
Na última reunião de Câmara, o Partido Socialista de Vila Nova de Famalicão votou contra a despesa de um milhão de euros apresentada para as Festas Antoninas.
Apesar de valorizarem as tradições e serem a favor do investimento nas associações do concelho com o objetivo de “dar vida às marchas, o ponto alto das celebrações”, os socialistas sublinham que “o aumento orçamental não tem atraído mais pessoas para a romaria”.
Além disso, o PS relembrou que “o cartaz das festas já era do conhecimento público desde fevereiro, altura em que foi divulgado na primeira edição do jornal ‘EFE’, muito antes de o tema ter sido apresentado ou discutido em reunião de Câmara”.
Para Eduardo Oliveira, presidente da Comissão Política do PS de Vila Nova de Famalicão, esta situação “demonstra, mais uma vez, uma falta de respeito institucional para com os partidos da oposição, que continuam a ser ignorados perante factos consumados em matérias relevantes para o concelho”.
Sobre o voto contra a despesa de um milhão de euros para as festas Antoninas, Eduardo Oliveira afirma que “somos a favor das nossas tradições e do investimento das nossas associações. Não podemos, contudo, aceitar o aumento orçamental que tem vindo a ser feito nestes últimos anos, pois isso não tem alterado o número de pessoas que vem visitar Vila Nova de Famalicão nessa altura festiva”.
Eduardo Oliveira compara também o investimento nas Antoninas com as festividades das outras cidades do Quadrilátero Urbano. “Olhamos para o Quadrilátero e para os orçamentos das respetivas festas e ficam a metade do valor das nossas – o São João de Braga tem um investimento de 400 mil euros, as Gualterianas de Guimarães 500 mil euros e a Festa das Cruzes de Barcelos 650 mil euros”.
Face a este incremento orçamental, o PS contrapõe com o apoio às famílias e IPSS. Nesse sentido, Eduardo Oliveira refere que “ao mesmo tempo, ouvimos o senhor presidente vangloriar-se por apoiar anualmente as nossas IPSS com um milhão de euros. Ora, quem gasta um milhão numa festa popular deveria apoiar as nossas famílias e IPSS com orçamento superior, bem como reduzir os impostos aos famalicenses”.


