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Portugal habituou-se ao cansaço e isso deve preocupar-nos

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© Paula Freitas
© Paula Freitas

Há uma normalização silenciosa do mal-estar em Portugal.

Vivemos cansados. Dormimos mal. Temos dificuldade em concentrar-nos. Ganhamos peso sem explicação evidente. Perdemos energia. Sentimo-nos mais irritáveis, mais lentos, mais exaustos. E, perante isto, criámos uma resposta coletiva quase automática: “é do stress”, “é da idade”, “é do ritmo de vida”.

O problema começa quando sintomas persistentes deixam de ser questionados e passam a ser integrados como parte normal da vida adulta.

É precisamente aqui que as doenças da tiroide continuam a escapar ao radar.

As doenças tiroideias estão entre as patologias endócrinas mais frequentes e estima-se que possam afetar cerca de um milhão de portugueses. Ainda assim, continuam amplamente subdiagnosticadas. Os dados internacionais sugerem que uma parte significativa das pessoas com doença tiroideia desconhece a sua condição.

Isto significa que há potencialmente milhares de pessoas a viver durante anos com sintomas persistentes sem suspeitar de uma doença crónica.

E esse é talvez o aspeto mais preocupante destas patologias: a forma silenciosa como se instalam e a facilidade com que os seus sinais se confundem com aquilo que a sociedade moderna passou a considerar “normal”.

Fadiga persistente. Alterações de peso. Falta de energia. Alterações de humor. Queda de cabelo. Dificuldade de concentração. Sintomas extremamente frequentes, mas também profundamente desvalorizados.

Na prática clínica, é comum encontrar pessoas que passaram demasiado tempo a adaptar-se ao que sentiam. Mulheres que ouviram repetidamente que era “normal” sentirem-se cansadas. Pessoas que aprenderam a funcionar em permanente desgaste físico e emocional sem perceber que podia existir uma causa clínica concreta.

E talvez seja precisamente essa a grande armadilha das doenças da tiroide: raramente surgem de forma dramática. Não provocam, na maioria dos casos, um episódio agudo evidente. Instalam-se lentamente. Progressivamente. Quase de forma invisível.

Mas o impacto existe e está longe de ser irrelevante.

Quando não diagnosticadas ou inadequadamente controladas, as doenças da tiroide podem afetar significativamente a qualidade de vida, a saúde mental, o metabolismo, a fertilidade, a gravidez e o risco cardiovascular. No caso do hipotiroidismo, falamos frequentemente de uma doença crónica que exige terapêutica e acompanhamento para toda a vida.

Ainda assim, continua a existir uma perceção pública de que estas patologias representam apenas um “problema hormonal menor”. E essa visão simplista acaba por contribuir para atrasos no diagnóstico, banalização dos sintomas e desvalorização do impacto real da doença.

Num momento em que tanto se discute saúde mental, burnout, produtividade e exaustão coletiva, talvez devêssemos refletir melhor sobre aquilo que estamos a normalizar.

Nem todo o cansaço é doença. Mas também nem toda a fadiga persistente deve ser automaticamente atribuída ao stress ou ao estilo de vida.

A Semana Internacional da Tiroide, este ano dedicada ao tema “Thyroid & Nutrition”, procura precisamente chamar a atenção para a relação entre metabolismo, energia, alimentação e bem-estar. E esse enquadramento é particularmente relevante numa altura em que existe uma crescente tendência para tentar resolver sintomas complexos exclusivamente através de alterações de alimentação, suplementação ou estratégias de otimização do estilo de vida.

A alimentação é fundamental para a saúde global. Mas não deve substituir avaliação clínica quando existem sintomas persistentes.

O risco de banalizar permanentemente o mal-estar é começarmos a tratar apenas as consequências sem procurar compreender a causa.

Enquanto sociedade, habituámo-nos demasiado ao desgaste. E isso pode estar a atrasar o reconhecimento de doenças que têm tratamento, acompanhamento e impacto real na vida das pessoas.

Talvez esteja na altura de voltarmos a olhar para sintomas persistentes com mais atenção clínica e menos resignação coletiva.

Porque viver permanentemente cansado não deve ser considerado o novo normal.

Braga: Ferreiros recebe procissão de velas na próxima sexta-feira

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© Manuel Rodrigues
© Manuel Rodrigues

A comunidade de Ferreiros, em Braga, prepara uma procissão de velas em honra de Nossa Senhora de Fátima que irá decorrer na próxima sexta-feira, 29 de maio, às 21:00.

