A Plataforma dos Amigos da Freguesia de São Vicente, em Braga, apelou à população para fazer as compras nos comerciantes vicentinos.
O apelo foi dado esta segunda-feira para ajudar os pequenos empresários locais a fazer face à crise provocada pela pandemia da Covid-19. “Em abril lançámos esta campanha em plena pandemia e hoje voltamos a lançá-la para sensibilizar os vicentinos e incentivá-los a realizar compras no comércio da freguesia. Tempos difíceis se aproximam e se todos ajudarem, nada custa”, referiu José Macedo, responsável pela plataforma.
A campanha também inclui a publicação dos negócios na plataforma com a rúbrica “Pelos Comerciantes Vicentinos” que decorrerá todos os dias, a partir das 11:00.
O Grupo Parlamentar do PAN apresentou uma proposta de alteração, em sede de discussão na especialidade do Orçamento do Estado para 2021, que visa a integração profissional das pessoas em situação de sem-abrigo.
Esta proposta visa criar um programa de formação e emprego especificamente desenhado para o efeito e também através da criação de programas de financiamento e apoio técnico especializado a empresas e entidades que criem postos de trabalho destinados a empregar pessoas em situação de sem-abrigo.
No entender do PAN, tratando-se de uma população altamente fragilizada, deve existir uma redobrada atenção, procurando minimizar as diversas e múltiplas discriminações. Considerando que a primeira prioridade deverá ser a de garantir uma habitação, é igualmente premente que se promova a integração no seu todo, assim como garantir a oportunidade de inclusão através do desenvolvimento de competências que, em última análise, poderá resultar numa integração no mercado de trabalho.
Por esta razão, o partido considera urgente que se assumam compromissos que promovam a inclusão e integração das pessoas em condição de sem-abrigo, bem como apoiar o tecido empresarial para que se criem oportunidades de contratação.
A Câmara Municipal de Vizela criou um Plano de Emergência Alimentar e Higienização Familiar para as famílias carenciadas e que funcionará como um reforço ao Banco Alimentar de Vizela, gerido pela Santa Casa da Misericórdia.
Este será um reforço de bens alimentares saudáveis, em especial produtos frescos, adquiridos única e exclusivamente no comércio tradicional de Vizela.
O programa vai funcionar através da emissão, pela Câmara Municipal, de vouchers de produtos alimentares frescos, que têm posteriomente ser adquiridos nas lojas e supermercados do concelho, funcionando assim também como uma medida de apoio ao comércio local.
A Hindu – Technical Textiles de Famalicão lançou uma tecnologia química aplicada no acabamento de malhas e tecidos e TNT que impede a transmissão de vírus e bactérias.
O tecido tem como objetivo minimizar os riscos de transmissão a partir de têxteis, que se auto higieniza, eliminado bactérias e vírus através de um acabamento “capaz de inibir até 99,9% de vírus e bactérias, incluindo o novo coronavírus”.
“Este acabamento inovador poderá ser utilizado em máscaras, luvas de proteção, batas e todo o tipo de vestuário”, refere Luís Cristino, responsável pela Hindu, que recebeu na sua empresa a visita de Paulo Cunha, presidente da Câmara Municipal, no âmbito do roteiro pela Inovação de Vila Nova de Famalicão.
O acabamento, denominado “Protect By Hindu”, apresenta uma eficácia comprovada após várias lavagens e é intuito da empresa introduzi-lo em “todos os mercados e setores de atividade, como saúde, mobiliário, transportes, turismo e lazer, moda e beleza, entre outros”.
“Um belíssimo exemplo da capacidade visionária dos nossos empresários que mostram através de exemplos como este da Hindu que baixar os braços não é solução”, refere Paulo Cunha valorizando a juventude de Luís Cristino que, “como outros jovens empresários famalicenses mostram que o futuro empresarial de Famalicão está em boas mãos”.
A empresa de Famalicão garante que “os artigos têxteis passaram por extensos testes de laboratório, sendo a sua eficácia testada e certificada de acordo com as normas ISO 20743, ISO 18184 e AATCC100. O seu efeito antiviral rápido foi demonstrado entre dois a cinco minutos, proporcionando uma superfície auto-higienizada. Os testes foram realizados pela Microbe Investigations AG e pelo Bureau Veritas, e esperam-se novas parcerias com laboratórios nacionais no futuro. As malhas e tecidos tratados com estes novos acabamentos ajudam a reduzir o risco de persistência viral e bacteriano em superfícies secas inanimadas, diminuindo o potencial de transmissão. Os artigos foram ainda testados dermatologicamente tendo obtido a classificação de não irritante, provando o seu conforto e suavidade em contacto com a pele”.
