
A Câmara Municipal de Vila Verde deu hoje posse à médica Fátima Peixoto como Provedora do Idoso. A nova função instituída pelo Município vem reforçar os serviços de apoio e acompanhamento integrados na estratégia de valorização da inclusão e do envelhecimento ativo no concelho.
Numa cerimónia que serviu também para assinalar o Dia Internacional do Idoso, a presidente da Câmara de Vila Verde, Júlia Rodrigues Fernandes, sublinhou a pertinência do trabalho a desempenhar pela Provedora do Idoso, num concelho integrado no território com a maior esperança média de vida em Portugal.
“É preciso ter uma nova abordagem. A aposta passa por reforçar os projetos de envelhecimento ativo e participativo, ampliando e dando mais força à enorme rede que temos a trabalhar nesta área no concelho”, defendeu Júlia Rodrigues Fernandes, destacando o perfil da Provedora.
“É uma pessoa idónea, integrada na comunidade, foi autarca e vereadora, além de médica no concelho, conhece a realidade, é comunicadora, disponível, empenhada e dedicada, sabe estabelecer pontes, uma mulher de causas e extremamente sensível para as questões dos nossos idosos”, atestou a presidente da Câmara.
Com o apoio da equipa da Ação Social do Município, a Provedora do Idosos “será um apoio fundamental” para o trabalho que a Câmara quer desenvolver, designadamente para ajudar no “rastreio de situações problemáticas, tanto a nível de saúde, habitação, segurança e combate à solidão”.
Envelhecimento ativo
Júlia Rodrigues Fernandes apontou vários programas em curso, como o projeto-piloto ‘Idade Maior’ no acompanhamento de pessoas não institucionalizadas, a Academia Sénior de Vila Verde, com hidroginástica e formação musical, atividades lúdicas e recreativas.
A Mega Aula Intergeracional agendada para as 15:00 de sexta-feira, na Feira das Colheitas, é um dos exemplos das inúmeras atividades organizadas pelo Município para contrariar o isolamento e promover a participação dos idosos na dinamização social e cultural do concelho.
Na tomada de posse, a Provedora do Idoso sugeriu já reforçar a enorme rede de intervenção social no concelho, com a proposta de formação de “um grupo de dois voluntários por freguesia para sinalizar casos de necessidade de intervenção”.
Fátima Peixoto lembrou o aumento de 22% de idosos no concelho, nos últimos 10 anos, para defender que “é bom viver em Vila Verde e que a esperança de vida aumenta”, mas “isso traz responsabilidades” e necessidade de reforçar a “segurança, maior qualidade de vida e mais direitos”.
A instituição da função de Provedora do Idoso no Município de Vila Verde resulta de um protocolo de cooperação com a Comissão de Proteção do Idoso, presidida por Carlos Branco, que chamou a atenção para a acumulação dos fenómenos de “crise da natalidade, envelhecimento da população e aumento da esperança média de vida”. Por isso, vincou a “mudança de paradigma” e a necessidade de reforçar a capacidade de responder aos desafios do envelhecimento ativo.