O cortejo religioso terá início na Rua Fialho de Almeida, nº35 e segue para a Rua do Cruzeiro, em direção à Rua Padre Francisco Marques, passa pela Rua dos Eidos e regressa pela Rua Padre Francisco Marques, Rua do Cruzeiro, em direção à Igreja.

A comunidade está convidada a participar no evento, num gesto de carinho à Mãe do Céu.

PS acusa Câmara de Barcelos de cortar 50% do apoio direto às freguesias

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© PS
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O Partido Socialista acusou a Câmara Municipal de Barcelos de “cortar 50% do apoio direto às freguesias”.

Em comunicado, os socialistas sublinham que “há menos meios, menos autonomia e maior dependência das juntas de freguesia face à Câmara Municipal”.

“É por isso particularmente grave que, apesar da propaganda em torno do chamado ‘protocolo dos 200% do Fundo de Financiamento das Freguesias’ (FFF), a realidade sentida no terreno seja bem diferente. A própria comunicação oficial do Município de Barcelos no passado dia 12 de maio afirmava que o financiamento das freguesias em 2026 incluía o ‘Protocolo 200% do FFF’, ao lado do Fundo de Financiamento das Freguesias e do respetivo adicional. No entanto, aquilo que efetivamente foi transferido em maio está muito longe dessa promessa. O montante transferido pela Câmara no primeiro semestre representa uma redução de 50% do apoio direto da câmara às freguesias face aos valores transferidos ao longo dos últimos 4 anos”, refere a Concelhia de Barcelos.

Os socialistas reforçam que “as freguesias são o primeiro rosto do poder local junto das populações”. “Limitar os seus recursos e condicionar a sua autonomia é enfraquecer a resposta aos problemas concretos das pessoas. É esvaziar o papel dos Presidentes de Junta. O PS Barcelos exige, por isso, transparência total sobre os montantes efetivamente transferidos, o cumprimento integral dos compromissos assumidos com as juntas de freguesia e a reposição de uma política de confiança, respeito institucional e verdadeira descentralização. Barcelos não precisa de anúncios, precisa de seriedade, coerência e apoio real às freguesias”, finalizou o PS.

UMinho comemora 50 anos da área de Produção e Sistemas

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© UMinho
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A área de Produção e Sistemas da Escola de Engenharia da Universidade do Minho (UMinho), pioneira no ensino da Engenharia e Gestão Industrial em Portugal, vai comemorar ao longo deste ano o seu 50.º aniversário.

programa começa esta quarta-feira com uma conferência em Guimarães, seguindo-se até dezembro encontros com ex-alunos e parceiros, uma semana internacional, um livro evocativo e eventos de cocriação e empregabilidade, entre outras ações. O objetivo é reconhecer o percurso realizado, valorizar o presente e afirmar estrategicamente o futuro.

Em cinco décadas houve mais de 3000 diplomados na área, um terço em pós-graduações e 90% destas com dissertações aplicadas ao tecido empresarial e social. Houve igualmente mais de 1100 mobilidades Erasmus de estudos e estágios com 60 instituições parceiras, sendo 40% acolhidas pela UMinho. O Departamento de Produção e Sistemas (DPS), atualmente dirigido pelo professor Paulo Sampaio, contribuiu ainda na lecionação de inúmeras áreas disciplinares nesta academia, na organização de congressos internacionais de referência, além da liderança e participação em centenas de projetos pedagógicos, científicos e na sociedade, envolvendo o Centro Algoritmi, spin-offs, associações, indústria e decisores políticos, entre outros.

As celebrações começam a 27 de maio, às 17:00, no auditório B1.10 do campus de Azurém, com a conferência “Engenharia e Gestão Industrial em Portugal: percursos, convergências e futuros”. Os oradores são José António Cabral (Associação Portuguesa de Gestão e Engenharia Industrial), José Fernando Oliveira (Universidade do Porto), Joaquim Borges Gouveia (Universidade de Aveiro), Susana Relvas (Instituto Superior Técnico), Virgílio Cruz Machado (Universidade Nova de Lisboa) e Madalena Araújo (UMinho). A moderação cabe a Anabela Alves e Carina Pimentel, da direção do mestrado e da licenciatura em Engenharia e Gestão Industrial da UMinho, respetivamente.

