A freguesia de Arentim, em Braga, vai festejar a Noite São Pedro a 2 de julho com muita animação. Organizada pela Comissão de Festas do Divino Salvador, a festa será celebrada ao longo de todo o dia com música, convívios e fogo de artifício.
Durante o dia irá decorrer música gravada e a partir das 11:00, haverá frango, costela e crioulo. A partir das 16:00 haverá lanches com frango, costela, crioulo, sardinha, panados e bifadas.
Durante a noite irá decorrer música ao vivo e às 00:00 será lançada uma sessão de fogo de artifício.
Durante a Festa de São Pedro irá ser anunciado o cartaz da Festa do Divino Salvador que irá ser festejada no primeiro fim de semana do mês de agosto.
O verão começou esta terça-feira, mas com temperaturas frescas para a época. A noite de São João de Braga, que se realiza esta quinta-feira, vai contar com chuva, segundo a previsão do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Para amanhã, em Braga, espera-se chuva com as máximas a rondarem os 20º e mínimas de 12º. Para o dia de São João, 24 de junho, a previsão é de chuva fraca ou chuvisco com temperaturas de 21º e as mínimas a descerem para os 12º.
Segundo a previsão do IPMA, até 26 de junho a precipitação total semanal irá registar “valores acima do normal” na região Norte. Também a temperatura média semanal está “abaixo do normal”.
A Noite Branca está de regresso a Braga de 2 a 4 de setembro, após paragem forçada de dois anos, causada pela pandemia da Covid-19.
O anúncio da data foi efetuado pela organização da Noite Branca que irá anunciar brevemente o cartaz.
“A Noite Branca de Braga volta a 2, 3 e 4 de Setembro de 2022 para mais de 48 horas de cultura, concertos, exposições, animações de rua, instalações, performances e muito mais!” referiu a organização.
O Município de Braga prepara-se para dar mais um passo com vista à concretização do futuro Parque Ecomonumental das Sete Fontes, com a aprovação da delimitação da primeira unidade de execução do Plano de Urbanização das Sete Fontes. O documento será analisado em Reunião de Executivo Municipal, que se realiza na próxima segunda-feira.
A referida unidade, com uma área total de 54.215, prevê, de forma exata e efetivamente delimitada, solo para uso cultural (43.282 m2), solo para espaço público pedonal e solo para espaços habitacionais, sendo que a operação assegura, ainda, uma ligação viária à via existente a norte (junto ao Colégio João Paulo II).
Para o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, o Parque das Sete Fontes “é um projeto absolutamente estratégico para Braga e totalmente irreversível”. “Ao longo dos últimos anos, fomos cumprindo diversas etapas necessárias para concretizar o Parque. Logo em 2014, aprovámos a suspensão do Plano Diretor Municipal (PDM) e estabelecemos medidas cautelares preventivas; avançámos com a supressão da via que atravessava as Sete Fontes e promovemos uma ampla discussão pública sobre as alterações ao PDM para esta área e sobre o seu plano de urbanização”, refere o autarca.
Ricardo Rio salienta, ainda, a postura de “total diálogo e disponibilidade” que a Câmara Municipal teve com todos os proprietários, “mesmo compreendendo que alguns se sentissem defraudados, não nos seus direitos, mas nas suas expectativas”.
A aprovação da delimitação da primeira das 24 Unidades de Execução do Parque das Sete Fontes, acrescenta o Edil, é um “requisito fundamental para a concretização do parque, mas também um passo determinante para o seu sucesso”.
Sobre o Parque das Sete Fontes
Trinta hectares de parque verde público, 30 hectares de área florestal privada e 30 hectares de área urbana com criação de praças, pequenas edificações de apoio, miradouros, percursos pedestres e cicláveis. Assim será o Parque das Sete Fontes, cujo elemento central é o ancestral sistema de abastecimento de águias à Cidade de Braga, uma obra hidráulica do século XVIII classificada como Monumento Nacional desde 2011.
Este local privilegiado de contacto com a natureza será, em breve, um espaço propício à realização de atividades desportivas e de lazer. Um lugar de convívio e de vivência cultural e ambiental. Um lugar pensado por uma equipa de reputados especialistas nacionais, sob a coordenação da arquiteta paisagista Teresa Andresen.
Inaugurada esta terça-feira, na Junta de Freguesia de São Vicente, em Braga, a exposição “Vivemos na ânsia do tempo que corre”, da autoria de Natacha Miranda Fontes, Susana de Castro e Fernando Machado, estará patente nas instalações da Autarquia local até ao dia 30 de julho e pode ser visitada no horário de funcionamento.
