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Semanas da Economia de Braga vão ter mais de 200 horas de programação

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© InvestBraga
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Braga acolhe, entre 4 e 29 de maio, mais uma edição das Semanas da Economia, uma iniciativa promovida pela InvestBraga e pelo Município de Braga, e que reúne dezenas de eventos e centenas de participantes para debater o futuro do desenvolvimento económico do território, num momento marcado pela preparação de um novo ciclo estratégico e pela redefinição de prioridades ao nível local, nacional e europeu.

Sob o mote “Novo Ciclo para o Desenvolvimento Económico”, a edição deste ano assume-se como um momento estratégico de reflexão e alinhamento para o futuro de Braga, num contexto marcado por profundas transformações económicas, tecnológicas e institucionais.

Para Luís Rodrigues, Administrador Executivo da InvestBraga, este enquadramento responde diretamente às exigências do momento atual. “O mote destas semanas reflete a necessidade de pensar o futuro com ambição e responsabilidade, num momento particularmente relevante, marcado pelo desenho do novo Plano Estratégico de Desenvolvimento Económico (PEDE 2026–2038), pelo balanço do ciclo estratégico que agora termina e por uma renovação significativa ao nível das lideranças institucionais, desde o poder local ao ensino superior”, afirma.

Ao longo de quatro semanas, a programação organiza-se em torno de quatro grandes eixos temáticos dedicados ao desenvolvimento económico, financiamento e investimento, inovação e ciência, e território, permitindo abordar, de forma integrada, as dimensões estruturantes da competitividade e do crescimento económico.

Programa pensado para promover reflexão estratégica 

O Forum Braga volta a assumir-se como o principal palco da iniciativa, acolhendo conferências, cimeiras, workshops, exposições e momentos de networking, num modelo que combina iniciativas abertas ao público com eventos de caráter mais técnico e estratégico.

Entre os principais destaques da programação está a conferência inaugural “Novo Ciclo para o Desenvolvimento Económico”, que marca o arranque das iniciativas e reúne especialistas e decisores para debater prioridades de crescimento. A conferência acontece a 4 de maio, a partir das 14h00, e é de acesso livre.

Ao longo do programa, destacam-se ainda a apresentação do I2C (7 de maio, pelas 9h00), o 12.º aniversário da Startup Braga (7 de maio, pelas 16h30), a sessão “A Estratégia de Desenvolvimento Territorial de Braga” (15 de maio, pelas 10h00), o INOVARMY Summit & Expo 2026 (19 e 20 de maio), dedicado à inovação no setor da defesa, a conferência “Novo Ciclo para a Inovação e Ciência” (22 de maio, 14h30), a Cimeira da Indústria (26 de maio) e a Mostra Empresarial e Qualifica-te Braga’26 (28 e 29 de maio), uma das maiores iniciativas de promoção do tecido empresarial, da qualificação e do emprego na região.

O programa conta ainda com iniciativas desenvolvidas por entidades parceiras como o dstgroup, responsável pela conferência “Habitação colaborativa” (14 de maio, pelas 9h30), o Built CoLab e grupo Casais, que assumem a conferência de 15 de maio, pelas 14h30, dedicada à “Construção Sustentável”, o CCG, responsável pela conferência “IA e HPC como Motores da Competitividade Regional: Do Laboratório ao Território” (22 de maio, pelas 9h00).

Paralelamente, e com agenda reservada, decorre logo a 4 de maio, a Cimeira dos Embaixadores Empresariais de Braga, que junta uma rede de 40 líderes empresariais responsáveis por mais de 350 empresas, empregando cerca de 27 mil e quinhentos trabalhadores e gerando um volume de faturação superior a 5 mil milhões de euros, dos quais mais de metade corresponde a exportações, assim como a reunião do Conselho Estratégico da InvestBraga. Já na semana dedicada à inovação e ciência, decorrerá a reunião do Conselho Regional de Inovação do Norte, a 22 de maio.

A edição de 2026 apresenta uma dimensão reforçada, com cerca de 200 horas de atividade e a participação de 120 stands de expositores na Mostra Empresarial e no Qualifica-te Braga, o que representa um crescimento de 20% face ao ano anterior. Estes números refletem a crescente relevância das Semanas da Economia enquanto plataforma agregadora do ecossistema local e regional.

