A GNR deteve um homem, de 57 anos, por incêndio florestal, no concelho de Celorico de basto.
“A conduta negligente resultou da execução da queima de sobrantes, sem o cumprimento dos requisitos de segurança operacionais exigidos, tendo-se descontrolado para área florestal, causando danos e perigo”, referiu a Guarda.
Os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial da Comarca de Celorico de Basto.
No dia 6 de abril assinala-se o Dia Mundial da Atividade Física, uma data que nos lembra algo essencial para a nossa saúde: o corpo humano foi feito para se mover. No entanto, no mundo moderno passamos cada vez mais tempo sentados — no trabalho, no carro ou em frente a ecrãs — e essa realidade tem consequências diretas para a saúde da coluna vertebral.
A coluna é uma estrutura extraordinária. Suporta o peso do corpo, permite mobilidade e protege a medula espinhal. No entanto, também é particularmente sensível ao sedentarismo. A falta de movimento contribui para a perda de força muscular, diminuição da flexibilidade e aumento do risco de dor lombar e cervical — problemas que afetam milhões de pessoas e representam uma das principais causas de incapacidade no mundo.
A boa notícia é que a atividade física regular é uma das medidas mais eficazes para proteger a coluna vertebral.
Quando nos movimentamos, fortalecemos os músculos que sustentam a coluna, especialmente os músculos do core — o conjunto de músculos do abdómen, costas e pelve que funcionam como um “cinto natural” de proteção da coluna. Além disso, o exercício melhora a postura, aumenta a mobilidade das articulações e contribui para manter um peso saudável, reduzindo a carga sobre a coluna.
Não é necessário praticar desporto de alta intensidade para obter benefícios. Atividades simples como caminhar, nadar, andar de bicicleta, praticar pilates ou exercícios de fortalecimento muscular podem ter um impacto muito positivo. O mais importante é a regularidade. Pequenas mudanças no dia a dia — como subir escadas em vez de usar o elevador, fazer pausas para alongamentos ou caminhar alguns minutos ao longo do dia — podem fazer uma grande diferença.
Outro aspeto fundamental é começar cedo. Incentivar crianças e jovens a serem fisicamente ativos ajuda a criar hábitos saudáveis para a vida inteira e contribui para o desenvolvimento adequado da coluna e da musculatura de suporte.
Para quem já tem dor nas costas, o repouso prolongado raramente é a solução. Na maioria das situações, manter um nível adequado de atividade — adaptado a cada caso — é parte essencial do tratamento e da recuperação.
Neste Dia Mundial da Atividade Física, a mensagem é simples: mexer-se é investir na saúde da coluna e na qualidade de vida. A atividade física regular não só previne problemas musculoesqueléticos como melhora a saúde cardiovascular, o bem-estar mental e a longevidade.
Cuidar da coluna começa com um gesto simples: dar o primeiro passo.
Está a decorrer o Programa de Ocupação de Tempos Livres que Município da Póvoa de Lanhoso promove com várias entidades promotoras que fazem parte da rede local de parceiros.
Esta iniciativa, desenhada especificamente para abranger o período de interrupção letiva da Páscoa, decorre entre 30 de março e 10 de abril de 2026, e destina-se a “proporcionar uma alternativa educativa e recreativa para as crianças e jovens do concelho, durante as férias escolares”.
“A implementação destes programas assenta numa rede de parceiros locais que se tem vindo a fortalecer e que inclui instituições sem fins lucrativos e agentes locais. Ao todo, 12 entidades — que vão desde centros de estudos a centros sociais e associações culturais — disponibilizam um roteiro diversificado que combina atividades desportivas, culturais e pedagógicas. Esta colaboração territorial permite que a oferta seja inclusiva e próxima das diferentes comunidades do concelho. Cada entidade é responsável pela definição e gestão da sua programação, incluindo inscrições, organização das atividades e adequação dos recursos necessários”, explica a Autarquia.
“Um dos pilares centrais deste modelo de férias é o apoio social através dos Vouchers OTL que o Municipio disponibiliza para alunos entre os 6 e os 16 anos integrados no escalão A do ensino básico, jovens no âmbito da escola inclusiva com medidas adicionais e situações acompanhadas pelos serviços sociais ou pela CPCJ. O objetivo é garantir que as limitações económicas não sejam um entrave ao desenvolvimento pessoal e social dos mais novos, reforçando, assim, o Municipio, o seu compromisso com a equidade e a inclusão”, reforça.
