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Esposende perpetua memória e história do concelho através do boletim cultural

© CM Esposende

“Sem o conhecimento do nosso passado perdemos a memória e sem memória não temos História, perdemos o futuro”, afirmou o presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira, na sessão de lançamento do número 2 da 3.ª série do Boletim Cultural, que hoje teve esta sexta-feira, na Biblioteca Municipal Manuel de Boaventura.

O autarca sustentava, assim, a aposta do Município na edição desta publicação de divulgação de estudos de história local, iniciada em 1982 e reformulada, em 2020, com novos formato e grafismo, mantendo, contudo, o propósito de ser “um veículo fundamental para o desenvolvimento cultural deste concelho e um meio importante de divulgação dos valores histórico social em todos os campos da nossa sociedade”.

Esta publicação integra uma diversidade de temas de investigação, num total de oito estudos, designadamente “Painel de azulejos sobre os 450 anos da fundação do concelho de Esposende”, da autoria de António Mendanha, Nuno Mendanha e Vânia Mendanha; “Esposende, relato de um tempo”, de Mónica Baldaque (filha de Agustina Bessa-Luís); “Arquivo Municipal de Esposende: memórias do seu edifício. Funções, dinâmicas e interveniente (1866-2022)”, de Marília Capitão; “Esposende: dos fins do séc. XVIII ao desassossego das Invasões Francesas”, por José Eduardo Felgueiras; “Fão entre o assoreamento do rio Cávado e as invasões de areia (1750-1870)”, de Ana Isabel Lopes; “Resultados das intervenções arqueológicas na Antela da Portelagem, na Mamoa do Rapido III e na Mamoa da Cruzinha (Vila Chã, Esposende)”, de Lídia Baptista, Nelson Vale e Ana Almeida; “As indústrias líticas do litoral de Esposende: contributo para a carta arqueológica do concelho”, por Sérgio Monteiro-Rodrigues; e “Artes de fazer, o artesanato do junco em Forjães”, de Álvaro Campelo. Os autores, pessoalmente ou por via de representantes, apresentaram os seus trabalhos, através de breve resumo, despertando o interesse para uma leitura completa dos artigos.

O autarca agradeceu aos autores o seu contributo para perpetuar a história e a memória do território concelhio, sublinhando que “o Boletim Cultural é um verdadeiro repositório da história local e das nossas raízes”. Deu nota de que esta edição também assinala importantes efemérides, nomeadamente o 450.º aniversário da fundação de Esposende como concelho e os 30 anos da elevação a cidade, bem como o centenário de nascimento de Agustina Bessa Luís, escritora maior da literatura portuguesa, que, nos anos 60, residiu em Esposende e cujas vivências desse tempo se encontram em muitas das suas obras e textos autobiográficos.

Assumindo-se “orgulhoso por mais uma edição do Boletim Municipal”, Benjamim Pereira aludiu à estratégia cultural do Município, centrada em várias vertentes e com “evidências em todo o território concelhio”.

Concluiu, saudando a interpretação, no início da sessão, do poema “Colégio Infante de Sagres – Memória” de Helena Amaro, pela atriz e declamadora Eva Paula, lembrando que o colégio funcionou, entre 1945 e 1950, na Casa do Arco, onde hoje está instalada a Biblioteca Municipal.

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