Pensadas para evidenciar a competitividade das empresas que operam a partir de Braga e a capacidade de criar valor assente na inovação, no conhecimento e na transferência de tecnologia, as Semanas da Economia de Braga assumem-se como um espaço privilegiado de partilha, debate e construção de soluções para o futuro do território.

Todo o programa das Semanas da Economia de Braga está disponível aqui.

Crescemos para quem? Uma leitura progressista do empobrecimento silencioso

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© Rui Vilaça
© Rui Vilaça

Há uma falha estrutural no debate público português: falamos de crescimento como se fosse neutro, automático, quase virtuoso por si só. Cresce o salário mínimo. Cresce o PIB. Crescem as exportações. Repetimos estes números como mantras de progresso. Mas evitamos a pergunta que realmente importa, a única que separa estatística de realidade: crescemos para quem?

A comparação entre 2001 e 2026 desmonta essa ilusão com uma clareza desconfortável. Em termos nominais, os rendimentos aumentaram. No papel, estamos melhor. Mas a vida não se mede em números nominais, mede-se na capacidade de viver sem sufoco. E, nesse plano essencial, o que se verifica é o contrário: ganha-se mais, mas vive-se com menos margem.

Não é uma questão de acesso a bens supérfluos ou tecnologia. Nunca tivemos tantas opções. Mas o essencial, aquilo que sustenta a vida, tornou-se mais pesado, mais exigente, mais implacável. Hoje, uma fatia crescente do rendimento é absorvida por necessidades básicas. Não porque se viva melhor, mas porque o básico deixou de ser acessível com estabilidade.

E isto não é uma fatalidade económica. É o resultado de escolhas.

No início do século, com todas as limitações de um país ainda periférico, o salário mínimo permitia cobrir a alimentação com uma parcela relativamente controlada do rendimento. Havia pouco, mas havia previsibilidade. O mercado não consumia o salário antes do fim do mês. Existia uma certa estabilidade silenciosa.

Hoje, essa estabilidade evaporou-se. A alimentação, a habitação e a energia avançam sem travões proporcionais ao rendimento. Não por acaso, mas porque se consolidou um modelo onde os salários são regulados e os preços são deixados à sua própria lógica expansiva.

Aqui reside o núcleo do problema: Portugal habituou-se a um sistema em que o rendimento do trabalho é objeto de decisão política, enquanto o custo de viver é tratado como inevitabilidade técnica. Como se rendas, margens e preços fossem fenómenos naturais, imunes à intervenção, intocáveis pela escolha democrática.

Mas não são.

Do ponto de vista económico, o resultado é claro: quando o essencial cresce mais depressa do que os salários, ocorre uma transferência silenciosa de rendimento. Do trabalho para o capital. Do consumidor para quem fixa preços. De quem depende do salário para quem depende da margem. Não é uma questão ideológica, é aritmética.

Durante anos, este processo foi suavizado por uma narrativa conveniente. Disse- se que o problema estava nos hábitos, na falta de poupança, na iliteracia financeira. Mas essa explicação ignora um facto elementar: não se poupa quando quase tudo é necessário para sobreviver. A poupança não nasce da disciplina, nasce da possibilidade.

E quando essa possibilidade desaparece, as consequências ultrapassam a economia.

Um país onde o cidadão vive constantemente no limite não é apenas mais pobre, é mais vulnerável. A precariedade contínua não é apenas uma condição material; é uma forma de condicionamento. Quem vive com medo económico adia decisões, aceita condições injustas, retrai-se da participação pública. A insegurança corrói a liberdade de forma silenciosa.

É neste ponto que a política deixa de ser opcional.

Quando o Estado se limita a ajustar salários, mas abdica de intervir no custo de vida, está a tomar uma posição. Quando protege a liberdade de preços acima da capacidade de viver com dignidade, está a definir prioridades. E quando apresenta o aumento do salário mínimo como solução suficiente, está, na prática, a pedir ao trabalho que suporte sozinho o peso de um sistema desequilibrado.

