A Câmara de Braga vai arrancar, na próxima semana, com a requalificação integral da Variante de Real, numa empreitada que compreende ainda a requalificação da Rua de São Martino e da Rua da Feira. Este conjunto de vias percorre duas Uniões de Freguesias, nomeadamente Maximinos, Sé e Cividade e Real, Dume e Semelhe, com um investimento que ultrapassa os 380 mil euros.
Segundo João Rodrigues, vereador que tutela as Obras Municipais e o Espaço Público, “o Município tem vindo a avançar com um conjunto de intervenções que visam essencialmente aumentar a segurança e qualidade de vida das pessoas”.
“A intervenção na Variante de Real e nas ruas que lhe seguem (Rua da Feira e Rua de São Martinho), visa restituir as condições de circulação em segurança e comodidade aos peões e aos automobilistas, uma vez que se tratam de artérias urbanas utilizadas diariamente por milhares de bracarenses e com volumes de trânsito consideráveis”, disse o vereador.
“Após os serviços municipais terem identificado as várias patologias nas artérias em questão, nomeadamente o estado de degradação do pavimento rodoviário e deficientes condições de circulação para os peões e viaturas, o Município decidiu avançar com uma intervenção integral”, realçou João Rodrigues.
O Município de Braga irá proceder à repavimentação integral das vias e à introdução de medidas de acalmia de tráfego, através da reformulação da sinalização horizontal existente, com a introdução de travessias e cruzamentos sobrelevados. “Queremos que se circule melhor, com maior conforto e, sobretudo, com maior segurança”, finalizou.
A Saboaria e Perfumaria Confiança, popularmente conhecida por Fábrica Confiança, acaba de ser declarada Monumento de Interesse Público.
A classificação surge na sequência do pedido e respetiva documentação que a Plataforma Salvar a Confiança entregou em outubro de 2018. A portaria, assinada pela secretária de Estado Adjunta e do Património Cultural, Ângela Carvalho Ferreira, foi publicada esta segunda-feira em Diário da República.
A portaria enumera as razões que levaram à classificação do único exemplar da arquitetura industrial de Braga, com origens no século XXI. A Saboaria e Perfumaria Confiança foi fundada em Braga no ano de 1894, tendo funcionado desde esta data, e até 2005, ano do seu encerramento, nas instalações da Rua Nova de Santa Cruz, que foram sendo sucessivamente acrescentadas e remodeladas.
“A oficina primitiva deu lugar, em 1929, a um novo edifício, conhecido como Fábrica Confiança, dotado de uma impressiva frente urbana, bem representativa da arquitetura industrial oitocentista, que em muito contribuiu para a definição urbanística do eixo viário principal e de toda a envolvente, onde se concentravam outrora diversas unidades fabris. Este autêntico parque industrial, integrando uma série de pavilhões e logradouros, incluindo espaços sociais, foi sendo progressivamente abandonado, à medida que a laboração da Confiança passava para infraestruturas mais modernas, num movimento que decorria a par do desaparecimento do tecido industrial tardo-oitocentista de Braga”, pode ler-se no Diário da República.
“O edifício da Fábrica da Saboaria e Perfumaria Confiança, bem como o espólio que ainda se conserva, do qual faz parte um importante arquivo, representa, assim, o último testemunho bracarense de um património do qual existem cada vez menos vestígios. Porém, a sua dimensão histórica e social não se esgota na história da industrialização da cidade, e nem sequer no período oitocentista, mas respeita a todo o Norte de Portugal, e a uma cronologia que se alarga, provavelmente, a épocas bem mais remotas, havendo razões para acreditar que no local ainda se conserva parte da Via Romana XVII, que ligava Braga a Astorga”, dita ainda.
Recorde-se que no início de 2020 a Câmara Municipal de Braga realizou duas hastas públicas para vender o edifício municipal que agora está classificado como Monumento de Interesse Público, não tendo surgido qualquer comprador.
Vários setores de movimentos cívicos, culturais e patrimoniais têm apelado a que a Fábrica Confiança seja transformada num centro cívico e cultural, aberto a toda a cidade de Braga e que respeite a memória industrial.
Em junho de 2019 a Plataforma Salvar a Fábrica Confiança apresentou à Câmara Municipal e ao Ministério da Cultura o “Confiança CCC”, um projeto comunitário de criação de um centro cívico e cultural que pressupõe um reduzido – ou até mesmo nenhum – investimento municipal.
