Os vereadores eleitos pelo PSD na Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso alertaram, na última Reunião do Executivo, para a necessidade da requalificação da Estrada Municipal 595 e 595-2.
Segundo o PSD, “esta é uma reivindicação antiga das populações e da Junta de Freguesia”. “O estado atual da via é manifestamente degradado e perigoso, comprometendo a segurança rodoviária, a mobilidade diária e a qualidade de vida das populações. Os vereadores questionaram diretamente o executivo sobre a intenção de avançar com a requalificação da estrada até ao final do mandato”, referiram os vereadores.
Na Reunião, o PSD reiterou “preocupações” relativamente à “falta de esclarecimentos sobre prestações de serviços e avenças no Município”, em que “foram exigidos esclarecimentos quanto à antiguidade dos contratos; número de renovações; funções exercidas; enquadramento contributivo; e eventuais situações de contratação irregular”.
Os eleitos social-democratas questionaram também “a ausência de resposta ao pedido de visita apresentado pelos vereadores ao Centro de Recolha Oficial de Animais”. “Mais importante do que inaugurar é garantir que o equipamento esteja verdadeiramente operacional”, referem.
O PSD voltou a alertar para “a elevada carga fiscal existente no concelho, com especial destaque para o IMI”, que “continua entre os mais elevados do distrito de Braga, apenas ultrapassado pelo Município de Vizela”.
Criticaram também “o impacto da derrama municipal sobre famílias e empresas, penalizando a competitividade do território e dificultando a atração de investimento”.
A Câmara Municipal de Terras de Bouro abriu inscrições para as Oficinas Criativas, direcionadas a munícipes com idade igual ou superior a 65 anos e pessoas com deficiência ou incapacidade.
“Esta medida reforça o compromisso do Município com a promoção do envelhecimento ativo e com a inclusão social, através de atividades artísticas e culturais como a pintura a acrílico, a olaria, a pintura em azulejo e o teatro de fantoches. Para frequência das oficinas, as inscrições devem ser efetuadas presencialmente na Câmara Municipal de Terras de Bouro, no Centro Náutico de Rio Caldo, no Centro de Animação Turística do Gerês ou no Posto de CTT do Gerês”, refere a Autarquia.
A participação nas oficinas é gratuita e as sessões irão decorrer, de forma descentralizada, na Vila de Terras de Bouro e em Rio Caldo.
Braga vai receber a XIV Marcha pelos Direitos LGBTQIAPN+ no próximo sábado, 30 de maio. O evento terá início às 15:30, no Parque da Ponte, e termina na Praça da República.
O mote da marcha de 2026 é “Autodeterminação é Resistência”, num ano em que “muitos dos direitos conquistados têm sido postos em causa”, segundo a organização.
Há 100 anos, Portugal enveredava por uma ditadura militar que era vista por muitos como a solução para salvar o país e as suas gentes. Numa das proclamações à nação, naquele 28 de maio, o Marechal Gomes da Costa, dirigindo-se aos portugueses, afirmava que a situação do país era inadmissível e como tal defendia a necessidade de “instituir na administração do Estado a disciplina e a honradez” que há muito tinha perdido com a 1 República.
Assinalar os 100 anos do 28 de Maio de 1926 exige mais do que repetir lugares-comuns ou julgamentos fáceis. Exige, acima de tudo, honestidade intelectual. Porque a história não se analisa com slogans — analisa-se com contexto.
O golpe liderado por Gomes da Costa não pode ser reduzido a uma simples antecâmara do Estado Novo, como tantas vezes se quer fazer parecer. Essa leitura é muito confortável, mas profundamente redutora. Ignora como tal o essencial: o país que existia antes do 28 de Maio já estava em rutura. A 1 República e os seus partidos foram os principais responsáveis pelo rumo que o país tomou nas décadas seguintes.
O país estava caótico no período tardio da 1 República, os partidos digladiavam entre si e episódios de violência era uma constante.
