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Carta Aberta ao Senhor Presidente da Câmara Municipal e ao Executivo Camarário

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© José Macedo
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Enquanto morador, enquanto membro da Assembleia de Freguesia de São Vicente e também enquanto bracarense profundamente preocupado com o futuro da nossa cidade, acredito que procurar as melhores soluções para a mobilidade urbana deve ser uma prioridade de todos nós.

Braga é hoje uma cidade dinâmica, em crescimento, mas que enfrenta desafios claros ao nível do trânsito e da circulação rodoviária. Entre as zonas onde esta realidade é mais evidente está a ligação entre o Campo da Vinha, o mercado municipal e a zona da Praça. Trata-se de uma artéria onde diariamente se concentra um elevado fluxo de trânsito, com impacto direto na fluidez da circulação e na qualidade de vida de quem ali vive, trabalha ou simplesmente passa. Nesse sentido, gostaria de lançar uma reflexão pública e apresentar uma proposta que poderá ajudar a aliviar parte desta pressão. Refiro-me à possibilidade de abertura da Rua Dr. Francisco Noronha em direção à Rua Fernando Castiço/Bairro das Andorinhas. Existe naquela zona um terreno pertencente à Santa Casa da Misericórdia que, no passado, já demonstrou disponibilidade para dialogar e até negociar soluções que permitam melhorar a mobilidade naquele território.

A criação de uma nova via, com dois sentidos de circulação, permitiria estabelecer uma ligação mais direta ao Bairro das Andorinhas, facilitando também a chegada de autocarros a esta zona da cidade, uma promessa antiga associada à expansão do transporte público. Para além disso, esta ligação permitiria criar uma alternativa para quem pretende deslocar-se em direção a Real, à zona do Estádio ou para Vila Verde, contribuindo para reduzir significativamente o fluxo de trânsito que atualmente se concentra no Campo da Vinha e nas ruas adjacentes. Naturalmente, qualquer solução exige estudo técnico e planeamento. Mas muitas vezes as boas soluções começam com uma ideia e com vontade política para a avaliar.

Por isso mesmo, deixo este contributo com espírito construtivo. Porque acredito que, quando existe vontade, é possível encontrar caminhos que beneficiem não apenas os vicentinos, mas toda a cidade de Braga e todos os bracarenses que diariamente utilizam estas vias. A mobilidade é um desafio coletivo e o futuro da cidade constrói-se também com coragem para pensar soluções novas.

GNR multa dois homens em Braga por venda e consumo de bebidas alcoólicas em jogo de futebol

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A GNR identificou dois homens, de 65 e 62 anos, por venda e consumo de bebidas alcoólicas no interior do recinto desportivo, no concelho de Braga.

No decurso do policiamento do espetáculo desportivo entre as equipas do campeonato distrital de futebol da AF Braga, a Guarda identificou um adepto da equipa visitante a consumir bebida alcoólica, tendo apurado que “a venda da bebida alcoólica estava a ser efetuada no estabelecimento de restauração e bebidas no interior daquele recinto desportivo, pelo que foi o proprietário também identificado e de imediato cessadas as infrações”.

Da ação de fiscalização resultaram um auto de notícia por contraordenação por venda de bebidas alcoólicas no interior do recinto desportivo e um auto de notícia por contraordenação por consumo de bebidas alcoólicas no interior do recinto desportivo.

Os autos de contraordenação foram remetidos à  Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto (APCVD).

“A Lei n.º 39/2009, alterada pela Lei n.º 40/2023, estabelece o regime jurídico da segurança e do combate à violência, racismo, xenofobia e intolerância nos espetáculos desportivos, impondo a todos os intervenientes comportamentos pautados pela civilidade, respeito e não violência”, recorda a GNR, que reafirma o seu compromisso na “prevenção e combate a comportamentos ilícitos em contexto desportivo, continuando a desenvolver ações de fiscalização que promovam espetáculos desportivos seguros e marcados pelo espírito de fair play”.

“A ausência que seremos”: pequenas vidas, grandes lições de humanidade

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Houve uma noite, daquelas em que a televisão fica ligada só para fazer companhia, em que dei por mim a ver, pela terceira vez, um episódio de “Narcos”. Não por entusiasmo, mas por preguiça, aquela preguiça de quem chega cansado, aquece o jantar e aceita o primeiro tiroteio que aparece no ecrã.

