A Assembleia Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal do Cávado (CIM Cávado) reuniu, no sábado, para eleger o novo Secretariado Executivo Intermunicipal.
A sessão teve início com a primeira reunião de funcionamento da Assembleia Intermunicipal, destinada à eleição da Mesa da Assembleia, que ficou constituída por Joaquim Manuel Araújo Barbosa como presidente, Alexandrino Manuel Oliveira Ribeiro como vice-presidente e Susana Sofia Pereira da Silva como secretária.
No decurso da sessão ordinária, o presidente do Conselho Intermunicipal apresentou à Assembleia Intermunicipal a proposta de composição do Secretariado Executivo Intermunicipal, previamente aprovada pelo Conselho Intermunicipal, nos termos da alínea c) do artigo 84.o da Lei n.o 75/2013, de 12 de setembro.
Submetida a sufrágio, a proposta foi aprovada, tendo sido eleitos João Luís Lima da Silva, como primeiro secretário executivo, Carlos Duarte Oliveira e Silva, como secretário executivo, e Marta Sofia Barros Magalhães, como secretária executiva.
“O Secretariado Executivo agora eleito é composto por três membros com percursos profissionais marcados por sólida experiência na Administração Pública Local, na gestão de políticas públicas, na coordenação de projetos intermunicipais e na gestão de fundos europeus, reunindo competências técnicas e estratégicas relevantes para o desenvolvimento do território do Cávado. O Secretariado Executivo Intermunicipal tem como missão apoiar a gestão estratégica e operacional da CIM Cávado, promovendo a cooperação entre os municípios de Amares, Barcelos, Braga, Esposende, Terras de Bouro e Vila Verde, assegurando a execução eficaz das políticas públicas e dos projetos intermunicipais de interesse comum”, refere a CIM Cávado.
Portugal enfrenta dias duros. Cheias, destruição, famílias desalojadas, pequenas economias arrasadas. O estado de calamidade não é uma metáfora política nem um conceito académico, é água dentro de casas, é frio, é medo, é gente a precisar de ajuda imediata. E, curiosamente, nestes dias, nota-se uma ausência particularmente eloquente.
A mesma extrema esquerda que há pouco tempo encontrou energia, meios logísticos, tempo mediático e disponibilidade emocional para integrar flotilhas internacionais, com bandeiras ao vento, punhos erguidos e discursos inflamados sobre humanidade e solidariedade, parece agora ocupada demais para atravessar uma rua alagada, quanto mais uma região devastada. A solidariedade, ao que tudo indica, funciona melhor em águas estrangeiras do que na lama doméstica.
É um fenómeno curioso, quando a causa é distante, ideológica e fotogénica, surgem rapidamente os comunicados, as viagens, as selfies morais e as proclamações de superioridade ética. Quando a tragédia é concreta, incómoda, sem glamour e sem palco internacional, instala-se um silêncio disciplinado, quase estratégico. Afinal, distribuir cobertores não rende manchetes globais, ajudar vizinhos não dá estatuto revolucionário.
Não se questiona o direito à militância internacional nem a legitimidade das causas externas. Questiona-se, isso sim, a hierarquia da empatia. Porque razão a comoção seletiva parece mobilizar mais recursos do que a dor real de compatriotas? Porque é que a indignação atravessa oceanos com facilidade, mas tropeça em poças de água quando chega a casa?
Enquanto bombeiros exaustos, autarquias sobrecarregadas, voluntários anónimos e associações locais fazem o que podem, muitas vezes sem câmaras nem slogans, os autoproclamados paladinos dos oprimidos parecem ter perdido o mapa de Portugal. Talvez porque aqui não há inimigo abstracto suficientemente útil, nem narrativa simples que caiba num cartaz.
A ironia é cruel, mas instrutiva, quem mais fala de solidariedade é, por vezes, quem menos a pratica quando ela não é ideologicamente rentável. A verdadeira benemerência não escolhe causas pela latitude nem pelo potencial simbólico. Está presente quando dói, quando é incómodo, quando não há aplauso.