Desde o início da pandemia da Covid-19 no país, os 14 concelhos do distrito de Braga registaram 6.921 pessoas infetadas pelo novo coronavírus.
Guimarães foi o concelho com mais casos contabilizados (+216), seguindo-se Braga (+149), Vila Nova de Famalicão (+106), Barcelos (+94), Vila Verde (+65), Esposende (+62), Vizela e Fafe (+52), Póvoa de Lanhoso (+18), Cabeceiras de Basto (+12), Amares (+11), Celorico de Basto (+9), Vieira do Minho e Terras de Bouro (+3).
Portugal ultrapassou, esta segunda-feira, os 100 mil casos de Covid-19, tendo identificado 1.949 novos infetados, totalizando 101.860 casos de infeção, de acordo com o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde. A pandemia já causou 2.198 mortos no país, mais 17 em 24 horas, e há mais 966 recuperados, são no 59.966 total.
O boletim epidemiológico indica que morreram 12 pessoas no Norte, 3 em Lisboa e Vale do Tejo e 2 no Centro.
O Norte concentra o maior número de casos diários pelo décimo segundo dia consecutivo, com 987 novos casos. Há 749 novos infetados em Lisboa e Vale do Tejo, 133 no Centro, 35 no Alentejo, 32 no Algarve, 7 nos Açores e 6 na Madeira.
No momento há 39.696 casos ativos em Portugal, mais 966, e 55.425 pessoas em vigilância pelas autoridades, mais 574.
O número de internados no país aumentou para os 1.174, mais 88 face a ontem, dos quais 165 em cuidados intensivos, mais 10 em 24 horas.
Um jovem de 24 anos foi detido pela PSP, este domingo à tarde, na RuaAbadeLoureira, em São Vicente, Braga, por tráfico de droga.
Os elementos policiais encontraram na viatura do suspeito MDMA suficiente para 40 doses, um pote de fumo, um petardo e o montante de 255 euros, que lhe foram apreendidos.
O detido foi notificado para comparecer no TribunalJudicialdeVilaNovadeFamalicão.
O cemitério de Palmeira, em Braga, vai estar fechado entre o dia 30 de outubro e 2 de novembro. De momento, é o único cemitério que irá permanecer encerrado no concelho no Dia de Todos os Santos.
A decisão foi anunciada esta segunda-feira pela Autarquia local, que refere que nesta data há uma grande afluência de pessoas, pelo que o encerramento pretende travar a pandemia da Covid-19. “Esta decisão fundamenta-se na elevada afluência que normalmente nestas datas se verifica no cemitério da freguesia e, na evolução da situação pandémica no país e muito em particular no concelho de Braga, temos por objetivo minorar a propagação da Covid-19”, afirmou o Executivo.
A Junta de Freguesia relembra que esta situação já se repetiu no passado e pede a compreensão da população. “Esta decisão não é tomada de ânimo leve até porque existem vários outros exemplos similares que estarão abertos. No período pascal, com menos casos e numa altura em que a circulação estava circunscrita aos concelhos de residência, o cemitério, por imposição, esteve encerrado pelas mesmas razões, pelo que neste momento não poderíamos agir de outra forma. Foram ouvidas diversas entidades da freguesia para auxiliar na tomada de decisão, e que, como responsáveis da Unidade Local de Proteção Civil de Palmeira, temos que zelar pela vida, integridade e saúde de todos os palmeirenses.” referiu César Gomes, presidente da Junta de Palmeira.
O autarca relembra que o cemitério de Palmeira encontra-se aberto todos os dias das 8h00 até às 19h00 para, assim, evitar os ajuntamentos nas referidas datas de encerramento.
A Casa do Benfica, situada na freguesia de São Vicente, em Braga, voltou a ser vandalizada, na noite deste domingo, com pinturas e tintas nos vidros.
Já são inúmeras as vezes que esta casa é alvo de atos de vandalismo.
“Soma assim mais de uma dezena de vezes que esta casa volta a ser alvo de atos que nada tem haver com futebol e os seus princípios básicos. “Mais um ato lamentável de quem não percebe o que é Futebol e o que ele representa para milhões de pessoas”, escreveu o Departamento de Casas, Filiais, Delegações e Cultura do Benfica.
