Mestrados, com a divulgação dos 38 mestrados da EEUM em stand. Além de interagir com os diretores destes cursos, é possível assistir a apresentações, talks com antigos e atuais estudantes e esclarecer todas as dúvidas sobre a pós-graduação mais adequada aos diferentes planos de carreira, quer para quem termina a licenciatura como para quem trabalha e procura atualizar/requalificar conhecimentos e competências, adaptando o perfil às novas necessidades do mercado.

Nesta oferta constam cinco mestrados europeus Erasmus Mundus e da Aliança Arqus, permitindo aos alunos frequentar parte do plano curricular noutros países e obter um diploma conjunto com universidades como Granada, Pádua, Vilnius, Girona, Nápoles Federico II, Toulouse 3, La Rochelle, Politécnica da Catalunha e Técnica de Praga. Ao longo do dia, os alunos de Eletrónica Industrial vão também expor, na nave central, 14 protótipos que criaram no último semestre, como um aquário inteligente, uma mesa de cocktail térmica e um robô de transporte.

Recém-diplomados em festa

Já na sexta-feira, 7 de fevereiro, o auditório nobre do campus acolhe a Cerimónia de Graduação, com a presença prevista dos quase 1500 graduados de licenciatura, mestrado e doutoramento da EEUM no último ano, a par de familiares, professores e diretores de curso. O momento celebra um marco do seu percurso académico, um sucesso que é também coletivo.

A sessão decorre das 09:30 às 12:30, com as intervenções do reitor da UMinho, Pedro Arezes; do presidente e da vice-presidente da EEUM, António Vicente e Joana Cunha; e do presidente da Associação Académica da UMinho, Luís Guedes. No palco vão ainda estar três diplomados da EEUM: Sara Fernandes, coordenadora do Centro Operacional de Segurança Informática da Assembleia da República; Alexandre Barros da Cunha, presidente da Vitrus Ambiente; e Albano Miguel Fernandes, diretor-geral da AMF Safety Shoes e administrador da Aloft. No final, há um porto d’honra ao som das tunas Afonsina e Tun’Obebes, na nave central.

A entrada é gratuita, mas requer pré-inscrição para quem terminou o seu curso na EEUM até dezembro de 2025. Os graduados são ainda convidados a deixar um testemunho no Livro de Graduação Online, criado aquando do Cinquentenário da EEUM, para eternizar esta memória coletiva, que fica acessível a todos e a qualquer momento. Para o presidente da Escola, “cada nome aqui registado carrega uma história de persistência, aprendizagem e transformação, convergindo neste ‘regresso a casa’ e, também, na ligação do saber técnico com a ética, o espírito crítico e o compromisso de uma sociedade mais justa e inovadora”.