Portugal não precisa de flotilhas morais nem de heroísmos à distância. Precisa de mãos, de presença, de coerência. E, sobretudo, precisa que a solidariedade deixe de ser um acessório ideológico para voltar a ser aquilo que sempre foi, um dever humano básico, começando, naturalmente, POR CASA.
A Câmara Municipal de Braga afirmou ter incorporado 118 propostas da oposição no Plano de Actividades e do Orçamento Municipal para 2026.
Em janeiro, João Rodrigues, presidente da Autarquia, solicitou contributos aos vereadores da oposição para a preparação do documento, que conta com um total de 172 propostas.
“Abrir este processo à oposição foi uma escolha política e um sinal de responsabilidade logo no arranque do mandato. Braga não precisa de ruído, precisa de soluções úteis e executáveis, e os números mostram que este diálogo foi levado a sério”, refere João Rodrigues.
O autarca sublinha que “a esmagadora maioria das propostas integradas já constava do Programa Eleitoral da coligação Juntos por Braga, que recebeu o mandato dos bracarenses e que é a base orientadora do Plano e do Orçamento para 2026. O que este processo demonstra é que, quando o foco está nos problemas reais, há convergências relevantes e espaço para construir”.
“Nem todas as propostas têm o mesmo grau de maturidade ou impacto orçamental. Algumas são integralmente incluídas já neste Plano, enquanto outras terão uma implementação progressiva, com arranque em 2026 e desenvolvimento ao longo do mandato, de forma responsável e sustentada”, acrescenta, reforçando que “em vários casos, as propostas apresentadas pela oposição, não sendo exactamente iguais às medidas previstas, apontam claramente para o mesmo sentido e para o mesmo fim desejado, reforçando opções estratégicas que já estavam definidas e que agora ganham maior densidade política e consenso”.
O Orçamento Municipal para 2026 é o maior de sempre, no valor de 285 milhões de euros, e prevê o maior volume de investimento municipal de sempre, no montante de 102,6 milhões de euros.
O Agrupamento de Escolas Sá de Miranda, em Braga, recebeu a acreditação Erasmus +, na vertente da Educação de Adultos, concedida pela Agência Nacional Erasmus+ a entidades que apresentam candidaturas com projetos de qualidade, no âmbito das mobilidades internacionais.
Esta acreditação na Área da Educação de Adultos junta-se às já existentes acreditações Erasmus + nas vertentes de Educação Escolar e ainda dos Cursos Profissionais.
O Agrupamento de Escolas Sá de Miranda pretende-se, de forma geral, “melhorar e alargar a oferta de oportunidades de educação, fomentar práticas inovadoras que promovam o aumento da participação de adultos em atividades de formação, facilitando a transição entre educação formal, educação não-formal, formação profissional e emprego”.
O Agrupamento vê “reconhecida e consolidada uma estratégia de internacionalização em que os projetos de mobilidade de alunos e docentes têm contribuído para abrir a ESCOLA à Europa e ao mundo”. “Estes proporcionam a oportunidade de contactar e aprender com colegas de diferentes latitudes, promovendo a empatia, a compreensão das diferenças culturais, históricas, religiosas e permitindo olhar para o mundo de forma mais esclarecida e tolerante”, finalizou.
Há momentos na História em que o ar muda. Essa mudança faz-se de forma progressiva e nunca de modo súbito. Primeiro instala‑se a desconfiança, depois a raiva e, por fim, a normalização do discurso do ódio. Quando damos por isso, o impensável já passou a ser apenas “polémico”. Foi assim nos anos 30 do século passado e é difícil não reconhecer ecos desse tempo no mundo em que hoje vivemos.
Em 1933, Adolf Hitler chegou ao poder pela via democrática. Não foi através de um golpe militar clássico, mas aproveitando as fragilidades de um regime que se debatia com hiperinflação, instabilidade política e humilhação imposta pelo Tratado de Versalhes. O nazismo não começou com campos de extermínio; começou com discursos inflamados, com a divisão entre “nós” e “eles”, com a ideia de que certos grupos eram responsáveis por todos os males da nação.
