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CEB da UMinho vai produzir biocombustível a partir de resíduos do setor do vinho

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O CEB – Centro de Engenharia Biológica da Universidade do Minho (UMinho) integra um projeto transfronteiriço para produzir biocombustível a partir de resíduos do setor do vinho. O projeto vai ter um forte impacto pelo seu potencial ambiental, mas vai também permitir criar novos negócios de tecnologia avançada no interior Norte e Centro de Portugal. O CEB da UMinho é um dos parceiros do Biovino e está a testar a produção de biocombustível a partir de resíduos da produção vitivinícola.

Este projeto transfronteiriço, que tem um financiamento europeu superior a 600 mil euros, reúne seis infraestruturas de investigação de Portugal e Espanha e tem como principal objetivo fornecer as bases para implementar uma biorrefinaria (como o nome sugere, é uma plataforma industrial que permite a utilização de biomassa para produzir combustíveis, eletricidade, calor, e derivados refinados), que permitirá utilizar, de um modo rentável e eco-sustentável, os subprodutos e desperdícios gerados pelo setor do vinho.

O objetivo é, na perspetiva da promoção da economia circular, que produtos até aqui tratados como resíduos possam ser transformados em novos materiais, nomeadamente biocombustíveis avançados, bioplásticos, ácidos orgânicos, entre outros.

Lucília Domingues, investigadora responsável por este projeto no CEB, destaca que o primeiro passo foi realizar o levantamento dos resíduos gerados pela atividade vinícola no Norte e Centro de Portugal e nas regiões da Galiza, Castilha e Léon, de Espanha. Afirma que “este levantamento transfronteiriço nunca tinha sido feito e permitiu, desde logo, realçar a sua importância. Por outro lado, os resultados que têm sido obtidos demonstram o real potencial destes resíduos para valorização.”

A cientista dá conta de alguns avanços entretanto realizados, destacando que a equipa do CEB “está centrada no desenvolvimento de processos secundários de biorrefinarias e tem vindo a trabalhar na valorização de resíduos vinícolas para a produção do biocombustível, etanol e também para a produção do adoçante xilitol, com resultados muito promissores”.

O Biovino apresenta-se como uma excelente oportunidade para potenciar a diversificação, a sustentabilidade e a rentabilidade do setor vitivinícola nas regiões a que se destina, uma vez que vem propor novas estratégias de valorização dos subprodutos e resíduos, para transformá-los em novos compostos de alto valor acrescentado, cada vez mais procurados pelo setor industrial.

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