Depois da tempestade Kristin, chega agora a depressão Leonardo que traz chuva, vento forte e agitação marítima. OInstituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) já emitiu avisos meteorológicos para Braga.
Em Braga haverá precipitação persistente, e por vezes forte, e vento com rajadas que poderão atingir os 90 km/h e os 100 km/h nas terras altas.
A agitação marítima manter-se-á forte, com ondas até seis metros de altura significativa, podendo chegar aos 11 metros de altura máxima.
O presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, visitou a Profitecla de Guimarães, numa iniciativa que reforçou “a prioridade política da proximidade às instituições de ensino e a valorização do ensino profissional como importante motor do desenvolvimento do território”.
A visita teve como objetivo “conhecer de perto a comunidade educativa, os cursos ministrados, a estrutura da escola e as expectativas dos seus 248 alunos, sublinhando o papel estratégico do ensino profissional na integração no mercado de trabalho e na coesão local”.
A receção ao pPresidente do Município foi feita pelo diretor da Profitecla, Domingos Silva, acompanhado pela diretora Isa Brandão, num acolhimento assegurado por alunos do curso de Turismo. O registo fotográfico do momento esteve a cargo do curso de Comunicação e Serviço Digital, evidenciando a articulação entre aprendizagem prática e vida escolar.
Ao longo da visita, a comitiva teve oportunidade de conhecer diversas valências da instituição, desde a Direção aos serviços de Psicologia, Saúde Escolar e Educação Inclusiva, bem como os espaços e dinâmicas de apoio aos cursos, localizados no 4.º piso da instituição, sedeada no Estádio D. Afonso Henriques. Houve ainda lugar à apresentação digital do Grupo Rumos, enquadrando a Profitecla no contexto do ensino profissional e da sua ligação à comunidade, ao tecido empresarial e aos parceiros locais.
Num momento simbólico, a leitura de um texto por uma aluna antecedeu a intervenção do Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, que destacou a importância da proximidade entre o poder local e as instituições. “Quero ter esta proximidade com as instituições, sejam culturais, sociais, empresas ou instituições de ensino. Faz parte do papel do Presidente de Câmara estar no terreno, perceber a realidade, as dificuldades, mas também as ambições e expectativas para o futuro”, afirmou.
Ricardo Araújo sublinhou que “esta proximidade é determinante para a construção de uma visão conjunta que promova o desenvolvimento do concelho”. “Só assim conseguimos ter a sensibilidade necessária para construir uma visão comum para o território. Quero mesmo que Guimarães seja uma referência de qualidade de vida na Europa. Quero que Guimarães seja a melhor cidade para viver um dia, uma semana ou uma vida inteira”, destacou.
No seu discurso, Ricardo Araújo reforçou “o papel central da educação e, em particular, do ensino profissional, salientando a necessidade de uma maior articulação entre as diferentes instituições educativas e a realidade do tecido empresarial local”. “As escolas profissionais são fundamentais. Há procura no mercado de trabalho e o ensino profissional permite uma integração mais rápida, sem fechar portas a quem queira continuar a estudar. Temos de ajudar a promover mais e melhor este ensino e ultrapassar preconceitos que ainda possam existir”, apontou.
Dirigindo-se diretamente aos alunos, o presidente da Câmara Municipal de Guimarães deixou uma mensagem de incentivo, reconhecendo a Profitecla como “uma escola de referência”. “Aproveitem esta fase de formação. Estas são as ferramentas que a escola vos dá para construírem um futuro com felicidade. É altura de sonharem. Seja aqui ou noutro lugar, porque o mais importante é que sejam felizes”, concluiu.
A visita terminou com um almoço temático no restaurante pedagógico da escola, preparado pelos cursos de Cozinha, Pastelaria e Restaurante/Bar, culminando com a oferta de uma serigrafia ao Presidente da Câmara, como forma de agradecimento pela proximidade, diálogo e reconhecimento da importância do ensino profissional para Guimarães.
O Santuário do Bom Jesus do Monte, em Braga, apresenta, no próximo dia 11 de fevereiro, no Hotel do Parque, a sessão de inicio do projeto “Bom Jesus: Requalificar III”, uma intervenção estratégica que consolida a requalificação global deste conjunto classificado como Património Mundial da UNESCO, aprofundando a compreensão das suas dimensões histórica, religiosa e cultural, e qualificando de forma decisiva a experiência de visita.
