Início Site Página 33

Até que a reforma nos separe

0
© IL
© IL

Tem vindo a mudar, mas ainda vemos muitos cargos de chefia a cristalizarem-se. Recentemente, um diretor de serviço de uma Unidade Local de Saúde (ULS) aqui perto publicou numa das suas redes sociais que era diretor há 25 anos. Notava-se o orgulho na publicação; nos comentários, os parabéns. Quem conhece o serviço sabe que não há ali motivo para festejo ou parabenização. Um diretor de serviço há 25 anos ou é uma desgraça ou tem o melhor serviço do mundo. “You either die a hero, or live long enough to see yourself become the villain” (em português: ou morres herói, ou vives o suficiente para te veres tornar num vilão), como foi dito em “The Dark Knight”, filme do Batman. Neste caso, adequa-se perfeitamente.

Posto isto, pensemos: se os diretores chegam aos cargos com o único mérito de existirem há muito tempo ou de conhecerem as pessoas certas, ou se chegam lá sem qualquer projeto ou objetivo, porque haveriam de sair? E como é que isso beneficia os serviços? Por um lado, os mais antigos vão-se arrastando, não se comprometem, não fazem nada escandalosamente errado (mas vemos todos os dias o resultado no SNS), mas também não melhoram nada, nem um pouco. Por outro, os mais novos não têm perspetiva de um dia implementar ideias, projetos, falhar e aprender.

Todos os dias vemos notícias de como as coisas correm mal. Ocasionalmente, demitem-se diretores, mas a receita continua a ser manter tudo como está. Não podemos ter chefes eternos, por muito bons que sejam. Diretores com prazo de validade podem errar sem estragar durante tempo suficiente para tornar impossível a reabilitação. Se acertarem, andamos um passinho em frente; se ficar tudo na mesma, em breve virá alguém para mudar. Tenhamos a coragem de nos modernizar, mesmo correndo o risco de ter maus diretores, porque algures irão surgir os bons.

Dois suspeitos em prisão preventiva após operação contra tráfico de droga em Guimarães e Famalicão

0
© GNR
© GNR

Cinco pessoas, três homens e duas mulheres com idades entre os 30 e os 59 anos, foram detidas pela GNR por suspeitas de tráfico de estupefacientes, na sequência de uma operação realizada nos concelhos de Guimarães e Vila Nova de Famalicão.

Segundo o Comando Territorial de Braga, a investigação decorria há cerca de um ano e permitiu desmantelar uma rede organizada que se dedicava à venda de droga, sobretudo numa urbanização de habitação social na freguesia de Gondar, em Guimarães, situação que estava a gerar alarme social e sentimento de insegurança entre a população.

Durante as buscas, realizadas com o apoio da PSP, foram apreendidos 30.075 euros em numerário, quatro automóveis, 167 munições de calibre 12, nove telemóveis, uma balança de precisão, um tablet, um relógio e doses de heroína e cocaína.

Após serem presentes ao Tribunal Judicial de Guimarães, um homem e uma mulher ficaram em prisão preventiva. Dois dos restantes arguidos ficaram sujeitos a apresentações diárias no posto policial da área de residência, enquanto o quinto detido será conduzido ao Tribunal de Penafiel para cumprimento de um mandado de detenção pendente.

CIM do Cávado reforça cooperação europeia na mobilidade sustentável com visita a Lyon

0
© CIM Cávado
© CIM Cávado

A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Cávado participou, nos dias 16 e 17 de junho, numa visita técnica a Lyon, em França, promovida pela SYTRAL Mobilités, entidade responsável pela gestão da mobilidade na área metropolitana daquela cidade.

A delegação, liderada pelo presidente da CIM do Cávado, Mário Constantino, integrou ainda o presidente da Câmara de Terras de Bouro, Manuel Tibo, o primeiro-secretário executivo, João Silva, e o coordenador da Autoridade Intermunicipal de Transportes do Cávado, Tiago Silva. A iniciativa contou também com representantes das comunidades intermunicipais do Ave e do Alto Minho.

Durante os trabalhos, os participantes tiveram contacto com soluções ligadas aos transportes públicos, corredores de Bus Rapid Transit (BRT), transição energética das frotas, sistemas tarifários e políticas de intermodalidade. O programa incluiu ainda visitas a infraestruturas e centros operacionais da rede de transportes de Lyon.

Segundo a CIM do Cávado, a participação nesta iniciativa pretende reforçar o conhecimento e promover a adoção de soluções inovadoras que contribuam para a modernização e sustentabilidade dos sistemas de transporte da região.

