A Escola de Direito da Universidade do Minho (UMinho), em Braga, recebe esta sexta-feira, 6 de março, o colóquio “50/40”, que assinala os 50 anos da Constituição da República Portuguesa e os 40 anos da adesão de Portugal à União Europeia.
A conferência de abertura é às 09:30, com Nuno Piçarra, juiz no Tribunal de Justiça da UE, e com Alessandra Silveira, titular da Cátedra Jean Monnet em Direito da UE e professora da EDUM. A sessão de encerramento, às 17:30, conta com o ministro dos Assuntos Parlamentes, Carlos Abreu Amorim.
O encontro vai reunir académicos, magistrados, dirigentes e estudantes para debater os desenvolvimentos jurídico-constitucionais impulsionados pela transição digital e pelo processo de integração europeia. Na agenda destaca-se também, às 10:00, um painel com Nuno Cunha Rodrigues, presidente da Autoridade da Concorrência; João Filipe Monteiro Marques, vogal da Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos; José Carlos Vegar Velho, vogal da Comissão Nacional de Proteção de Dados; e Joel Timóteo Ramos Pereira, juiz desembargador e inspetor judicial do Conselho Superior da Magistratura.
O programa inclui ainda entre os oradores Tiago Sérgio Cabral, jurista no AI Office da Comissão Europeia, além de Joana Covelo de Abreu, Ana Filipa Ribeiro, Graça Enes, Miguel Gorjão-Henriques, Sofia Pais e Pedro Madeira Froufe. A comissão organizadora envolve a EDUM, o Centro de Investigação em Justiça e Governação (JusGov) e a Rede Jean Monnet “European Network on Digitalization and E-governance”, com o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT). A entrada é livre.
A Semana da Leitura está de regresso a Vila Nova de Famalicão, entre os dias 9 e 14 de março, com um conjunto de atividades que procuram envolver toda a comunidade em torno do livro e da leitura e promover hábitos de leitura junto do público.
A iniciativa está inserida no evento nacional promovido pelo Plano Nacional de Leitura, que desafia escolas, bibliotecas e instituições locais a desenvolver atividades que celebrem a leitura como espaço de prazer, imaginação, conhecimento e encontro.
A abertura da Semana da Leitura em Famalicão está agendada para o dia 9 de março, pelas 15 horas, na Escola Secundária Camilo Castelo Branco, com a presença do escritor Afonso Reis Cabral.
Ao longo da semana, estão previstas atividades em diversos espaços do concelho, desde escolas e polos de leitura até empresas, rádios e plataformas digitais.
O programa inclui oficinas criativas, horas do conto, momentos de leitura em voz alta, sessões partilhadas entre diferentes gerações e iniciativas dedicadas à poesia, com destaque para a homenagem ao poeta Vasco de Carvalho, agendada para o dia 10 de março, pelas 14:30, na Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco.
Uma das propostas inclui também a iniciativa “Troca por Troca”, de 10 a 12 de março, que incentiva a circulação de livros nas empresas, convidando os participantes a deixar um livro e a levar outro, num gesto de partilha entre os trabalhadores das mesmas.
No dia 12, pelas 10 horas, é dinamizada ainda a ação “Famalicão a LER”, que convida toda a comunidade a interromper, por alguns momentos, as suas rotinas para dedicar tempo à leitura.
D. Jorge Ortiga, arcebispo emérito de Arquidiocese de Braga, celebra esta quinta-feira, 82 anos.
Nasceu em Brufe, no concelho de Vila Nova de Famalicão, no dia 5 de Março de 1944. Cursou os seminários da Arquidiocese de Braga entre 1955 e 1967, ordenando-se sacerdote em 9 de julho desse ano.
Foi nomeado arcebispo de Braga em 1999 por João Paulo II, sucedendo a D. Eurico Dias Nogueira, mantendo-se no cargo até 2022.