Uma visão progressista não rejeita o crescimento económico. Rejeita, sim, um crescimento desligado da vida concreta. Rejeita um modelo onde os cidadãos contam como consumidores, mas desaparecem enquanto sujeitos económicos com direitos reais.

Porque progresso não é apenas ganhar mais, é viver melhor sem medo constante. É chegar ao fim do mês sem ansiedade. É saber que um aumento de preços não se traduz automaticamente numa crise pessoal. É ter margem, não luxo, margem.

Portugal precisa de um novo eixo.

Menos fascínio por indicadores nominais.

Mais atenção ao custo real de viver.

Menos sacralização de mercados essenciais.

Mais compromisso com a dignidade quotidiana.

Isto não é radicalismo. É o mínimo exigível de uma economia ao serviço das pessoas.

Se, ao fim de 25 anos, ganhamos mais mas respiramos menos, então não estamos perante um progresso falhado, estamos perante um modelo que falhou.

E quando a falha é estrutural e persistente, a resposta não pode ser adaptação individual.

Não é o cidadão que tem de caber no sistema. É o sistema que tem de servir o cidadão.

Porque crescimento sem justiça não é progresso.
É apenas movimento, e, muitas vezes, na direção errada.

Tony Carreira e Vizinhos nas Feiras Francas de Fafe

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© Tony Carreira / Vizinhos
© Tony Carreira / Vizinhos

As Feiras Francas de Fafe regressam ao Parque da Cidade entre os dias 14 e 17 de maio de 2026. O evento contará este ano com os concertos de Tony Carreira e Vizinhos.

Organizado pelo Município de Fafe, o evento, que se afirma como um dos principais eventos agroindustriais, culturais e de animação da região, integra a Expo Rural — da responsabilidade da Cofafe — concertos, animação tradicional, atividades equestres, folclore e momentos de forte participação comunitária, consolidando-se como um espaço de encontro entre tradição e modernidade. A entrada é gratuita.a dinâmica do território.

A edição de 2026 assume também a renovação de um compromisso com a sustentabilidade, sendo promovida como Ecoevento, e com a inclusão, garantindo condições de acessibilidade para todos os públicos, nomeadamente através da criação de uma zona dedicada a pessoas com mobilidade condicionada, junto ao palco principal.

A programação arranca no dia 14 de maio, com a abertura da Expo Rural e das Feiras Francas, incluindo a inauguração da Tenda dos Petiscos e a realização da Gala Equestre, culminando com o concerto dos Ases D’Ouro.

Ao longo dos dias seguintes, o programa destaca nomes como Amigos da Sobreposta, Vizinhos, Carlos Pires e Tony Carreira, a par de iniciativas que reforçam a matriz identitária do evento, como o desfile e festival de folclore, a feira do gado cavalar, as chegas de bois e o concurso pecuário.

O certame integra ainda momentos de animação permanente, com bombos pelas ruas da cidade, fogo de artifício e programação musical complementar.

Paralelamente, decorre o Fim de Semana Gastronómico de Fafe, nos dias 15, 16 e 17 de maio, integrado na iniciativa regional “Fins de Semana Gastronómicos 2026”, promovida pelo Turismo do Porto e Norte de Portugal.

Esta iniciativa afirma a Vitela Assada à Moda de Fafe como ex-líbris da gastronomia local, envolvendo 12 restaurantes aderentes, 19 unidades de alojamento com condições especiais, produtores de vinho, doçaria tradicional e momentos de degustação de produtos do território.

Inserido no contexto das Feiras Francas, o fim de semana gastronómico potencia a vivência do espaço urbano, promovendo a restauração, o comércio local e a atratividade turística do concelho, proporcionando aos visitantes uma experiência integrada de cultura, tradição e gastronomia.

O presidente da Câmara Municipal de Fafe, Antero Barbosa, destaca que “as Feiras Francas são um momento maior de afirmação do nosso território, onde conseguimos conjugar tradição, cultura, economia e identidade. Este é um evento de todos e para todos, com entrada gratuita, que reforça o orgulho naquilo que somos e projeta Fafe como um concelho dinâmico, autêntico e preparado para o futuro”.

