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As alterações climáticas, ensaios nucleares e a hipocrisia do discurso ambiental

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© Paulo Veiga
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O mundo vive um tempo de sobressalto climático. Ondas de calor extremo, secas prolongadas, chuvas diluvianas, incêndios de escala inédita e a progressiva instabilidade dos ecossistemas são hoje realidades inegáveis. O discurso dominante aponta o dedo, quase exclusivamente, à poluição gerada pelas populações, aos automóveis, ao consumo energético doméstico, ao plástico, à alimentação, aos hábitos quotidianos do cidadão comum. Porém, esta narrativa, repetida até à exaustão, peca por seletiva, conveniente e, sobretudo, profundamente injusta.

Ao longo do século XX e início do século XXI, a Humanidade foi palco de algumas das experiências mais violentas e irresponsáveis alguma vez realizadas contra o próprio planeta. Refiro-me aos ensaios nucleares levados a cabo pelas grandes potências militares, muitas delas autoproclamadas guardiãs da ordem mundial e da consciência ambiental.

Desde 1945, centenas de explosões nucleares foram detonadas na atmosfera, nos oceanos e no subsolo. Os Estados Unidos, pioneiros na utilização e teste da arma nuclear, realizaram mais de um milhar de ensaios, muitos deles atmosféricos, libertando para o ar quantidades incalculáveis de radiação. A Rússia (e a antiga União Soviética) respondeu com testes ainda mais potentes, incluindo a maior explosão nuclear alguma vez registada. A França contaminou extensas áreas do Pacífico e do deserto africano, durante décadas, com impactos que ainda hoje se fazem sentir nas populações locais. O Reino Unido realizou testes em territórios ultramarinos, longe dos olhos da sua própria população. A Coreia do Norte, já em pleno século XXI, voltou a rasgar a crosta terrestre com explosões subterrâneas, ignorando deliberadamente qualquer noção de equilíbrio ambiental ou segurança planetária.

Estas explosões não foram meros “eventos históricos”. Foram atos de violência geofísica. Alteraram camadas do solo, contaminaram lençóis freáticos, modificaram ecossistemas inteiros, dispersaram partículas radioativas na atmosfera global e interferiram com padrões naturais que ainda hoje não compreendemos totalmente. Foram agressões diretas à Terra, cujas consequências não se esgotam em relatórios confidenciais ou em tratados assinados a posteriori.

Perante este legado, é intelectualmente desonesto colocar no mesmo plano ou, pior ainda, sobrepor o impacto ambiental de um cidadão que conduz um automóvel a combustão ou aquece a sua casa, com o impacto sistémico e irreversível de centenas de detonações nucleares. A escala não é comparável. A natureza da agressão não é comparável. A responsabilidade não é comparável.

É evidente que a poluição gerada pelas populações tem efeitos reais e cumulativos, emissões de gases com efeito de estufa, degradação dos oceanos, produção excessiva de resíduos. Mas esta poluição é, em grande medida, consequência de modelos económicos, industriais e energéticos impostos de cima para baixo, frequentemente pelos mesmos Estados que, no passado, rasgaram o planeta em nome da supremacia militar. Exigir sacrifícios individuais sem assumir responsabilidades históricas é uma forma sofisticada de transferência de culpa.

O discurso climático dominante sofre, assim, de uma amnésia seletiva. Fala-se de palhinhas de plástico, mas raramente de cogumelos nucleares. Fala-se de impostos verdes, mas pouco de solos irremediavelmente contaminados por decisões geopolíticas. Fala-se de “consciência ambiental”, mas evita-se discutir o impacto real das maiores experiências destrutivas alguma vez realizadas pelo Homem.

Se quisermos, de facto, falar de alterações climáticas com seriedade, é imperioso alargar o foco. Não basta moralizar o comportamento das populações. É necessário confrontar a história, exigir transparência, responsabilizar Estados e reconhecer que parte significativa da instabilidade ambiental atual tem raízes profundas em decisões militares e estratégicas que nunca foram democraticamente escrutinadas.

Sem essa honestidade intelectual, o combate às alterações climáticas continuará a ser um exercício de retórica conveniente: pesado sobre os ombros dos cidadãos comuns e indulgente para com os verdadeiros agressores do planeta.