Um desses episódios, foi a infame “Camioneta Fantasma”, na noite de 20 de outubro de 1921, e não foi um episódio isolado — foi o retrato cru de um regime em desagregação. Nessa noite foram assassinados, entre outros, António Granjo, então presidente do Ministério, bem como Machado Santos e José Carlos da Maia, dois dos nomes maiores da própria Proclamação da República. Quando um sistema político já não consegue proteger os seus próprios protagonistas, deixou de garantir o mínimo de ordem.
E esse não foi um caso único. Ao longo da década de 20, Portugal mergulhou num clima de instabilidade quase permanente. Entre 1910 e 1926 sucederam-se dezenas de governos, muitos com duração de meses, e outros de algumas semanas. Em 1926, o cenário era claro: partidos fragmentados, lideranças desacreditadas e uma descrença generalizada que era transversal a toda a sociedade, da direita à esquerda. O parlamento tornara-se portante sinónimo de bloqueio e impotência. Nas ruas, a violência política era uma constante. Como refere o historiador António José Telo, “havia dezenas de exércitos privados, porque cada grupo político tinha o seu”.
Não se tratava de uma democracia imperfeita. Tratava-se de um regime em perda acelerada de legitimidade, incapaz de responder aos problemas do país: instabilidade financeira, inflação, participação desastrosas da 1 grande guerra, dívida elevada, tensões sociais e um Estado frágil.
É neste contexto que o 28 de maio deve ser entendido. Não como um plano ideológico coerente, nem como um movimento homogéneo. Pelo contrário: reuniu sensibilidades muito distintas — da direita conservadora a setores da esquerda e correntes radicais — unidas por um diagnóstico comum: a República tinha falhado, e tinham um odio profundo ao Partido Republicano Português, o responsável pelo poder na 1 República.
E é também neste contexto que importa compreender uma ideia que hoje causa desconforto, mas que à época era amplamente discutida: a necessidade de uma solução de força. Falava-se abertamente de uma ditadura — não como um regime permanente, mas como uma solução transitória, capaz de restaurar a ordem, estabilizar as finanças, garantir segurança e pôr fim à paralisia política, abrindo depois caminho a um regresso à normalidade constitucional.
O próprio conceito de “ditadura” não carregava, para muitos, o peso negativo que hoje lhe atribuímos. No contexto europeu da altura, regimes autoritários eram uma realidade: a União Soviética na Rússia, o fascismo em Itália, a ditadura militar de Primo de Rivera em Espanha. A ideia era portanto um governo forte, capaz de decidir sem bloqueios parlamentares, era vista por muitos como uma resposta legítima a tempos de crise. Para muitos portugueses da época, a alternativa não era entre democracia e ditadura — era entre ordem e caos.
Nada disto significa ignorar o que viria depois. Significa apenas recusar leituras simplistas. O 28 de Maio não nasceu com um destino traçado. A história não é inevitável — é feita de circunstâncias, escolhas e consequências.
Por exemplo em Espanha, depois da ditadura militar de Primo de Rivera, o país voltou ao sistema democrático republicano.
O Marechal Gomes da Costa, muitas vezes reduzido a uma figura simbólica de um processo que o ultrapassou, deve também ser visto à luz do seu tempo. Não como um arquiteto de um regime futuro, mas como um homem inserido num momento de colapso político. Segundo testemunhos familiares, entrou no Palácio de Belém com poucos recursos e dele saiu praticamente na mesma condição. “Toda a gente sabe que morreu pobre”, recorda o seu bisneto, evocando as suas últimas palavras: “Amem-se uns aos outros e amem sobretudo o nosso querido Portugal, a quem eu servi e amei com a maior lealdade e dedicação.”
Talvez seja precisamente aqui que o debate se torna mais exigente. Porque é fácil julgar o passado com a tranquilidade e o conforto do presente. É fácil aplicar os valores de hoje a decisões tomadas num tempo de incerteza, insegurança, medo e desordem. O difícil — e o necessário — é compreender antes de julgar.
A história não pode ser um tribunal onde o presente condena o passado com base em critérios que este nunca conheceu. Quando o fazemos, não estamos a esclarecer — estamos a distorcer.