“Este projeto constitui um passo fundamental na valorização integrada do Bom Jesus do Monte, articulando conservação patrimonial, interpretação cultural e acolhimento dos visitantes, num espaço que é simultaneamente lugar de fé, memória, paisagem e fruição cultural. O Requalificar III assume-se, assim, como um projeto estruturante, capaz de reforçar a legibilidade do sítio e a sua fruição contemporânea, sem comprometer a autenticidade e o valor simbólico que o definem”, refere a Confraria do Bom Jesus.
Entre os elementos centrais desta intervenção destaca-se o Centro Interpretativo o Jardim de Camilo e os apeadeiros do Elevador do Bom Jesus, equipamento singular que representa não apenas um marco da engenharia e da inovação técnica, mas também um eixo essencial de acessibilidade, leitura e ligação entre os diferentes níveis do santuário. A sua valorização e integração no projeto reforçam “o papel do elevador como componente identitária do Bom Jesus, facilitando o acesso universal e promovendo uma experiência de visita mais inclusiva, informada e qualificada”.
A apresentação pública do projeto contará com a participação de diversas entidades institucionais, sublinhando “a relevância cultural, patrimonial e territorial desta intervenção”. A sessão de abertura será presidida pelo presidente da Confraria do Bom Jesus do Monte, Cónego Mário Martins, contando com as intervenções do presidente da Câmara Municipal de Braga, João Rodrigues, do presidente da CCDR-N e do Arcebispo Metropolita de Braga, D. José Cordeiro.
O projeto será apresentado por Varico Pereira, seguindo-se a conferência “Património, Cultura e Requalificação: interpretar, preservar e acolher”, com Jorge Sobrado e moderada por Felisbela Lopes, promovendo uma reflexão alargada sobre os desafios contemporâneos da requalificação patrimonial. A sessão será encerrada pelo secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos.
O programa inclui ainda uma visita às obras, orientada pelos arquitetos Carvalho Araújo e Francisco Guedes Carvalho, permitindo um contacto direto com as soluções adotadas e a visão subjacente ao projeto.
A participação no evento é gratuita, mas sujeita a inscrição obrigatória até ao dia 9 de fevereiro, através do e-mail [email protected].
No âmbito do processo de elaboração do Plano de Ação para a Cultura, o Município de Famalicão promoveu o 1.º Fórum Cultura.30, uma sessão de trabalho participada que reuniu cerca de 100 agentes culturais do concelho, representantes de entidades parceiras, e colaboradores de diversos serviços da autarquia.
No decorrer da iniciativa, que decorreu na Casa das Artes de Famalicão, foi apresentado um enquadramento das políticas culturais em Portugal e na Europa, e a síntese do diagnóstico e dos desafios prioritários que se colocam aos protagonistas da atividade cultural no concelho. O orador convidado – o programador e produtor cultural Luís Sousa Ferreira – destacou a importância de colocar a cultura no centro da vida coletiva e das políticas públicas, enquanto fator transformador do território, sublinhando a cultura como o fator fundamental para a democracia, através da participação, do pensamento crítico e do acesso plural à criação e fruição cultural.
Os agentes culturais presentes participaram em dinâmicas de grupo, colaborando no desenvolvimento de ideias e de propostas para os principais desafios culturais e artísticos do território, transformando ideias em sugestões de ações-chave que serão integradas no futuro Plano de Ação para a Cultura.
No final do encontro, a vereadora da Cultura do Município, Susana Pereira, reforçou “o compromisso do Município em construir um plano útil e exequível, ancorado na escuta e na participação, assegurando continuidade ao trabalho iniciado, numa lógica de corresponsabilização com os agentes culturais e a comunidade”. A autarca sublinhou igualmente “o papel estruturante da cultura nas políticas públicas e no desenvolvimento do concelho”, salientando “a importância de transformar o diagnóstico e os contributos recolhidos em medidas concretas, com prioridades claras e impacto efetivo em Vila Nova de Famalicão”.