Ao lado, no telemóvel, alguém comentava outra série, “Pablo Escobar, el patrón del mal”, como se toda a história da Colômbia coubesse ali, entre um tiro e um plano aéreo de helicóptero. Quando iniciei o curso de Geografia, em 2019, nas leituras das cadeiras, sobretudo em Geografia da População, ministrada pela querida Marta Luedemann, percebi que muitos países acabam injustamente resumidos a um único enredo.

Não é culpa exclusiva da Netflix, claro. Há uma tentação humana de reduzir o passado a personagens fáceis. Se falamos de Medellín, logo surge o fantasma de Pablo Emilio Escobar Gaviria, como se a cidade inteira fosse uma rua escura com carros blindados. E ninguém nega que ele existiu, que nasceu pobre, que ficou obscenamente rico, que transformou o departamento de Antioquia num nome sussurrado com medo. Mas as cidades são sempre maiores do que os seus criminosos.

Uma cidade é também o médico que acorda cedo, o professor que explica o corpo humano como quem explica um poema épico, o pai que volta a casa com livros debaixo do braço. Em Medellín houve um homem assim, Héctor Abad Gómez, que acreditava em vacinas, em bibliotecas e em direitos humanos. Foi assassinado em 1987, numa manhã que devia ser banal, como tantas manhãs em que alguém sai de casa com pressa e uma lista de tarefas.

Nesse dia, levava no bolso um papel com versos de Jorge Luis Borges. O poema “Epitáfio” dizia que já somos a ausência que seremos. É curioso como, por vezes, guardamos frases no bolso como quem leva um talismã. Eu próprio tenho um bilhete dobrado na carteira com um verso de “Maravida”, de Gonzaguinha, não para me proteger de balas, mas de dias maus. A literatura é um guarda-chuva frágil, mas ainda assim abrimo-lo.

O filho desse médico, Héctor Abad Faciolince, escreveu um livro para resgatar o pai do esquecimento. Chamou-lhe El olvido que seremos” e, de repente, o mundo descobriu que havia outra história por contar, sem pistolas, sem perseguições de carro. Um livro elogiado por gente grande como J. M. Coetzee, laureado com o Nobel de Literatura em 2003, que sabe uma coisa ou duas sobre memória e culpa.

Anos depois, o realizador Fernando Trueba transformou o livro num filme com o mesmo título. Embora a sua circulação tenha sido parcialmente afetada pela pandemia e pelas restrições, a longa-metragem ganhou novo fôlego quando chegou às plataformas de streaming.

Vi-o numa tarde chuvosa de 2022, daquelas em que a casa fica silenciosa e o café arrefece. E percebi que a violência também pode ser mostrada pelo avesso, pela ternura. O médico é interpretado por Javier Cámara, com um sorriso cansado que parece dizer que o mundo ainda vale a pena.

O filho, primeiro criança, surge com a naturalidade espantosa de Nicolás Reyes Cano e, depois, jovem adulto, com a timidez luminosa de Juan Pablo Urrego. Este último já tinha feito o papel de um sicário numa série baseada nas memórias de Jhon Jairo Velásquez para a Caracol Televisión. No cinema, porém, é apenas um rapaz que ama o pai e tem medo de o perder. Às vezes, a maior coragem é essa.

Há uma cena em que o miúdo defende o pai de uma piada cruel no recreio. Outra em que o pai explica, com delicadeza, porque não acredita no inferno. Vi-me ali, a lembrar-me do meu próprio pai, que me ensinou a afiar lápis com navalha e a pedir desculpa quando erro. Nada de heroísmos, apenas pequenos gestos. Talvez seja isso que falta nas séries de tiroteios: o som das cadeiras a arrastar na cozinha, a discussão sobre o preço do café, o beijo na testa antes de dormir e o sorriso sincero que pode dizer diálogos completos de William Shakespeare sem abrir a boca.

Não digo que não devamos contar as histórias dos criminosos. Elas explicam muita coisa. Mas há um risco em deixar que sejam as únicas. É como se um país inteiro fosse reduzido a um retrato policial. Medellín tem parques, escolas, gente que canta, gente que planta flores. E teve um médico que guardava poemas no bolso.