Após renúncia por limite de idade, foi sucedido por D. José Cordeiro, nomeado pelo Papa Francisco.
A Universidade Estadual do Ceará (Uece), em Fortaleza, Brasil, atribuiu o doutoramento honoris causa a Leandro da Silva Almeida, professor catedrático da Escola de Psicologia da Universidade do Minho (UMinho). A cerimónia decorreu ontem no prédio da Reitoria, sito no campus Itaperi, e foi transmitida no YouTube.
Leandro Almeida colabora há 40 anos no desenvolvimento da educação e do ensino superior na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, sobretudo em Angola, Brasil e Moçambique. A Uece realça que o homenageado “tem contribuído para o avanço da ciência brasileira e em universidades das cinco regiões” daquele país, incluindo no Ceará também a Universidade Federal e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira.
No caso da Uece, Leandro Almeida é colaborador na área de avaliação educacional desde 2016, cuja parceria contribuiu para docentes e discentes seus realizarem na UMinho missões de estudo e pesquisa, doutoramentos-sanduíche, pós-doutoramentos e participarem em projetos científicos com diversos países. Por outro lado, foi professor visitante da pós-graduação em Saúde Coletiva, leciona em vários cursos e projetos de extensão e integra a proposta do mestrado em Psicologia na Uece.
Leandro Almeida doutorou-se em Psicologia da Educação pela Universidade do Porto, incluindo períodos de estágio nas universidades de Yale (EUA) e Católica de Lovaina (Bélgica). Entrou no quadro docente da UMinho em 1988, onde foi também vice-reitor, vice-presidente do Conselho Académico, presidente do Instituto de Educação, entre outros cargos, e recebeu o Prémio de Mérito Científico em 2019.
Os rins trabalham silenciosamente todos os dias, filtrando o sangue, eliminando toxinas e excesso de líquidos, controlando a tensão arterial, regulando minerais e contribuindo para a produção de glóbulos vermelhos. Quando começam a falhar, raramente dão sinais visíveis, sendo assim que surge a Doença Renal Crónica (DRC), uma condição lenta, discreta e muitas vezes silenciosa.
Em Portugal, estima-se que cerca de 1 em cada 10 adultos tenha algum grau de DRC, refletindo não só o envelhecimento da população, mas também a elevada prevalência de doenças como diabetes, hipertensão e obesidade. Entre quem apresenta doença renal avançada, aproximadamente um em cada três doentes tem diabetes, sublinhando a importância de prevenir e controlar estas condições para proteger a saúde renal.
Embora silenciosa, a DRC tem consequências graves. À medida que a função renal diminui, aumenta o risco de complicações, nomeadamente cardiovasculares, como enfarte do miocárdio, acidente vascular cerebral ou insuficiência cardíaca, mesmo em fases iniciais da doença. Falar de rins é, por isso, falar de saúde global.
A boa notícia é que, em muitos casos, a progressão da doença pode ser prevenida ou significativamente retardada através de escolhas simples no dia a dia. Uma alimentação equilibrada, com menor consumo de sal e açúcar, prática regular de exercício físico, controlar o peso e cessação tabágica são medidas fundamentais. O controlo rigoroso da tensão arterial e dos níveis de açúcar no sangue é igualmente decisivo, permitindo reduzir o risco de deterioração renal e complicações cardiovasculares. Nos últimos anos, surgiram também medicamentos que demonstraram atrasar a progressão da DRC, mas devem ser avaliados de forma individualizada pelo médico, tendo em conta a situação específica de cada pessoa.
Saber mais sobre a própria saúde é uma das armas mais eficazes contra a doença renal. Muitas pessoas desconhecem que os rins podem adoecer durante anos sem sintomas. Identificar fatores de risco e realizar exames simples faz toda a diferença: basta uma análise ao sangue para avaliar a função renal e uma análise à urina para detetar perda de proteínas. Para a população geral, estes exames devem ser realizados pelo menos uma vez por ano, enquanto pessoas com maior risco, como diabéticos, hipertensos ou com antecedentes familiares, poderão necessitar de controlos mais frequentes, conforme orientação médica. O diagnóstico precoce permite agir atempadamente, ajustando hábitos de vida e tratamentos, evitando que a doença avance para fases mais graves.
