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Vereador do CHEGA exige fim das trotinetas de aluguer em Braga

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Chega - Braga
Chega – Braga

O vereador do CHEGA da Câmara Municipal de Braga, Filipe Aguiar defendei o término do atual contrato de trotinetas de aluguer na cidade, alertando para “os riscos crescentes para a segurança pública e para a desorganização do espaço urbano”.

O reforço do seu posicionamento surge na sequência de dados recentes divulgados pela GNR, que dão conta de 45 acidentes com trotinetas elétricas no distrito de Braga em 2025, inseridos num total de cerca de 1.900 acidentes registados a nível nacional nos últimos sete anos, incluindo vítimas mortais, feridos graves e mais de um milhar de feridos ligeiros.

Para o vereador, estes números “confirmam uma realidade já sentida diariamente” pelos bracarenses. “Não estamos perante um problema menor ou passageiro. A segurança das pessoas não pode ser sacrificada em nome de uma ideia abstrata de modernidade ou mobilidade verde”, afirma.

Filipe Aguiar faz questão de distinguir o uso de trotinetes enquanto meio de transporte individual — que considera legítimo e útil — do modelo de aluguer atualmente em vigor. “O problema em Braga não é a trotinete em si, mas o sistema de aluguer, que promove desresponsabilização e dificulta a fiscalização”, sublinha. Segundo o vereador, a ausência de mecanismos eficazes de controlo e responsabilização tem contribuído para situações recorrentes de desordem no espaço público, com trotinetes abandonadas em passeios, zonas pedonais e acessos, prejudicando sobretudo idosos, crianças e pessoas com mobilidade reduzida.

“O CHEGA recorda que já durante a campanha eleitoral defendeu o fim deste modelo, considerando que o contrato foi estabelecido sem uma avaliação rigorosa do seu impacto na cidade. Recentemente, em Reunião de Câmara, o presidente do Executivo, João Rodrigues, admitiu a necessidade de rever o contrato, após intervenção, reconhecendo os problemas existentes. No entanto, até ao momento, não são conhecidas medidas concretas para garantir maior controlo, fiscalização e responsabilização”, disse.

Perante este cenário, o vereador reafirma a sua posição: “A solução mais prudente para Braga é terminar o contrato de aluguer, mantendo abertura para analisar alternativas que coloquem verdadeiramente a segurança das pessoas em primeiro lugar.”

Filipe Aguiar conclui alertando que a cidade não pode continuar a suportar os impactos negativos de um modelo que considera desadequado. “Braga não pode ser refém de soluções da moda que colocam em causa a segurança e a qualidade de vida. O essencial é garantir uma cidade mais organizada, mais segura e mais humana para todos”, finalizou.

23 grupos folclóricos preparam Cortejo Etnográfico de São João de Braga

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© Associação de Festas de São João de Braga
© Associação de Festas de São João de Braga

Mais de duas dezenas de grupos folclóricos reuniram-se esta segunda-feira para dar início à preparação dos quadros que irão integrar o tradicional Cortejo Etnográfico das Festas de São João de Braga.

A primeira reunião de trabalho juntou representantes das coletividades que, ano após ano, ajudam a dar forma a um dos momentos mais emblemáticos da programação sanjoanina.

O cortejo, que percorre anualmente as principais artérias do centro histórico bracarense, está agendado para a tarde de 21 de junho e promete voltar a celebrar os usos, costumes e tradições das gentes do Minho.

Ana Daniela Pereira, Presidente da Associação de Festas de São João de Braga, destaca o entusiasmo dos grupos envolvidos e a vontade de continuar a “renovar este desfile sem perder a sua autenticidade”.

André Marcos, coordenador deste momento do programa refere que “todos os anos, procuramos introduzir novidades que valorizem ainda mais a nossa identidade cultural, através da recriação das tradições locais, associadas ao território do concelho e à promoção da indumentária tradicional”. “Mesmo que alguns detalhes passem despercebidos ao público, há sempre um grande trabalho de investigação e preparação por trás de cada quadro preparado por cada grupo folclórico”, destaca.