Os preços das casas para arrendar em Portugal desceram 1,9% em janeiro, face ao mesmo mês do ano anterior. Segundo o índice de preços do idealista, arrendar casa tinha um custo de 16,1 euros/m2 no final do mês, tendo em conta o valor mediano, afastando-se do máximo histórico de 17 euros por metro quadrado (euros/m2), registado em outubro de 2025. Em Braga, as rendas aumentaram 2%.
O preço das casas para arrendar aumentou em 11 das 14 capitais de distrito e regiões autónomas analisadas. As maiores subidas anuais registaram-se em Setúbal (11,9%), Leiria (11,3%) e Viana do Castelo (11,1%). Seguem-se Faro (9,7%), Ponta Delgada (9,7%), Coimbra (9,3%), Santarém (7,1%) e Viseu (6,3%). Também se observaram aumentos em Braga (2%), Funchal (1,3%) e Aveiro (0,6%). Em sentido contrário, registaram-se descidas anuais em Castelo Branco (-2,1%) e no Porto (-6,3%). Já em Lisboa (-0,5%), os preços mantiveram-se estáveis.
Lisboa continua a ser a cidade mais cara para arrendar casa, com um preço mediano de 21,8 euros/m2, seguida do Porto (16,7 euros/m2) e do Funchal (16 euros/m2). Logo depois surgem Faro (14,8 euros/m2), Setúbal (13,9 euros/m2) e Coimbra (12,3 euros/m2).
Seguem-se Aveiro (11,4 euros/m2) e Ponta Delgada (11,1 euros/m2). No segmento intermédio encontram-se Braga (10,1 euros/m2), Viana do Castelo (9,5 euros/m2), Santarém (9,5 euros/m2) e Leiria (8,9 euros/m2). As capitais mais económicas continuam a ser Viseu (7,8 euros/m2) e Castelo Branco (6,7 euros/m2).
O Município da Póvoa de Lanhoso esteve presente no Encontro Distrital de Associações Juvenis, promovido pela FAJUB – Federação das Associações Juvenis do Distrito de Braga, que decorreu em Vizela.
Durante a manhã teve lugar uma reunião distrital de vereadores da Juventude e Fátima Moreira, que este mandato assumiu este pelouro, esteve presente em representação do executivo. Nesta sessão, a federação apresentou o trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos e os projetos que estão atualmente em curso. Foi também lançado o desafio aos Municípios para a construção de uma estratégia territorial plurianual de políticas de juventude – Rede Minho 2028/2035.
Dirigido às associações juvenis do distrito de Braga, foram mais de uma centena de jovens provenientes dos vários concelhos que participaram neste encontro, cujo programa se prolongou ao longo de todo o dia e integrou também um painel de reflexão acerca do tema “Juventude que Decide”. Seguiu-se um debate para auscultação dos jovens estando previsto que estes contributos originem um documento orientador para definição e reforço de políticas públicas de participação juvenil. A recentemente criada associação juvenil da Póvoa de Lanhoso, ECOA – Encontros Criativos com Arte, representou a juventude povoense.
Este encontro contou ainda com a presença da equipa técnica do Serviço Municipal da Juventude, que assim teve a oportunidade de participar neste espaço de diálogo, cooperação e construção conjunta entre as várias associações juvenis, jovens dirigentes e agentes do associativismo presentes.
Foi assinado, recentemente, no Salão Nobre dos Paços do Concelho de Vieira do Minho, o protocolo de colaboração, para o ano corrente, entre o Município e a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vieira do Minho.
O protocolo assinado por ambos os presidentes, Filipe de Oliveira e o recém eleito professor Armando Ferreira, foi reforçado em 10 mil euros em relação aos anos anteriores, atribuindo assim uma verba de 50 mil euros para o ano de 2026.
“O aumento do financiamento prende-se com o facto do executivo municipal reconhecer a importância desta instituição no concelho e o seu inestimável contributo prestado na defesa e valorização do ambiente, de proteção civil e da comunidade em geral”, refere a Câmara Municipal.
A par desta verba, o Município irá entregar ainda aos Bombeiros Voluntários de Vieira do Minho o valor arrecadado na Corrida de São Silvestre, realizada no final de dezembro do ano passado, que tinha como caráter social o apoio a esta nobre instituição, que perfaz a quantia de 910 euros.
Estão em fase final de execução as obras de requalificação do Centro de Saúde de Fervença, uma intervenção promovida pelo Município de Celorico de Basto, com um custo global de 250.000 euros.
