O Descentrar, programa cultural promovido pelo Município de Braga, está de regresso às freguesias do concelho.
A vereadora da Cultura, Catarina Miranda, destacou a aposta numa abordagem mais “integrada e participada”, sublinhando que “o Descentrar deixa de se limitar à apresentação de espetáculos”, passando a “assentar num trabalho prévio desenvolvido em estreita articulação com as comunidades locais”.
Esta metodologia visa “garantir maior proximidade aos contextos de cada freguesia e promover um envolvimento mais ativo das populações na construção e desenvolvimento dos programas culturais”.
A programação inclui propostas em 17 freguesias do concelho de trilhos pedestres, literatura, teatro, cinema, dança, atividades comunitárias e arte pública participativa, valorizando o território e as suas dinâmicas próprias.
O arranque da programação acontece já este sábado, em Sobreposta.
Na última reunião de Câmara, o Partido Socialista de Vila Nova de Famalicão votou contra a despesa de um milhão de euros apresentada para as Festas Antoninas.
Apesar de valorizarem as tradições e serem a favor do investimento nas associações do concelho com o objetivo de “dar vida às marchas, o ponto alto das celebrações”, os socialistas sublinham que “o aumento orçamental não tem atraído mais pessoas para a romaria”.
Além disso, o PS relembrou que “o cartaz das festas já era do conhecimento público desde fevereiro, altura em que foi divulgado na primeira edição do jornal ‘EFE’, muito antes de o tema ter sido apresentado ou discutido em reunião de Câmara”.
Para Eduardo Oliveira, presidente da Comissão Política do PS de Vila Nova de Famalicão, esta situação “demonstra, mais uma vez, uma falta de respeito institucional para com os partidos da oposição, que continuam a ser ignorados perante factos consumados em matérias relevantes para o concelho”.
Sobre o voto contra a despesa de um milhão de euros para as festas Antoninas, Eduardo Oliveira afirma que “somos a favor das nossas tradições e do investimento das nossas associações. Não podemos, contudo, aceitar o aumento orçamental que tem vindo a ser feito nestes últimos anos, pois isso não tem alterado o número de pessoas que vem visitar Vila Nova de Famalicão nessa altura festiva”.
Eduardo Oliveira compara também o investimento nas Antoninas com as festividades das outras cidades do Quadrilátero Urbano. “Olhamos para o Quadrilátero e para os orçamentos das respetivas festas e ficam a metade do valor das nossas – o São João de Braga tem um investimento de 400 mil euros, as Gualterianas de Guimarães 500 mil euros e a Festa das Cruzes de Barcelos 650 mil euros”.
Face a este incremento orçamental, o PS contrapõe com o apoio às famílias e IPSS. Nesse sentido, Eduardo Oliveira refere que “ao mesmo tempo, ouvimos o senhor presidente vangloriar-se por apoiar anualmente as nossas IPSS com um milhão de euros. Ora, quem gasta um milhão numa festa popular deveria apoiar as nossas famílias e IPSS com orçamento superior, bem como reduzir os impostos aos famalicenses”.
Está marcada para o próximo dia 11 de maio, pelas 11:30, a inauguração da Antena de Informação Europeia da Póvoa de Lanhoso, instalada na LEIRA Startup Póvoa, no âmbito de protocolo de cooperação celebrado entre o Município e o Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA), onde se encontra sediado o centro Europe Direct Minho, integrado na rede Europe Direct.
A cerimónia de inauguração contará com a presença do eurodeputado Bruno Gonçalves, do vice-presidente do IPCA, José Agostinho Veloso da Silva, e do presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Frederico Castro, bem como representantes de associações empresariais e de diversas entidades parceiras, nomeadamente Agrupamentos de Escolas, EPAVE, TecMinho e IAPMEI, de entre outras.
“A Antena valoriza o papel da União Europeia no desenvolvimento dos territórios, reforçando a proximidade entre as políticas europeias e as dinâmicas locais. A sua localização na LEIRA Startup Póvoa reforça o ecossistema local de inovação e desenvolvimento económico, promovendo a articulação entre empresas, empreendedores e entidades parceiras, num ambiente favorável à criação de oportunidades e ao crescimento. Esta inauguração, associada às comemorações do Dia da Europa, marca o início de uma nova fase desta estrutura, mais próxima da comunidade e mais orientada para a divulgação de oportunidades europeias no território”, refere a Autarquia.
O espaço tem como objetivo “aproximar a informação europeia da comunidade local, facilitando o acesso a programas, fundos comunitários e oportunidades de financiamento que, apesar de disponíveis, nem sempre são do conhecimento geral”.