Entre as novidades previstas para este ano, conta-se a criação de novos quadros temáticos inspirados em atividades tradicionais da região, aliados ao imaginário das Festas de São João de Braga 2026 e o reforço do envolvimento das freguesias neste desfile. O cortejo continuará a contar com a habitual participação intergeracional que, ano após ano, surpreende residentes e visitantes.

Festival Gastronómico Sabores da Lampreia do Rio Minho arranca na sexta-feira em Valença

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© CM Valença
© CM Valença

Valença prepara-se para receber o Festival Gastronómico Sabores da Lampreia do Rio Minho, que terá lugar em São Pedro da Torre, Valença, de 20 a 22 de março.

Durante três dias, o festival afirma-se como uma das mais emblemáticas celebrações gastronómicas do Minho, dedicada à valorização da lampreia do Rio Minho.

A sessão de abertura contará com momentos protocolares, animação cultural e visita ao recinto, dando início a uma experiência que transforma São Pedro da Torre num verdadeiro santuário da gastronomia minhota. À mesa, a lampreia assume protagonismo em interpretações clássicas como o Arroz de Lampreia, a Lampreia à Bordalesa, a Lampreia Recheada, a Lampreia Assada no Forno, a lampreia seca e o emblemático prato dos cinco sabores — referências maiores de uma cozinha que honra o rio e a comunidade piscatória local.

Com uma forte componente cultural e etnográfica, o evento celebra a tradição dos pescadores de São Pedro da Torre, afirmando-se como um ponto de encontro entre tradição, cultura e identidade regional, atraindo visitantes de todo o país e da vizinha Galiza.

Até 22 de março, São Pedro da Torre volta a assumir o título de capital da lampreia, acolhendo mais uma edição deste festival de referência.

A entrada é livre.

Programa20 de março | Sexta-feira

  • 11:00 – Abertura Oficial
    • Solta de pombos (União Columbófila Valenciana)
    • Animação – Associação de Pequenos Artistas de Circo
  • 12:00 – Serviço de Almoço
  • 19:00 – Serviço de Jantar
  • 21:00 – DJ Lucas

21 de março | Sábado

  • 11:00 – Grupo de Bombos “Os Amigos da Farra de Padornelo”
  • 12:00 – Serviço de Almoço
    • Animação – Associação de Pequenos Artistas de Circo
  • 15:00 – Rusgas Sons de Coura
    • Tarde com tocadores de concertina
  • 19:00 – Serviço de Jantar
  • 21:00 – Grupo Alma Viva
  • 22:00 – Danças de Salão de São Pedro da Torre
  • 22:30 – Grupo Alma Viva
  • 01:00 – DJ Lucas

22 de março | Domingo

  • 12:00 – Serviço de Almoço
    • Animação – Associação de Pequenos Artistas de Circo
  • 14:00 – Banda da Associação Musical de São Pedro da Torre
  • 15:00 – Grupo Já Cheira a Rock

Este evento é promovido pela Câmara Municipal de Valença, em parceria com a Carochos – Associação dos Sabores do Rio Minho, a Junta de Freguesia de São Pedro da Torre e a Comissão de Festas local.

Braga entre o betão e a memória

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© Cristina Fontes
© Cristina Fontes

Criticar o passado exige responsabilidade no presente.

A construção e o desenvolvimento urbano de Braga durante os longos mandatos de Mesquita Machado continuam a suscitar debate, mesmo anos depois do fim do seu ciclo político. Não é difícil perceber porquê. Foram quase quatro décadas em que a cidade e o concelho cresceram de forma intensa, acompanhando transformações económicas, demográficas e sociais profundas.