18 de junho: Quando o Trabalho Pede a Palavra

0
© Rui Vilaça
© Rui Vilaça

No dia 18 de junho, a Assembleia da República discutirá um novo pacote laboral. Para muitos, será apenas mais um debate parlamentar. Mais uma proposta de lei. Mais uma votação.

Mas para quem vive do seu trabalho, não é apenas uma data.
É um momento de escolha, uma escolha sobre o país que queremos ser.

Porque há uma pergunta que continua sem resposta e que atravessa silenciosamente as fábricas, os hospitais, os escritórios, as escolas, os estaleiros e os transportes:

Quanto vale o trabalho de quem sustenta Portugal? Não quanto custa, quanto vale.

Durante demasiado tempo ensinaram-nos a olhar para o trabalho como um número numa folha de cálculo, uma variável económica, um custo de produção, uma percentagem na competitividade de uma empresa.

Mas o trabalho nunca foi apenas isso, o trabalho é o que transforma matéria em futuro.

É o que transforma esforço em alimento, conhecimento em progresso, cuidado em vida, sonho em realidade.

Tudo aquilo que existe à nossa volta passou primeiro pelas mãos, pela inteligência ou pelo sacrifício de alguém.

Nada nasce do vazio.

Nada se constrói sem trabalho.

Nada prospera sem trabalhadores.

E, no entanto, habituámo-nos a viver numa sociedade onde aqueles que carregam o peso da criação coletiva são frequentemente os primeiros a sentir o peso da insegurança.

Como chegámos aqui?

Talvez porque nos convenceram de que somos indivíduos isolados quando, na verdade, somos parte da mesma construção.

Convenceram-nos de que os problemas são individuais.

Que o salário é uma questão individual.

Que a precariedade é uma questão individual.

Que o medo do futuro é uma questão individual.

Mas não é.

Quando milhares vivem a mesma dificuldade, deixa de ser um problema individual para se tornar uma realidade coletiva.

E é precisamente por isso que os trabalhadores devem olhar para este debate com atenção.

Não por fidelidade a partidos.

Não por ideologias.

Não por slogans.

Mas por consciência.

Porque os direitos laborais não são favores, são conquistas.

E toda a conquista que deixa de ser defendida começa lentamente a ser perdida.

A democracia não vive apenas do voto.

Vive da participação, vive da vigilância, vive da capacidade de uma sociedade olhar para o poder e dizer: expliquem-nos. Convençam-nos. Justifiquem-nos.

Quem trabalha tem o direito, e talvez o dever, de exigir isso. o trabalho não é uma mercadoria. É a expressão mais concreta da contribuição de cada pessoa para a vida coletiva.
Por isso, quando se discute o trabalho, discute-se muito mais do que leis.
Discute-se dignidade.

Discute-se liberdade.
Discute-se justiça.
Discute-se o futuro.
O que estará em debate no Parlamento não pertence apenas aos deputados.

Pertence a todos aqueles que acordam cedo, regressam tarde, cumprem horários, criam riqueza e mantêm o país em funcionamento. Pertence a quem faz Portugal acontecer todos os dias.
E talvez tenha chegado o momento de recordar uma verdade simples, mas que demasiadas vezes é esquecida:
O trabalho não sustenta apenas a economia, o trabalho sustenta a República.

E quando o valor do trabalho é colocado em causa, aquilo que está verdadeiramente em causa é o valor que atribuímos às pessoas. Dia 18 de junho não deve ser apenas uma data parlamentar.
Deve ser um dia de consciência.
Um dia para recordar que nenhum país se constrói contra quem trabalha.

E que nenhuma sociedade terá futuro se esquecer aqueles que a erguem todos os dias.
Que ninguém se engane: quando o trabalho se levanta, não é apenas uma classe que fala, é o próprio país que encontra a sua voz.

Tradição e música marcam segundo dia das Festas de São João de Braga

0
© Associação de Festas de São João de Braga
© Associação de Festas de São João de Braga

As Festas de São João de Braga prosseguem esta quinta-feira com um programa que alia tradição, património e animação musical. O segundo dia das celebrações inclui exposições dedicadas às festas populares, iniciativas de inclusão e vários momentos musicais espalhados pela cidade.