A McDonald’s Portugal está a recrutar mais de 400 pessoas na região Norte do país, até ao final de junho, tanto para equipas operacionais como para funções de gestão. As vagas sãodistribuídas pelos distritos de Braga, Viana do Castelo e Vila Real.
A marca procura candidatos que valorizem horários flexíveis e oportunidades de crescimento profissional, reforçando também a aposta em funções de gestão.
A McDonald’s Portugal emprega atualmente mais de 12.000 colaboradores em Portugal, distribuídos por 220 restaurantes de norte a sul do país e nas ilhas. A marca pretende “reforçar as equipas com a contratação de mais de 400 novos colaboradores na região Norte do país, até ao fim junho”.
As oportunidades disponíveis abrangem diferentes níveis de carreira, desde funções de base até posições de liderança nos restaurantes.
“A McDonald’s promove um ambiente de trabalho flexível e adaptado às diferentes realidades pessoais dos seus colaboradores, com diferentes opções de horários. Esta abordagem permite conciliar a atividade profissional com os estudos ou outras atividades pessoais, tornando a empresa uma opção particularmente atrativa tanto para quem procura o primeiro emprego como para quem pretende equilibrar o trabalho com outras atividades. Destaca-se também por proporcionar um ambiente jovem, marcado por um forte espírito de equipa, e por uma cultura de desenvolvimento contínuo, sendo muitas vezes reconhecida como uma verdadeira escola para a vida. Ao longo do seu percurso, os colaboradores podem beneficiar de um conjunto de vantagens, como seguro de saúde, prémios de mérito e de desempenho, que reconhecem o seu contributo para o sucesso da empresa. Em paralelo, a McDonald’s investe no desenvolvimento profissional através de planos de progressão ajustados à experiência e ambição individuais, bem como no desenvolvimento pessoal, disponibilizando oportunidades de acesso a bolsas de estudo para o ensino superior”, refere a McDonald’s Portugal.
No que diz respeito às funções de gestão, a McDonald’s procura candidatos para “desempenhar um papel central na gestão do restaurante, assegurando a liderança de uma equipa de cerca de 50 colaboradores, em média, bem como das operações diárias, das compras, dos procedimentos de qualidade e segurança alimentar e da gestão de recursos humanos”.
Neste contexto, a McDonald’s passou a integrar uma ferramenta de recrutamento suportada por IA, tornando o processo de recrutamento “mais simples e eficiente para os candidatos”.
A vaga de recrutamento integra uma nova campanha de comunicação da marca ‘Se a vida não é só trabalho, escolhe o Mac’, que pretende “reforçar o posicionamento da McDonald’s como uma empresa que valoriza o equilíbrio entre a vida pessoal e a ambição profissional, alinhando-se com os valores das novas gerações”.
No Norte do país, as mais de 400 vagas encontram-se distribuídas pelos distritos de Braga, Viana do Castelo e Vila Real.
As candidaturas podem ser feitas através do website da marca, selecionando a região preferencial e função pretendida.
A ASAE realizou, na última semana, uma operação nacional de prevenção criminal, para verificação do cumprimento das normas legais aplicáveis à comercialização de suplementos alimentares contendo extratos da planta Cannabis sativa, direcionada a estabelecimentos especializados na venda de suplementos alimentares e produtos, ervanárias/lojas de “produtos naturais”, parafarmácias, farmácias, supermercados e ainda websites dedicados a venda online destes géneros alimentícios.
A operação teve como objetivo “assegurar o cumprimento dos requisitos legais aplicáveis aos suplementos alimentares, na salvaguarda da saúde pública e na segurança dos consumidores, nomeadamente no que respeita ao uso como ingredientes de novos alimentos e/ou substâncias não autorizadas, à sua composição, a menções relativas a rotulagem e alegações nutricionais e de saúde, à notificação de colocação do mercado nos termos da legislação nacional e europeia em vigor”.
Como balanço, foram fiscalizados 53 operadores económicos e apreendidos 6.822 artigos – sementes, flores e sumidades floridas ou frutificadas da planta Cannabis sativa L., resina, pólen, todos provenientes de partes da planta, tratando-se de “substâncias consideradas psicoativas cuja detenção e comercialização se encontram sujeitas a regimes legais estritos”.
Foram apreendidos diversos géneros alimentícios – gomas, chupa-chupas, chocolates, massas, infusões/tisanas -, destinados ao consumo que não cumpriam os requisitos legais de segurança, rotulagem ou qualidade, por conterem biomassa e ou extratos de Canábis sativa L.