Braga: Tebosa vai festejar São Brás no próximo fim de semana

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© Amigo Simão / Liliana Oliveira / José Francisco
© Amigo Simão / Liliana Oliveira / José Francisco

A comunidade de Tebosa, em Braga, vai festejar São Brás no próximo fim de semana com muita animação musical.

As festividades contarão também com as tradicionais celebrações religiosas e as grandiosas sessões de fogo de artifício. A Comissão de Festas convida toda a comunidade a participar nestas festividades que engrandecem o nome da freguesia. 

Programa

3 de fevereiro (terça-feira)

  • 19:30 – Missa em honra de São Brás

6 de fevereiro (sexta-feira)

  • Música gravada durante oi dia
  • 08:00 – Alvorada de morteiros
  • 22:00 – Amigo Simão com Liliana Oliveira e a sua banda
  • 00:00 – Sessão de fogo de artifício
  • 00:30 – DJ Ruben Dias by Kamaro

7 de fevereiro (sábado)

  • Música gravada durante o dia
  • 08:00 – Alvorada de morteiros
  • 09:00 – Entrada dos Zés Pereiras “Os da Borga”
  • 20:15 – Missa em honra de São Brás
  • 22:00 – José Francisco
  • 00:00 – 2 grandiosas sessões de fogo de artifício
  • 00:30 – After Party com DJ surpresa by Kamaro

8 de fevereiro (domingo)

  • 08:00 – Alvorada de morteiros
  • 11:00 – Missa em honra de São Brás
  • 14:00 – Banda Marcial de Arnoso Santa Maria
  • 15:30 – Atos religiosos, seguida da procissão
  • 17:00 – Atuação dos Zés Pereiras “Os da Borga”

Mais de 200 estudantes de 38 países chegam à UMinho no 2.º semestre

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© UMinho
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O segundo semestre na Universidade do Minho (UMinho) vai ter “um brilho especial”. Mais de 200 estudantes de intercâmbio, provenientes de 38 países, chegaram ao abrigo do Programa Erasmus+ e dos acordos de cooperação existentes e já fazem parte da dinâmica dos nossos campi. O programa de boas-vindas (Welcome Day) destes estudantes decorreu na passada sexta-feira, em Guimarães. Itália, Brasil, Turquia, Espanha, França e Alemanha são os países mais representados neste grupo de estudantes.

A sessão de abertura e boas-vindas teve lugar no campus de Azurém, local que acolheu vários momentos informativos dedicados à apresentação dos serviços, unidades e iniciativas da UMinho, nomeadamente o apoio educativo e informático, as bibliotecas, a ação social, o apoio psicológico, o centro de línguas e as tutorias por pares. Foram ainda apresentadas as atividades, missão e projetos desenvolvidos pela Associação Académica da UMinho (AAUMinho), Erasmus Student Network Minho (ESN Minho) e Provedora do Estudante.

Após o almoço na cantina universitária, um momento especial de confraternização entre os estudantes de vários países, teve lugar a intervenção da Câmara Municipal de Guimarães e do Laboratório da Paisagem, realçando o facto de Guimarães ser a Capital Verde Europeia 2026. Devido às condições meteorológicas particularmente adversas, o programa da tarde sofreu ligeiras alterações e as atividades no exterior deram lugar ao “bingo humano”, iniciativa promovida pela AAUMinho e a ESN Minho, que decorreu no Auditório Nobre do campus universitário. Ao longo desta e da próxima semana, de 2 a 13 de fevereiro, terão lugar outras atividades de integração, destacando-se as reuniões com o Serviço de Apoio à Internacionalização e com os coordenadores académicos de mobilidade da UMinho, por área de estudo.

Esta iniciativa, promovida semestralmente pela Unidade de Serviço de Apoio à Internacionalização, tem como principal objetivo dar a conhecer a UMinho e as suas cidades aos estudantes em mobilidade, proporcionando um acolhimento próximo e criando as condições necessárias para uma integração positiva e enriquecedora. Neste semestre, os estudantes chegam da Albânia, Alemanha, Angola, Arménia, Áustria, Bélgica, Bósnia e Herzegovina, Brasil, Bulgária, Cabo Verde, Cazaquistão, Chéquia, Chile, Colômbia, Eslováquia, Espanha, França, Geórgia, Grécia, Hungria, Índia, Indonésia, Itália, Jordânia, Kosovo, Lituânia, Luxemburgo, Marrocos, Moçambique, Noruega, Palestina, Peru, Polónia, Portugal, Reino Unido, Roménia, Tunísia, Turquia e Ucrânia.

