
Depois de ter realizado ação similar em Braga, decorreu esta manhã o Buzinão convocado pelo PCP em Guimarães, na Alameda Dr. Alfredo Pimenta.
Segundo o partido, “a ampla adesão dos automobilistas manifestou a vontade popular de uma política contra a guerra, o aumento do custo de vida e o Pacote Laboral”.
“Não é aceitável que os barris de petróleo adquiridos há mais de três meses sejam vendidos nos postos de abastecimento ao preço a que são anunciados para amanhã. Assim se explica a manutenção dos lucros das grandes empresas, nomeadamente petrolíferas, num período em que encher o depósito custa hoje mais 20 euros por abastecimento, em contraponto com a subida de 20% dos lucros da Galp. Não é aceitável que a mesma botija de gás, da mesma marca e mesma empresa, custe em Portugal quase o dobro do preço que Espanha. Para a maioria, aumenta o custo de vida. Os grandes grupos económicos alcançam lucros históricos. Os salários e pensões esticam cada vez mais para chegar ao fim do mês. É perante este país que PSD, CDS, Chega e Iniciativa Liberal se submetem ainda mais aos EUA e Israel e arrastam Portugal para a guerra”, refere o PCP.
Para o partido, “a guerra serve de pretexto e a política de direita agrava o aumento brutal do custo de vida. O PCP reforça a necessidade urgente de regular e fixar preços, nomeadamente o controlo dos preços dos bens alimentares, dos combustíveis, a fixação do preço do gás de botija em 20 euros e regulação das comissões bancárias”.
“A fatura da guerra recai sempre sobre os trabalhadores, e a política de direita feita pelo governo PSD/CDS agrava as dificuldades reais da maioria. O PCP exige uma política que opte por defender o poder de compra da grande maioria do povo. O Pacote Laboral é outra das expressões da política em curso. Governo e patrões querem baixar ainda mais os salários, retirar direitos e aumentar mais os lucros. É inaceitável”, finalizou.