A inauguração contou com a participação de várias pessoas ligados à arte, sendo a exposição composta por 24 telas pintadas a óleo sobre algodão, interpretadas por três gerações distintas de autores e moldadas pelo seu tempo.
De acordo com Daniel Pinto, presidente da Junta de São Vicente, “esta é uma exposição que tem dois objetivos distintos, relacionados com aquela que é a missão da junta de freguesia. O primeiro, divulgar o trabalho de artistas e autores bracarenses. São Vicente orgulha-se de ser uma das casas da cultura para estes autores, estando certos que divulgar o que é feito no nosso território é uma missão fundamental. O segundo grande objetivo, prendendo-se diretamente com o impacto da exposição, que passa por através da arte conseguirmos desafiar quem contempla as obras, a refletir sobre as questões do quotidiano de cada um de nós, que retratando o dia-a-dia consegue-se isso mesmo”.
A iniciativa, que contou também com a presença de vários elementos da Assembleia Municipal de Braga e da Autarquia, insere-se numa dinâmica própria que o executivo da Freguesia tem imprimido nas atividades que tem vindo a desenvolver.
“Estamos contentes por ver dezenas de pessoas logo no primeiro dia a viver e sentir cultura na casa dos Vicentinos, importa continuar este caminho. As atividades de pintura que também se desenvolvem na Junta de Freguesia, permitem que qualquer um se possa dedicar à arte, aprendendo várias e novas técnicas”, finalizou Daniel Pinto.
A cascata do Centro Cultural e Social de Santo Adrião é a grande vencedora do Concurso das Cascatas Sanjoaninas, arrecadando o prémio de 1000 euros. O Centro de Solidariedade de Braga / Projeto Homem ficou no segundo lugar e levou o prémio de 750 euros. Nas restantes posições, Jovemcoop – Jovem Cooperante Natureza / Cultura de São Victor fechou o pódio e arrecadou 500 euros. Mãe África ficou no quarto lugar e amealhou 250 euros e o CATL Centro Social e Paroquial de Sobreposta, na quinta posição, levou o prémio de 100 euros.
Firmino Marques, presidente da Associação de Festas de São João de Braga, no rescaldo da avaliação aproveitou para felicitar a moldura criada. “É importante felicitar todos os participantes pela magnificas cascatas que criaram. Dar os parabéns aos vencedores, Centro Cultural e Social de Santo Adrião”, mas, acima de tudo, dar os parabéns a todos que contribuem para esta bonita tradição que criou uma moldura magnifica na escadaria do Braga Parque, com muita criatividade, muito bom trabalho manual e com a reciclagem na cabeça. Estão todos convidados a visitar”.
O júri deste concurso contou com Firmino Marques, Marco Sousa (representante da Entidade de Turismo Porto e Norte), Ana Ferreira (representante da Câmara Municipal de Braga), Cláudia Marques (representante Braga Parque) e Adriana Henriques (elemento convidado do movimento associativo ou artístico bracarense).
A programação da oitava edição do Festival Internacional Vaudeville Rendez-Vous já é conhecida. Entre os dias 18 e 23 de julho, serão 11 os espetáculos – dos quais cinco estreias nacionais, duas coproduções e sete espetáculos internacionais – que vão “habitar” o espaço público das cidades que compõem o Quadrilátero Cultural, nomeadamente Barcelos, Braga, Guimarães e Vila Nova de Famalicão. As propostas programáticas contemplam, ainda, quatro oficinas de criação – dirigidas a públicos específicos de cada cidade –, uma masterclass para estudantes, profissionais ou, simplesmente, curiosos, das artes performativas, e, também, uma sessão de pitching.
A nova edição do festival internacional focado na programação de circo contemporâneo tem como principal objetivo refletir sobre o grande palco que acolhe as suas criações: o espaço público. A edição de 2022 fica, assim, marcada pela recuperação da relação aberta com este espaço e pela promoção da itinerância pelas diferentes cidades envolvidas, que procura surpreender com “o olhar diferente que os outros têm do território que habitamos quotidianamente”.
