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LIVRE reclama um por cento do PIB para a cultura em Portugal

© LIVRE

Teresa Mota, cabeça de lista pelo LIVRE pelo círculo de Braga, juntamente com Carlos Fragoso e Marcos Lima, também candidatos do partido às próximas eleições legislativas, reuniram com os representantes da ASPA, Teresa Barbosa, Manuel Sarmento e Rita Barros.

De acordo com o partido, esta reunião teve como intuito tomarem conhecimento “das principais ameaças ao património edificado atualmente existentes no distrito de Braga, mas também os bons resultados conseguidos por esta associação ao longo dos quarenta anos da sua atividade”.

“Durante a conversa, a ASPA destacou negativamente a situação do hotel de elevada volumetria que está a ser construído na área contígua ao Recolhimento das Convertidas, que se teme ter abalado a delicada estrutura deste imóvel classificado, e que contribuiu para a degradação da Zona Especial de Proteção em que se encontra inserido. A perda de património arquitetónico e área verde do interior dos quarteirões urbanos é, atualmente, uma das maiores preocupações da ASPA, uma vez que se tem assistido a situações de demolição de edificado com valor arquitetónico, restando somente a fachada (“fachadismo”), revelando que, neste contexto, os interesses dos privados se sobrepõem invariavelmente ao interesse público”, refere o LIVRE.

O facto da versão final do “Regulamento de Salvaguarda do Centro Histórico”, em cuja discussão pública a ASPA participou, não ter sido ainda aprovada, vem reforçar a “preocupação” revelada pela associação.

“Outras situações que são acompanhadas com grande expetativa dizem respeito à concretização do Programa Inter-municipal dos Sacromontes, que depende da concertação entre a Câmara de Braga e de Guimarães, e da qual se desconhecem novos desenvolvimentos; o destino a dar à Quinta dos Peões, uma vez que a ASPA sempre teve uma posição crítica no que respeita à venda destes terrenos públicos a privados, defendendo que o local deve ser destinado a um parque público e os compromissos assumidos internacionalmente no âmbito da classificação do Bom Jesus como Paisagem Cultural e que se corre o risco de não estarem a ser cumpridos”, sustenta o LIVRE, acrescentando que “no que respeita aos sucessos que a ASPA tem alcançado, salientam-se os mais recentes, como a salvaguarda e valorização do monumento nacional Complexo das Sete Fontes e que pressupõe a construção de um Parque Eco-Monumental e a salvaguarda do Estádio 1.º de Maio enquanto monumento de interesse público”.

Teresa Mota destacou, entre as medidas propostas pelo LIVRE na área da cultura, “o aumento e a diversificação do seu financiamento, de modo a atingir um por cento do PIB até final da próxima legislatura”.

A candidata referiu a “urgência de salvaguardar o património cultural através da valorização das profissões de Museologia e Conservação e Restauro, da supressão das recorrentes lacunas de pessoal qualificado e do reforço da verba para contratação de técnicos superiores de várias valências”.

Os candidatos do LIVRE sublinharam ainda a “necessidade de monitorização da reestruturação do setor do património de modo a que este não resulte no agravamento da situação de subfinanciamento e subdimensionamento que lhe são caraterísticas e de garantir a autonomia dos quadros técnicos e instituições do setor face ao interesses económicos”.

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