O Município de Guimarães reforçou o protocolo do “Programa Abem: Rede Solidária do Medicamento”, chegando já a 1500 vimaranenses. Este protocolo garante o acesso aos medicamentos, em ambulatório, por parte dos mais carenciados, que impossibilita adquirir os medicamentos comparticipados e prescritos por receita médica.
Os beneficiários na posse do cartão “Abem” podem dirigirem-se a uma das farmácias aderentes para adquirirem os medicamentos que precisam gratuitamente, sem necessidade de apresentação de orçamentos, e sem tempo de espera.
O Município de Vila Nova de Famalicão voltou a receber, pelo quarto ano consecutivo, o título de “Município Amigo do Desporto”, uma distinção atribuída pela Associação Portuguesa de Gestão do Desporto (APOGESD), em parceria com a Cidade Social e com o apoio institucional da República Portuguesa.
A revalidação do título aconteceu na passada quarta-feira, dia 30 de dezembro, numa cerimónia que decorreu no concelho vizinho da Póvoa de Varzim.
Ainda no âmbito deste programa, a Autarquia famalicense foi também distinguida com o segundo lugar no concurso “Presença Digital do Desporto e da Atividade Física” e viu reconhecidas as atividades promovidas em tempos de pandemia ao receber a distinção “Recomendada” no concurso “Intervenção Covid-19 no Desporto e na Atividade Física”.
A atividade desportiva gratuita e orientada para a população, nomeadamente com os programas “Famalicão em Forma” e “Mais e Melhores Anos”, inscrições e seguros dos jovens atletas nas diferentes federações desportivas suportadas pelo município, o apoio às atividades das associações e coletividades, a ampliação e modernização do parque desportivo do concelho e a sua permanente manutenção, a promoção de motricidade infantil e a organização de múltiplos eventos desportivos, são alguns dos argumentos que valem a Vila Nova de Famalicão este reconhecimento público nacional pelas suas políticas e dinâmicas desportivas.
Paulo Cunha, presidente da Câmara Municipal de Famalicão, acredita que “apostar no desporto é apostar na qualidade de vida, no bem-estar e na saúde dos famalicenses” e que, por isso, “esta é uma distinção que nos deixa a todos muito satisfeitos e certos de que este trabalho não pode parar”.
Sobre as outras duas distinções recebidas, Paulo Cunha acrescenta que “em tempos de pandemia o digital ganhou ainda mais dimensão” e que as aulas de desporto online e o recém-criado canal de YouTube “Famalicão Sénior” foram e continuam a ser muito importantes “para levar alento e energia à vida das pessoas”.
Recorde-se que o objetivo do programa “Município Amigo do Desporto” passa por monitorizar, reconhecer e divulgar as boas práticas de intervenção, no âmbito municipal, do desenvolvimento de práticas que potenciem a atividade física regular e o desenvolvimento desportivo português, partindo de práticas implementadas por cada município aderente ao programa.
O responsável nacional do programa, Pedro Mortágua Soares, realça o facto de, num ano marcado pela pandemia, os municípios terem “continuado o seu trabalho, adaptando-o às atuais circunstâncias, mas não deixando de utilizar o desporto e a atividade física como veículos promotores de uma vida saudável”.
O Município de Guimarães vai manter ativo o Centro de Acolhimento para pessoas sem-abrigo ou sem retaguarda familiar, criado no âmbito da pandemia com o objetivo de dar uma resposta imediata através da Rede de Apoio Social de Emergência.
O Centro de Acolhimento funciona na EB1 Chã de Bouça, freguesia de Atães, atualmente com resposta a 11 cidadãos, permitindo alojar pessoas sem-abrigo, vítimas de violência doméstica, migrantes e cidadãos com necessidade de proteção internacional, com as devidas condições de conforto, alimentação e higiene.
Neste espaço são fornecidas as quatro refeições principais, têxteis e produtos de higiene. Face à previsão de temperaturas muito baixas para os próximos dias, o Município de Guimarães apela à sinalização de pessoas sem-abrigo no sentido de dar a melhor resposta, havendo a dificuldade da recusa de alguns sem-abrigo em serem integrados no Centro de Acolhimento.