Cuidar dos rins exige uma resposta articulada. Médicos de família e centros de saúde são essenciais na deteção precoce e no acompanhamento de pessoas em risco, enquanto consultas de Nefrologia asseguram avaliação especializada e definição de tratamentos adequados. Nas fases avançadas, as unidades de hemodiálise contribuem não só para o tratamento, mas também para educação e apoio contínuo aos doentes. Equipas multidisciplinares, incluindo médicos, enfermeiros, nutricionistas, farmacêuticos e assistentes sociais, permitem oferecer cuidados completos e reforçar hábitos diários.
Levar informação para a comunidade é igualmente importante. Escolas, associações, autarquias, bombeiros e outras instituições têm um papel decisivo na promoção de estilos de vida saudáveis e na realização de rastreios, tornando a prevenção mais acessível e eficaz.
Com conhecimento, hábitos saudáveis, diagnóstico precoce, acesso a novos tratamentos e uma rede de cuidados coordenada, é possível reduzir significativamente o impacto da Doença Renal Crónica. Prevenir a DRC é cuidar da saúde hoje e garantir qualidade de vida amanhã.
Decorreu ontem, no Theatro Club, na Póvoa de Lanhoso, a sessão de entrega dos vouchers do programa NaturaLanhoso, que contemplou 128 crianças do concelho.
Esta iniciativa, na qual esteve presente o presidente da Câmara Municipal, Frederico Castro, a vereadora com responsabilidades na área das Famílias, Fátima Moreira, e os vereadores Paulo Gago e Gilberto Anjos, representa um apoio global às famílias povoenses no valor de 86.300,00 euros.
Os valores atribuídos por criança variam entre 500, 750 e 1 000 euros, de acordo com a composição do agregado familiar. “Estes montantes devem ser obrigatoriamente utilizados no comércio local da Póvoa de Lanhoso, destinando-se à aquisição de bens essenciais no âmbito da maternidade. São elegíveis despesas em diversas categorias, nomeadamente acessórios e produtos de alimentação, artigos de saúde, higiene e conforto para o bebé ou para a mãe, mobiliário, grande puericultura, vestuário e calçado, bem como roupa de cama”, refere a Autarquia.
Para além de constituir um incentivo direto à natalidade, o NaturaLanhoso integra ainda uma componente de apoio à comparticipação de vacinas que não fazem parte do Plano Nacional de Vacinação.
Bruno Ferreira, ex-tesoureiro da Junta de Freguesia de Tadim, em Braga, confessou hoje ter desviado 23.660 euros da Autarquia local, no ano de 2020.
No início do julgamento, o programador informático, de 47 anos, sublinhou que retirou dinheiro por considerar ser “um empréstimo”, afirmando que não era sua intenção ficar com os 23.660 euros.
Bruno Ferreira confessou que pretendia restituir o dinheiro rapidamente, mas uma vez de que a sua empresa estaria a atravessar dificuldades não conseguiu devolver mais cedo.
Entretanto, a Junta de Freguesia de Tadim informou que o antigo tesoureiro já fez uma transferência de 24.447,70 euros referente ao valor em dívida, mais respetivos juros.
A leitura do acórdão final está marcada para 19 de março.
Alice Gonçalves, Ana Costa, Luana Mendes e Mariana Guimarães, jogadoras do SC Braga, foram chamadas à Seleção Nacional Sub-16.
As Gverreiras do Minho foram escolhidas pela selecionadora Inês Aguiar para o próximo estágio da equipa das Quinas, que contemplará quatro sessões de treino e um jogo de treino.
O estágio decorre entre os dias 9 de março e 11 de março, na Cidade do Futebol.
