Os mercados urbanos “Vai à Vila”, promovidos pela Câmara Municipal de Famalicão, estão de regresso ao centro da cidade famalicense. Neste mês de abril, o grande destaque vai para o Mercado do Livro, que entre os dias 23 e 26 de abril converterá a Praça D. Maria II numa livraria ao ar livre, com a participação de editoras e livrarias locais.
A programação arranca quinta-feira, dia 23 de abril, com o lançamento da obra “Governar é Comunicar”, de Custódio Oliveira, às 18:00. Na sexta-feira, dia 24, o destaque vai para o concerto poético “Fragmentos”, às 21:30, seguido no sábado pela conversa “Vozes da literatura local”, que reúne os autores famalicenses Ana Marques, Maria João Mesquita e Miguel Coelho. O último dia do evento, domingo, reserva uma sessão com o autor João Miguel Tavares, orientada por Jorge Reis-Sá, às 16:00. O mercado funcionará das 10:00 às 19h00 na quinta-feira e no domingo, prolongando-se até às 22:00 na sexta-feira e no sábado.
Antes da vertente literária, a Praça D. Maria II recebe o Mercado Essência já neste fim-de-semana, nos dias 11 e 12 de abril. Este certame é dedicado ao bem-estar e ao esoterismo, oferecendo desde cristais e incensos a consultas de reiki, tarot e astrologia. No sábado, o mercado abre das 10:00 às 21:00, sendo que no domingo o horário estende-se até às 18:00, com a tarde animada pelo concerto do músico famalicense Miguel Riva, uma proposta do projeto cultural “The Village”.
O Município de Esposende registou uma expressiva adesão da população às celebrações da Semana Santa, que decorreram entre 21 de março e 6 de abril, confirmando este período como um dos momentos mais marcantes do calendário religioso e cultural do concelho. As solenidades encerram, no próximo domingo, com as comemorações dos 100 anos do Senhor aos Enfermos, na freguesia de Belinho.
Com um programa diversificado, que integrou cerimónias litúrgicas e iniciativas culturais, as celebrações envolveram milhares de participantes e visitantes, reforçando a forte tradição religiosa e o sentimento de comunidade que caracterizam esta época em Esposende. A organização, assegurada pela Confraria do Santíssimo Sacramento, pela Santa Casa da Misericórdia de Esposende, pelo Município e pela Associação Comercial e Industrial do Concelho de Esposende, voltou a garantir uma programação estruturada e amplamente participada.
Os momentos centrais da componente religiosa contaram com elevada afluência de fiéis, destacando-se a Via Sacra Arciprestal, a Procissão da Entrada Triunfal de Jesus em Jerusalém, a Procissão de Velas, bem como as celebrações do Tríduo Pascal, que incluíram a Missa da Instituição da Eucaristia, a Procissão do Encontro, a solene Procissão do Enterro do Senhor e a Vigília Pascal. O tradicional Tapete de Flores, na Igreja da Misericórdia, voltou a constituir um dos pontos altos, atraindo numerosos visitantes.
O Domingo de Páscoa foi igualmente marcado por uma forte participação, com a celebração da Missa Pascal e a receção do Compasso nos Paços do Concelho. Todos os atos litúrgicos foram solenizados pelo Coro de Câmara da Igreja Matriz, contribuindo para a elevação espiritual das celebrações.
“O balanço global é claramente positivo, evidenciando a forte mobilização da população e a capacidade de Esposende afirmar a Semana Santa como um evento de referência, onde a fé, a tradição e a cultura se conjugam de forma harmoniosa, projetando o concelho como destino de excelência nesta época do ano”, refere a Câmara Municipal.
A Procissão do Senhor aos Enfermos é uma tradição pascal secular que se realiza em Belinho e que ocorre no domingo seguinte à Páscoa (Domingo de Pascoela). Consiste em levar a Eucaristia aos doentes que não podem ir à igreja, percorrendo ruas cobertas por tapetes floridos e artísticos feitos pela população.
O Largo da Senhora-a-Branca, em Braga, volta a receber o Mercado BRANC’ARTE no próximo fim de semana, 11 e 12 de abril.
Organizado pela Associação Branc’Arte, nesta feira os visitantes podem encontrar artesanato, usados, velharias, colecionadores, antiguidades e gastronomia tradicional. A organização informa que “graças a um patrocínio especial, a Associação BRANC’ARTE decidiu reduzir o valor para só 6 euros por lugar, tornando o mercado ainda mais acessível a todos os expositores”.
A comunidade está convidada a fazer uma visita a esta feira, que decorre das 10:00 às 20:00.
“Entre as grandes novidades desta edição está o BINGO BRANC’ARTE, um momento de diversão garantida onde sai sempre prémio. E porque a cultura popular também faz parte da festa, as concertinas vão marcar presença — e prometem surpresas ao longo do fim de semana, trazendo música, alegria e aquele espírito minhoto que transforma o mercado num verdadeiro encontro comunitário”, disse a organização.