“A pandemia da Covid-19 afetou gravemente a vida das pessoas, bem como a economia mundial. Não vai desaparecer em breve, por isso tivemos que nos reinventar para fazer face a esta nova realidade”, explica Luís Cristino. “O que em tempos foi um requisito predominantemente para a profissão médica, está agora a passar para o setor do vestuário, decoração, automóvel, entre outras”, acrescenta.
O projeto “Protect By Hindu” foi recentemente distinguido pelo Município de Famalicão com o selo “Famalicão Visão’25”, na categoria “Famalicão Made In”, pela forma como tem contribuído para a implementação de projetos empreendedores que potenciam a incorporação tecnológica e a aplicação de soluções de futuro.
Em virtude do Estado de Emergência, o Município de Braga vai encerrar Cemitério de Monte d’Arcos às 13:00 de sábado, no dia 14, e às 13:00 de domingo, no dia 15, para cumprir o recolher obrigatório nos fins de semana de 14, 15, 21 e 22 de novembro.
Também o Parque de Estacionamento da Cangosta da Palha, na Rua do Raio, irá encerrar às 23:00 durante a semana e às 13:00 nos próximos dois fins de semana.
Portugal registou 62 mortos por Covid-19 nas últimas 24 horas, 3.817 casos positivos e 4.795 recuperados, indica o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde. Desde o início da pandemia morreram 3.021 pessoas, contabilizaram-se 187.237 casos de infeção e 106.878 casos de recuperação.
De acordo com o boletim epidemiológico, morreram 31 pessoas no Norte, 17 em Lisboa e Vale do Tejo, 11 no Centro e 3 no Alentejo.
A região Norte concentrou o maior número de infetados, com 2.663 casos detetados. Há 736 novos casos de infeção em Lisboa e Vale do Tejo, 290 no Centro, 57 no Algarve, 41 no Alentejo, 21 nos Açores e 9 na Madeira.
O número de casos ativos no país é agora de 77.338, menos 1.040 em relação a ontem, e 90.063 pessoas estão em vigilância pelas autoridades de saúde, menos 25.
O número de internados aumentou para 2.742, mais 91 em 24 horas, dos quais 382 em unidades de cuidados intensivos, menos 9.
A freguesia de Padim da Graça, em Braga, vai passar a ter o cemitério encerrado a partir das 13:00 aos fins de semana.
Esta medida foi anunciada pela Autarquia local para respeitar as restrições do Estado de Emergência, no recolher obrigatório, para travar a pandemia da Covid-19.
“A Junta de Freguesia avisa a população que tendo em conta o novo Estado de Emergência e as medidas que daí resultaram, o cemitério passa a fechar às 13h00 aos fins de semana até novas indicações. Agradecemos a compreensão de todos”, informou o Executivo.
Os espetáculos agendados para os dois próximos fins de semana no Theatro Circo, em Braga, sofreram uma alteração de horários para respeitar o cumprimentos da medida do recolher obrigatório, imposta pelo Governo no Estado de Emergência.
Nesse sentido, os espetáculos decorrerão nos seguintes horários:
Concerto de Tiago Sousa do dia 14 de novembro foi alterado das 19h00 para as 11h00.
Apresentação da sessão “As Troianas” da Companhia de Teatro de Braga do dia 21 foi alterado das 19h00 para as 10h00.
Os espetadores que já adquiriram bilhetes para os espetáculos abrangidos por esta medida e que, por incompatibilidade com o novo horário, pretendam a troca para outro evento ou devolução do valor podem solicitá-lo, ao longo dos próximos 30 dias, através do e-mail [email protected].
Nos dias 14 e 21, a bilheteira abre uma hora antes do espetáculo e fecha 30 minutos após o início.
A Associação Comercial de Braga (ACB) criticou as medidas do Governo aplicadas para o funcionamento dos estabelecimentos de comércio, de prestação de serviços e do setor da restauração durante o Estado de Emergência .
De acordo com a ACB, as restrições à circulação na via púbica durante o horário de recolher obrigatório, nos próximos dois fins de semana, nos 121 concelhos com risco mais elevado, “implicam, na prática, a impossibilidade de funcionamento dos estabelecimentos de comércio e serviços dirigidos ao consumidor final, bem como das empresas de restauração, uma vez que os clientes não podem sair de casa”.
