BragaJoão Rodrigues quer aumentar área construtiva em Braga superior a 1200 hectares

João Rodrigues quer aumentar área construtiva em Braga superior a 1200 hectares

A revisão do PDM de Braga não irá a votos este ano. Oposição criticou “incumprimento” da promessa eleitoral de João Rodrigues.

© Angélica Antunes / Braga TV

João Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Braga, quer aumentar a área de construção no concelho superior a 1200 hectares. A garantia foi dada esta quarta-feira em Reunião de Câmara, onde o autarca afirmou que a revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) não será votada até ao final deste ano, tendo a oposição atacado o incumprimento da promessa eleitoral do líder da coligação Juntos por Braga.

O presidente da Autarquia diz “não se tratar de um atraso”, mas antes “um foco de um ganho histórico para Braga”, uma vez que o aumento da área construtiva “irá ser uma resposta à crise de habitação”.

“O PDM não atrasou. O PDM está dentro do processo. Não vai acontecer em 2025, mas sim dentro de duas ou três semanas depois”, disse João Rodrigues, frisando que Braga será “dos poucos concelhos do país a conseguir esse aumento da área de construção”.

Ricardo Silva criticou o presidente da Câmara Municipal pelo “atraso” do PDM, afirmando que “em períodos de campanha muitas vezes faz-se uma política que não é séria”. “Gerir um Município como Braga desta forma é impossível, o que só prova que o presidente não tem calibre para a função”, referiu o líder do movimento Amar e Servir Braga.

Já o socialista Pedro Sousa apontou “um desencontro de números”, sublinhando “a discrepância entre o discurso de João Rodrigues e a realidade técnica do documento que está a ser ultimado”. O vereador do PS afirmou que “os números finais da proposta não batem com aqueles que foram múltiplas vezes apresentados”, pelo que pediu uma reunião de trabalho “urgente”, uma vez que a oposição não conhece a versão final do mapa do PDM.

Rui Rocha falou que há projetos “parados” com munícipes e investidores “a terem a vida suspensa à espera das novas regras”. “Esta foi uma matéria que foi objeto de sucessivas promessas e sucessivos adiamentos. Há promessas não valem nada. Há pessoas neste momento que estão à espera do aumento da capacidade construtiva para poderem construir e têm os seus projetos parados”, lamentou o liberal.

Filipe Aguiar, vereador do CHEGA, acredita que o PDM terá resolução “a curto prazo” e diz estar à espera dos esclarecimentos finais para definir o seu voto.

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