O Conselho Cultural da Universidade do Minho (UMinho) atribui esta sexta-feira, dia 10 de abril, o Prémio Victor de Sá de História Contemporânea 2025 ao investigador André Costa Pina, sendo a menção honrosa para André Fernandes. A sessão pública de entrega deste galardão – o mais prestigiado para jovens investigadores da área em Portugal – realiza-se pelas 14:30, no salão nobre da Reitoria, no Largo do Paço, em Braga.
A cerimónia vai ser presidida pelo reitor da UMinho, Pedro Arezes, contando com intervenções da presidente do Conselho Cultural, Manuela Ivone Cunha, da presidente do júri do prémio, Alexandra Esteves, e dos investigadores laureados, que apresentarão as obras. De seguida, vai decorrer a cerimónia de investidura dos novos membros do Conselho Cultural da UMinho, o órgão de consulta sobre as políticas culturais da academia.
Esta 34.ª edição do Prémio Victor de Sá de História Contemporânea voltou a ser muito participada, na maioria com teses doutorais, o que revela o prestígio da iniciativa e a vitalidade da historiografia portuguesa contemporânea.
André Costa Pina foi distinguido, com o prémio cujo valor pecuniário é de 3500 euros, pela obra “Os primeiros comunistas portugueses: A estruturação do Partido Comunista Português (1921-1943)”, defendida no doutoramento em Sociologia pela Universidade do Porto (UP). O trabalho incide desde a receção da Revolução Russa até ao III Congresso do PCP (1943), recorrendo a um estudo coletivo das biografias de 1671 militantes no país para mostrar que aquele espaço foi marcado por ambivalências, conflitos e múltiplas interpretações do comunismo. O autor é investigador colaborador do Instituto de Sociologia da UP e cruza sociologia, história e ciência política, sendo especializado em prosopografia.
Já André Ribeiro Fernandes foi laureado com uma menção honrosa pela dissertação “O Sindicalismo Anticolonial em Angola, o Império Português e a Questão da Representação Internacional (1960-1973)”, realizada no âmbito do mestrado em História da UMinho. A pesquisa mostrou que sindicatos angolanos como UNTA e LGTA rejeitaram o colonialismo e buscaram reconhecimento internacional, enquanto promoviam a autodeterminação na organização laboral, numa fase de repressão, rivalidades nacionalistas e reformas no império português tardio. O autor é de Braga, licenciado em Relações Internacionais pela UMinho e bolseiro FCT do doutoramento em História Contemporânea pela Universidade de Coimbra.
Este Prémio foi instituído há 34 anos, com base numa doação à UMinho pelo professor e historiador Victor de Sá (1921-2004), sendo uma iniciativa reconhecida como de manifesto interesse cultural pela Secretaria de Estado da Cultura e apoiada também por mecenas públicos e privados. Em edições anteriores foram laureados vários investigadores que se tornaram uma referência, como Fernanda Rollo, José Neves, Miguel Cardina e Cláudia Ninhos.
A CP – Comboios de Portugal deixou de integrar o perímetro orçamental do Estado, passando a ser classificada como entidade de mercado para efeitos estatísticos.
“A decisão resulta da aplicação das regras europeias do sistema de contas nacionais, definidas pelo Eurostat, segundo as quais uma entidade é considerada mercantil quando cobre a maioria dos seus custos através de receitas próprias. Com esta reclassificação, as contas da CP deixam de ser consolidadas no Setor das Administrações Públicas, e deixa de contar diretamente para o défice público”, refere a CP.
O novo enquadramento jurídico institucional permite “reduzir a aplicação de regras orçamentais mais estritas, reforçando a sua autonomia financeira e de gestão”. Representa “uma adaptação do modelo organizacional da CP a uma lógica mais próxima da gestão empresarial, conferindo maior autonomia e agilidade na tomada de decisões”.
“Em 2027, a CP passa a dispor de melhores condições para planear e executar investimentos estratégicos, designadamente na renovação e modernização da frota, no reforço da fiabilidade do serviço e na melhoria da qualidade da oferta aos clientes, num contexto de reforço da sua capacidade de resposta às exigências do sistema ferroviário e às necessidades dos passageiros. A saída do perímetro do Estado traduz-se, assim, num reforço da responsabilidade da gestão da CP e num sinal de confiança na maturidade e na capacidade da empresa para operar num modelo mais moderno, eficiente e alinhado com a evolução do setor ferroviário, incluindo em contexto europeu”, explica.
Apesar da mudança, a CP mantém-se no Setor Empresarial do Estado, continuando sujeita a obrigações e mecanismos de transparência, supervisão e controlo aplicáveis ao setor. “Corresponde a uma evolução do enquadramento institucional da empresa, sem colocar em causa a sua natureza de operador público ferroviário nem o compromisso do Estado com a mobilidade dos cidadãos e a coesão territorial. Esta evolução, que só foi possível graças ao trabalho desenvolvido nos últimos anos, não afeta a prestação do serviço público ferroviário, que se mantém plenamente assegurada, continuando as obrigações de serviço público a ser definidas, reguladas e garantidas pelo Estado através do Contrato de Serviço Público, bem como dos mecanismos de supervisão e regulação aplicáveis ao Setor Empresarial do Estado”, acrescenta.
