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Esposende deixa de cortar relva para proteger as abelhas

Polinização.

© CM Esposende

Numa estratégia adotada conjuntamente pelo Município de Esposende e a Esposende Ambiente, durante a estação da primavera, preservam-se espaços públicos do concelho com prado florido por cortar, no sentido de aumentar a área de alimentação disponível para os insetos polinizadores.

A Câmara de Esposende refere que a existência de polinizadores “é condição necessária para a existência de espaços verdes e ecossistemas urbanos saudáveis e resilientes, podendo as zonas urbanas constituir um refúgio importante para muitos polinizadores, fornecendo locais de alimentação e reprodução”.

Qualquer cidadão pode igualmente dar o seu contributo, podendo seguir os conselhos presentes no Guia de Conservação dos Polinizadores.

“Importa informar que dia 20 de maio se comemora o Dia Mundial da Abelha, uma iniciativa da ONU que teve início em 2018 e que tem por objetivo sensibilizar a população sobre o papel essencial das abelhas e dos outros polinizadores para a saúde humana e do planeta, assim como sobre os muitos desafios e ameaças que estas espécies enfrentam”, acrescenta a Autarquia.

As abelhas são as principais responsáveis pela polinização entomófila das plantas. De acordo com a National Geographic, “2% das abelhas selvagens do planeta são responsáveis pela polinização de 80% das culturas mundiais”. Apesar de existirem outros agentes polinizadores, como é o caso das borboletas, da mosca da fruta, tripes, alguns coleópteros, entre outros, as abelhas são as principais responsáveis por este processo. Sem abelhas a polinização fica comprometida, podendo originar escassez de alimentos com implicações diretas para a humanidade.

“Estes insetos têm passado por cada vez maiores dificuldades, desde logo a diminuição de áreas naturais com presença de flora autóctone, a desregulação do ciclo das plantas, a utilização de biocidas como os inseticidas e os herbicidas, a presença de novos inimigos como a vespa asiática, entre outros. De referir ainda que, no ano passado, a mortalidade de abelhas domésticas foi muito elevada, tendo sido identificada como principal causa de morte a escassez de alimento”, lembra o Município de Esposende.

Utilizando uma expressão de Einstein, Esposende partilha da opinião que “sem abelhas não há polinização, não há reprodução da flora; sem flora não há animais; sem animais não haverá raça humana”.

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