Festival acolhe estreias nacionais francesas, espanholas e austríacas
França, Espanha ou Áustria são algumas das geografias que vão estrear, em território nacional, as suas criações. Tendo como mote a coabitação livre das ruas que compõem o Quadrilátero Cultural, o espetáculo Kilometer 97,1, da companhia francesa Collectif Protocole, convida o público a deambular, não só pelo espaço urbano das cidades, como, também, pelos caminhos, atalhos e vielas que ligam os diferentes centros. Nesta criação, vai ser possível “saborear” os diferentes espaços e a “poesia invisível e escondida dos lugares”, através da improvisação de malabarismos. Kilometer 97,1 estreia-se a 20 de julho, às 19:00, em Barcelos (sendo o ponto de encontro a Praceta Francisco Sá Carneiro). O espetáculo viaja, no dia seguinte, 21 de julho, para a cidade de Braga, partindo do Chafariz da Praça da República, às 22:00. Já no dia 22 de julho, às 22:00, o ponto de encontro será a entrada do Paço dos Duques, em Guimarães. O espetáculo conta, ainda, com uma apresentação no dia 23 de julho, às 19:00, no Anfiteatro – Parque da Devesa, em Famalicão.
Também de França, chega ao “palco” do Vaudeville Rendez-Vous a criação de Julien Scholl e Jérôme Pont, da companhia CIA Jupon: Ensemble. O espetáculo, que tem no centro da ação o mastro chinês, apresenta um jogo entre duas pessoas que se encontram num ponto de equilíbrio “delicado, instável e necessário”. O espetáculo pode ser visto às 22:00, no dia 21 de julho, no Largo Condessa do Juncal, em Guimarães, e no dia 22 de julho, na Praceta Francisco Sá Carneiro, em Barcelos, e no dia 23 de julho, no Rossio da Sé, em Braga. Ainda no universo francês, a Praça D. Maria II, em Famalicão, vai acolher, às 22:00, a estreia de The Good Place, uma criação da companhia MCDF – Marcel et ses Drôles de Femmes que traz a cena uma organização horizontal, composta por biólogos, políticos, naturistas e especialistas ao serviço da humanidade, que vão pôr todos a questionar se “a obscenidade está realmente escondida onde a esperamos?”. A performance contará, também, com uma apresentação no dia 23 de julho, às 22:00, no Largo da Oliveira, em Guimarães.
Destaque, ainda, para a estreia do espetáculo improvável e excêntrico, MDR – mort de riure, da companhia catalã Los Galindos. Nesta comédia absurda dos palhaços, Melon, Rossinyol e Mardi vão comentar, com humor, o quotidiano do público, prometendo fazer todos rir da sua própria tragédia. O espetáculo itinerante que questiona a arbitrariedade da justiça vai estar em cena no dia 21, 22 e 23 de julho, às 22:00, tendo como ponto de encontro a Praça D. Maria II, em Famalicão, a Rua Dom Gonçalo Pereira (junto ao Rossio da Sé), em Braga, e a Praceta Francisco Sá Carneiro, em Barcelos, respetivamente. Já The Frame, espetáculo que reúne as geografias espanholas e austríacas, propõe instalar-se diante da vida da cidade passageira. O espetáculo – que irá cruzar o ordinário, o trivial e o geral para descobrir o extraordinário, o especial e o único – irá partir no dia 21 de julho, às 19:00, do Largo da Porta Nova, em Barcelos, no dia 22 de julho, também às 19:00, da Praça Municipal, em Braga e, por fim, no dia 23 de julho, à mesma hora, da Praça de Santiago, em Guimarães.
Coproduções reforçam compromisso do Festival no apoio à criação
A oitava edição do Festival Vaudeville Rendez-Vous reforça a aposta na criação, “fundamental para a progressiva estruturação e sustentabilidade na área do circo em Portugal”. A edição de 2022 vai contar, assim, com a apresentação de duas coproduções. Do ferro à ferrugem, uma criação de Alan Sencades, convida a uma reflexão sobre mudanças e memórias, as distorções e adaptações. A criação, que conta com música ao vivo de Bárbara Lopes, pode ser vista a 21 de julho, às 19:00, no Parque da Juventude, em Famalicão, passando, ainda, pelo Largo de Donães, em Guimarães, a 22 de julho, às 19:00, apresentando-se, também, a 23 de julho, às 11:00, no Largo da Porta Nova, em Barcelos, e, às 19:00, na Praça Municipal, em Braga.
Um palco circular para revelar as várias facetas da vida quotidiana dos artistas de circo. Assim é a mais recente criação da companhia Oliveira & Bachtler, Cir-k – que também resulta de uma coprodução com o Festival –, que irá colocar “sobre as luzes da ribalta o universo peculiar e insólito destas famílias nómadas de saltimbancos”. A performance será apresentada no Parque da Devesa, em Famalicão, no dia 22 de julho, às 19:00, sendo levada ao Paço dos Duques, em Guimarães, no dia 23 de julho, às 11:00.
