OpiniãoBraga precisa de vias à altura do seu futuro

Braga precisa de vias à altura do seu futuro

Artigo de Virgínia Figueiredo, arquiteta e dirigente da Iniciativa Liberal de Braga.

© IL

Braga tem-se afirmado, como uma cidade dinâmica e em desenvolvimento no país. O seu crescimento urbano, a capacidade de atrair investimento e novos residentes, bem como os seus indicadores de desenvolvimento, colocam-na em lugar de destaque no panorama nacional. No entanto, há uma dimensão essencial da vida urbana que se tem vindo a degradar de forma preocupante: o estado das vias rodoviárias.

Infraestruturas sobrecarregadas e manutenção insuficiente

O aumento da população e do tráfego diário trouxe uma pressão evidente sobre as infraestruturas existentes. As estradas e ruas da cidade estão hoje sobrecarregadas, sem que esse crescimento tenha sido acompanhado por uma política de manutenção eficaz e contínua. O resultado é vivido diariamente por milhares de bracarenses: pavimentos degradados, buracos significativos e intervenções pontuais que raramente resolvem o problema de forma estrutural.

Desconforto, insegurança e prejuízos para os cidadãos

Para quem se desloca na cidade — seja em contexto profissional ou pessoal — o desconforto é constante. Mas mais grave do que o incómodo é o risco acrescido que estas condições representam para a segurança rodoviária. O mau estado do piso tem gerado situações perigosas e, em diversos casos, prejuízos materiais para automobilistas, com danos em viaturas e potenciais acidentes que poderiam ser evitados.

Uma cidade com a projeção de Braga, que pretende afirmar-se como referência de qualidade urbana e modernidade, não pode aceitar que as suas vias se encontrem em estado tão deficitário. A qualidade do espaço público e das infraestruturas básicas é parte integrante da competitividade e do bem-estar de um território.

Responsabilidade política e necessidade de respostas concretas

É certo que algumas vias não se encontram sob gestão direta da Câmara Municipal, pertencendo a entidades centrais. Contudo, isso não isenta o município da sua responsabilidade enquanto garante do ordenamento do território e da articulação institucional necessária para assegurar respostas eficazes. Impõe-se, por isso, que sejam acionados todos os mecanismos de exigência e cooperação junto das entidades competentes, de forma a garantir intervenções urgentes, planeadas e consistentes.

Acresce ainda um ponto relevante: este problema já foi reconhecido pela coligação atualmente eleita, que incluiu no seu programa eleitoral a criação de um plano permanente de manutenção de vias e passeios como medida-chave para o mandato.

É, portanto, legítimo perguntar: onde está publicado esse plano? Que entidades serão intervenientes? Quais os objetivos concretos e as metas temporais definidas? Que critérios de prioridade foram estabelecidos?

Braga não pode continuar a adiar soluções estruturais para um problema que afeta diretamente a qualidade de vida dos seus cidadãos. Uma cidade que quer projetar-se no futuro não pode permitir que as suas ruas permaneçam presas num presente de degradação e insegurança.

É tempo de transformar o diagnóstico em ação e de garantir que as vias de Braga estejam, finalmente, à altura da cidade que ambicionamos.

PARTILHE A NOTÍCIA

LEIA TAMBÉM

PUBLICIDADE

Últimas Notícias

POPULARES