O Encontro Alumni é a 20 de junho, convidando os ex-alunos de 20 licenciaturas, mestrados e doutoramentos ligados ao DPS para um convívio intergeracional, com sunset e a atuação do DJ 2ICE. De 22 a 26 de junho, a Semana Internacional acolhe 28 estudantes e 20 académicos de vários países, para a partilha de ideias e boas práticas em empreendedorismo, inovação e ecossistemas do ensino superior, no âmbito da aliança europeia Arqus. Para julho está marcado um reencontro de (ex-)colaboradores que protagonizaram a história do DPS.

A 23 e 24 de setembro, o campus de Azurém acolhe as iniciativas Ideathon, com empresas e estudantes focados na cocriação de soluções para desafios reais das organizações, e Empresa à Vista, promovendo a empregabilidade, as ligações academia-mercado e o desenvolvimento de teses em contexto empresarial. Para dezembro, prevê-se o lançamento do livro “50 Anos de Produção e Sistemas”, com testemunhos de diversas personalidades. A comissão comemorativa deste cinquentenário é presidida pela professora catedrática jubilada Madalena Araújo.

Dinâmica económica de Braga destacada na Cimeira da Indústria

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© CM Braga
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O Theatro Circo, em Braga, foi palco da Cimeira da Indústria, evento realizado no âmbito do quinto aniversário da AEMinho.

O evento reuniu o primeiro-ministro, Luís Montenegro, o presidente da Câmara Municipal de Braga, João Rodrigues, e líderes empresariais, decisores públicos e especialistas para debater os principais desafios e oportunidades da indústria.

Na cimeira foi destacado que Braga “apresenta-se como território de forte dinâmica económica e capacidade de criação de valor”. Nos últimos dez anos, Braga acolheu mais de 6.500 empresas e gerou acima de 30 mil postos de trabalho. Em 2024, as exportações do território atingiram cerca de 3,4 mil milhões de euros. Segundo João Rodrigues, “estes números não representam apenas crescimento estatístico, eles traduzem maior estabilidade e qualidade de vida para a população, consolidando Braga como polo competitivo no contexto nacional”.

Como explicou o presidente da Câmara, “a base económica do território caracteriza-se pela diversidade, mesclando indústria transformadora, empresas de base tecnológica, talento empreendedor e uma forte cultura de trabalho existente em Braga que atravessa toda a comunidade”.

“A manutenção deste trajeto exige do Município um compromisso contínuo”, reforça. João Rodrigues reafirmou “a disponibilidade da autarquia para criar condições cada vez mais favoráveis ao investimento através da simplificação de processos administrativos, melhoria do urbanismo, preparação de solo para atividade económica, reforço das acessibilidades e qualificação do espaço público”. “A relação entre entidades públicas e agentes económicos assenta em previsibilidade, confiança e capacidade de resposta próxima às necessidades do terreno”, considerou.

Para João Rodrigues, “o crescimento económico é indissociável da coesão social. A criação de empresas e emprego fixa população, reduz vulnerabilidades territoriais e amplia oportunidades para quem vive em Braga”. “O Município está preparado para cooperar com empresas, instituições e investidores na consolidação de um modelo de desenvolvimento que seja simultaneamente robusto e inclusivo”, concluiu.

Já Luís Montenegro afirmou que “a indústria pode ser uma pedra angular de um projeto de futuro para Portugal”, considerando que o país “deve aproveitar o atual momento para reforçar a atração de investimento, ganhar escala e consolidar a presença das empresas portuguesas nos mercados internacionais”. “Portugal é uma economia que tem tudo, neste tempo de instabilidade, para ser uma referência de estabilidade”, sublinhou o primeiro-ministro.

Ministério Público afasta prisão efetiva para Ricardo Salgado

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O Ministério Público defendeu a suspensão da pena de prisão efetiva do ex-banqueiro Ricardo Salgado, devido ao seu estado de saúde, pedindo que o cumprimento da pena deverá ser suspenso.

O ex-presidente do BES, de 81 anos, foi condenado a duas penas de prisão, uma de oito anos no processo separado da Operação Marquês, e outra de seis anos e três meses no caso EDP/Manuel Pinho.

O Ministério Público defendeu que o ex-banqueiro não deve cumprir pena de cadeia efetiva pelos crimes pelos quais já condenado, tendo em conta à doença de Alzheimer que lhe foi diagnosticada.