Programa

  • 10:00 | Exposição “São João na Minha Freguesia” – Adaúfe; Cabreiros e Passos (S. Julião); Espinho; Este (S. Pedro e S. Mamede); Figueiredo; Guisande e Oliveira (S. Pedro); Merelim (S. Paio), Panóias e Parada de Tibães; Morreira e Trandeiras; Nogueira, Fraião e Lamaçães; Nogueiró e Tenões; Padim da Graça; Pedralva; Priscos; Real, Dume e Semelhe; Santa Lucrécia de Algeriz e Navarra; Sequeira; Sobreposta.
  • 10:00 | Novena a São João Baptista | Igreja São Lázaro
  • 15:00 | “Da Tradição à Inclusão” – IRIS | Praça Mestre Veiga
  • 16:00 | Exposição “São João à Cor do Daltonismo” | Palácio do Raio
  • 17:00 | Exposição “Memórias em Cartaz – 90 anos a preservar a tradição” | Museu do Traje
  • 19:00 | Cascatas Sanjoaninas | Braga Parque
  • 19:00 | Concerto “Cavaquinho na Escola” | Praça da República Escolas Primárias de Maximinos, Quinta da Veiga e Misericórdia
  • 21:30 | Concerto “Orquestra de Cordofones Tradicionais do Minho” | Avenida Central
  • 21:30 | Concerto dos Funky Friends | Parque da Ponte

Braga deu início às Festas de São João com milhares de luzes

0
© Associação de Festas de São João de Braga
© Associação de Festas de São João de Braga

As Festas de São João de Braga 2026 arrancaram esta quarta-feira com um programa marcado pela tradição, cultura popular e forte participação da comunidade. O primeiro dia incluiu momentos religiosos, exposições, música e iniciativas que envolveram várias gerações.

Um dos pontos altos da jornada foi o São João da Pequenada, que reuniu cerca de mil crianças de nove escolas do concelho num desfile que voltou a encher as ruas de cor e animação. Ao longo do dia foi também inaugurada a exposição “São João Ilustrado”, dedicada ao património visual das festividades, e teve início o concurso das Montras Sanjoaninas, promovido pela Associação Empresarial de Braga.

© Associação de Festas de São João de Braga

Já ao início da noite, o Parque da Ponte acolheu o encontro “Traz a tua Concertina”, que juntou tocadores de vários pontos do Minho. O arranque oficial das festas foi assinalado com a cerimónia “Faça-se Luz!”, que iluminou a cidade, seguindo-se um concerto dos Amigos de Sobreposta no Parque da Ponte.

As Festas de São João prolongam-se até 24 de junho com um programa que volta a afirmar Braga como palco de uma das maiores e mais antigas celebrações populares do país.

Portugal estreia-se no Mundial 2026 com empate frente à República Democrática do Congo

0
© Seleções de Portugal
© Seleções de Portugal

Portugal iniciou a sua participação no Mundial 2026 com um empate a uma bola diante da República Democrática do Congo, em jogo da primeira jornada do Grupo K, disputado em Houston.

A equipa orientada por Roberto Martínez entrou da melhor forma e inaugurou o marcador logo aos seis minutos. Na sequência de um cruzamento de Pedro Neto, o médio surgiu na área e, de cabeça, colocou a Seleção Nacional em vantagem.

Apesar do bom arranque, Portugal foi perdendo intensidade e permitiu uma maior iniciativa da formação congolesa. Já em tempo de compensação da primeira parte, Yoane Wissa apareceu sem marcação na área e cabeceou para o empate, após um cruzamento de Arthur Masuaku, surpreendendo a defesa portuguesa.

No segundo tempo, Portugal procurou voltar à vantagem, mas encontrou dificuldades perante uma seleção africana organizada e que soube explorar os espaços deixados pela equipa lusa. O empate acabou por prevalecer, deixando tudo em aberto nas contas do Grupo K.

Com este resultado, Portugal soma o primeiro ponto na competição e volta a entrar em campo no próximo dia 23 de junho, frente ao Uzbequistão, novamente em Houston.

Pedro Sousa recandidata-se à liderança do PS Braga e promete um partido “de porta aberta”

0
© Pedro Sousa
© Pedro Sousa

Pedro Sousa apresentou esta terça-feira a sua recandidatura à presidência da Comissão Política Concelhia do Partido Socialista de Braga, sob o lema “Um Só PS, de Porta Aberta para Braga”, numa sessão realizada na sede da estrutura local do partido.

Perante dezenas de militantes, o candidato assumiu o compromisso de reforçar a unidade interna do PS no concelho, defendendo um partido “plural na discussão e na opinião, mas uno na expressão da sua orientação política”. Pedro Sousa propôs ainda a criação de um fórum de debate aberto à participação de personalidades da comunidade em diversas áreas da vida pública.

Na intervenção, o dirigente socialista afirmou pretender um partido mais próximo das freguesias, associações, centros de conhecimento, clubes e empresas, sublinhando a importância da implantação territorial da estrutura.

