OpiniãoCarta Aberta ao Senhor Presidente da Câmara Municipal e ao Executivo Camarário

Carta Aberta ao Senhor Presidente da Câmara Municipal e ao Executivo Camarário

Artigo de José Macedo.

© José Macedo

Enquanto morador, enquanto membro da Assembleia de Freguesia de São Vicente e também enquanto bracarense profundamente preocupado com o futuro da nossa cidade, acredito que procurar as melhores soluções para a mobilidade urbana deve ser uma prioridade de todos nós.

Braga é hoje uma cidade dinâmica, em crescimento, mas que enfrenta desafios claros ao nível do trânsito e da circulação rodoviária. Entre as zonas onde esta realidade é mais evidente está a ligação entre o Campo da Vinha, o mercado municipal e a zona da Praça. Trata-se de uma artéria onde diariamente se concentra um elevado fluxo de trânsito, com impacto direto na fluidez da circulação e na qualidade de vida de quem ali vive, trabalha ou simplesmente passa. Nesse sentido, gostaria de lançar uma reflexão pública e apresentar uma proposta que poderá ajudar a aliviar parte desta pressão. Refiro-me à possibilidade de abertura da Rua Dr. Francisco Noronha em direção à Rua Fernando Castiço/Bairro das Andorinhas. Existe naquela zona um terreno pertencente à Santa Casa da Misericórdia que, no passado, já demonstrou disponibilidade para dialogar e até negociar soluções que permitam melhorar a mobilidade naquele território.

A criação de uma nova via, com dois sentidos de circulação, permitiria estabelecer uma ligação mais direta ao Bairro das Andorinhas, facilitando também a chegada de autocarros a esta zona da cidade, uma promessa antiga associada à expansão do transporte público. Para além disso, esta ligação permitiria criar uma alternativa para quem pretende deslocar-se em direção a Real, à zona do Estádio ou para Vila Verde, contribuindo para reduzir significativamente o fluxo de trânsito que atualmente se concentra no Campo da Vinha e nas ruas adjacentes. Naturalmente, qualquer solução exige estudo técnico e planeamento. Mas muitas vezes as boas soluções começam com uma ideia e com vontade política para a avaliar.

Por isso mesmo, deixo este contributo com espírito construtivo. Porque acredito que, quando existe vontade, é possível encontrar caminhos que beneficiem não apenas os vicentinos, mas toda a cidade de Braga e todos os bracarenses que diariamente utilizam estas vias. A mobilidade é um desafio coletivo e o futuro da cidade constrói-se também com coragem para pensar soluções novas.

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