Braga recebe mais uma Campanha de Recolha de Alimentos do Banco Alimentar

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© © Banco Alimentar Contra a Fome
© © Banco Alimentar Contra a Fome

Realiza-se, nos próximos dias 30 e 31 de maio, mais uma Campanha de Recolha de Alimentos do Banco Alimentar Contra a Fome. Durante estes dias, todos têm a oportunidade de contribuir com a doação de alimentos em mais de 110 supermercados por todo o distrito de Braga e com o seu tempo, como voluntários, numa iniciativa que vai mobilizar aproximadamente 3.350 pessoas.

“Esta Campanha é particularmente relevante, num período especialmente difícil: a instabilidade económica – que tem um forte impacto social – coloca-nos desafios diários no esforço de chegar a todos quantos necessitam de apoio. Até ao final de abril de 2026 foram já distribuídos, através de 299 Instituições, 677.552,41  Kg de alimentos, que chegaram à mesa de 49.303 pessoas”, refere o Banco Alimentar Contra a Fome..

O produto da campanha será distribuído localmente, por todo o distrito de Braga, através de Instituições Sociais, previamente selecionadas e acompanhadas ao longo de todo o ano pelo Banco Alimentar de Braga. “Este modelo de intervenção permite uma grande proximidade entre quem dá e quem recebe e possibilita o desenvolvimento de um trabalho de inclusão social que vai para além do mero assistencialismo”, acrescenta.

Até 7 de junho, decorrem ainda a Campanha de Doação Online – através do site www.alimentestaideia.pt – e a Campanha “Ajuda Vale” – nas lojas das várias cadeias de supermercados e hipermercados a operar no distrito.

A Campanha “Ajuda vale” permite a recolha de alimentos sob a forma de vales/cupões que representam alguns produtos básicos, como azeite, óleo, leite, salsichas e atum. Cada cupão representa uma unidade do produto.

Vieira do Minho suspende queimas e queimadas até 1 de junho

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Face à subida das temperaturas para os próximos dias, a Câmara Municipal de Vieira do Minho informou que estão suspensas todas as autorizações para a realização de queimas e queimadas no concelho, a partir de hoje, 26 de maio, e até ao próximo dia 1 de junho, inclusive.

Segundo as previsões meteorológicas para os próximos dias, são esperadas temperaturas superiores aos 28 graus, acompanhadas por noites amenas, fatores que “contribuem para o aumento do risco de incêndio rural e florestal”.

“Importa recordar que as queimas e queimadas continuam a estar entre as principais causas de ocorrência de incêndios florestais nesta época do ano, representando um risco acrescido para a segurança de pessoas, bens e para a preservação da floresta e do património natural do concelho. Perante este cenário, a Câmara Municipal apela à colaboração, responsabilidade e compreensão de toda a população para o cumprimento desta suspensão temporária, reforçando que se trata de uma medida preventiva essencial para reduzir o risco de ignições e proteger o território”, refere o Município.

A Autarquia relembra ainda que “a prevenção é uma responsabilidade de todos e que pequenos comportamentos de risco podem ter consequências graves, sobretudo em períodos de calor e baixa humidade”.

“A Câmara Municipal de Vieira do Minho agradece a compreensão e o contributo de todos os munícipes nesta medida de proteção da floresta, do ambiente e da segurança coletiva, sublinhando a importância da adoção de comportamentos responsáveis nesta fase particularmente sensível do ano”, finalizou.

Barcelos: Cambeses já tem Espaço Cidadão

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© CM Barcelos
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Cambeses, em Barcelos, assinalou o Dia da Freguesia, no passado sábado, com um programa comemorativo que ficou marcado pela inauguração do novo Espaço Cidadão.

A cerimónia contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Mário Constantino Lopes, do presidente da Junta de Freguesia de Cambeses, Sérgio Paulo Pinto, e restante executivo, num momento que reuniu ex-autarcas, associações e população.

Mário Constantino Lopes destacou “a importância deste serviço, que permite uma maior e imprescindível proximidade, aumenta a qualidade do atendimento público e valoriza o cidadão como parte integrante do modelo de organização territorial”. “Os cidadãos devem poder resolver os seus assuntos na proximidade onde vivem, com pessoas que conhecem melhor, sendo que isso facilita o tratamento de alguns assuntos mais delicados”, disse.

Na sua intervenção, o presidente da Câmara de Barcelos destacou “a importância simbólica da inauguração do Espaço Cidadão nesta data comemorativa”, considerando tratar-se de “um importante reforço da proximidade entre os serviços públicos e a população”.