Foram instaurados 19 processos‑crime pela prática dos ilícitos de género alimentício anormal falsificado por adição e de tráfico de estupefacientes, e instaurados oito processos de contraordenação, por práticas comerciais desleais por indução em erro, incumprimentos de rotulagem, entre outras.
A ASAE alerta que “a comercialização de géneros alimentícios, onde se incluem os suplementos alimentares contendo CBD (canabidiol) ou outros canabidióis, não é permitida por se tratar de um novo alimento não autorizado”.
O diagnóstico precoce, a literacia em saúde e uma abordagem multidisciplinar centrada no doente são decisivos para melhorar o prognóstico e a qualidade de vida.
As Doenças Inflamatórias Intestinais (DII), fundamentalmente do tipo doença de Crohn ou colite ulcerosa, são doenças inflamatórias crónicas do trato gastrointestinal, imunomediadas, potencialmente progressivas e incapacitantes. Apesar dos avanços registados nas últimas décadas, continuam a ser pouco reconhecidas pela população em geral e associadas a um importante estigma social, fatores que contribuem para dificultar e atrasar o diagnóstico.
Em Portugal, estima-se que as DII afetem cerca de 24 a 25 mil pessoas, refletindo uma prevalência crescente nas últimas décadas.
Os sintomas mais comuns incluem diarreia crónica, dor abdominal, fadiga, perda de peso, urgência defecatória e perda de sangue nas fezes. Em muitos casos, existem também manifestações extraintestinais, por exemplo articulares, cutâneas ou oculares, que podem até anteceder os sintomas intestinais. Isto traduz bem a complexidade destas patologias e a necessidade de um acompanhamento multidisciplinar especializado.
As DII podem surgir em qualquer idade, mas são mais frequentemente diagnosticadas em adolescentes e adultos jovens, numa fase de construção do projeto de vida, de formação académica e de afirmação profissional. A vivência da doença é frequentemente acompanhada por constrangimentos na vida pessoal e social, absentismo laboral ou escolar e um forte impacto na saúde mental e na perceção da qualidade de vida. O receio de uma nova crise, a preocupação com o impacto da doença na vida pessoal e social, a necessidade de monitorização regular, são alguns dos fatores que contribuem para uma carga diária que nem sempre é visível, mas que pode ser profundamente limitadora.
É, por isso, fundamental reforçar a literacia em saúde nesta área. O reconhecimento precoce dos sinais e sintomas, a referenciação atempada e o acesso adequado a cuidados de saúde especializados são determinantes para o diagnóstico precoce, o controlo adequado da inflamação, a prevenção de complicações e a melhoria do prognóstico.
Atualmente, dispomos de opções terapêuticas cada vez mais diferenciadas, incluindo terapêutica biológica e pequenas moléculas, que permitem um controlo mais eficaz da inflamação. O tratamento deve procurar não apenas aliviar os sintomas, mas também induzir e manter a remissão da doença, reduzir a necessidade de hospitalizações e de cirurgia e prevenir complicações. O sucesso do tratamento não depende apenas do diagnóstico atempado e dos medicamentos disponíveis. Uma abordagem multidisciplinar, estruturada e centrada no doente é fundamental para garantirmos os melhores resultados. O seguimento por gastrenterologistas com diferenciação nesta área deve articular-se com uma equipa de enfermagem especializada, nutrição, psicologia, farmacêuticos e, sempre que necessário, cirurgia e outras especialidades médicas. Só assim é possível responder de forma integrada às necessidades clínicas, nutricionais, emocionais e sociais de quem vive com DII.
Sensibilizar a população para as Doenças Inflamatórias Intestinais, combater o estigma que ainda lhes está associado e promover a valorização dos sintomas constituem passos decisivos para favorecer o diagnóstico precoce, permitir uma intervenção terapêutica atempada e prevenir complicações. Só uma abordagem multidisciplinar, integrada e verdadeiramente centrada no doente poderá dar resposta, de forma adequada, à complexidade e à diversidade de necessidades das pessoas que vivem com DII.
Para saber mais sobre este e outros temas de saúde digestiva, consulte: www.saudedigestiva.pt.
O Conselho Cultural da Universidade do Minho tem abertas até 30 de setembro as candidaturas ao Prémio Victor Sá de História Contemporânea, considerado o galardão nacional mais prestigiado para jovens investigadores da área.
A distinção tem um valor pecuniário de 3500 euros e destina-se a cidadãos portugueses e dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) que tenham até 37 anos de idade. Os trabalhos concorrentes devem versar sobre a História Contemporânea Portuguesa, a partir de 1820, estar redigidos em língua portuguesa e ser originais datilografados ou, então, publicados desde o ano de 2025 ou até 30 de setembro de 2026. As candidaturas devem ser entregues, por carta, ao cuidado do Conselho Cultural da UMinho, no Largo do Paço, em Braga.
