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Obras Completas de Maria Ondina Braga começam a ser publicadas

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Foi apresentado esta terça-feira, na Galeria do Paço, o I Volume das Obras Completas de Maria Ondina Braga, editado pela Imprensa Nacional – Casa da Moeda, numa edição que conta com o apoio do Município. Este volume reúne o conjunto de três livros notáveis, as suas conhecidas e apreciadas narrativas autoficcionais ou biografia romanceada (Estátua de Sal, Passagem do Cabo e Vidas Vencidas), levando ao encontro do leitor de hoje a obra de Maria Ondina Braga de há muito esgotada no mercado editorial português. Apresenta-se como um motivador convite à releitura desta notável escritora cosmopolita.

A edição das Obras Completas será constituída por 7 volumes, com coordenação de Isabel Cristina Mateus e Cândido Oliveira Martins. Periodicamente, a edição de cada volume será confiada a um investigador de uma equipa de ensaístas da obra literária ondiniana. Indisponível hoje nas livrarias, a edição da obra de Maria Ondina Braga é a maior homenagem que podemos prestar à escritora, entre muitas outras iniciativas que preenchem o Programa de celebração do Centenário do seu nascimento, em Braga.

Cândido Oliveira Martins é o editor responsável por este primeiro volume que permite agora ao leitor contemporâneo descobrir a escritora mais cosmopolita da literatura em língua portuguesa do século XX, um percurso multicultural único e uma voz pioneira na afirmação de uma escrita no feminino, anterior à sua polémica irrupção nas vésperas de Abril.

Este livro será reapresentado na Feira do Livro de Braga, às 21h00 do dia 9 de julho, pelos coordenadores desta edição os professores José Cândido de Oliveira Martins (CEFH | Universidade Católica Portuguesa) e Isabel Cristina Mateus (ELACH, | Universidade do Minho).

Também na Feira do Livro, no dia 14 de julho, às 21h, também estreará o filme documentário, especialmente encomendado pelo Município de Braga, para as Comemorações Centenárias de Maria Ondina Braga, com o título “O que vêem os anjos”, com autoria de José Miguel Braga e com realização de Tiago Fernandes.

O filme reúne testemunhos de familiares e amigos da autora, lembrando passagens e marcas da sua obra literária. Convoca memórias, registos, imagens e passagens, pondo em relevo as origens, os sentidos da viagem e a vocação profundamente humana de uma escritora que se revelou mostrando as paisagens de um mundo diverso e os dramas da condição humana.

Foram reunidas informações, imagens e atmosferas da cidade onde nasceu e morreu e, ao mesmo tempo, seguiram-se os seus passos e preocupações. Não foram esquecidas a notação de ambientes, as memórias da infância e da juventude, a descoberta do mundo e a extrema sensibilidade em relação à vida, bem como as dificuldades e a experiência do sofrimento. A viagem, enfim, como observação e espelho na busca do outro e no conhecimento de si. O filme discute-se ainda a si mesmo enquanto documento, ficção e modo de fazer, dando a ver momentos e passagens das filmagens e da construção do objeto fílmico.

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