Programa

14 de Maio

  • 14:00 – ABERTURA EXPO RURAL (VISITAS ESCOLARES)
  • 18:30 – ABERTURA DAS FEIRAS FRANCAS
  • 18:30 – INAUGURAÇÃO EXPO RURAL E TENDA DOS PETISCOS
  • 21:00 – GALA EQUESTRE
  • 23:00 – CONCERTO ASES D’OURO PALCO PRINCIPAL

15 de Maio

  • 10:00 – ABERTURA DAS FEIRAS FRANCAS
  • 18:30 – ABERTURA EXPO RURAL E TENDA DOS PETISCOS
  • 18:30 – ANIMAÇÃO DE BOMBOS CERCIFAFE
  • 21:30 – AMIGOS DA SOBREPOSTA PALCO PRINCIPAL
  • 22:30 – VIZINHOS PALCO PRINCIPAL
  • 00:00 – FOGO DE ARTIFÍCIO
  • 00:00 – DJ SET
  • 02:00 – DJ SET

16 de Maio

  • 09:00 – FEIRA DO GADO CAVALAR
  • 10:00 – ABERTURA EXPO RURAL
  • 10:30 – ANIMAÇÃO DE BOMBOS RUAS DA CIDADE
  • 14:00 – DESFILE DE FOLCLORE
  • 14:30 – FESTIVAL DE FOLCLORE PALCO LEVANTE
  • 15:00 – BANDA DE REVELHE PALCO ARCADA
  • 16:30 – CHEGAS DE BOIS
  • 17:30 – ANIMAÇÃO DE BOMBOS
  • 21:00 – CARLOS PIRES PALCO PRINCIPAL
  • 22:30 – TONY CARREIRA PALCO PRINCIPAL
  • 00:00 – FOGO DE ARTIFÍCIO
  • 00:00 – DJ SET
  • 02:00 – DJ SET

17 de Maio

  • 09:00 – CONCURSO PECUÁRIO
  • 10:00 – ABERTURA EXPO RURAL
  • 11:45 – ENTREGA DE PRÉMIOS CONCURSO PECUÁRIO
  • 14:00 – DESFILE DE FOLCLORE
  • 14:30 – FESTIVAL DE FOLCLORE PALCO LEVANTE
  • 15:00 – BANDA DE GOLÃES PALCO ARCADA
  • 15:00 – CORRIDA DE CAVALOS A PASSO TRAVADO
  • 19:00 – ENTREGA DE PRÉMIOS CORRIDA DE CAVALOS
  • 19:30 – ANIMAÇÃO DE BOMBOS
  • 22:00 – ENCERRAMENTO EXPO RURAL
  • 22:00 – FOGO DE ARTIFÍCIO

Braga organiza percurso pedestre ao Penedo das Letras e Monte Redondo

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DR
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O Município de Braga vai promover na sexta-feira, 1 de maio, mais uma atividade inserida nas Aventuras pelo Ambiente com a realização de um percurso pedestre ao Penedo das Letras e Monte Redondo, em Oliveira São Pedro.

A participação é gratuita ma com inscrições obrigatórias com nome e data de nascimento para [email protected].

A concentração está marcada para as 09:30, no parque de lazer do Moinho.

50 anos de Poder Local: a democracia vive onde as pessoas estão

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© Marta Cerqueira Gonçalves
© Marta Cerqueira Gonçalves

Em 2026, assinalamos meio século da consolidação da democracia portuguesa, consagrada na Constituição da República de 1976, um marco estruturante que reconheceu no poder local uma das expressões mais autênticas da participação democrática.

Ao longo destas cinco décadas, o poder local afirmou-se como um pilar essencial da democracia. Mais do que uma dimensão administrativa, as autarquias tornaram-se espaços vivos de proximidade entre eleitos e cidadãos, capazes de transformar necessidades concretas em respostas eficazes. Foi no território, no dia a dia das freguesias e dos municípios, que muitas políticas públicas ganharam rosto humano, promovendo desenvolvimento, coesão social e equilíbrio territorial.

