
Guimarães vai acolher, em setembro, o projeto “Cartas do Ultramar – Memória, Afeto e Identidade: As Madrinhas de Guerra Vimaranenses e os Combatentes”, promovido pela Associação Veteranos Lanceiros de Portugal (AVLP), com o objetivo de preservar e valorizar a memória da Guerra do Ultramar através dos testemunhos de antigas Madrinhas de Guerra e de ex-combatentes do concelho.
A iniciativa pretende destacar o papel das mulheres que, através da troca de correspondência com militares mobilizados, constituíram uma importante rede de apoio emocional durante o conflito, ao mesmo tempo que dá voz aos antigos combatentes vimaranenses, incentivando a partilha das suas histórias com a comunidade.
A AVLP desafia antigas Madrinhas de Guerra, combatentes, familiares e a população a contribuir para este arquivo coletivo, disponibilizando cartas, fotografias, objetos e outros testemunhos que possam ajudar a preservar este património histórico.
O programa inclui uma exposição imersiva, um painel de testemunhos, uma oficina intergeracional, uma instalação artística participativa e um espetáculo musical protagonizado por uma artista vimaranense. O projeto culminará na criação de um Arquivo Digital Comunitário, reunindo cartas, fotografias e relatos ligados à Guerra do Ultramar.
A investigação histórica estará a cargo de Beatriz Mendes, enquanto Mafalda Mendes será responsável pela coordenação da captação e edição de imagem, envolvendo as novas gerações na preservação da memória coletiva da cidade.
O projeto conta com o apoio do Município de Guimarães, através do programa IMPACTA – Investimento Municipal em Projetos e Atividades Culturais, Territoriais e Artísticas, e terá lugar no Museu Militar – Casa do Lanceiro, no Convento de Santo António dos Capuchos, em Azurém, com entrada gratuita.