O primeiro mestrado em Ensino da Matemática da Guiné-Bissau iniciou-se esta semana, na Unidade de Formação de Tchico Té. Tem a coordenação científica da Universidade do Minho (UMinho), que foi representada na sessão inaugural pela professora Laurinda Leite, estando também presente a professora Teresa Malheiro. O curso é considerado um marco histórico e visa, prioritariamente, capacitar com o grau de mestre os docentes das diversas Unidades de Formação da Escola Superior de Educação que formam os futuros professores do ensino básico e secundário do país.
O mestrado responde a solicitações pertinentes que os docentes do ensino superior guineense fizeram em 2024 ao então reitor da UMinho, Rui Vieira de Castro, quando visitou algumas dessas Unidades de Formação. A UMinho está envolvida na criação, planificação e gestão científico-pedagógica do curso, que é também lecionado por docentes seus, nomeadamente da Escola de Ciências e do Instituto de Educação .
Trinta participantes na 1.ª edição
Durante dois anos, os 30 estudantes admitidos frequentarão, em regime intensivo (duas semanas) e presencial, seis pares de unidades curriculares, seguindo-se a elaboração da dissertação no domínio da matemática, da estatística ou da didática da matemática, sob orientação de docentes da UMinho. O curso constituirá um primeiro impulso para a investigação guineense naquelas áreas.
A Matemática é central em diversos campos, desde as engenharias às ciências económicas e tecnológicas. Para o diretor da Tchico Té, Ibrahima Djaló, o novo mestrado “é uma semente para a autonomia científica, a melhoria da qualidade do ensino e o desenvolvimento do país”, servindo de exemplo de cooperação científica e cultural para um mundo mais aberto, solidário e diverso. Já Laurinda Leite realçou que o curso vai fazer a diferença na qualificação dos futuros professores e ter reflexos importantes na formação de crianças e jovens guineenses.
Vários projetos no ensino guineense
Este é mais um projeto que, no âmbito da Reforma Curricular do Ensino Básico (RECEB) da Guiné-Bissau, a UMinho tem desenvolvido há uma década em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian (entidade financiadora do novo mestrado). Para o 1.º ciclo do ensino básico foram já experimentados, revistos e generalizados, a todo país, o novo currículo e os respetivos manuais para alunos e guias e materiais digitais para docentes; ações semelhantes estão em curso no 2.º ciclo, educação acelerada e final do pré-escolar. Em novembro passado nasceu ainda o primeiro mestrado da Guiné-Bissau: é em Língua Portuguesa e também na Unidade de Formação de Tchico Té. Este conjunto de iniciativas reafirma o compromisso da UMinho com a cooperação académica no espaço lusófono.
A oferta de casas novas para venda atingiu quase 21.000 unidades no último trimestre de 2025, mais do dobro do stock de há cinco anos.
Lisboa e Porto representam quase 75% da oferta de casas novas à venda entre as grandes cidades portuguesas, seguidas do Funchal (5,9%), Braga (3%), Faro (2,9%) e Setúbal (2,9%).
O valor unitário médio das casas novas à venda a nível nacional durante o último trimestre de 2025 situou-se nos 4.165 euros por metro quadrado (€/m²).
A nível geográfico, houve quatro grandes cidades que superaram o preço médio nacional das casas novas à venda: Lisboa (7.574 €/m²), Funchal (4.833 €/m²), Porto (4.236 €/m²) e Setúbal (4.198 €/m²)
As cidades que têm habitações novas para comprar a custos mais acessíveis são Guarda (1.737 €/m²) e Portalegre (1.436 €/m²).
Foi na região Norte onde se concentrou mais a venda de casas novas no país (37% do total), seguida da região Centro (16,3%) e da Grande Lisboa (15,9%).
A Região Autónoma dos Açores destaca-se por ter sido o território onde foram vendidas menos residências novas (1,2% do total).