Fátima Moreira, Vereadora do Município com responsabilidades nas áreas da Educação, da Juventude e das Famílias acredita que “estes programas de ocupação de tempos livres são fundamentais para proporcionar às nossas crianças e jovens experiências enriquecedoras, num ambiente seguro, inclusivo e estimulante. Este é também um compromisso claro do Município com a igualdade de oportunidades e o bem-estar das famílias do concelho”.
Os programas pretendem “estimular o espírito crítico e a criatividade das nossas crianças e jovens”. Este projeto enquadra vários objetivos, designadamente, “a promoção de hábitos de vida saudáveis; a valorização de recursos locais através do trabalho em rede e a inclusão de jovens em situação de vulnerabilidade”.
Carlos Cabreiro é o novo diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ), anunciou o gabinete de Luís Montenegro.
“Por despacho conjunto do primeiro-ministro e da ministra da Justiça, Carlos Cabreiro foi nomeado para o cargo de Diretor Nacional da Polícia Judiciária, nos termos do Decreto-Lei n.º 137/2019, de 13 de setembro, por um período de três anos”, refere o gabinete do primeiro-ministro.
Carlos Manuel Antão Cabreiro é natural de Miranda do Douro, tem 59 anos, e está na Polícia Judiciária desde 1991. É licenciado em Direito pela Universidade Autónoma de Lisboa e com pós-graduação em guerra de informação pela Academia Militar.
A Festa da Primavera regressa à Penha para mais uma edição dedicada à celebração da natureza, da biodiversidade e da participação da comunidade. A iniciativa, que este ano integra a programação da Guimarães 26 – Capital Verde Europeia, realiza-se nos dias 11 e 12 de abril.
Ao longo do fim de semana, o programa convida a população a viver a montanha através de percursos interpretativos, oficinas, workshops, atividades de educação ambiental e propostas para todas as idades, promovendo o contacto direto com o território e a valorização dos seus valores naturais.
A Festa da Primavera inclui um conjunto diversificado de experiências ao ar livre, pensadas para famílias, escolas e visitantes, reforçando o papel da Penha como espaço privilegiado de encontro entre natureza, cultura e comunidade, num ano particularmente simbólico para Guimarães enquanto Capital Verde Europeia.
A programação integra também vários momentos musicais, com destaque para o concerto dos Descendentes, banda que ganhou projeção nacional com o tema “Carta da Despedida” e que sobe ao palco da Penha no sábado à tarde (11 de abril, às 16h30) numa celebração da nova música portuguesa.
No domingo, a música continua com os concertos de Os Primavera e de Vítor Lusquiños, que contará com a participação especial de Maria João, encerrando o fim de semana com uma proposta artística marcada pela diversidade e pela proximidade ao território.
Durante os dois dias, o evento contará ainda com uma zona de alimentação reforçada, assegurada pelos espaços de restauração da Penha.
Integrada na programação da Guimarães 26 – Capital Verde Europeia, a Festa da Primavera reafirma-se como um momento de encontro entre comunidade, natureza e cultura, promovendo estilos de vida mais sustentáveis e o conhecimento do património natural local.
A iniciativa é organizada conjuntamente pelo município de Guimarães e pelo Laboratório da Paisagem, com o apoio da Irmandade da Penha.
O programa completo da Festa da Primavera está disponível aqui.
Há cidades que crescem. E há cidades que, no meio desse crescimento, se perdem. Braga corre hoje esse risco, não por falta de dinamismo, não por ausência de investimento, mas por algo mais profundo e mais inquietante: a incapacidade de se mover de forma justa, eficiente e humana.
Braga está presa. Presa no trânsito. Presa num modelo ultrapassado. Presa numa ideia de progresso que confunde desenvolvimento com circulação automóvel.
Durante décadas, construiu-se uma cidade à medida do carro. Não foi um acaso, foi uma escolha. Abriram-se vias, multiplicaram-se rotundas, facilitaram-se acessos ao centro, como se o futuro dependesse da fluidez do asfalto. E hoje, ironicamente, é esse mesmo modelo que bloqueia a cidade. O automóvel, outrora símbolo de liberdade, tornou-se o principal fator de imobilidade.
As entradas de Braga são corredores de frustração diária. As horas de ponta deixaram de ser um momento,são um estado permanente. E no meio desse caos, as estradas degradam-se, os tempos alongam-se, a paciência esgota-se. A cidade que foi pensada para andar depressa tornou-se uma cidade onde tudo demora.