A História ensina‑nos que o autoritarismo raramente se apresenta como tal. Surge, quase sempre, em contextos caóticos, apresentando-se como salvador nacional.
Hoje, quase um século depois, o contexto é diferente, mas há aspectos da nossa realidade que são muito semelhantes.
Nos Estados Unidos, Donald Trump construiu a sua ascensão política explorando o ressentimento e a ideia de que os “nossos” têm de estar primeiro. Imigrantes transformados em inimigos, jornalistas tratados como adversários da nação, instituições democráticas apresentadas como obstáculos à vontade popular. A retórica não é acidental: ela cria um clima. E esse clima legitima excessos.
A instrumentalização da polícia de imigração (ICE) tornou‑se símbolo dessa lógica. Não se trata de comparar realidades históricas incomparáveis em termos de escala ou brutalidade, mas de reconhecer um padrão: quando forças do Estado passam a ser apresentadas como instrumentos de combate interno, quando a autoridade é mobilizada politicamente contra grupos específicos, não há dúvidas de que a Democracia está em perigo.
Em Portugal, apesar de vivermos numa Democracia consolidada e distante do contexto americano ou da Alemanha dos anos 30, seria ingénuo achar que estamos imunes aos movimentos nacionalistas internacionais.
André Ventura construiu o seu projecto político assente numa retórica de confronto permanente: contra minorias, contra instituições, contra o próprio regime democrático.
Ao longo do tempo, foram surgindo notícias, investigações jornalísticas e alertas públicos sobre a proximidade de elementos do partido a grupos extremistas – como o conhecido grupo “1143”, associado a discursos de ódio e violência. Como sabemos, recentemente, este grupo foi objecto de uma grande operação policial, tendo cinco dos trinta e sete detidos ficado em prisão preventiva, incluindo um dos líderes da organização. Os detidos adoptavam e difundiam a ideologia nazi, agindo por motivos racistas, com o objectivo de intimidar, perseguir e coagir imigrantes.
Independentemente das responsabilidades criminais, que cabem sempre à justiça apurar, o problema político é outro: o silêncio ou a ambiguidade perante o extremismo.
Foi exactamente assim que muitos regimes autoritários ganharam espaço. Não apenas pela força dos seus líderes, mas pela tolerância da sociedade ao radicalismo.
Hitler tinha as SS como braço ideológico e repressivo do regime. Trump promove uma visão securitária que transforma migrantes numa ameaça existencial. Ventura normaliza uma linguagem que legitima o ódio e banaliza o autoritarismo. As realidades não são iguais, mas a névoa é semelhante.
Em Janeiro de 1933, o presidente Hindenburg, aconselhado pelo seu círculo político, nomeou Hitler chanceler da Alemanha. Apesar de se temer a dinâmica revolucionária do movimento nacional-socialista, achava-se que se conseguiria controlar Hitler. Foi um erro, cujas consequências, infelizmente, são bem conhecidas de todos nós.
Há uma névoa de 1933 no ar.
E ignorar os sinais nunca foi, em nenhum momento da História, uma boa opção. O nosso regime democrático e a nossa liberdade estão em perigo!
Seis jogadoras do SC Braga foram convocadas para o próximo estágio da Seleção Nacional Sub-19.
Ana Pinho, Beatriz Santos, Chloe Romão, Francisca Vieira, Sofia Cruz e Victória Leite são opções para Ricardo Tavares, num estágio de preparação de três dias na Cidade do Futebol.
Estão previstas duas sessões de treino e um jogo amigável frente ao Racing Power FC.
O presidente da Câmara de Guimarães, Ricardo Araújo, assinala hoje os primeiros 100 dias de mandato à frente do Executivo Municipal.
Segundo o autarca, este período é “marcado por uma governação de proximidade, pela escuta ativa da comunidade e pela concretização de decisões estruturantes com impacto direto na qualidade de vida dos vimaranenses, em áreas como a saúde, a educação, a habitação, a mobilidade, a segurança, a justiça, a sustentabilidade ambiental, a economia e a inovação”.