Como tal, devemos ser justos e rigorosos na análise da Primeira República e dos seus dirigentes, reconhecendo de forma honesta o falhanço na concretização do ideal republicano, liberal e democrático que proclamaram, bem como o papel que esse fracasso teve a moldar as décadas que se seguiram até ao 25 de Abril de 1974.
Os alunos do concelho de Amares estiveram em destaque no IV Campeonato de Cálculo Mental Online Hypatiamat da CIM do Cávado 2025/2026.
Os amarenses alcançaram “excelentes resultados”, evidenciando “um elevado desempenho nas provas de cálculo mental e raciocínio matemático”, segundo a Câmara Municipal.
A iniciativa envolveu milhares de alunos da região e reforçou a aposta na utilização de plataformas digitais e na gamificação como ferramentas de apoio à aprendizagem da Matemática.
Promovida pelo Projeto Hypatiamat e patrocinada pela CIM do Cávado, a iniciativa contou com a participação de 3793 alunos, de 28 agrupamentos escolares dos seis municípios da CIM do Cávado. Ao longo da competição foram realizados mais de 81 mil jogos matemáticos digitais, evidenciando o forte envolvimento das escolas e dos alunos nesta iniciativa educativa.
Entre os vencedores por ano de escolaridade, os alunos de Amares conquistaram três primeiros lugares, nomeadamente Leonardo Pereira Freitas, do 1.º ano do Centro Escolar Gualdim Pais, que foi vencedor no jogo ADD; Dinis Barros São João do 2.º ano do Centro Escolar de Ferreiros, que foi vencedor no jogo SAM; e Diego Gonçalves Rodrigues, do 4.º ano do Centro Escolar de Ferreiros, tendo sido vencedor no jogo SAMD.
“Para além dos três primeiros lugares conquistados, o concelho de Amares alcançou também excelentes resultados noutras posições, evidenciando o bom desempenho global dos alunos participantes. O Município de Amares, através da vereadora da Educação, Cidália Abreu, congratula os alunos pelos resultados alcançados. Estes refletem o empenho dos estudantes, o acompanhamento dos professores, o envolvimento das famílias e o trabalho desenvolvido pelo Agrupamento de Escolas de Amares na promoção do sucesso educativo e da aprendizagem da Matemática”, sublinha a Autarquia.
O campeonato teve como principais objetivos “desenvolver competências de cálculo mental, promover o raciocínio lógico e matemático, incentivar a participação dos alunos em ambientes digitais de aprendizagem e estimular hábitos de treino matemático através da gamificação”.
O Mercado Municipal vai ser palco do Moda Braga que se realiza no próximo dia 3 de junho.
Organizado pela Associação Empresarial de Braga (AEB), o evento vai apresentar as tendências Primavera/Verão 2026 e “destacar o melhor do comércio local”.
O desfile terá início às 21:30 e conta com entrada livre.
O Executivo Municipal de Braga vai reunir-se na próxima sexta-feira, 29 de maio, onde irá analisar e votar 180 pontos na ordem de trabalhos.
Entre as propostas está um novo incentivo à fixação de jovens no concelho de Braga, que prevê um reembolso de 25% do IMT na aquisição de habitação.
Em análise estarão também apoios socioeducativos para criação do programa Voucher Educação para os alunos do 1º ciclo do Ensino Básico, da rede pública, do concelho de Braga, a classificação da Calçada Portuguesa de Braga como conjunto de interesse municipal, o projeto de requalificação e ampliação da Escola Básica Frei Caetano Brandão, e processos referentes à gestão Municipal, Urbanismo e Gestão do Território.
Há também uma proposta apresentada por Filipe Aguiar, vereador do Chega, que propõe a criação do Provedor Municipal do Idoso.
As freguesias do concelho foram desafiadas este ano a celebrar o São João de Braga. Este ano, a organização das festas sanjoaninas pretende descentrar as festividades a todo o concelho para viver o espírito do São João.
“Cada comunidade foi desafiada a criar um trabalho coletivo que valorize a cultura popular, a devoção e o espírito festivo sanjoanino, transformando ruas e espaços públicos em cenários de cor, memória e celebração. As instalações serão inspiradas nas tradições do São João”, disse Ana Daniela Pereira, presidente da Associação de Festas do São João de Braga.