Mas o mais grave não é o trânsito. É a ausência de alternativa.
O transporte público em Braga não falha por detalhe, falha por conceção. Continua preso a um desenho antigo, rígido, incapaz de responder à complexidade da cidade real. Um sistema radial, previsível e limitado, que obriga milhares de pessoas a movimentos absurdos: ir ao centro para depois voltar para fora, perder tempo em transbordos desnecessários, adaptar a vida a horários que não servem ninguém.
É o retrato de um modelo “io-io” que já não faz sentido. Um modelo que ignora aquilo que Braga se tornou: uma rede viva de centralidades, onde as pessoas trabalham, estudam, vivem e circulam em múltiplas direções. E, no entanto, o sistema continua a tratá-las como se todas convergissem para o mesmo ponto.
Isto não é apenas ineficiência. É desigualdade.
Porque quem tem carro escapa, ainda que com custo, stress e tempo perdido. Mas quem não tem, quem depende do transporte coletivo, fica encurralado. Fica dependente de um sistema lento, irregular, insuficiente. Fica com menos acesso, menos tempo, menos cidade. E uma cidade que distribui mobilidade de forma desigual é, inevitavelmente, uma cidade injusta.
Há também uma dimensão que já não pode ser ignorada: a crise climática. Continuar a empurrar pessoas para o automóvel não é apenas um erro urbano,é uma irresponsabilidade ambiental. Cada fila de trânsito é também um sinal de atraso político, de incapacidade de imaginar um futuro diferente.
E esse futuro tem de ser diferente.
Braga precisa de romper. Não com pequenas medidas, não com ajustes marginais, precisa de uma rutura clara com o modelo que a trouxe até aqui. Precisa de assumir, sem hesitação, que o centro da mobilidade não pode ser o carro, mas sim o coletivo.
Isso exige investimento sério. Exige visão. Exige coragem.
Uma rede de transporte público com frequência elevada, porque esperar não é mobilidade. Com capacidade, porque transporte cheio não é solução. Com lógica circular, porque a cidade não é um ponto, é uma rede. Linhas que liguem periferias entre si, que encurtem distâncias reais, que devolvam tempo às pessoas.
Mas exige também algo mais difícil: mudar prioridades.
Significa retirar espaço ao automóvel para o devolver ao transporte coletivo. Significa aceitar que nem todas as ruas podem servir todos os carros. Significa perceber que o direito à cidade não pode depender da posse de um volante.
Há uma urgência moral nesta discussão.
Porque mobilidade não é apenas deslocação, é acesso à vida. É chegar ao trabalho a horas. É não perder horas em filas intermináveis. É poder viver a cidade sem estar constantemente a lutar contra ela.
Braga está num ponto de viragem. Pode continuar a insistir no erro, a alargar estradas que rapidamente voltam a encher, a adiar decisões difíceis. Ou pode fazer aquilo que tantas cidades já perceberam: que o futuro não se constrói com mais carros, mas com melhores alternativas.
A pergunta já não é técnica. É política. É civilizacional.
Que cidade quer Braga ser?
Uma cidade onde tudo se move, menos as pessoas ou uma cidade onde as pessoas voltam a ser o centro de tudo?
Itália, Galiza e Catalunha foram os grandes vencedores da segunda edição dos Gil Vicente – Prémios de Teatro Amador Europeu, realizado no passado sábado, no Theatro Gil Vicente, em Barcelos, e organizados pela companhia de Teatro de Balugas, com o apoio do Município.
A gala de atribuição dos prémios Gil Vicente é já considerada a principal cerimónia de premiação do circuito internacional de teatro amador, posicionando Barcelos como uma referência a nível europeu.
Entre os distinguidos, destacam-se o texto “Orizzonte”, de Paolo Blasio, da companhia napolitana Io Non Ti Conosco, o projeto artístico da companhia galega Opaí Teatro e a Mostra Internacional de Teatre Amateur, da Catalunha.
A cerimónia reuniu em Barcelos algumas das mais relevantes propostas do teatro amador europeu, encerrando com o espetáculo internacional “Hamlet”, da companhia lituana Teatras Arlekinas.
Na categoria de Melhor Texto Original, o prémio foi atribuído à obra “Orizzonte”, de Paolo Blasio, da companhia Io Non Ti Conosco, de Nápoles. O texto aborda o fenómeno da migração numa perspetiva intemporal, acompanhando a história de três irmãos napolitanos que partem em busca do sonho americano durante a grande emigração italiana.