Retomada circulação ferroviária entre Braga e Lisboa

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DR
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A circulação ferroviária na Linha do Norte para o serviço de longo curso entre Braga e Lisboa, e a Linha do Minho foi retomada esta terça-feira.

A CP refere que, na sequência do temporal na semana passada, a circulação ferroviária continua suspensa na Linha do Douro, entre a Régua e Pocinho, a Linha do Oeste e os Urbanos de Coimbra.

Braga viabiliza orçamento de 285 milhões de euros com críticas da oposição

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© Sandra Antunes
© Sandra Antunes

Rui Rocha, da Iniciativa Liberal, criticou o presidente da Câmara que “acusa a oposição de não colaborar de forma construtiva”. “Eu entendo que hoje morre uma narrativa que se procurou instalar na cidade, no Município, acusando a oposição de não colaborar de forma construtiva. Essa narrativa morre hoje. A partir de hoje, o presidente da Câmara tem um PDM aprovado, tem o orçamento que apresentou aprovado e, portanto, a partir de hoje também tem que mostrar que o caminho que escolheu para a cidade é o caminho certo e tem, sobretudo, que ter a capacidade de executar aquilo que é a sua visão, que está no PDM e que está no orçamento. Braga tem estes dois instrumentos, a oposição foi relativamente ao presidente da Câmara, mais responsável, e mais construtiva do que aquilo que o presidente da Câmara tem sido relativamente à oposição. Portanto, eu quero mesmo declarar formalmente que está morta a narrativa de que a oposição não deu condições ao presidente da Câmara”, disse o liberal.

Já Filipe Aguiar, do Chega, diz estar “consciente, porque percebemos também que há pontos positivos neste orçamento, e responsável, porque vamos estar muito atentos. Agora, na nossa opinião, há aqui um desajuste no sentido de que há um aumento de 9% na receita, nos impostos, mas depois também temos 16% no aumento na despesa corrente, e isso cria um desequilíbrio. Vamos estar atentos e perceber de que forma é que vai ser executado este orçamento”.

Ricardo Silva, do Amar e Servir Braga, apontou um “desinvestimento” no orçamento em áreas como a cultura, a ação social e o ambiente. “Nós ficamos sempre com esta taxa de desconfiança de ‘o maior orçamento’ que não é o melhor orçamento. Nas palavras do presidente, este é “o maior ou melhor orçamento’, mas é o menor orçamento per capita dos concelho à volta de Braga e, portanto, isto traduz que este investimento é reduzido e, portanto, por muito que se aponte depois com valores astronómicos para determinados projetos, não é menos verdade que há outras áreas tão importantes como a cultura, como a ação social, como a educação, que ficam cortadas de um investimento que deveria ser mais reforçado e, portanto, quando nós não olhamos para as pessoas e olhamos só para os projetos, nós não estamos a analisar politicamente ou não estamos a ir ao encontro politicamente daquilo que deve ser a nossa atuação, estamos a ir ao encontro da vaidade e, acima de tudo, do ego do Executivo em funções”, referiu o independente.

Pedro Sousa, do PS, sublinhou que este orçamento “não é o plano do Partido Socialista” e que o partido será “exigente e vigilante”. Este é o primeiro plano e orçamento desta maioria. Da nossa parte, a posição não poderia ser outra. Não é o plano do Partido Socialista, naturalmente não são as opções do Partido Socialista, num conjunto de áreas, num conjunto de prioridades em que nós olhamos a cidade e o concelho de outra forma e, portanto, a posição só poderia ser a de uma abstenção que é, ao mesmo tempo, exigente e vigilante, ou seja, exigente porque vai continuar a trazer propostas, vai continuar a trazer alternativa, vai continuar a apontar outros caminhos relativamente a um conjunto de questões e vigilante porque vamos, naturalmente, com atenção, com cuidado, com preparação, com estudo, a acompanhar o trabalho do Município”, explicou.