Quando o filme acabou, fiquei uns minutos em silêncio. Lá fora, um vizinho discutia futebol, alguém fechava uma porta, um carro passava devagar. Pensei que a violência não começa nem acaba nos grandes nomes. Começa no esquecimento. Quando deixamos de contar as histórias de quem tentou ser justo, de quem cuidou dos outros, de quem acreditou que a saúde pública podia salvar vidas.

Talvez seja por isso que escrevemos crónicas, notícias, romances. Para contrariar o ruído. Para lembrar que por detrás de cada manchete existe uma casa, uma mesa, um filho que beija o pai na rua e sente ainda o último calor do rosto. E que, mesmo quando o mundo insiste em reduzir tudo a pólvora, ainda há espaço para um poema dobrado no bolso, ansioso por ser lido.

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Poema “Epitáfio”, de Jorge Luis Borges

Já somos o esquecimento que seremos,
o pó elementar que nos ignora,
e que foi o vermelho Adão, e que é agora
todos os homens, e que não veremos.

Já somos, na tumba, as duas datas
do princípio e do termo: a caixa,
a obscena corrupção e a mortalha,
os triunfos da morte e as endechas.

Não sou o insensato que se agarra
ao mágico som do seu nome;
penso com esperança naquele homem
que não saberá que fui sobre a Terra.

Sob o indiferente azul do Céu,
esta meditação é um consolo.

Braga: Sete grupos da Bracara Team sagram-se campeões nacionais em dança desportiva

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© Bracara Team
© Bracara Team

A Bracara Team, clube de Braga federado na Federação Portuguesa de Dança Desportiva, voltou a destacar-se no panorama nacional ao alcançar resultados de excelência no Campeonato Nacional de Dança Coreográfica 2026, realizado no Pavilhão das Manteigadas, em Setúbal.

Com uma comitiva de 188 atletas, o clube alcançou um total de sete títulos de Campeão Nacional, a que se somam quatro títulos de Vice-Campeão Nacional, uma medalha de bronze e ainda três equipas finalistas, confirmando a consistência e qualidade do trabalho desenvolvido ao longo da época.

Bracara Queens (pequeno grupo no escalão juvenil), Bracara Stars (grande grupo no escalão juvenil), Bracara Dynasty (pequeno grupo no escalão junior), Bracara Diamond (grande grupo no escalão juventude), Bracara Glossy (grande grupo no escalão junior), Bracara Augusta (grande grupo no escalão senior) e Bracara Flame (grande grupo no escalão adultos) sagraram-se campeões nacionais.

Já as Bracara Spice (pequeno grupo no escalão juventude), Bracara Dreamers (grande grupo no escalão juvenil), Bracara Elite (pequeno grupo no escalão adultos), Bracara Gold (grande grupo no escalão junior) são vice-campeões.

As Bracara Wild (pequeno grupo no escalão juventude) também se destacaram ao arrecadar a medalha de bronze.

A competição, integrada na modalidade de dança desportiva em grupo (danças de salão), reuniu algumas das melhores equipas nacionais, tornando os resultados alcançados pela Bracara Team ainda mais significativos.

Para além das conquistas desportivas, o clube destaca a atitude dos seus atletas ao longo de toda a competição, evidenciando valores como “o empenho, o profissionalismo e o espírito desportivo”.

“O apoio dos pais e da claque presente em Setúbal foi também apontado como fundamental para o desempenho da equipa, contribuindo para um ambiente de motivação e união ao longo do campeonato”, refere o clube.

Secretário de Estado da Agricultura em Vila Verde para inaugurar projetos solidários

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© República Portuguesa
© República Portuguesa

Na próxima quinta-feira, dia 19 de março, pelas 15:45, realizar-se, na Casa Mãe – Quinta do Senhor, em Vila Verde, a inauguração de projetos socialmente sustentáveis e solidários.

O evento contará com a presença de João Moura, secretário de Estado da Agricultura, de Hortense Santos, vereadora da Coesão Social do Município de Braga, de João Ferreira, diretor do Centro Distrital de Braga da Segurança Social e de Cláudia Serapicos, diretora do Centro de Emprego e Formação Profissional de Braga.

Tuna Académica do Politécnico de Viana do Castelo vence prémio no Porto

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© IPVC
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A Hinoportuna – Tuna Académica do Politécnico de Viana do Castelo venceu o prémio de Melhor Instrumental no XXVI FITUP – Festival Internacional de Tunas da Universidade Portucalense, que decorreu no Porto, reforçando a presença da instituição no panorama académico e cultural.