Este percurso é, sem dúvida, motivo de reconhecimento coletivo. Ainda assim, a celebração deve ser acompanhada de uma reflexão exigente. O reforço do poder local não se esgota na evocação do passado; exige condições reais para continuar a cumprir a sua missão. A autonomia local, consagrada na Constituição, tem de ser acompanhada por estabilidade financeira, previsibilidade nas políticas públicas e uma definição clara de competências. Sem estes pilares, corre-se o risco de fragilizar um dos níveis mais próximos e eficazes da governação democrática.

Num território como o Cávado, marcado por uma forte dinâmica económica, social e cultural, o papel das autarquias tem sido determinante. A cooperação intermunicipal tem constituído uma ferramenta estratégica para enfrentar desafios que ultrapassam fronteiras administrativas, desde a mobilidade à sustentabilidade ambiental, passando pela captação de investimento e pela valorização do capital humano.

Os próximos anos trazem, no entanto, novas exigências ao poder local. A transição digital e climática, o envelhecimento da população, as desigualdades territoriais e a necessidade de reforçar a participação cívica exigem respostas mais inovadoras e articuladas. Torna-se também necessário repensar o modelo de financiamento autárquico, assegurando maior justiça e adequação às responsabilidades efetivamente assumidas por municípios e freguesias.

Outro desafio central passa pelo reforço da confiança dos cidadãos nas instituições. Num contexto de crescente distanciamento face à política, o poder local deve afirmar-se como um exemplo de transparência, proximidade e participação. A valorização do papel dos eleitos locais, muitas vezes exercido com grande dedicação e sentido de missão, deve também passar por um reconhecimento efetivo do papel das assembleias municipais que, como bem sublinhou o Presidente da Associação Nacional de Assembleias Municipais, não basta que existam, é necessário que sejam verdadeiros espaços de escrutínio, participação e afirmação democrática.

Assinalar 50 anos de poder local é, assim, mais do que olhar para o passado. É assumir um compromisso com o futuro, o de continuar a construir um poder local forte, autónomo e participado, capaz de responder às transformações do nosso tempo sem perder aquilo que o define, a proximidade às pessoas.

Porque é no território que a democracia se concretiza. E é no poder local que ela se vive, todos os dias.

Fora do escritório, dentro do trabalho

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© Álvaro Rocha
© Álvaro Rocha

Há uma imagem moderna que se tornou quase banal: alguém de férias, num cenário idílico, com o telemóvel na mão a responder a emails. Não é uma exceção. É a regra. E talvez seja um dos sinais mais claros de que o trabalho deixou de ter fronteiras.

Durante décadas, o escritório era um espaço físico e simbólico. Entrava-se para trabalhar, saía-se para viver. Hoje, essa distinção desapareceu. O escritório cabe no bolso, vibra no silêncio da noite e acompanha-nos para todo o lado. A promessa de mobilidade transformou-se, discretamente, numa obrigação de disponibilidade permanente.

O problema não é apenas tecnológico. É cultural.

Vivemos numa era em que responder rapidamente se tornou sinónimo de competência. Um email ignorado durante horas pode ser interpretado como desleixo. Uma mensagem não respondida ao fim de semana pode levantar dúvidas sobre o compromisso profissional. Criou-se uma nova métrica de valor. Não é o que se faz, mas a rapidez com que se reage.

Esta cultura da hiper-responsividade não é imposta apenas pelas organizações. É interiorizada pelos próprios profissionais. Muitos já não conseguem desligar, mesmo quando ninguém o exige explicitamente. Há uma ansiedade latente associada à ausência de resposta, como se o silêncio fosse um risco. O telemóvel deixa de ser uma ferramenta e passa a ser uma extensão da identidade profissional.

O resultado é um paradoxo inquietante. Nunca tivemos tantas ferramentas para trabalhar de forma flexível e nunca foi tão difícil parar de trabalhar.

Este fenómeno é particularmente visível nas profissões mais competitivas. Banca, consultoria e tecnologia são exemplos claros. Nestes ambientes, a disponibilidade constante funciona como sinal de dedicação. Quem responde mais rápido parece mais comprometido. Quem se ausenta corre o risco de ficar para trás. A lógica é simples e implacável. Estar sempre disponível tornou-se uma forma de sobrevivência.

Mas a que custo?

