RegiãoGuimarãesFuturo da metalomecânica nacional vai estar em debate na UMinho

Futuro da metalomecânica nacional vai estar em debate na UMinho

Iniciativa vai juntar líderes do setor industrial mais exportador.

© Imaeal

O setor  metalúrgico e metalomecânico vale um terço das exportações industriais do país e gera 250 mil empregos. O seu futuro vai estar em debate esta quarta-feira, dia 27, entre as 14h30 e as 18h30, no auditório nobre da Universidade do Minho (UMinho), em Guimarães. Trata-se da Conferência Anual da AIMMAP (Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal) e tem o tema “Vender Valor”. Na prática, o setor defende posicionar-se pela inovação, tecnologia e valor acrescentado, abandonando em definitivo a competitividade baseada no baixo custo.

O evento conta na abertura com o presidente da AIMMAP, Vítor Neves e o vice-presidente da Escola de Engenharia da UMinho, Hélder Puga. O primeiro painel vai reunir os diretores-gerais da Siroco, da Caetano Bus e da Sonae Capital Fitness, respetivamente Kathy Fehst, Patrícia Vasconcelos e Bernardo da Rocha Novo. A palestra principal é às 16h00 e cabe ao CEO do Banco Português do Fomento, Gonçalo Regalado.

De seguida, decorre um painel com Vítor Neves, o administrador da AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal), Paulo Rios de Oliveira e o presidente da Escola de Economia, Gestão e Ciência Política da UMinho, Luís Aguiar-Conraria. A moderar está André Macedo, diretor d’O Jornal Económico, parceiro no evento. As conclusões da conferência ficam a cargo de Sérgio Sousa Pinto, comentador da CNN Portugal.

A iniciativa vai focar desafios de internacionalização, financiamento, produtividade e qualificação industrial do setor, que é muito competitivo lá fora e teve o recorde de 24.2 mil milhões de euros em exportações em 2025. Aliás, o setor é considerado estratégico na reindustrialização europeia, transição energética, defesa, digitalização da economia e ligação indústria-ciência. As principais pressões do setor são a instabilidade geopolítica, os custos de energia e matérias-primas, a concorrência de mercados pouco exigentes, as cadeias de abastecimento e a descarbonização. Para vender em clusters altamente sofisticados, Portugal também tem inovado. Por exemplo, o consórcio científico-empresarial PRODUTECH R3 vai lançar 85 novos produtos e serviços.

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