Tendo em vista a gestão e monitorização diária, com uma equipa em permanência, foi atribuído à Delegação de Guimarães da Cruz Vermelha Portuguesa um subsídio de 82 mil euros para formar uma equipa técnica e garantir os recursos necessários ao funcionamento do Centro de Acolhimento.
Os portugueses reclamaram mais no ano da pandemia da Covid-19. O Portal da Queixa recebeu mais de 163 mil reclamações, um crescimento de 61,9% em relação a 2019.
À maior plataforma de comunicação entre consumidores e marcas do país, chegou uma média de 450 reclamações por dia. Correio, Transporte e Logística; Comunicação, TV e Media; Serviços da Administração Pública, foram as três categorias mais reclamadas em 2020. O SNS foi a entidade pública que registou o maior aumento do número de reclamações, consequência natural da crise pandémica que se instalou, mas foi a Segurança Social que reuniu o maior volume de queixas.
Em ano de pandemia, os portugueses mostraram o seu descontentamento com vários serviços prestados. No Portal da Queixa, voltou a assistir-se a um novo recorde anual de reclamações registadas: um total de 163.584. 2020 representa o sétimo ano consecutivo de crescimento da plataforma, registando valores acima do que regista o Livro de Reclamações Eletrónico do Estado e da plataforma da DECO Proteste, durante o primeiro trimestre de 2020.
De acordo com a análise do Portal da Queixa, em 2020, o principal motivo de reclamações foi relativo ao comércio eletrónico – em toda a sua dimensão -, desde a compra de vestuário, tecnologia, mobiliário e produtos de beleza, contrariando a tendência, dos últimos anos, que era dominada pelas operadoras de telecomunicações.
“Face à crescente digitalização do consumidor – que a pandemia veio acelerar -, o setor do Correio e Entrega de Encomendas, sofreu igualmente um aumento muito considerável, tendo em conta a enorme pressão a que foi sujeito, não só durante o estado de emergência, mas também durante a Black Friday e o Natal. As empresas de entregas de encomendas passaram a ter um papel muito relevante em toda a jornada do cliente e os métodos de pagamento que passaram a facilitar todo o processo de compra online. Os híper e supermercados, a par da restauração e das empresas de entregas de comida ao domicílio, foram os setores mais reclamados no início do estado de emergência, dando lugar a uma curiosa variação comportamental ao longo do período de confinamento, que passou pela compra de moda, cosmética, equipamentos de tecnologia para vídeo conferencias e mobiliário, revelando que os consumidores foram-se adaptando a uma nova realidade em casa. As agências de viagens e companhias aéreas foram alvo de um volume de reclamações abrupto, logo após a proibição de circular entre países, verificando-se uma diminuição gradual até ao verão de 2020″, revela a equipa de análise do Portal da Queixa.
Correio, Transporte e logística
Na categoria de entrega de encomendas, o grande destaque vai para a MRW que viu as suas reclamações aumentarem na ordem dos 500% face ao ano anterior. As dificuldades de entrega dos milhões de encomendas que circularam pelo país, foram sentidas em quase todas as empresas que operam neste setor, ao representarem 40% do motivo das reclamações por atraso de entrega em 2020. No entanto, é importante salientar que mesmo com as dificuldades apresentadas, o nível de insatisfação manteve-se bastante elevado, na média dos 86 em 100. Este indicador de qualidade, revela que, não obstante o elevado número de reclamações, as empresas de entrega de encomendas demonstram preocupação e proximidade com os consumidores, tentando resolver os problemas apresentados.
Comunicações, TV e Media
Pelo segundo ano consecutivo, a Vodafone é a operadora com a maior subida do número de reclamações face ao ano anterior. De igual forma, é a marca que detém a pior performance relativamente ao Índice de Satisfação atribuído pelos consumidores.
