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LIVRE defende mais investimento para o ensino superior

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A cabeça de lista do LIVRE pelo círculo eleitoral de Braga, Teresa Mota, juntamente com Pedro Oliveira e Carlos Fragoso, também candidatos pela lista do partido, reuniu com os atuais presidente e presidente-adjunto externo da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM), Margarida Isaías e Luís Guedes, respetivamente.

De acordo com o partido, na reunião, os representantes dos estudantes salientaram como principais preocupações as despesas com alojamento, alimentação e material que, para muitos estudantes, “se revelam incomportáveis e conduzem mesmo ao abandono dos estudos”. “Advogam a eliminação de propinas e reclamam a necessidade de mais camas nas residências universitárias, uma vez que, mesmo com a edificação de residências com as verbas do PRR, continuará a haver falta de camas na Universidade do Minho. Mostraram-se ainda preocupados com o atraso das obras na residência em Braga e reclamam a necessidade de proceder à reabilitação das residências já existentes, uma vez que o seu estado de degradação leva a que nem sequer sejam possível a utilização de alguns quartos”, refere o LIVRE.

“Os representantes da AAUM reclamam também que o passe gratuito para estudantes não tenha limite de idade e que permita aos estudantes realizar múltiplos trajetos de mobilidade e não apenas um (da residência para a universidade, mas também da universidade para locais de estágio, por exemplo). No geral, consideram que muitos dos problemas com que os estudantes universitários hoje se deparam resultam de “um desinvestimento por parte do Estado e subfinanciamento por parte do Ministério da Ciência e do Ensino Superior”, acrescenta.

Os representantes do LIVRE acompanharam os representantes dos estudantes nas suas preocupações, tendo Teresa Mota reforçado que “o desinvestimento e subfinanciamento do ensino superior por parte do Estado tem sido uma constante, destacando que a Universidade do Minho foi particularmente penalizada devido à fórmula de cálculo de financiamento que se revelou penalizadora para esta instituição”.

“Propostas apresentadas pelo LIVRE acompanham as reivindicações dos estudantes relativamente à ação social”, considerando a cabeça de lista do LIVRE que é “urgente um forte investimento nesta área e uma clareza no seu modelo de financiamento de modo a que a situação socioeconómica de qualquer estudante não seja impeditiva da conclusão dos seus estudos”.

Teresa Mota defendeu “um financiamento plurianual adequado, estável e transparente das instituições do ensino superior, que deve acompanhar a eliminação das propinas do 1º ciclo de estudos e do ano curricular do 2º ciclo; a revisão do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES) de forma a garantir a plena democracia nestas instituições, nomeadamente através de eleição directa para os seus diversos orgãos; o reforço dos apoios sociais diretos e indiretos aos estudantes”. Salientou ainda “a proposta inovadora do LIVRE de lançamento de um programa de Orçamento Participativo do Ensino Superior que permita a apresentação de projetos que melhorem a vida das diversas instituições”.

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