Há quem veja nesse período uma etapa decisiva de modernização. Braga deixou de ser uma cidade relativamente periférica para afirmar-se como um centro urbano dinâmico no Norte do país. Novos bairros surgiram, a rede viária expandiu-se, infraestruturas foram construídas e a cidade ganhou visibilidade nacional e internacional. Para muitos, a política urbanística desse tempo respondeu à necessidade de acolher uma população crescente, impulsionada pela expansão da Universidade do Minho, pela dinâmica empresarial e pela crescente atratividade da cidade.

Todavia, a história não se escreve apenas com os argumentos dos defensores. Desde cedo surgiram também críticas severas ao modelo de crescimento urbano adotado. Muitos urbanistas e setores da sociedade apontaram aquilo que consideravam ser um desenvolvimento demasiado acelerado e, em certos casos, pouco harmonioso. Falaram de excesso de construção, de urbanizações densas, de insuficiência de espaços verdes e de uma estrutura urbana nem sempre coerente. Para esses críticos, Braga cresceu mais depressa do que planeou.

Este confronto de leituras faz hoje parte da memória coletiva da cidade. No entanto, alguns dos que então apontavam os defeitos do urbanismo bracarense parecem esquecer, no presente, que a própria experiência histórica da cidade exige hoje uma abordagem mais cautelosa e rigorosa.

Uma cidade que aprende com o seu passado não pode repetir os mesmos erros. Um concelho que pensa no presente e no futuro precisa de se reger por princípios de urbanismo coerente, sustentável e equilibrado. Isso implica olhar para cada licenciamento urbanístico com atenção ao detalhe, ponderando impactos na mobilidade, no ambiente, na paisagem urbana e na qualidade de vida dos cidadãos.

Não se trata apenas de autorizar ou recusar construção. Trata-se de garantir que cada decisão se insere numa visão global para o concelho que cresce, mas que cresce com critério, que se desenvolve, mas preserva a sua identidade, que acolhe novos habitantes sem comprometer o bem-estar coletivo. Sim, é importante discutir a cor dos azulejos do edificado histórico. Sim, é importante saber se a nova construção terá passeios. Sim, é preciso saber se existem linhas de água em zonas de construção. O concelho merece este escrutínio.

A discussão sobre o legado urbanístico de Braga durante os mandatos de Mesquita Machado continuará certamente a existir. Contudo, mais importante do que reabrir permanentemente esse debate é assegurar que o planeamento urbano de hoje integra as lições de ontem.

Estudo da UMinho mostra que cuidadores informais foram cruciais para o SNS na pandemia

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© UMinho
© UMinho

Um estudo da UMinho revela que os cuidadores informais tiveram um papel decisivo na resposta do sistema de saúde português durante a pandemia de covid-19. Estes cuidadores assumiram funções usualmente ligadas a profissionais de saúde, como vigilância clínica, acompanhamento terapêutico e apoio domiciliário, que garantiram cuidados contínuos numa fase de contacto presencial limitado.

“Apesar da sobrecarga física, emocional e social, estes cuidadores revelaram uma extraordinária capacidade de adaptação, aprendizagem e reorganização das rotinas, ajudando ainda a retirar pressão nos cuidados de saúde primários e hospitalares durante a crise sanitária”, afirma Simão Machado, que elaborou este estudo no âmbito da sua dissertação de mestrado em Gestão de Unidades de Saúde. “O SNS [Serviço Nacional de Saúde] sustentou-se naquele período, em larga medida, na resiliência partilhada entre serviços formais e redes familiares e comunitárias”, acrescenta.

O seu trabalho, intitulado “Para além da covid-19: que papel tiveram os cuidadores informais na resiliência do sistema de saúde português?”, partiu de um conjunto de entrevistas neste âmbito e teve a orientação do professor Marco Paschoalotto, na Escola de Economia, Gestão e Ciência Política da UMinho (EEG). O relatório identifica também fragilidades dos cuidadores no apoio institucional, como falta de formação estruturada, de acompanhamento adequado e de reconhecimento efetivo nas políticas públicas. 