Este foi um setor que não sentiu um aumento muito significativo em tempo de pandemia, contudo continua a ocupar o Top 3 dos setores mais reclamados. Problemas relacionados com o mau serviço prestado no apoio ao cliente (36%) e condições contratuais (15%) são os motivos que mais geraram insatisfação.
Serviços de Administração Pública
No setor da Administração Pública, foi a Segurança Social que reuniu o maio volume de reclamações. Sem surpresa, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) foi a entidade pública que registou o maior aumento do número de reclamações, consequência da crise pandémica que se instalou. Os serviços do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) foram também condicionados, não só, pelo aumento das solicitações de subsídios de desemprego, como também, pela dificuldade de pagamento dos respetivos subsídios. O Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), assistiu a um aumento de 114%, motivado pelas dificuldades relacionadas com as cartas de condução.
Comércio de Tecnologia e Grande Consumo
Em representação do mercado de comércio de tecnologia e grande consumo, a FNAC obteve a maior subida do número de reclamações em 2020. A principal causa da insatisfação continua a ser devido ao mau serviço prestado pelo apoio ao cliente da marca. Dificuldades de contacto com o apoio ao cliente (23%), atraso de entrega das encomendas (16%), produtos com defeito (11%) e alegadas burlas no Marketplace da FNAC (8%) foram as principais razões que motivaram as insatisfações.
Por outro lado, a capacidade de resolução e satisfação, mesmo com um maior número de reclamações, é atribuída à Worten com 94 em 100 no índice de satisfação, apesar de continuar a registar um volume maior, obteve a menor variação relativamente ao ano anterior.
Entregas ao Domicílio e Restauração
Nas entregas de alimentação do domicílio, que foram amplamente requisitadas desde que se iniciou a pandemia, as principais marcas que representam o setor foram alvo de um aumento considerável, nomeadamente a Glovo que registou um crescimento de mais de 500% do número de reclamações.
Os principais motivos das reclamações foram relativos aos pedidos de reembolso por falha da entrega (28%), seguindo-se o atraso nas entregas (24%) e produtos em falta (14%).
Segundo indica a análise feita pela equipa do Portal da Queixa, o consumidor do sexo masculino continua a ser o que mais reclama, mas em 2020, as queixas apresentadas pelas consumidoras registaram um crescimento de 68% face a 2019. A faixa etária dos consumidores mais reclamações apresentam situa-se entre os 35 – 44 anos de idade.
No Top 3 dos distritos, Lisboa, Porto e Setúbal são os que mais reclamações apresentaram ao longo de 2020. Bragança é o distrito onde os portugueses menos reclamam.
A PSP deteve, esta segunda-feira, um homem de 28 anos suspeito de atropelamento com fuga na freguesia de Urgezes, em Guimarães.
O peão ficou com ferimentos graves, tendo ficado em situação crítica e que levaram ao seu encaminhamento urgente para o Hospital de Braga, onde foi submetido a intervenção cirúrgica e onde continua internado sob atenta vigilância médica.
O atropelamento aconteceu no dia 29 de dezembro do ano passado, no qual havida sido interveniente um veículo, de cujas características apenas se tinha a certeza ser uma carrinha, monovolume, cinzenta.
Com base nesta informação, os elementos da Brigada de Investigação de Acidentes de Viação (BIAV) da Esquadra de Trânsito da PSP de Guimarãesiniciaram uma série de diligências investigatórias de recolha de informação, tendentes à identificação e localização, que se estenderam às freguesias de Nespereira, Silvares e Creixomil, na cidade de Guimarães, bem como à cidade de Vila Nova de Famalicão.
Na sequência das investigações realizadas, a PSP identificou o veículo suspeito e detetou que um indivíduo tentou a urgente substituição do para-brisas numa Oficina Automóvel em Guimarães.
A PSP realizou vasta operação tendente à interceção do veículo suspeito e respetivo condutor, o que veio a acontecer pelas 9:40 de ontem, na freguesia de Creixomil, quando o mesmo se preparava para entrar numa oficina, com o intuito de reparar os danos resultantes do acidente na sua viatura, de modo a eliminar as evidências da ocorrência.