O anúncio da obra e do autor premiados será realizado previsivelmente até final do ano, ficando ao critério do júri – constituído por três peritos neste âmbito – a eventual atribuição de menções honrosas no valor de 500 euros.
Criado em 1991 na UMinho, com base numa doação do professor e historiador Victor de Sá (1921-2003), este prémio está a assinalar a sua 35.ª edição e é reconhecido como de interesse cultural pela Secretaria de Estado da Cultura, sendo também apoiado por mecenas públicos e privados. O Conselho Cultural da UMinho, que é presidido pela professora Manuela Ivone Cunha, disponibiliza mais informações em www.conselhocultural.uminho.pt .
O Papa Leão XIV assinala esta sexta-feira, 8 de maio, um ano de pontificado, marcado por apelos à paz mundial.
“A paz esteja com todos vós”, disse o Santo Padre no dia 8 de maio de 2025, desde a varanda central da Basílica de São Pedro, antes da bênção ‘Urbi et Orbi’, logo no seu primeiro ato público como Papa.
O Sumo Pontífice multiplicou os apelos ao diálogo perante os conflitos na Ucrânia e no Médio Oriente, rejeitando sempre o uso da força militar.
O Santo Padre tem igualmente chamado a atenção para os desafios da “nova questão social”, marcada por profundas transformações no mundo do trabalho e pelo desenvolvimento das novas tecnologias, recordando que “a Doutrina Social da Igreja representa uma ajuda para enfrentar as ‘coisas novas’ que desestabilizam o planeta e a convivência humana”. Neste contexto, tem reafirmado a dignidade humana e a responsabilidade ética que deve acompanhar o progresso científico, particularmente no campo da inteligência artificial, sublinhando também a importância de uma comunicação ao serviço da verdade e da paz.
Num contexto marcado por tensões e polarizações, o Papa Leão XIV tem procurado fortalecer a unidade da Igreja, continuando o espírito sinodal iniciado pelo Papa Francisco, recordando que “a Igreja é chamada a caminhar unida, na escuta e no discernimento, com a participação de todo o Povo de Deus, promovendo uma comunhão que se constrói na diversidade e se torna sinal de esperança para o mundo”.
O Bloco de Esquerda anunciou que teve conhecimento, através de várias denúncias, da ocorrência de descargas poluentes em linhas de água no concelho de Barcelos.
O partido refere que foi reportada uma situação na ribeira de Medros, junto à Avenida de São João, na freguesia de Barcelinhos, onde o afluente do rio Cávado “apresenta uma coloração esbranquiçada anómala”. “Adicionalmente, foi identificada uma situação semelhante na ribeira de Casal de Nil, também afluente do rio Cávado, junto ao Parque Joaquim Paula, na freguesia de Vila Frescaínha São Martinho. Ambas as ocorrências encontram-se documentadas em vídeo”, acrescenta.
Segundo a informação recolhida pelo Bloco de Esquerda, o Núcleo de Proteção Ambiental (NPA) do Destacamento Territorial da GNR de Barcelos já terá registado as denúncias efetuadas pela população. No entanto, as descargas poluentes em ambas as ribeiras “são recorrentes”.
De acordo com as denúncias recebidas, o partido sublinha que “existem suspeitas de que estas descargas possam ter origem em unidades da indústria têxtil”.
O Bloco de Esquerda considera “imperativa a realização de uma ação inspetiva célere e rigorosa sobre os factos descritos, bem como a aplicação de sanções adequadas aos responsáveis por esta infração ambiental”. “Para além da necessária resposta corretiva, importa igualmente assegurar mecanismos de fiscalização eficazes e contínuos, de forma a prevenir a repetição de situações semelhantes”, reforça.
A Representação Parlamentar do Bloco de Esquerda dirigiu-se ao Governo, através do Ministério do Ambiente e Energia, se “teve conhecimento da situação; que diligências foram já realizadas pelas entidades competentes para identificar a origem das descargas; que medidas estão a ser tomadas para fazer cessar estas descargas e responsabilizar os infratores; no âmbito da investigação e das diligências realizadas pelo NPA de Barcelos, se foi levantado o auto de notícia por crime de poluição? Se sim, em que situação se encontra; que medidas de fiscalização serão realizadas para garantir que esta situação não se repita; e que medidas serão implementadas para a recuperação ambiental das linhas de água afetadas”.