Um homem de 27 anos foi identificado pela GNR por furtar em interior de veículos, em Esposende e Viana do Castelo.
No âmbito de uma investigação, os militares apuraram que o suspeito realizou três furtos em interior de veículos quando se encontravam em parques de estacionamento de restaurantes e cafés nas zonas de Esposende e Viana do Castelo.
No decorrer das diligências de investigação, foram apreendidos dois computadores portáteis no valor de 3.500 euros e o indivíduo foi constituído arguido.
Os factos foram remetidos aos Tribunais Judiciais de Esposende e Viana do Castelo.
Sete dos 13 trilhos da Rede de Percursos Pedestres do Município de Esposende estão agora homologados e figuram na base de dados do Registo Nacional de Percursos Pedestres (RNPP). O processo de classificação dos restantes percursos está em curso, sendo objetivo do Município a disponibilização de uma rede de opções alargada, dentro da oferta de mobilidade suave que carateriza o concelho de Esposende.
O registo dos trilhos de Pequena Rota, na Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal (FCMP), permitirá a sua divulgação em diversas agências de promoção e turismo, com o alavancar deste produto para o desenvolvimento da economia local. As cartas de homologação emitidas pela FCMP são “Certificados de Qualidade”, cuja atribuição obedece a exigências relativas ao traçado, marcação e manutenção dos percursos pedestres, nomeadamente no que diz respeito à segurança dos praticantes e à preservação do ambiente.
Assim, foram recentemente homologados os percursos “PR3-EPS Trilho das Cangostas”, “PR4-EPS Trilho das Azenhas de Antas”, “PR5 EPS Pela Arriba Fóssil- da Senhora da Guia ao Monte Faro” e “PR6-Castro de S. Lourenço”, num total de mais de 46 quilómetros que podem ser percorridos sem qualquer auxiliar, recorrendo-se apenas às tradicionais marcas para orientação: “vira à esquerda”, “virar à direita”, “seguir em frente” e “Caminho errado”, com as cores amarela e vermelha, facilmente identificáveis. Contam estes percursos com painéis no início e no fim, onde consta um mapa do trajeto e outras informações pertinentes, tais como sugestão dos locais a visitar, regras de conduta e contactos importantes para serem usados em caso de emergência.
Os trilhos são executados apenas em caminhos públicos, em terra batida, estradas e caminhos florestais, mas também obrigam a percorrer e explorar grandes afloramentos, revisitando os mais importantes miradouros, localizados nas cumeeiras dos montes, convidando a conhecer as belas paisagens. Picotinho, miradouros da Senhora da Guia, em Belinho, Senhora da Paz, nas Marinhas, e o Monte Faro, em Palmeira, assim como o de São Lourenço, em Vila Chã, são locais de visita obrigatória e que, em breve, serão alvo de melhoramentos, com a colocação de placas de interpretação da paisagem.
Com um inegável aumento na busca e frequência deste tipo de recurso, o Município de Esposende tem vindo a dedicar mais meios para a manutenção e exequibilidade dos percursos. Da mesma forma garante que os trilhos estejam preparados com as marcas e demais sinalética para que possam ser percorridos autonomamente, sem qualquer apoio eletrónico, guia ou mapas e, devidamente limpos, monitorados três vezes ao ano e com o apoio das Juntas de Freguesia e da Esposende Ambiente, para a remoção de quaisquer resíduos que possam ser clandestinamente deixados.
Esta oferta permite o desfrute das paisagens pelos pedestrianistas e o contato com a natureza, possibilitando um melhor conhecimento sobre o património natural e histórico que são identidades do município. Por isso, abrangem áreas incontestáveis de encanto, tais como as margens do rio Neiva, a granítica Arriba Fóssil e a grande mancha florestal e de bosques, integrada em diversas freguesias por onde seguem os trilhos. Para além destas valências, há os dólmens, menires, castros, moinhos, azenhas e cangostas, que são testemunhos silenciosos de um passado, antigo ou recente, marcas da presença do homem ao longo da História.
Paralelamente, encontra-se a ser desenhado um trilho de Grande Rota (GR), que irá atravessar todo o concelho de Esposende, de sul a norte, e que permitirá a passagem e pernoita de pedestrianistas, contribuindo para um aumento do turismo e economia local, assim como conhecimento do património local.