Também as produções nacionais Silêncio do Corpo, da companhia Erva Daninha, o espetáculo Vinil, do coletivo Quando sais à rua ou Kinski, do palhaço português Rui Paixão, vão “habitar” e “reivindicar” o espaço público das cidades de Barcelos, Braga, Guimarães e Vila Nova de Famalicão. Acrescente-se, ainda, que a programação da oitava edição do Festival Internacional Vaudeville Rendez-Vous conta, também, com o espetáculo da companhia francesa TBTF (To Busy To Funk), Mellow Yellow.
Oficinas, masterclass e pitching assinalam arranque do Festival
Os primeiros dias da oitava edição do Festival Vaudeville Rendez-Vous vão ser dedicados às atividades de mediação que compõem a programação da iniciativa. Pensadas para o público em geral, cada uma das quatro cidades que acolhe o Festival irá receber as Oficinas de Criação, nas quais serão desenvolvidas criações que terão como mote a ocupação e a relação com o espaço público. As performances contarão, posteriormente, com uma apresentação final. Já dirigida a estudantes, profissionais ou curiosos das artes performativas, o Festival vai acolher, ainda, uma masterclass orientada pela companhia Los Galindos, sobre o seu processo criativo. A iniciativa contará, paralelamente, com uma sessão de pitching.
Foi apresentado esta terça-feira, na Galeria do Paço, o I Volume das Obras Completas de Maria Ondina Braga, editado pela Imprensa Nacional – Casa da Moeda, numa edição que conta com o apoio do Município. Este volume reúne o conjunto de três livros notáveis, as suas conhecidas e apreciadas narrativas autoficcionais ou biografia romanceada (Estátua de Sal, Passagem do Cabo e Vidas Vencidas), levando ao encontro do leitor de hoje a obra de Maria Ondina Braga de há muito esgotada no mercado editorial português. Apresenta-se como um motivador convite à releitura desta notável escritora cosmopolita.
A edição das Obras Completas será constituída por 7 volumes, com coordenação de Isabel Cristina Mateus e Cândido Oliveira Martins. Periodicamente, a edição de cada volume será confiada a um investigador de uma equipa de ensaístas da obra literária ondiniana. Indisponível hoje nas livrarias, a edição da obra de Maria Ondina Braga é a maior homenagem que podemos prestar à escritora, entre muitas outras iniciativas que preenchem o Programa de celebração do Centenário do seu nascimento, em Braga.
Cândido Oliveira Martins é o editor responsável por este primeiro volume que permite agora ao leitor contemporâneo descobrir a escritora mais cosmopolita da literatura em língua portuguesa do século XX, um percurso multicultural único e uma voz pioneira na afirmação de uma escrita no feminino, anterior à sua polémica irrupção nas vésperas de Abril.
Este livro será reapresentado na Feira do Livro de Braga, às 21h00 do dia 9 de julho, pelos coordenadores desta edição os professores José Cândido de Oliveira Martins (CEFH | Universidade Católica Portuguesa) e Isabel Cristina Mateus (ELACH, | Universidade do Minho).
Também na Feira do Livro, no dia 14 de julho, às 21h, também estreará o filme documentário, especialmente encomendado pelo Município de Braga, para as Comemorações Centenárias de Maria Ondina Braga, com o título “O que vêem os anjos”, com autoria de José Miguel Braga e com realização de Tiago Fernandes.
O filme reúne testemunhos de familiares e amigos da autora, lembrando passagens e marcas da sua obra literária. Convoca memórias, registos, imagens e passagens, pondo em relevo as origens, os sentidos da viagem e a vocação profundamente humana de uma escritora que se revelou mostrando as paisagens de um mundo diverso e os dramas da condição humana.
Foram reunidas informações, imagens e atmosferas da cidade onde nasceu e morreu e, ao mesmo tempo, seguiram-se os seus passos e preocupações. Não foram esquecidas a notação de ambientes, as memórias da infância e da juventude, a descoberta do mundo e a extrema sensibilidade em relação à vida, bem como as dificuldades e a experiência do sofrimento. A viagem, enfim, como observação e espelho na busca do outro e no conhecimento de si. O filme discute-se ainda a si mesmo enquanto documento, ficção e modo de fazer, dando a ver momentos e passagens das filmagens e da construção do objeto fílmico.