Com o tema “Sexta-feira 13” a marcar o arranque do festival, a Hinoportuna subiu ao palco na primeira noite do evento com uma atuação que rapidamente conquistou o público e o júri. A performance da Tuna Académica do Politécnico de Viana do Castelo destacou-se pela qualidade musical e pelo rigor técnico, valendo-lhe o prémio de Melhor Instrumental, distinção que a tuna traz agora para Viana do Castelo.

Organizado pela TAUP – Tuna Académica da Universidade Portucalense, o XXVI FITUP reuniu, ao longo de dois dias, seis tunas a concurso. Além da Hinoportuna, participaram a TMP – Tuna de Medicina do Porto, a Tuna de Santa Maria, a Tuna de Derecho de Valladolid, a Tuna TS e a TAB.

O festival contou ainda com atuações extraconcurso das tunas As Infantas, TVUP, TFUP e da própria TAUP, anfitriã do evento, contribuindo para um ambiente marcado pela tradição académica e pela celebração da música universitária.

Cortejo Histórico na Póvoa de Lanhoso reviveu Revolução da Maria da Fonte

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© CM Póvoa de Lanhoso
© CM Póvoa de Lanhoso

As ruas da Vila da Póvoa de Lanhoso transformaram-se num autêntico museu vivo. Num ambiente de união e fervor cívico, o concelho celebrou as suas raízes com o cortejo histórico dedicado à Maria da Fonte, no ano em que se assinalam os 180 anos desta Revolução.

Com uma mobilização comunitária única, o cortejo, no qual participaram, pela primeira vez, todas as Freguesias e Uniões de Freguesia do concelho da Póvoa de Lanhoso, faz parte do programa das festas concelhias.

Mais de 1000 figurantes deram corpo e voz a 23 quadros históricos (desde a nomeação do Administrador do Concelho em 1842 até à vitória final na taberna), retratando a resistência popular contra as leis do “Liberalismo”, a contestação às novas regras de saúde pública e aos “enterramentos tumultuários”.

Também foi a primeira vez, desde que o Municipio organiza o cortejo que os quadros foram comentados ao mesmo tempo que decorria a transmissão através dos canais do Municipio. Paulo Freitas, historiador e especialista do Município na figura da Maria da Fonte e Coordenador do Centro de Interpretação Maria da Fonte, assumiu este papel, no qual foi ajudado por Raquel Silva.

A edição deste ano ficou enriquecida com este carácer pedagógico, com a explicação e contextualização de cada quadro representado, bem como o contexto político e social de cada cena representada.

O cortejo, que circulou pelas artérias centrais da vila culminou com uma encenação no Largo António Lopes — que à época da revolução era o emblemático Largo da Fonte. Foi neste cenário, onde outrora se situava a Taberna de Maria Luísa Balaio, que se recriou o espírito de vitória e a demissão do administrador do concelho, encerrando o evento com uma explosão de entusiasmo popular que contagiou todos os presentes que cantaram o Hino da Maria da Fonte.

Amares: Estrada de acesso ao Santuário de Nossa Sr.ª da Abadia já está pavimentada

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© CM Amares / Confraria de Nossa Senhora da Abadia
© CM Amares / Confraria de Nossa Senhora da Abadia

O troço entre o Santuário de Nossa Senhora da Abadia, em Bouro Santa Maria, e o limite do concelho de Amares com Terras de Bouro (Estrada Municipal 1248) já se encontra pavimentado.

A empreitada representa um investimento total de 107.495,66 euros.

Localizada numa zona de forte interesse turístico, junto ao Santuário de Nossa Senhora da Abadia — um dos mais emblemáticos locais de peregrinação da região — esta via pretende “melhorar as condições de circulação e reforçar a segurança rodoviária, minimizando os constrangimentos que ainda acontecem por força da intervenção que está a decorrer no acesso principal, a partir de Bouro de Santa Maria. Aliás, esta foi uma das razões que levou à urgência da intervenção”, como refere o presidente de Câmara, Emanuel Magalhães. O autarca acrescenta, ainda, que a requalificação desta via “era há muito desejada, dado o estado de degradação em que se encontrava”.