Na categoria de Melhor Projeto Artístico, a distinção foi atribuída ao Opaí Teatro, da Galiza, uma companhia radicada em Canido (Ferrol), cujo trabalho se destaca pela forte ligação à comunidade e à memória coletiva, através de práticas de teatro comunitário e participação social. Entre os projetos desenvolvidos, destaca-se “De marzo a marzo”, centrado na memória da repressão de 10 de março de 1972 em Ferrol.
Já na categoria de Melhores Causas Teatrais, foi distinguida a Mostra Internacional de Teatre Amateur, organizada pela Federació de Grups Amateurs de Teatre da Catalunha, reconhecida internacionalmente pela qualidade, diversidade e envolvimento de companhias de diferentes geografias ao longo de mais de duas décadas.
A gala, organizada pelo Teatro de Balugas, afirmou-se novamente como um momento de encontro e valorização do teatro amador europeu, tendo já confirmada a realização da sua terceira edição, novamente em Barcelos, no próximo ano.
Segundo o diretor do Teatro de Balugas, Cândido Sobreiro, os Prémios Gil Vicente procuram “celebrar a originalidade, a criatividade e o compromisso do teatro amador na Europa”.
Há uma expressão popular que descreve bem Portugal: “faz o que eu digo, não faças o que eu faço”. E, infelizmente, aplica-se na perfeição à forma como o poder público encara a transparência.
No caso de Barcelos, os números falam por si: um índice de transparência de 62,59%, com 87 em 139 indicadores publicados. À primeira vista, pode parecer razoável. Mas será mesmo?
Façamos um simples exercício. Imaginemos um barcelense com este mesmo desempenho perante qualquer entidade pública onde declarava apenas parte dos seus rendimentos, omitia informação relevante ou só respondia a cerca de 60% das suas obrigações.
Pergunta honesta: isso seria aceitável? Claro que não!
Este cidadão enfrentaria coimas, inspeções, sanções e, em casos mais graves, consequências legais. O Estado não tolera opacidade quando está do outro lado da relação. E bem.
Mas quando é o próprio Estado — neste caso, o poder local — a não cumprir todos os indicadores de transparência, a exigência desaparece. Passa a ser “razoável”. Passa a ser “aceitável”. Passa a ser… normal.
É aqui que está o problema.
Um índice de 62,59% não significa que “está tudo mais ou menos bem”. Significa que quase 40% da informação que deveria ser pública não está disponível.
Não estamos a falar de pormenores irrelevantes, mas de matérias centrais: contas municipais, endividamento, execução financeira e a realização de obras públicas. Em causa está, no fundo, aquilo que permite aos barcelenses compreender como está a ser gerido o seu dinheiro.
Esta assimetria é difícil de justificar. Se exigimos rigor aos contribuintes, temos de exigir, no mínimo, o mesmo rigor às instituições públicas.
Porque a transparência não pode nem deve ser aplicada com dois pesos e duas medidas.
A Organização Regional de Braga do PCP realizou, no sábado, no Centro de Trabalho de Braga, uma reunião alargada de preparação da participação na Festa do Avante! 2026.
A edição deste ano da Festa do Avante! contará com uma participação da OR Braga centrada “na valorização da cultura tradicional e popular minhota, com particular destaque para os instrumentos musicais, assumindo-se como uma expressão viva da identidade da região”. “A música, a gastronomia e o artesanato serão elementos centrais de um espaço que se pretende dinâmico, participado e representativo das tradições e saberes do Minho e das lutas travadas na região”, refere o partido.
Ao longo da reunião, foram debatidas propostas e linhas de trabalho que darão forma a esta participação, reforçando a importância de “envolver um amplo conjunto de militantes, apoiantes e amigos na sua divulgação, construção e funcionamento”. A preparação da Festa foi destacada como “uma importante tarefa de mobilização, contacto e organização, que se desenvolverá nos próximos meses”.
A edição de 2026 da Festa do Avante! assume um significado “particular” ao assinalar os 50 anos da Festa do Avante!, um marco de “grande relevância política, cultural e histórica”. A OR Braga estabeleceu, por isso, o seu compromisso em “contribuir para uma grande festa, à altura desta celebração, construída com o empenho coletivo e a participação de todos”.
Num ambiente de “confiança e determinação”, ficou expressa a convicção de que “a participação minhota voltará a afirmar-se como um espaço de encontro, cultura e convívio, dando um contributo próprio para o êxito de mais uma Festa do Avante!”.