As obras financiadas pelo PRR têm como principal objetivo “melhorar as condições do edifício, através da requalificação da cobertura e das fachadas, remodelação dos espaços de trabalho, assegurando uma maior durabilidade da infraestrutura e melhores níveis de conforto e segurança”.
A intervenção visa qualificar as instalações e os equipamentos, garantir condições de acessibilidade, qualidade, conforto e segurança para os utentes e profissionais de saúde, bem como adaptar o espaço aos novos modelos de prestação de cuidados de saúde, tornando o Centro de Saúde de Fervença “mais moderno e funcional e adaptado aos novos modelos de cuidados em saúde”.
Este investimento insere-se nos objetivos do Município de Celorico de Basto de “reabilitar todos os edifícios e equipamentos na área da saúde o concelho, num investimento total próximo dos 8 milhões de euros. Já concluído está o Posto médico do Rego”.
Ficará agora concluído o posto médico da Mota e está em obras o Centro de Saúde de Celorico de Basto. “O nosso compromisso é claro e vamos cumpri-lo com o rigor e responsabilidade. A saúde é crucial para as populações e tudo faremos para dar à nossa comunidade as melhores condições nesta área e em muitas outras áreas de intervenção. A saúde é prioridade e por isso estamos a reabilitar todos os nossos espaços de saúde, infraestruturas públicas, para lhes conferir condições dignas para acolher a nossa comunidade e condições dignas para os profissionais de saúde”, sublinha o presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, José Peixoto Lima.
A anemia afeta cerca de 2 biliões de pessoas em todo o mundo, sendo mais frequente em crianças, mulheres e idosos. Trata-se de um importante problema de saúde pública, com impacto significativo na qualidade de vida e na saúde geral.
A anemia é uma condição em que o sangue tem uma quantidade insuficiente de hemoglobina, o que reduz a capacidade de transportar oxigénio para os tecidos do corpo. O World Anemia Awareness Day, celebrado a 13 de fevereiro, chama a atenção para esta condição. A data simboliza o valor de referência ideal de 13 g/dL de hemoglobina, fundamental para o transporte adequado de oxigénio no organismo.
Doentes com anemia podem apresentar cansaço excessivo, dificuldade de concentração, palidez da pele, fraqueza muscular e, em alguns casos, alterações cardíacas, como palpitações ou falta de ar.
Existem várias causas de anemia, nomeadamente doenças crónicas e inflamatórias, doenças da medula óssea e doenças genéticas. No entanto, em cerca de metade dos casos a anemia ocorre por deficiência de ferro (anemia ferropénica). Esta pode resultar de ingestão insuficiente de alimentos ricos em ferro, diminuição da absorção do ferro ingerido ou perdas de sangue, nomeadamente pelo tubo digestivo, que podem ou não ser visíveis.
Na investigação das causas de anemia ferropénica, os exames endoscópicos têm um papel central. A endoscopia digestiva alta permite observar o esófago, estômago e duodeno, podendo identificar lesões como úlceras, tumores ou lesões vasculares. A colonoscopia avalia o cólon, reto, e pode avaliar o segmento mais distal do intestino delgado, sendo essencial para detetar pólipos, tumores, lesões vasculares ou doenças inflamatórias. Em cerca de 5-10% dos casos, a origem da anemia ferropénica encontra-se no intestino delgado, uma região não acessível pelos exames endoscópicos convencionais. Este segmento do tubo digestivo pode ser avaliado endoscopicamente com recurso a endoscopia por cápsula, um exame não invasivo em que o doente engole uma cápsula com uma câmara, que percorre o tubo digestivo e capta milhares de imagens do intestino delgado. Este exame permite identificar lesões vasculares, doenças inflamatórias ou tumores.
O tratamento da anemia ferropénica baseia-se na correção da causa subjacente e na reposição de ferro, que pode ser feita por via oral ou endovenosa. Em situações mais graves, pode ser necessária transfusão de sangue. Quando a causa é tratável por endoscopia, os exames endoscópicos como a endoscopia digestiva alta e a colonoscopia podem ter um papel terapêutico, sendo ainda possível aceder ao intestino delgado por enteroscopia assistida por balão, habitualmente quando a causa da anemia foi identificada na cápsula endoscópica.