Vereador do CHEGA exige fim das trotinetas de aluguer em Braga

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Chega - Braga
Chega – Braga

O vereador do CHEGA da Câmara Municipal de Braga, Filipe Aguiar defendei o término do atual contrato de trotinetas de aluguer na cidade, alertando para “os riscos crescentes para a segurança pública e para a desorganização do espaço urbano”.

O reforço do seu posicionamento surge na sequência de dados recentes divulgados pela GNR, que dão conta de 45 acidentes com trotinetas elétricas no distrito de Braga em 2025, inseridos num total de cerca de 1.900 acidentes registados a nível nacional nos últimos sete anos, incluindo vítimas mortais, feridos graves e mais de um milhar de feridos ligeiros.

Para o vereador, estes números “confirmam uma realidade já sentida diariamente” pelos bracarenses. “Não estamos perante um problema menor ou passageiro. A segurança das pessoas não pode ser sacrificada em nome de uma ideia abstrata de modernidade ou mobilidade verde”, afirma.

Filipe Aguiar faz questão de distinguir o uso de trotinetes enquanto meio de transporte individual — que considera legítimo e útil — do modelo de aluguer atualmente em vigor. “O problema em Braga não é a trotinete em si, mas o sistema de aluguer, que promove desresponsabilização e dificulta a fiscalização”, sublinha. Segundo o vereador, a ausência de mecanismos eficazes de controlo e responsabilização tem contribuído para situações recorrentes de desordem no espaço público, com trotinetes abandonadas em passeios, zonas pedonais e acessos, prejudicando sobretudo idosos, crianças e pessoas com mobilidade reduzida.

“O CHEGA recorda que já durante a campanha eleitoral defendeu o fim deste modelo, considerando que o contrato foi estabelecido sem uma avaliação rigorosa do seu impacto na cidade. Recentemente, em Reunião de Câmara, o presidente do Executivo, João Rodrigues, admitiu a necessidade de rever o contrato, após intervenção, reconhecendo os problemas existentes. No entanto, até ao momento, não são conhecidas medidas concretas para garantir maior controlo, fiscalização e responsabilização”, disse.

Perante este cenário, o vereador reafirma a sua posição: “A solução mais prudente para Braga é terminar o contrato de aluguer, mantendo abertura para analisar alternativas que coloquem verdadeiramente a segurança das pessoas em primeiro lugar.”

Filipe Aguiar conclui alertando que a cidade não pode continuar a suportar os impactos negativos de um modelo que considera desadequado. “Braga não pode ser refém de soluções da moda que colocam em causa a segurança e a qualidade de vida. O essencial é garantir uma cidade mais organizada, mais segura e mais humana para todos”, finalizou.

23 grupos folclóricos preparam Cortejo Etnográfico de São João de Braga

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© Associação de Festas de São João de Braga
© Associação de Festas de São João de Braga

Mais de duas dezenas de grupos folclóricos reuniram-se esta segunda-feira para dar início à preparação dos quadros que irão integrar o tradicional Cortejo Etnográfico das Festas de São João de Braga.

A primeira reunião de trabalho juntou representantes das coletividades que, ano após ano, ajudam a dar forma a um dos momentos mais emblemáticos da programação sanjoanina.

O cortejo, que percorre anualmente as principais artérias do centro histórico bracarense, está agendado para a tarde de 21 de junho e promete voltar a celebrar os usos, costumes e tradições das gentes do Minho.

Ana Daniela Pereira, Presidente da Associação de Festas de São João de Braga, destaca o entusiasmo dos grupos envolvidos e a vontade de continuar a “renovar este desfile sem perder a sua autenticidade”.

André Marcos, coordenador deste momento do programa refere que “todos os anos, procuramos introduzir novidades que valorizem ainda mais a nossa identidade cultural, através da recriação das tradições locais, associadas ao território do concelho e à promoção da indumentária tradicional”. “Mesmo que alguns detalhes passem despercebidos ao público, há sempre um grande trabalho de investigação e preparação por trás de cada quadro preparado por cada grupo folclórico”, destaca.

Entre as novidades previstas para este ano, conta-se a criação de novos quadros temáticos inspirados em atividades tradicionais da região, aliados ao imaginário das Festas de São João de Braga 2026 e o reforço do envolvimento das freguesias neste desfile. O cortejo continuará a contar com a habitual participação intergeracional que, ano após ano, surpreende residentes e visitantes.