“Investir no apoio e na integração dos cuidadores informais no ecossistema português de cuidados poderá reforçar a sustentabilidade, equidade e capacidade de resposta perante futuras crises”, diz Simão Machado, que tem 31 anos e vive na Maia. O investigador defende que estes cuidadores “sejam parceiros estratégicos, não por exigência ética, mas pela sustentabilidade e inovação organizacional”. Para isso, devem ser reforçados ao nível do reconhecimento formal, da formação certificada, do apoio sociopsicológico, das redes de comunicação com outros profissionais e da sua integração em mecanismos de governação local e regional.

A covid-19 teve os primeiros casos identificados na China em 2019, sendo declarada pandemia pela Organização Mundial de Saúde entre março de 2020 e maio de 2023. Esta crise sanitária registou mais de 770 milhões de casos e cerca de sete milhões de mortes em todo o mundo. Em Portugal, ultrapassou os 5.5 milhões de infeções e as 26 mil mortes, exercendo forte pressão sobre os sistemas de saúde e com consequências sociais e económicas. 

Atenção, Braga. Vai faltar água em quatro freguesias esta quarta-feira

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DR
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Vai faltar água nas freguesias de Cabreiros, Passos São Julião, Semelhe e Sequeira, em Braga, na quarta-feira, dia 18, informou a AGERE.

Segundo a Empresa Águas, Efluentes e Resíduos de Braga, será efetuada uma intervenção programada com o corte de água a partir das 14:00 e com duração máxima de 3 horas.

UMinho acolhe encontro internacional dedicado a Camões

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© UMinho
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A Universidade do Minho (UMinho) acolhe, nos dias 19 e 20 de março, a IX Reunião Internacional de Camonistas, com investigadores de vários países a debaterem a atualidade da obra de Luís de Camões e o seu impacto na cultura contemporânea. A iniciativa vai decorrer das 09:00 às 18:00, no auditório B1 do campus de Gualtar, em Braga, sob o tema “O tempo de Camões: Camões no nosso tempo”, contando com vinte oradores de universidades nacionais e estrangeiras, como Oxford (Reino Unido), Yale (EUA), Pisa (Itália) e São Paulo (Brasil), entre outras.

A sessão de abertura é esta quinta-feira, às 9h30, com o comissário da Estrutura de Missão para as Comemorações do V Centenário do Nascimento de Luís de Camões, José Augusto Cardoso Bernardes e, da parte da UMinho, o vice-reitor para a Cultura, Inclusão e Responsabilidade Social, João Cardoso Rosas, o diretor do Centro de Estudos Humanísticos (CEHUM), Vítor Moura, a professora emérita da Escola de Letras, Artes e Ciências Humanas, Ana Gabriela Macedo e a representante da comissão organizadora, Micaela Ramon.

O programa geral divide-se em cinco painéis, dedicados à tradição clássica, aos itinerários camonianos, à edição e à continuidade/renovação dos estudos sobre o poeta. Prevêem-se intervenções sobre “Os Lusíadas”, a poesia lírica do autor, as edições e traduções, a sua receção crítica ao longo dos séculos e novas perspetivas trazidas por jovens camonistas.

O primeiro dia termina com a apresentação do projeto “RELIA – Transformação digital das bibliotecas públicas com Inteligência Artificial”, por investigadores do CEHUM, e o segundo dia culmina com uma performance lítero-musical pela Rodamoinho Teatro. Associado ao evento, ocorre ainda no dia 19, às 18:30, a apresentação da obra “Amore e disordine del mondo: sonetti e altre poesie de Luís de Camões”, de Valeria Tocco, na Livraria 100ª Página, no centro de Braga.

Este encontro visa reforçar o diálogo internacional e a pesquisa multidisciplinar sobre uma das figuras centrais da literatura portuguesa, lusófona e ocidental, servindo também de ponto de partida para a elaboração de um Compêndio sobre Camões, sob a coordenação das investigadoras Isabel Almeida e Maria do Céu Fraga. O evento é organizado pela Estrutura de Missão para as Comemorações do V Centenário do Nascimento de Camões, em parceria com o CEHUM, nomeadamente os professores Micaela Ramon, Carlos Mendes de Sousa e Sérgio Guimarães de Sousa.

