
A Câmara Municipal de Braga afirmou ter incorporado 118 propostas da oposição no Plano de Actividades e do Orçamento Municipal para 2026.
Em janeiro, João Rodrigues, presidente da Autarquia, solicitou contributos aos vereadores da oposição para a preparação do documento, que conta com um total de 172 propostas.
“Abrir este processo à oposição foi uma escolha política e um sinal de responsabilidade logo no arranque do mandato. Braga não precisa de ruído, precisa de soluções úteis e executáveis, e os números mostram que este diálogo foi levado a sério”, refere João Rodrigues.
O autarca sublinha que “a esmagadora maioria das propostas integradas já constava do Programa Eleitoral da coligação Juntos por Braga, que recebeu o mandato dos bracarenses e que é a base orientadora do Plano e do Orçamento para 2026. O que este processo demonstra é que, quando o foco está nos problemas reais, há convergências relevantes e espaço para construir”.
“Nem todas as propostas têm o mesmo grau de maturidade ou impacto orçamental. Algumas são integralmente incluídas já neste Plano, enquanto outras terão uma implementação progressiva, com arranque em 2026 e desenvolvimento ao longo do mandato, de forma responsável e sustentada”, acrescenta, reforçando que “em vários casos, as propostas apresentadas pela oposição, não sendo exactamente iguais às medidas previstas, apontam claramente para o mesmo sentido e para o mesmo fim desejado, reforçando opções estratégicas que já estavam definidas e que agora ganham maior densidade política e consenso”.
O Orçamento Municipal para 2026 é o maior de sempre, no valor de 285 milhões de euros, e prevê o maior volume de investimento municipal de sempre, no montante de 102,6 milhões de euros.