Nessa medida, considera a associação que “mais valia o Governo ter sido consequente com a limitação à circulação e ter determinado, formalmente, o encerramento destes estabelecimentos durante os dois fins de semana, assegurando as respetivas compensações pecuniárias a todas as empresas abrangidas”.
“Neste momento temos um ‘disparate’ jurídico. Nada proíbe as empresas de comércio e restauração de funcionar até 22h00 e 22h30, respetivamente, durante os próximos dois fins de semana, porém, as medidas do estado de emergência tornam inexequível o seu funcionamento”, salienta Domingos Barbosa, presidente da ACB.
No entanto, no atual contexto, a ACB defende a adoção do horário das 23h00 às 5h00 para o recolher obrigatório em todos os dias da semana e que, durante o período do Estado de Emergência, se fixe nas 23h00 o horário de encerramento da generalidade dos estabelecimentos de comércio, serviços e restauração.
A este propósito, Domingos Barbosa afirma que “estes setores estão sujeitos a fortíssimas de medidas de higienização e prevenção do contágio da doença de Covid-19, que estão a ser, de uma forma geral, cumpridas com grande rigor e sentido de responsabilidade pelos operadores económicos”, pelo que considera “desproporcionadas as medidas que têm restringido, consecutivamente, estes setores de atividade, face aos objetivos de saúde pública que pretendem salvaguardar”.
O presidente da ACB lembra que “não tem sido associados focos de contágio relevantes quer a estabelecimentos comerciais, quer de restauração”, situação que “foi confirmada na comunicação do primeiro-ministro ao país no anúncio das medidas do Estado de Emergência, em que identificou como principais fontes de contágio o contexto familiar (68%), laboral (12%) e em lares (8%)”.
A ACB contesta também a “discriminação” que as medidas de execução do Estado de Emergência propiciam nas empresas de comércio não alimentar e de restauração, comparativamente com a grande distribuição.
Domingos Barbosa, “intencionalmente, ou não, estas medidas do Estado de Emergência favorecem os grandes operadores de distribuição alimentar, designadamente os hipermercados e supermercados, que poderão funcionar sem qualquer restrição de maior durante o período de recolher obrigatório, podendo inclusivamente vender refeições em take away a partir das 13h00 – situação vedada aos restaurantes -, bem como comercializar qualquer tipo de produto não alimentar disponível nestas superfícies, sejam peças de vestuário, calçado, acessórios de moda, perfumes, livros, artigos de papelaria ou outros – situação vedada às lojas de comércio não alimentar”.
A ACB está convicta que, a manterem-se estes níveis de restrições, “muitas micro e PME do comércio, serviços e restauração vão encerrar ou reduzir o seu quadro de pessoal, conduzindo ao desemprego de muitos milhares de trabalhadores”.
“As medidas de apoio, recentemente anunciadas pelo Governo, pouco impacto terão se não forem ampliadas para compensar tantos meses de perdas sucessivas de vendas, e num contexto de incerteza quanto às restrições futuras. No mínimo, estas medidas de apoio devem ser de concretização imediata, de acesso simples e serem extensivas ao conjunto das micro, pequenas e médias empresas dos sectores afetados”, finalizou.
A celebração de uma parceria entre a Câmara Municipal de Guimarães e a Cruz Vermelha Portuguesa vai permitir a realização de testes rápidos de antigénio para diagnóstico do novo coronavírus. Os testes destinam-se à comunidade escolar, mas também à sociedade vimaranense.
Por dia, serão efetuados 200 testes, a começar na próxima semana. Inicialmente, serão testados funcionários de creches, jardins de infância e escolas do 1º ciclo, sendo também utilizados no caso do surgimento de eventuais surtos.
“Esta solução, destinada aos habitantes e a todas as nossas instituições de Guimarães, permite-nos aprofundar o caminho de testar, rastrear e isolar o mais precocemente possível”, considera Domingos Bragança, afirmando que a estratégia de testagem para o novo coronavírus passa por “garantir resultados fiáveis, de carácter mais rápido e seguros”.
Guimarães terá um posto fixo para a realização de testes, que ficará situado nas antigas instalações do CyberCentro, em Couros, mas também um posto móvel, que se deslocará a instituições e locais do concelho, sempre que houver necessidade.
A utilização de testes rápidos de antigénio vai permitir reduzir e controlar ainda a transmissão da doença, assim como prevenir e mitigar o impacto da doença no sistema de saúde.