A erosão da fronteira entre vida pessoal e profissional não é um detalhe. É uma transformação estrutural com consequências profundas. O descanso deixa de ser pleno, o tempo livre torna-se intermitente e o conceito de férias perde sentido. Não se trata apenas de cansaço físico, mas de desgaste mental contínuo. Uma presença permanente que impede o verdadeiro desligar.

Alguns países começaram a reagir, introduzindo o chamado direito a desligar. A ideia é simples. Fora do horário de trabalho, o trabalhador não deve ser obrigado a responder. No entanto, a eficácia destas medidas é limitada quando o problema é cultural. Não basta legislar o silêncio. É preciso legitimá-lo.

E essa legitimidade ainda está longe de ser consensual.

Enquanto responder rapidamente continuar a ser valorizado, poucos terão coragem de não o fazer. Enquanto a ausência for interpretada como fraqueza, a presença será permanente. O risco é criarmos uma geração de profissionais sempre disponíveis, mas nunca verdadeiramente livres.

Talvez seja tempo de reavaliar o que entendemos por produtividade. Trabalhar mais horas ou estar sempre contactável não significa trabalhar melhor. Pelo contrário, pode ser o caminho mais rápido para a exaustão e para a perda de qualidade nas decisões.

A tecnologia não vai recuar. Nem faria sentido que o fizesse. Mas a forma como a usamos pode e deve ser repensada. Estar sempre ligado não é uma inevitabilidade. É uma escolha coletiva que ainda pode ser questionada.

No final, a pergunta mantém-se. Se nunca estamos verdadeiramente fora do trabalho, quando estamos, de facto, a viver?

Guimarães na IX Expocidades para promover património, gastronomia, vinhos, ciência e sustentabilidade

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© Turismo de Guimarães
© Turismo de Guimarães

O Município de Guimarães vai marcar presença, com stand próprio, na IX Expocidades – Mostra de Turismo das Cidades do Eixo Atlântico, que decorre entre os dias 8 e 10 de maio, em Amarante.

Promovida pelo Eixo Atlântico, a Expocidades afirma-se como uma mostra de turismo das cidades do Noroeste Peninsular, reunindo municípios do Norte de Portugal e da Galiza com o objetivo de “promover o turismo de proximidade, valorizar os territórios e reforçar a atratividade dos destinos junto dos seus mercados mais próximos”.

“A participação de Guimarães nesta edição constitui uma oportunidade relevante para projetar o concelho como destino turístico sustentável, autêntico e diferenciador, valorizando o seu património histórico e cultural, a gastronomia, os vinhos, o turismo cultural, criativo e de experiências, bem como os principais eventos e atrativos turísticos do território. Esta presença assume particular relevância no contexto da afirmação de Guimarães como Capital Verde Europeia 2026, reforçando o compromisso do Município com a sustentabilidade, a valorização responsável dos recursos locais, a qualidade de vida, a inovação e a promoção de um modelo turístico mais equilibrado, consciente e orientado para o futuro”, refere a Autarquia.

Ao longo dos três dias do certame, Guimarães apresentará aos visitantes um conjunto de experiências promocionais, incluindo três “ações de charme”, com destaque para a prova e degustação de doces conventuais e vinhos de Guimarães, promovendo a riqueza gastronómica e vínica do concelho e a ligação entre tradição, identidade e território, assim como os visitantes poderão usufruir de uma experiência de realidade virtual em 360º, que lhes permitirá explorar a cidade de forma imersiva, descobrindo os seus principais atrativos de maneira inovadora e envolvente.

A programação do stand de Guimarães incluirá ainda momentos de contacto direto com algumas expressões da oferta turística local, através de atividades de carácter demonstrativo e experiencial, pensadas para diferentes tipos de público. Neste âmbito, serão dinamizadas duas iniciativas pelo Curtir Ciência, que cruzam ciência, património, criatividade e território, bem como um workshop promovido pela Divina Gula, dedicado à doçaria tradicional vimaranense. Estas ações integram-se na estratégia de valorização de experiências autênticas, participativas e diferenciadoras, permitindo aos visitantes uma aproximação informal a diferentes dimensões da identidade de Guimarães.

No dia 8 de maio, entre as 17:30 e as 18:00, o Curtir Ciência dinamizará o workshop “Memórias da Zona de Couros”, centrado na valorização de uma das áreas históricas mais emblemáticas da cidade.