Por seu turno, João Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Braga, garantiu que o Executivo “está a cumprir escrupulosamente aquilo que prometemos fazer”. “O plano apresentado é a materialização daquelas que foram as nossas promessas eleitorais, daquilo que foi o nosso programa eleitoral com um acrescento que é, nós abrimos a possibilidade à oposição de apresentar propostas e de as incluirmos, mas tenho visto alguns membros a dizer que não estamos a fazer favor nenhum e que é um direito previsto na Constituição, mas também é um direito previsto que o presidente possa não acolher essas propostas e a verdade é que nós acolhemos essas propostas. Eu acho que a grande mensagem aqui é nós temos o maior orçamento sempre, temos investimentos que queremos executar e estamos a cumprir escrupulosamente aquilo que prometemos fazer, temos em vista o bem-estar das pessoas, cumprir com as necessidades mais emergentes da cidade e, no fundo, continuar a fazer desta uma cidade em crescimento”, finalizou o autarca.

Após aprovação na Reunião de Câmara Extraordinária, o Plano de Atividades e do Orçamento Municipal para 2026 segue agora para a Assembleia Municipal de Braga, onde será submetido à votação final.

Ricardo Horta chega aos 150 golos ao serviço do SC Braga

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© SC Braga
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Ricardo Horta chegou aos 150 golos ao serviço do SC Braga. O capitão da equipa atingiu a marca no jogo desta segunda-feira frente ao AVS SAD.

O golo de Horta surgiu aos 7 minutos da partida que terminou com a vitória do SC Braga por 0-4.

Liga divulga horários das jornadas 22 e 23 do campeonato

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© SC Braga
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Foram conhecidos, esta segunda-feira, os horários dos encontros das jornadas 22 e 23 da I Liga Portugal.

A abrir a 22.ª ronda, Santa Clara e SL Benfica defrontam-se a partir das 18:30 de sexta-feira, 13 de fevereiro. No dia seguinte, o Gil Vicente FC recebe o SC Braga às 20:30, enquanto no domingo, 15 de fevereiro, o FC Porto viaja ao reduto do CD Nacional, partida com início agendado para as 15:30, e o Estoril Praia desloca-se ao terreno do AFS, com pontapé de saída marcado para as 18:00.

Na 23.ª jornada, destaque para o Estrela Amadora-CD Tondela, dia 20 de fevereiro (sexta-feira), às 20:45, com o Dérbi do Minho, entre SC Braga e Vitória SC, a realizar-se no dia seguinte, às 20:30, antecedido pela receção do Moreirense FC ao Sporting CP. A ronda termina dia 23 de fevereiro (segunda-feira), com o FC Famalicão-Casa Pia AC, encontro com início às 20:15.

Horários de todos os jogos:

22.ª jornada

Sexta-feira, 13 de fevereiro

  • Santa Clara – SL Benfica, 18h30 – Sport TV
  • CD Tondela – FC Alverca, 20h45 – Sport TV

Sábado, 14 de fevereiro

  • Casa Pia AC – FC Arouca, 15h30 – Sport TV
  • Vitória SC – Estrela Amadora, 18h00 – Sport TV
  • Gil Vicente FC – SC Braga, 20h30 – Sport TV

Domingo, 15 de fevereiro

  • CD Nacional – FC Porto, 15h30 – Sport TV
  • AFS – Estoril Praia, 18h00 – Sport TV
  • Sporting CP – FC Famalicão, 20h30 – Sport TV

Segunda-feira, 16 de fevereiro

  • Rio Ave FC – Moreirense FC, 20h15 – Sport TV

23.ª jornada

Sexta-feira, 20 de fevereiro

  • Estrela Amadora – CD Tondela, 20h45 – Sport TV

Sábado, 21 de fevereiro

  • FC Alverca – Santa Clara, 15h30 – Sport TV
  • FC Arouca – CD Nacional, 15h30 – Sport TV
  • SL Benfica – AFS, 18h00 – BTV
  • Moreirense FC – Sporting CP, 18h00 – TVI
  • SC Braga – Vitória SC, 20h30 – Sport TV

Domingo, 22 de fevereiro

  • Estoril Praia – Gil Vicente FC, 18h00 – Sport TV
  • FC Porto – Rio Ave FC, 20h30 – Sport TV

Segunda-feira, 23 de fevereiro

  • FC Famalicão – Casa Pia AC, 20h15 – Sport TV

Braga precisa de vias à altura do seu futuro

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© IL
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Braga tem-se afirmado, como uma cidade dinâmica e em desenvolvimento no país. O seu crescimento urbano, a capacidade de atrair investimento e novos residentes, bem como os seus indicadores de desenvolvimento, colocam-na em lugar de destaque no panorama nacional. No entanto, há uma dimensão essencial da vida urbana que se tem vindo a degradar de forma preocupante: o estado das vias rodoviárias.