No concelho de Esposende já se encontra outros grandes percursos, como o “Caminho Português da Costa” para Santiago de Compostela e o “Caminho para S. Bento da Porta Aberta” que se inicia em Fão, junto ao Bom Jesus e segue por Barcelos, Braga, Amares, Vila Verde e Terras de Bouro, num total de 70 quilómetros.
As informações sobre os percursos pedestres poderão ser obtidas no Portal de Turismo do Município ou em diversos suportes, tais como o Guia dos Percursos Pedestres e as brochuras individuais.
O mês de outubro tem sido nos últimos anos dedicado aos cuidados paliativos. Neste ano excêntrico, pelo contexto de pandemia, o foco sobre os cuidados paliativos é mais do que nunca necessário. E também o é a exigência da sua inclusão no sistema de saúde.
É por muitos tido que a presença dos cuidados paliativos reflete o grau de civilização de uma sociedade. Essa civilidade é hoje testada globalmente. É-o particularmente neste lado ocidental do mundo, do qual fazemos parte, e que acreditamos como mais evoluído.
O que são cuidados paliativos? Segundo a definição da Organização Mundial de Saúde são cuidados que “visam melhorar a qualidade de vida dos doentes e suas famílias, que enfrentam problemas decorrentes de uma doença incurável e/ou grave e com prognóstico limitado, através da prevenção e alívio do sofrimento, com a identificação precoce e tratamento rigoroso dos problemas não só físicos, nomeadamente a dor, mas também psicológicos, sociais e espirituais”.
A pandemia que estamos a viver tem atingido de forma mais gravosa os mais vulneráveis. A taxa de mortalidade nos idosos está entre 14,8% a 21,9%, sendo a taxa de mortalidade global de 2% a 5%.São estes os doentes para quem uma escalada de cuidados poderá não ter indicação, por não terem capacidade de sobreviver a um ambiente agressivo de cuidados intensivos. E são estes, maioritariamente, os doentes alvo dos cuidados paliativos.
A necessidade de aplicar os princípios dos cuidados paliativos para atender às necessidades globais do doente e apoiar a família/cuidador, é crucial em contexto de crise humanitária e é transversal a todos os níveis de cuidados, desde a enfermaria geral às unidades mais diferenciadas. É particularmente importante nos contextos epidemiológicos, em que o afastamento físico dos doentes e famílias pelo risco de contágio, leva a uma disrupção do ambiente sócio familiar. O envolvimento de psicólogos e assistentes sociais, assim como o apoio de líderes religiosos e voluntários, é de extrema importância nestas situações.
Contudo, em contexto de crise humanitária, os cuidados paliativos são muitas vezes deixados para um segundo plano. Frequentemente, e porque a prioridade é salvar vidas, as acções paliativas apenas são incluídas quando o tratamento curativo não se revela eficaz.
Mas o objetivo mandatório de salvar vidas não pode criar uma dicotomia entre cuidados curativos e cuidados paliativos. Doentes em tratamento intensivo necessitam paralelamente de uma abordagem holística em que estão inerentes os princípios paliativistas, e para os doentes para os quais é evidente que a cura não é possível, aliviar o sofrimento e/ou acompanhar o processo de morte é a prioridade.
É também muito importante que o contexto epidemiológico não deixe sem cuidados todos os outros doentes que continuam a sofrer de outras doenças que não Covid-19. A priorização do tratamento de agudos deve também ser pensada em função do tratamento das agudizações de doentes crónicos, através das equipas de proximidade já existentes.
A otimização dos cuidados ao doente em fim de vida deve incluir a preparação da morte no domicílio, desejo expresso por muitos doentes e cuidadores, ainda mais neste contexto em que o internamento leva quase sempre a uma separação total. A preparação da morte em domicílio é uma competência de excelência das Equipas de Cuidados Paliativos, que podem prevenir e tratar situações urgentes de fim de vida e diminuir o uso dos recursos hospitalares. O sofrimento numa situação terminal é uma urgência que pode muitas vezes ser tratada no domicílio.
Artigo de opinião de Céu Rocha, coordenadora da Equipa de Cuidados Paliativos da Unidade Local de Saúde de Matosinhos.