No dia 9 de maio, terá lugar o Workshop do Toucinho do Céu, promovido pela Divina Gula, proporcionando aos visitantes uma experiência associada à doçaria tradicional e à identidade gastronómica vimaranense. Esta iniciativa insere-se igualmente na valorização do turismo criativo, gastronómico e experiencial, permitindo que diferentes públicos contactem de forma direta, informal e sensorial com uma das expressões mais reconhecidas da tradição doceira vimaranense.

No dia 10 de maio, entre as 16:30 e as 17:00, o Curtir Ciência apresentará o workshop “Matemática dos Azulejos”, numa abordagem criativa à relação entre ciência, arte, património e cultura visual.

Com esta presença na IX Expocidades, o Município de Guimarães pretende “reforçar a notoriedade do destino, contactar com visitantes, agentes e operadores turísticos, e promover uma oferta assente na autenticidade, na qualidade da experiência e na valorização integrada do património, da cultura, da gastronomia, dos vinhos, da ciência, da criatividade, das tradições locais e da sustentabilidade, em linha com o posicionamento de Guimarães Capital Verde Europeia 2026”.

Famalicão promove formação gratuita na área do desenho e corte a laser

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© CM Famalicão
© CM Famalicão

O Município de Vila Nova de Famalicão vai promover, nos próximos dias 9, 23 e 30 de maio, uma formação gratuita na área do desenho e corte a laser, em parceria com a Universidade Lusíada Norte – Famalicão.

A iniciativa, que visa reforçar as competências digitais e técnicas da comunidade, decorre no Famalicão FabLab – Centro Maker e destina-se a estudantes, empresários e público em geral.

O objetivo é capacitar os participantes para a utilização de ferramentas de desenho assistido por computador (CAD), bem como para a aplicação prática em processos de corte e gravação a laser.

A formação tem uma duração total de 20 horas, em regime presencial. As sessões realizam-se das 09:00 às 13:00 e das 14:00 às 18:00, nos dias 9 e 23 de maio, e das 09:00 às 13:00, no dia 30.

Os interessados em participar devem inscrever-se aqui.

Programa da 45.ª edição da Rampa da Falperra vai ser apresentadao esta quinta-feira

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Christian Merli © LP Photography
Christian Merli © LP Photography

O programa da 45.ª edição da Rampa Internacional da Falperra vai ser apresentada esta quinta-feira, às 15:00, no Theatro Circo, em Braga.

A iniciativa contará com a presença de João Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Braga, Rogério Peixoto, presidente do Clube Automóvel do Minho (CAM), e do presidente da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK), Ni Amorim.

Entre os dias 15 e 17 de maio, Braga volta a receber a Rampa Internacional da Falperra, uma das mais prestigiadas e emblemáticas competições do desporto automóvel em Portugal e na Europa.

Braga: EB Dr. Francisco Sanches recebe Feira da Ciência

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A EB Dr. Francisco Sanches, em Braga, vai ser palco da Feira de Ciência “Há Cientistas na Escola”, iniciativa conjunta dos AE de Alberto Sampaio e Dr. Francisco Sanches, que visa promover o gosto pela ciência, pela experimentação e pelo pensamento crítico junto da comunidade educativa.

O evento, que acontece esta quinta-feira, 30 de abril, terá início com a Cerimónia de Abertura ao público, pelas 13:30, e contará com a participação de alunos desde o pré-escolar até ao ensino secundário, oriundos de diversos pontos do país, refletindo o envolvimento transversal de toda a comunidade escolar. Ao longo da tarde, os visitantes poderão conhecer de perto cerca de seis dezenas de projetos científicos a concurso, desenvolvidos pelos alunos nas mais diversas áreas do conhecimento.

A feira constitui “uma oportunidade única para partilha de experiências, divulgação de trabalhos e valorização do espírito científico e da criatividade dos mais jovens, aproximando a escola da comunidade”.

A sessão culminará com a Cerimónia de Entrega de Prémios e Encerramento, pelas 17:30, momento em que serão distinguidos os projetos que mais se destacaram.

A iniciativa é de entrada livre, sendo aberta a toda a comunidade.