
A PSP está a alertar para uma nova variante da burla do falso acidente, um esquema que tem vindo a evoluir e que já provocou prejuízos superiores a 200 mil euros nas primeiras dezenas de casos investigados.
Apesar de as participações terem diminuído no primeiro semestre deste ano, a polícia considera que os burlões estão a recorrer a métodos mais elaborados e potencialmente mais lesivos para as vítimas.
O esquema começa, regra geral, junto de parques de estacionamento de superfícies comerciais. Os suspeitos abordam os condutores, alegando um alegado toque na viatura ou um atropelamento, e pressionam-nos a pagar uma indemnização no local, evitando que sejam chamadas as autoridades ou a seguradora.
A principal novidade passa pela utilização de um terminal de pagamento. Enquanto a vítima introduz o código PIN, os burlões trocam discretamente o cartão bancário por outro semelhante. Já na posse do cartão verdadeiro, efetuam levantamentos em caixas multibanco antes de o titular conseguir bloquear a conta.
Entre janeiro e junho deste ano, a PSP registou 140 denúncias deste tipo de burla, menos 24,3% do que no período homólogo de 2025. Ainda assim, a polícia alerta que o impacto financeiro dos casos tem aumentado devido a esta nova forma de atuação.
A força de segurança recomenda que nunca sejam feitos pagamentos imediatos após alegados acidentes, que os cartões bancários não sejam entregues a desconhecidos e que qualquer situação suspeita seja comunicada de imediato às autoridades.