Infraestruturas sobrecarregadas e manutenção insuficiente

O aumento da população e do tráfego diário trouxe uma pressão evidente sobre as infraestruturas existentes. As estradas e ruas da cidade estão hoje sobrecarregadas, sem que esse crescimento tenha sido acompanhado por uma política de manutenção eficaz e contínua. O resultado é vivido diariamente por milhares de bracarenses: pavimentos degradados, buracos significativos e intervenções pontuais que raramente resolvem o problema de forma estrutural.

Desconforto, insegurança e prejuízos para os cidadãos

Para quem se desloca na cidade — seja em contexto profissional ou pessoal — o desconforto é constante. Mas mais grave do que o incómodo é o risco acrescido que estas condições representam para a segurança rodoviária. O mau estado do piso tem gerado situações perigosas e, em diversos casos, prejuízos materiais para automobilistas, com danos em viaturas e potenciais acidentes que poderiam ser evitados.

Uma cidade com a projeção de Braga, que pretende afirmar-se como referência de qualidade urbana e modernidade, não pode aceitar que as suas vias se encontrem em estado tão deficitário. A qualidade do espaço público e das infraestruturas básicas é parte integrante da competitividade e do bem-estar de um território.

Responsabilidade política e necessidade de respostas concretas

É certo que algumas vias não se encontram sob gestão direta da Câmara Municipal, pertencendo a entidades centrais. Contudo, isso não isenta o município da sua responsabilidade enquanto garante do ordenamento do território e da articulação institucional necessária para assegurar respostas eficazes. Impõe-se, por isso, que sejam acionados todos os mecanismos de exigência e cooperação junto das entidades competentes, de forma a garantir intervenções urgentes, planeadas e consistentes.

Acresce ainda um ponto relevante: este problema já foi reconhecido pela coligação atualmente eleita, que incluiu no seu programa eleitoral a criação de um plano permanente de manutenção de vias e passeios como medida-chave para o mandato.

É, portanto, legítimo perguntar: onde está publicado esse plano? Que entidades serão intervenientes? Quais os objetivos concretos e as metas temporais definidas? Que critérios de prioridade foram estabelecidos?

Braga não pode continuar a adiar soluções estruturais para um problema que afeta diretamente a qualidade de vida dos seus cidadãos. Uma cidade que quer projetar-se no futuro não pode permitir que as suas ruas permaneçam presas num presente de degradação e insegurança.

É tempo de transformar o diagnóstico em ação e de garantir que as vias de Braga estejam, finalmente, à altura da cidade que ambicionamos.

Famalicão envia oito mil telhas para Leiria e Santarém

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© CM Famalicão
© CM Famalicão

A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão vai fazer chegar, esta terça-feira, aos distritos de Leiria e Santarém, mais de oito mil telhas para a reconstrução das habitações afetadas na última semana pela tempestade Kristin.

“Depois de as autoridades locais e nacionais terem identificado como prioritário o apoio ao nível do envio de materiais de construção, nomeadamente de telhas, a autarquia famalicense decidiu avançar com a aquisição/doação de 26 paletes de telha lusa F3”, refere o Município.

O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Mário Passos, manifestou “a solidariedade do Município de Famalicão para com todas as famílias, empresas e instituições atingidas pela tempestade Kristin” e enaltece “o espírito solidário manifestado por toda a comunidade famalicense que, nos últimos dias, tem colaborado ativamente no apoio às populações afetadas”.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental deixou um rasto de destruição, sobretudo na região centro do país. O Governo português anunciou o prolongamento do Estado de Calamidade até dia 8 de fevereiro. No total, são 69 os concelhos em situação de calamidade.

SC Braga goleia AVS SAD por 0-4

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© SC Braga
© SC Braga

O SC Braga visitou e goleou o AVS SAD por 0-4, esta segunda-feira, em jogo da 20.ª jornada da I Liga.

Ricardo Horta (7′), Rodrigo Zalazar (30′) e um bis de Pau Victor (80′ e 83′) marcaram os golos do triunfo bracarense.

Com esta vitória, o SC Braga garante o quarto lugar no campeonato, com 36 pontos, enquanto o Aves SAD é último com apenas cinco pontos.