“Estes primeiros 100 dias foram dedicados a ouvir as pessoas, a preparar soluções e a agir com responsabilidade. Guimarães iniciou um novo ciclo de governação autárquica assente na melhoria da qualidade de vida dos vimaranenses e na preparação do concelho para os desafios do futuro”, sublinha Ricardo Araújo.
Entre as primeiras medidas, destaca-se o reforço da transparência na governação municipal, com a transmissão online das reuniões do Executivo, e a aposta clara na proximidade através do modelo de Presidência Aberta, que se traduziu em mais de 300 audiências e mais de 100 visitas institucionais em todo o concelho.
“Na área da saúde, a governação municipal desbloqueou um investimento superior a 6 milhões de euros para a valorização da rede de Unidades de Saúde Familiar. A segurança foi igualmente assumida como prioridade, com o aumento de 25% do efetivo da Polícia Municipal, a adjudicação da reabilitação do posto da GNR das Taipas, num investimento de 1,6 milhões de euros, e o reforço da iluminação pública, com aumento do número de luminárias, da intensidade e do período de funcionamento noturno em ruas e espaços públicos da cidade”, refere.
A aprovação do Plano e Orçamento para 2026, com o maior volume de investimento de sempre, reforçou a aposta nas áreas da habitação, mobilidade, educação e saúde, prevendo também a redução do IMI, a diminuição da taxa de IRS e o aumento de 10% das verbas atribuídas às freguesias, reforçando o apoio às famílias e ao desenvolvimento local.
Na educação e habitação, o Município avançou com a adjudicação das residências universitárias do Ave Park, num investimento de 10 milhões de euros, assegurando a sua conclusão, destacando também o pedido formal para inclusão da Escola D. Afonso Henriques, em Creixomil, na lista nacional de escolas a requalificar.
No domínio da mobilidade, destaca a assinatura de um protocolo superior a 600 mil euros com o Banco Europeu de Investimento (BEI) para o desenvolvimento do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável em todo o concelho, bem como a apresentação pública do estudo do Metrobus Guimarães–Taipas (1.ª fase).
No plano económico e da inovação, o executivo liderado por Ricardo Araújo está a desenvolver um novo plano estratégico que deverá estar concluído até ao primeiro semestre de 2026 de forma a implementar, até ao final do ano, a nova Agência para o Desenvolvimento Económico de Guimarães. Sinal neste domínio, foi a captação de um investimento privado de 12,3 milhões de euros, com a instalação da empresa Taglobal, que permitirá a criação de mais de 80 novos postos de trabalho.
O concelho afirmou-se também como palco de grandes eventos. Um dos momentos mais marcantes destes primeiros 100 dias de governação foi o arranque da Capital Verde Europeia 2026, que coloca Guimarães no centro do debate europeu sobre sustentabilidade e tem uma programação com mais de 150 iniciativas.
“Queremos um concelho que respeita a sua história, mas que olha para o futuro com ambição. Estes 100 dias foram apenas o início de um trabalho exigente, feito com proximidade, transparência e compromisso com Guimarães”, afirma Ricardo Araújo.
A Proteção Civil está a enviar SMS a alertar para a previsão de chuva intensa, risco de cheias e inundações nos próximos dias, emBraga.
Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o distrito estará sob aviso amarelo devido à previsão de chuva ou aguaceiros por vezes fortes, podendo ser de granizo e acompanhados de trovoada, das 15:00 deste domingo até às 06:00 de segunda.
A região entra também sob aviso amarelo por causa do vento forte às 21:00, passando para laranja, a partirda meia-noite até às 03:00, com previsão de rajadas até 100 km/h,
A equipa feminina do SC Braga venceu o Vitória SC por 1-4, em jogo correspondente à quinta jornada da Taça da Liga.
Maria Alagoa (19′), Carolina Rocha (49′ e 65′) e Asdis Halldorsdottir (63′) marcaram pelas bracarenses. Maria Ribeiro (82′) reduziu para as vimaranenses.
Apesar da vitória, o SC Braga terminou a Série A da Taça da Liga com 7 pontos, no terceiro lugar, ficando afastado da competição.