Numa altura do ano em que o concelho da Póvoa de Lanhoso recebe a visita da comunidade emigrante, que regressa à sua terra natal para férias e em que aumenta a produção de resíduos, a Câmara Municipal vai reforçar a capacidade de recolha, através do aluguer de uma viatura, pelo período de três meses. Esta medida, de carácter preventivo, já arrancou no dia 15 de junho e vai até ao dia 15 de setembro.
“Atendendo ao histórico dos últimos anos, espero que esta medida ajude a atenuar este problema”, considera o presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso. Para Frederico Castro, se o balanço for positivo “a medida será, pelo menos, para manter”.
De acordo com os serviços técnicos da Autarquia, nos anos transatos “foi identificada e evidente a falta de capacidade dos contentores face à quantidade de resíduos depositados, levantando questões quanto à segurança e saúde das populações”.
Com este veículo, são três os camiões afetos à recolha de lixo, passando a haver mais uma rota, o que significa mais um dia de recolha. Este terceiro camião, em regime de aluguer, é operado pelos funcionários municipais.
Findo o período estipulado, será feita uma avaliação do processo de modo a perceber-se se esta medida e se o modelo experimentado foi suficiente para atenuar o problema da acumulação de resíduos fora dos contentores, uma situação que vem sendo registada no Verão, com os contentores existentes nas freguesias do concelho a serem pequenos para a quantidade de resíduos que é depositada dado o aumento sazonal da população.
O terceiro camião de recolha que é disponibilizado representa um reforço de 50 por cento dos veículos afetos a este serviço, exigindo um esforço financeiro considerável aos cofres da Autarquia (um valor na ordem dos 39 mil euros para estes três meses).
O Município de Braga está a implementar um programa de Desfibrilhação Automática Externa (DAE) que contempla a instalação de 17 dispositivos em vários equipamentos municipais. Num investimento superior a 30 mil euros, o programa inclui ainda a formação em Suporte Básico de Vida de cerca de 140 colaboradores do Município.
“Este é um investimento para salvar vidas. Trata-se de um equipamento de resposta rápida para qualquer ocorrência que possa existir e que confere maior segurança à população. Através deste Programa estamos a dotar não só os equipamentos municipais, mas também os nossos colaboradores para estarem tecnicamente preparados para utilizarem estes equipamentos em auxílio de uma possível vítima”, referiu Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, durante a apresentação do Programa, que decorreu esta Terça-feira, no Mercado Municipal de Braga.
Com objetivo de salvar vidas, aumentando a taxa de sobrevivência de vítimas de problemas cardíacos súbitos, o programa contempla a distribuição de desfibrilhadores automáticos no Balcão Único, no edifício da Câmara, no Mercado Municipal, Posto de Turismo, Quinta Pedagógica, Parque Desportivo da Rodovia e Piscinas da Rodovia, nos Complexos Desportivos da Ponte, de Maximinos e das Camélias, Piscina Municipal de Tebosa, Aeródromo Municipal, em três viaturas da Protecção Civil e duas da Polícia Municipal. “Posteriormente, o programa será alargado outros edifícios da responsabilidade do Município, mas também ao espaço público em função da necessária avaliação de risco”, avançou Ricardo Rio.
O lançamento deste Programa contou também com a presença da vice-presidente da Câmara Municipal de Braga, Sameiro Araújo, e do vereador da Protecção Civil, Altino Bessa, que reforçaram a preocupação da Autarquia Bracarense com a segurança da população, ao melhorar a resposta a eventuais casos de paragem cardiorrespiratória.
Para uma utilização correta dos equipamentos, foram ministradas acções de formação a cerca de 140 colaboradores municipais que adquiriram conhecimentos e competências para o auxílio de vítimas em paragem cardiorrespiratória, com recurso a um DAE.
Recorde-se que, estatisticamente as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em todo o mundo, estimando-se que mais de 700.000 pessoas na Europa morram deste tipo de complicação. As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em Portugal e na globalidade dos países ocidentais, em que pelo menos 40% dos óbitos registados devem-se a eventos de morte súbita cardíaca, antes mesmo de chegarem ao hospital.
A assistência nos primeiros minutos após uma paragem cardiorrespiratória aumentou significativamente, sendo que em locais com programa de Desfibrilhação Automática Externa (DAE) implementado proporciona de imediato o Suporte Básico de Vida e o primeiro choque nos três minutos após o colapso cardíaco, resultando numa taxa de sobrevivência nas situações de morte súbita por fibrilhação ventricular superior a 74%.