Atleta dos Amigos da Montanha de Barcelos conquista bronze nos Nacionais Universitários

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© Amigos da Montanha
© Amigos da Montanha

Tomás Linhares, atleta dos Amigos da Montanha | Escola do Rio, conquistou o 3.º lugar na prova de 3000 metros Marcha nos Campeonatos Nacionais Universitários, representando a Universidade do Porto, num fim de semana em que vários jovens atletas do clube estiveram envolvidos em ações de formação, estágios e competições.

No mesmo fim de semana, vários jovens atletas do clube estiveram também envolvidos em iniciativas de formação e desenvolvimento técnico. Em Braga, realizou-se um dia de formação e estágio destinado a marchadores, que contou com a participação de Simão Linhares, Leonor Cardoso, Leonor Figueiredo, Lara Correia, Beatriz Silva, Flor Mota e Alice Araújo.

Na disciplina de Salto com Vara, participaram igualmente Gil Lemos e Tomás Silva, integrando o trabalho de acompanhamento e aperfeiçoamento técnico nesta especialidade.

Em paralelo, Inês Pedro esteve no Luso, onde participou num estágio da Seleção Portuguesa, reforçando o seu percurso de afirmação entre os jovens talentos do atletismo nacional.

Fafe recebe Festa da Juventude em Arões São Romão

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DR
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Fafe recebe a 2ª edição da Festa da Juventude no Parque da vila de Arões São Romão, junto ao nó da vila, a 8 de agosto.

O evento musical contará com as atuações de Aysha, DJ Pablo e, DJ Pette, DJ Frank, DJ Rafa Silva e Tiago Castro & Friends.

A entrada é gratuita.

Esposende convida comunidade a participar em espetáculo de dança

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© CM Esposende
© CM Esposende

O Município de Esposende convida a comunidade a integrar “Acts of Belonging / Atos de Pertença”, um projeto de criação artística participativa que dará origem a um espetáculo de dança inspirado na água e na relação entre o ser humano e a natureza. A iniciativa decorre no âmbito de uma residência artística do programa europeu S+T+ARTS AQUA MOTION e terá como cenário o Parque Natural do Litoral Norte.

Coordenado pela Associação Rio Neiva, o projeto integra o programa europeu S+T+ARTS AQUA MOTION, que promove iniciativas artísticas e científicas centradas na relação entre a água, a sustentabilidade e as comunidades. A participação é gratuita, aberta a toda a comunidade e não exige experiência prévia em dança ou artes performativas. A iniciativa pretende reunir participantes de diferentes idades e perfis, convidando-os a explorar a sua relação com o território, o corpo e os ecossistemas aquáticos através do movimento.

O processo criativo será conduzido pela coreógrafa e performer polaca Małgorzata Suś, artista radicada em Portugal cujo trabalho cruza arte, ciência e ambiente, desenvolvendo abordagens performativas centradas na consciência ecológica. Entre outros projetos, é coautora de “The Memory of Water”, uma criação que explora a ligação simbólica e física entre o corpo humano e a água.

Os ensaios terão início no dia 28 de março e decorrerão ao longo de três meses, com sessões aos sábados, entre as 14:00 e as 17:00, na Casa da Juventude de Esposende, alternando entre encontros quinzenais e semanais. O processo incluirá também sessões ao ar livre em vários locais do Parque Natural do Litoral Norte, aproximando a criação artística do ambiente natural. O espetáculo final está agendado para 27 de junho de 2026, na Restinga do Cávado, num momento que pretende celebrar simultaneamente a identidade local, a ligação à natureza e a valorização do património ambiental.

Para participar, os interessados apenas necessitam de usar roupa e calçado confortáveis durante as sessões. As atividades serão conduzidas em português ou inglês. As inscrições estão abertas e podem ser efetuadas através do formulário online disponível para o projeto “Acts of Belonging / Atos de Pertença”.