Pedro Sousa destacou ainda os apoios recolhidos entre militantes e autarcas socialistas, recusando, contudo, entrar em disputas relacionadas com números de apoios de presidentes de junta, defendendo a necessidade de trabalhar com todos após as eleições internas.

A sessão contou com intervenções de vários apoiantes. Filipe Alves, presidente da Junta de Freguesia de Espinho, descreveu Pedro Sousa como um líder “capaz, competente e próximo das pessoas”. Já a vereadora socialista Martinha Rocha afirmou que a sua adesão à candidatura assenta na “necessidade de reforçar a unidade, a proximidade e a capacidade de ação do partido”.

Também Elsa Teixeira, candidata à coordenação local das Mulheres Socialistas – Igualdade e Direitos, manifestou apoio à candidatura, defendendo que “a promoção da igualdade é uma causa coletiva”. O eurodeputado Bruno Gonçalves, mandatário da candidatura, participou através de uma mensagem em vídeo, enquanto Ana Cristina Braga transmitiu uma mensagem de apoio de António Braga, ausente por motivos profissionais.

Antigos combatentes distinguidos em Vila Nova de Famalicão

0
© CM Famalicão
© CM Famalicão

Vinte e três antigos combatentes do concelho de Vila Nova de Famalicão foram distinguidos esta quarta-feira com medalhas comemorativas das Forças Armadas, numa cerimónia realizada no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

A iniciativa, promovida pela Escola de Serviços da Póvoa de Varzim em parceria com a Câmara Municipal, pretendeu reconhecer o contributo dos ex-militares que serviram Portugal nos teatros de operações de Angola, Guiné, Moçambique e Macau.

A sessão ficou marcada por momentos de homenagem e evocação do papel desempenhado pelos antigos combatentes, num gesto de reconhecimento pelo serviço prestado ao país.

© CM Famalicão

O presidente da Câmara Municipal, Mário Passos, considerou tratar-se de um “reconhecimento justo e merecido pela coragem, sacrifício e superação de quem defendeu a pátria e a nação”. Já o comandante da Escola de Serviços, coronel Paulo Rainha, sublinhou a importância de os antigos combatentes sentirem que “o país e os portugueses não se esquecem da resiliência e da coragem que todos tiveram”.

Entre os homenageados esteve Artur Oliveira, natural de Brufe, que cumpriu serviço militar na Guiné entre 1968 e 1970. O antigo combatente manifestou satisfação pela distinção recebida, recordando com emoção o período que viveu naquele território.

As medalhas atribuídas pelas Forças Armadas simbolizam o reconhecimento institucional pelo empenho, dedicação e sentido de missão dos militares portugueses que serviram além-fronteiras, preservando a memória do seu contributo para a história do país.

Corrida de São João condiciona trânsito e estacionamento em Braga

0
© CM Braga
© CM Braga

A realização da 10.ª Corrida de São João de Braga vai provocar condicionamentos temporários de trânsito e estacionamento em várias zonas da cidade, entre os dias 18 e 21 de junho, informou o Município de Braga.

As primeiras restrições entram em vigor às 17:00 desta quarta-feira, 18 de junho, com a proibição do estacionamento no parque localizado a nascente da Avenida Mestre José Veiga, junto ao Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL). A medida prolonga-se até às 14:00 de sábado, dia 21.

A partir das 00:01 de sexta-feira, 20 de junho, e até às 14:00 de sábado, ficará igualmente interdito o trânsito e o estacionamento na Avenida Mestre José Veiga.

No dia da prova, 21 de junho, entre as 05:30 e as 14:00, o trânsito estará proibido no sentido poente-nascente da Avenida João Paulo II, no troço compreendido entre a rotunda da Avenida Padre Júlio Fragata, junto às Piscinas da Rodovia, e a Rotunda Ibero-Americana.

Entre as 08h00 e as 12h00, os condicionamentos abrangerão um vasto conjunto de arruamentos, incluindo a Avenida João Paulo II, Avenida dos Lusíadas, Avenida D. João II, Avenida Central, Rua dos Chãos, Praça Alexandre Herculano, Rua do Carmo, Praça Conde de Agrolongo, Largo da Porta Nova, Rua do Souto, Largo Carlos Amarante, Rua do Raio, Avenida da Liberdade, Praça do Condestável e Avenida João XXI, entre outras vias.

O Município alerta ainda que, durante o mesmo período, o trânsito poderá estar condicionado em todas as artérias situadas no interior do percurso da corrida ou nas zonas envolventes, recomendando aos automobilistas que planeiem antecipadamente as deslocações e utilizem trajetos alternativos