Com a liberalização do setor ferroviário, a CP afirma que terá “melhores condições para trabalhar em mercados concorrenciais, nomeadamente no serviço de alta velocidade”. “Ao mesmo tempo, a CP mantém-se uma empresa pública ao serviço do país, com a missão de garantir um serviço ferroviário de qualidade, fiável e sustentável, agora com maior autonomia para cumprir esse desígnio. A missão da CP permanece inalterada, alterando‑se apenas o modelo de enquadramento jurídico institucional que nos permite ter maior autonomia, num quadro que procura conciliar eficiência, sustentabilidade e interesse público, representando simultaneamente maior responsabilidade para continuarmos a garantir, com rigor e compromisso, a sustentabilidade futura da CP”, finalizou.
Depois de ter realizado ação similar em Braga, decorreu esta manhã o Buzinão convocado pelo PCP em Guimarães, na Alameda Dr. Alfredo Pimenta.
Segundo o partido, “a ampla adesão dos automobilistas manifestou a vontade popular de uma política contra a guerra, o aumento do custo de vida e o Pacote Laboral”.
“Não é aceitável que os barris de petróleo adquiridos há mais de três meses sejam vendidos nos postos de abastecimento ao preço a que são anunciados para amanhã. Assim se explica a manutenção dos lucros das grandes empresas, nomeadamente petrolíferas, num período em que encher o depósito custa hoje mais 20 euros por abastecimento, em contraponto com a subida de 20% dos lucros da Galp. Não é aceitável que a mesma botija de gás, da mesma marca e mesma empresa, custe em Portugal quase o dobro do preço que Espanha. Para a maioria, aumenta o custo de vida. Os grandes grupos económicos alcançam lucros históricos. Os salários e pensões esticam cada vez mais para chegar ao fim do mês. É perante este país que PSD, CDS, Chega e Iniciativa Liberal se submetem ainda mais aos EUA e Israel e arrastam Portugal para a guerra”, refere o PCP.
Para o partido, “a guerra serve de pretexto e a política de direita agrava o aumento brutal do custo de vida. O PCP reforça a necessidade urgente de regular e fixar preços, nomeadamente o controlo dos preços dos bens alimentares, dos combustíveis, a fixação do preço do gás de botija em 20 euros e regulação das comissões bancárias”.
“A fatura da guerra recai sempre sobre os trabalhadores, e a política de direita feita pelo governo PSD/CDS agrava as dificuldades reais da maioria. O PCP exige uma política que opte por defender o poder de compra da grande maioria do povo. O Pacote Laboral é outra das expressões da política em curso. Governo e patrões querem baixar ainda mais os salários, retirar direitos e aumentar mais os lucros. É inaceitável”, finalizou.
O distrito de Braga vai estar sob aviso amarelo no fim de semana por causa da previsão de vento forte, de acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
O aviso entra em vigor a partir das 06:00 de sábado, esperando-se rajadas até 90 km/h, em especial no litoral e terras altas.
O IPMA também emitiu um aviso amarelo devido à agitação marítima, prevendo-se ondas até cinco metros.
A Iniciativa Liberal de Famalicão diz ter recebido com “preocupação” o Relatório de Gestão 2025 do Município de Vila Nova de Famalicão.
Para Paulo Ricardo Lopes, coordenador do partido em Famalicão, “o resultado negativo de 2,9 milhões de euros o reflexo da política do maior orçamento de sempre que Mário Passos tem protagonizado”.
“A fatura das más escolhas de gestão começou a chegar, estando na hora de inverter a política despesista que temos vivido e da qual a coligação Gasta Mais Famalicão é a principal responsável. É de destacar que Mário Passos conseguiu bater todos os records, aliando uma política despesista com uma cobrança de impostos sem precedentes com a maior coleta de impostos, taxas e contribuições de sempre – 53,4 milhões de euros; a maior despesa com pessoal de sempre – 43,4 milhões de euros; e fornecimentos e serviços externos ultrapassam os 50 milhões de euros”, acrescenta.
Paulo Ricardo Lopes reforça que “não foi por falta de aviso dos liberais famalicenses que chegamos a estes resultados. Há muito que avisamos que a política do maior orçamento de sempre tem de terminar e é preocupante que mesmo com a cobrança de impostos em máximos a câmara dê prejuízo. Este cenário surge numa fase positiva do ciclo económico, que muito provavelmente terá reversões nos próximos anos, o que aliado a atrasos em algumas obras do PRR e a subida expressiva da despesa corrente, especialmente em funcionários e avenças, que temos assistido poderá trazer problemas nos próximos anos”.