Será ainda realizada uma visita às freguesias no dia 18 de junho para apreciar os trabalhos realizados pelas comunidades de Adaúfe, Cabreiros e Passos São Julião, Este São Pedro e Este São Mamede, Figueiredo, Guisande e Oliveira São Pedro, Merelim São Paio, Panóias e Parada de Tibães, Morreira e Trandeiras, Nogueira, Fraião e Lamaçães, Nogueiró e Tenões, Padim da Graça, Pedralva, Priscos, Santa Lucrécia de Algeriz e Navarra, Sequeira e Sobreposta.
A GNR deteve um homem, de 72 anos, na última terça-feira, por suspeitas do crime de incêndio florestal, no concelho de Vila Nova de Famalicão.
Segundo a Guarda, “a detenção decorreu na sequência de um incêndio provocado por uma queima de sobrantes realizada sem o cumprimento das condições de segurança legalmente exigidas, situação que originou a propagação do fogo”.
No âmbito da ação, os militares apreenderam um engaço, uma forquilha, uma enxada, bem como acendalhas e luvas utilizadas na realização da queima.
O detido foi presente a primeiro interrogatório judicial no Tribunal Judicial de Vila Nova de Famalicão, tendo-lhe sido aplicada a medida de coação de termo de identidade e residência.
A Guarda relembra que “a realização de queimas de sobrantes e queimadas está sujeita a comunicação prévia ou a pedido de autorização, conforme o regime jurídico aplicável. Ainda que devidamente autorizadas, estas ações devem ser efetuadas com o estrito cumprimento das normas de segurança definidas pelas entidades competentes, atendendo às condições meteorológicas e ao risco de incêndio rural”.
A GNR apela à população para que tenha em conta “avaliação prévia das condições meteorológicas, em particular temperatura, humidade relativa e velocidade do vento; implementação de faixas de contenção descontinuadas de combustíveis, garantindo a segregação da área de queima; disponibilização de meios de supressão imediata, nomeadamente água, ferramentas manuais e vigilância contínua durante toda a operação; extinção integral e verificação sistemática de eventuais focos remanescentes, prevenindo projeções, reacendimentos ou propagação lateral; e cumprimento das determinações da ANEPC, nomeadamente períodos de perigo, índices meteorológicos de incêndio e interdições vigentes”.
A Guarda reforça que “o incumprimento das regras de segurança na utilização do fogo em espaço rural constitui um risco elevado para pessoas, bens e para o património florestal, podendo configurar responsabilidade criminal e civil”.
“A colaboração da população, através do estrito respeito pelas normas legais e pela adoção de comportamentos preventivos, é fundamental para a mitigação do número de ignições e para a salvaguarda da segurança coletiva”, finalizou.
A Escola de Engenharia da Universidade do Minho (UMinho), em Guimarães, acolhe esta quinta-feira uma palestra de Dava Newman, professora de astronáutica do Programa Apollo do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e antiga administradora adjunta da agência espacial norte-americana NASA.
A sessão tem o tema “Exploring optimistic space futures” e está agendada para as 11:30, no auditório B1.10 do campus de Azurém, sendo a entrada livre. O evento conta com a parceria do Programa MIT Portugal, da New Space Portugal e faz parte do novo ciclo “Engineering Talks”, que traz à EEUM cientistas internacionais de topo, criando oportunidades únicas para a academia e o público contactarem com conhecimento de ponta e redes globais de inovação.
Dava Newman é uma figura da engenharia aeroespacial biomédica mundial, tendo sido ainda diretora do MIT Media Lab, do MIT Portugal e contribuído para a definição da visão da NASA na exploração humana de Marte e de novas tecnologias espaciais. Foi investigadora principal em quatro missões ligadas ao vaivém espacial russo, à Estação Espacial Mir e à Estação Espacial Internacional. Soma mais de 350 publicações científicas, múltiplas patentes e é autora do fato espacial inovador BioSuit. Fundou igualmente a plataforma EarthDNA, que visa criar uma relação saudável entre pessoas, tecnologia e o planeta. Foi distinguida com o doutoramento honoris causa pela UMinho em 2023.