
O concelho de Braga prepara-se para ir a eleições e eleger o seu terceiro presidente em democracia. Filipe Aguiar é o candidato do CHEGA à Câmara Municipal de Braga. Natural de Braga, tem 55 anos, lidera a concelhia do partido e é vice-presidente da estrutura distrital.
O que motivou a sua candidatura à Câmara Municipal de Braga?
O que motivou esta candidatura é ser uma candidatura por amor a Braga, tendo em conta que eu sou natural Braga e vivo em Braga desde sempre com algumas saídas pontuais para outras cidades europeias, mas, contudo, é a minha cidade. É a cidade que eu amo e essa foi a maior motivação.
Que balanço faz destes 12 anos da coligação Juntos por Braga à frente da Câmara Municipal?
O que sentimos é que houve realmente uma inércia enorme. As coisas não aconteceram, não há nenhuma obra de referência na cidade e todos os bracarenses sentem isso. O que nós pretendemos é fazer mais, fazer diferente, e, acima de tudo, ouvir os bracarenses e fazer uma gestão de proximidade que é isso que nos traz aqui nesta candidatura.
Na sua ótica, quais as principais necessidades do concelho? Quais são os principais problemas que Braga enfrenta atualmente e como os pretende resolver?
Nós temos aqui três problemas que são transversais ao país, mas em Braga mais acentuados que são a mobilidade, a habitação e a imigração descontrolada. São esses grandes temas que para nós são de extrema importância e que estamos muito atentos.
A imigração é um dos temas que parece que há algum preconceito em falar nele. Nós não temos preconceito absolutamente nenhum. Braga está a perder a identidade e, na verdade, nós temos de trazer essa identidade a Braga. Não somos contra a imigração, de todo. Queremos uma imigração controlada, regulada, e, acima de tudo, que os bracarenses não percam qualidade de vida com esse aumento exponencial da imigração.
Caso for eleito, o que pretende mudar no concelho nos próximos quatro anos?
Como lhe dizia, são estes três pontos que é resolver o problema da mobilidade, a habitação e a imigração descontrolada. Este problema da mobilidade só se resolve de uma vez por todas chamando o Governo Central e é gritante a disparidade que existe. Por exemplo, entre Braga e Porto, em termos dos valores do PRR para a mobilidade enquanto o Porto tem quase 550 milhões de euros, Braga tem pouco mais de 73 milhões. Portanto, isso é algo que nós não aceitamos. Braga tem que reivindicar mais, Braga tem que denunciar este centralismo que existe há 50 anos. Não podemos ficar calados. Temos de cada vez mais denunciá-lo e é isso que nos traz aqui.
Também a habitação é um problema grave em Braga. Não há soluções milagrosas de um dia para o outro, mas nós temos soluções a médio prazo para conseguir mitigar este problema.
Depois há a parte da segurança que também é um tema que nos preocupa bastante e desta imigração descontrolada porque com esta imigração descontrolada, eu vou-lhe dar um exemplo, ainda hoje tive conhecimento de que no Centro de Saúde de Gualtar foram inseridos para os médicos de família 350 imigrantes quando temos uma série de bracarenses à espera de médicos de família. Isto preocupa-nos bastante e esta situação da imigração connosco é algo que nos preocupa. Vamos tentar ter uma atenção especial e fazer uma fiscalização em parceria com as Juntas de Freguesia para perceber as Certidões de Habitação e saber qual o número que está afetado a cada casa. Nós vemos que é recorrente uma habitação que comporta cinco ou seis pessoas, ter 30 ou mais pessoas. Isso não é comportável e queremos ser fiscalizadores dessa situação para trazer qualidade de vida aos bracarenses, que é o que mais nos preocupa neste momento.
Quais as propostas do seu partido para os mais jovens?
Para os jovens, começamos por criar infraestruturas, nomeadamente aos jovens casais. Nós temos falado com os jovens casais e há um problema sério em termos de natalidade, que também ninguém fala porque preocupam-se muito com a imigração e depois a natalidade fica sempre para segundo plano.
Para nós, a natalidade também é uma prioridade e o que nós propomos é que, de uma forma generalizada, nas freguesias de Braga seja para criar mais berçários, criar infraestruturas de berçários e creches para que os jovens casais possam ter mais filhos, possam ter mais qualidade onde deixar os seus filhos e poderem ir para os seus locais de trabalho com as infraestruturas necessárias de suporte a esta situação.
E para os seniores? Existem propostas?
Os idosos também nos preocupam bastante porque ficam sempre em segundo plano. Uma cidade não pode ser futuro sem respeitar os seus idosos, daí que também é uma preocupação nossa fazer uma avaliação geral das 37 freguesias e conseguirmos as infraestruturas necessárias para que os idosos possam ter um local onde possam passar parte do seu tempo, que é uma das grandes dificuldades.
As famílias têm que ir para os seus trabalhos, não têm onde deixar os seus idosos e ficam em muitas situações precárias. Nós temos que criar um equilíbrio nessa área, nessas infraestruturas para que seja um suporte das famílias e os seus idosos possam ter situações condignas para passarem o seu dia com várias atividades.
Que mensagem quer deixar aos eleitores do concelho de Braga?
Quero dizer aos eleitores de Braga que esta é uma candidatura que não é elitista. No dia 12 de outubro confiem em nós para darmos um ímpeto diferente e, acima de tudo, que seja uma gestão de proximidade, que confiem em nós para cuidar da nossa cidade, do futuro dos nossos filhos e devolver a nossa identidade que está gradualmente a ser perdida. Comprometemo-nos com os bracarenses para trazer novamente a identidade a Braga.