Dessa ação resultou a apreensão de um veículo, bem como a identificação do suspeito que se colocou em fuga do local do acidente, tendo sido detido pelo crime de condução de veículo automóvel sem habilitação legal, uma vez que a PSP confirmou que não possuía carta de condução.
Foram registadas mais 90 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas no país, aumentando para o total de 7.286 óbitos desde o início da pandemia. Foram contabilizados 4.956 novos infetados, subindo para 436.579 casos de infeção, e há mais 4.691 recuperados, são ao todo 349.110 casos de recuperação.
Segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde, morreram 33 pessoas na região Norte, 24 em Lisboa e Vale do Tejo, 17 no Centro, 14 no Alentejo, 1 no Algarve e 1 na Madeira.
Foram detetados 1.945 novos casos no Norte, 1.552 em Lisboa e Vale do Tejo, 845 no Centro, 310 no Alentejo, 193 no Algarve, 72 na Madeira e 39 nos Açores.
O número de casos ativos no país é agora de 80.183, mais 175 em relação a ontem, e 95.577 pessoas estão em vigilância pelas autoridades de saúde, mais 1.828.
O número de pessoas internadas em todo o território nacional subiu para 3.260, mais 89 em 24 horas, das quais 512 em cuidados intensivos, mais 2.
O PAN Braga questionou a Câmara Municipal de Terras de Bouro sobre a construção de duas plataformas sobre o rio Gerês.
Em causa está a instalação de duas plataformas metálicas sobre o rio Gerês que, segundo denúncias recebidas pelo PAN, contrariam as orientações europeias em matéria ambiental. “Apesar do impacto esperado na biodiversidade poder vir a revelar-se reduzido, o impacto paisagístico é elevado. Acrescem preocupações sobre uma possível obstrução do rio, devido à acumulação de resíduos, aumentando assim o risco de cheias”, esclarece Rafael Pinto, porta-voz distrital do PAN.
Após ter reunido com a Associação Portuguesa para a Conservação da Biodiversidade (FAPAS) a distrital do PAN questionou o Executivo Municipal sobre a avaliação do impacto ambiental do projeto e se foi considerado o impacto num cenário de cheias.
“Ao que o PAN apurou, a Autarquia pretende ainda construir um açude junto a cada plataforma, o que pode interferir com o caudal natural do rio e com a biodiversidade local”, explicou Rafael Pinto.
“Este é mais um exemplo de má gestão do património natural, que se quer o mais inalterado possível. A justificação de que as plataformas servem para ver o rio não nos parece satisfatória já que a visibilidade do rio nunca esteve em causa, pelo contrário, as plataformas prejudicam a paisagem natural”, finalizou.
O escultor João Cutileiro faleceu esta terça-feira aos 83 anos, deixando um legado no mundo das artes e, em particular, na cidade de Guimarães. Foi o autor da obra de D. Afonso Henriques, inaugurada em 2001, que se encontra no Largo da Misericórdia, considerada um “símbolo da contemporaneidade” no Centro Histórico medieval.
Além de outros trabalhos e exposições na Cidade-Berço, João Cutileiro foi homenageado no ano de 2018 em Guimarães aquando da abertura da exposição das suas obras no Centro Internacional das Artes José de Guimarães, representativa da sua ampla influência na arte portuguesa dos anos 1960 a 1990 e, ainda, uma mostra de obras inéditas em cartão, incluindo maquetas de trabalhos públicos projetados e construídos em Portugal e no estrangeiro.
O presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Domingos Bragança, enaltece a importância do seu legado, a marca indelével no Centro Histórico da cidade e apresenta as sentidas condolências à família de João Cutileiro, manifestando que “a notícia da sua morte é uma perda para a cultura portuguesa e para o mundo das artes, sendo uma notícia triste também para Guimarães perante uma relação que foi construída e alicerçada ao longo dos últimos anos”.