O autarca sublinhou que este é já o 21.º Espaço Cidadão em funcionamento no concelho e referiu que estes serviços permitem tornar “mais fácil, rápida e acessível” a resolução de diversos processos administrativos, evitando deslocações a Barcelos, Braga ou outras cidades, “contribuindo para a melhoria da qualidade de vida das populações”.

Mário Constantino Lopes salientou ainda que “o Município pretende continuar a expandir esta rede de atendimento de proximidade a outras freguesias do concelho, promovendo maior acessibilidade e melhores condições de atendimento aos munícipes”.

Sérgio Paulo Pinto, presidente da Junta de Cambeses, mostrou-se “satisfeito” com o facto de a inauguração do Espaço Cidadão coincidir com a celebração dos 898 anos da freguesia, considerando tratar-se de “um marco histórico” para a comunidade.

O autarca sublinhou que “o novo serviço pretende aproximar a Administração Pública da população, permitindo aos cidadãos aceder localmente a diversos serviços essenciais, reduzindo deslocações e burocracias, com especial atenção aos idosos e às pessoas com maiores dificuldades de mobilidade”.

Sérgio Paulo Pinto anunciou ainda “o reforço do acompanhamento social na freguesia, através da disponibilização de atendimento por uma assistente social, mediante marcação, com o objetivo de apoiar a população no acesso a subsídios e outros apoios sociais”. 

Com a inauguração do Espaço Cidadão de Cambeses, passam a existir 21 estruturas deste género em funcionamento no concelho de Barcelos. No âmbito da estratégia de descentralização e reforço dos serviços de proximidade, o Município, em articulação com a AMA – Agência para a Modernização Administrativa, submeteu ao PRR uma candidatura para a instalação de novos Espaços Cidadão nas restantes freguesias, estando perspetivada a criação de cerca de mais 20 equipamentos no concelho.

O Espaço Cidadão, em Cambeses, está aberto ao público às segundas e sextas, das 09:30 às 12:30 e das 14:30 às 18:00; às quartas, das 09:30 às 12:30 e das 15:00 às 19:00; aos sábados, das 15:00 às 17:00.

Futuro da metalomecânica nacional vai estar em debate na UMinho

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© Imaeal
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O setor  metalúrgico e metalomecânico vale um terço das exportações industriais do país e gera 250 mil empregos. O seu futuro vai estar em debate esta quarta-feira, dia 27, entre as 14h30 e as 18h30, no auditório nobre da Universidade do Minho (UMinho), em Guimarães. Trata-se da Conferência Anual da AIMMAP (Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal) e tem o tema “Vender Valor”. Na prática, o setor defende posicionar-se pela inovação, tecnologia e valor acrescentado, abandonando em definitivo a competitividade baseada no baixo custo.

O evento conta na abertura com o presidente da AIMMAP, Vítor Neves e o vice-presidente da Escola de Engenharia da UMinho, Hélder Puga. O primeiro painel vai reunir os diretores-gerais da Siroco, da Caetano Bus e da Sonae Capital Fitness, respetivamente Kathy Fehst, Patrícia Vasconcelos e Bernardo da Rocha Novo. A palestra principal é às 16h00 e cabe ao CEO do Banco Português do Fomento, Gonçalo Regalado.

De seguida, decorre um painel com Vítor Neves, o administrador da AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal), Paulo Rios de Oliveira e o presidente da Escola de Economia, Gestão e Ciência Política da UMinho, Luís Aguiar-Conraria. A moderar está André Macedo, diretor d’O Jornal Económico, parceiro no evento. As conclusões da conferência ficam a cargo de Sérgio Sousa Pinto, comentador da CNN Portugal.

A iniciativa vai focar desafios de internacionalização, financiamento, produtividade e qualificação industrial do setor, que é muito competitivo lá fora e teve o recorde de 24.2 mil milhões de euros em exportações em 2025. Aliás, o setor é considerado estratégico na reindustrialização europeia, transição energética, defesa, digitalização da economia e ligação indústria-ciência. As principais pressões do setor são a instabilidade geopolítica, os custos de energia e matérias-primas, a concorrência de mercados pouco exigentes, as cadeias de abastecimento e a descarbonização. Para vender em clusters altamente sofisticados, Portugal também tem inovado. Por exemplo, o consórcio científico-empresarial PRODUTECH R3 vai lançar 85 novos produtos e serviços.