
O PCP acusou esta segunda-feira as grandes empresas petrolíferas de estarem a aproveitar a escalada dos preços dos combustíveis para aumentar os lucros, defendendo uma intervenção do Estado na regulação dos preços e medidas para aliviar o impacto do aumento do custo de vida.
Em comunicado, os comunistas referem que os sucessivos aumentos registados na última semana fizeram com que os preços da gasolina e do gasóleo ultrapassassem os dois euros por litro, considerando que esta evolução agrava o custo de vida, empobrece a população e penaliza a economia.
O partido atribui esta subida à instabilidade internacional, nomeadamente aos conflitos no Médio Oriente e na Ucrânia, mas responsabiliza também as grandes empresas do setor petrolífero e financeiro por aproveitarem o contexto para aumentar as margens de lucro. Como exemplo, o PCP aponta os mais de 810 milhões de euros de lucro obtidos pela Galp no primeiro semestre de 2026.
Os comunistas criticam ainda as propostas que passam apenas pela redução da carga fiscal sobre os combustíveis, defendendo que essa solução não resolve o problema de fundo nem impede os lucros das petrolíferas.
Entre as medidas propostas, o PCP defende a regulação dos preços dos combustíveis, o fim da dupla tributação do IVA sobre o ISP, apoios aos setores mais dependentes dos combustíveis, como os transportes, agricultura, pescas e bombeiros, bem como um aumento intercalar de 50 euros nas pensões e a subida do Salário Mínimo Nacional para 1.050 euros.
O partido considera ainda que o Governo deve assumir uma posição mais ativa na supervisão do mercado energético e defende a recuperação do controlo público sobre o setor, argumentando que os trabalhadores e os consumidores não podem ficar dependentes da especulação dos mercados internacionais.


