EducaçãoAlunos partilharam na UMinho visões na exploração do espaço

Alunos partilharam na UMinho visões na exploração do espaço

II Encontro Ciência e Espaço contou com alunos do Ensino Secundário e Superior, docentes e investigadores.

© UMinho

Quase uma centena de estudantes e professores de escolas secundárias do distrito de Braga participou no “II Encontro Ciência e Espaço”, realizado no auditório da Escola de Ciências da Universidade do UMinho (ECUM), em Braga, no âmbito das comemorações dos 50 anos desta Escola.

“Este não é apenas um momento de partilha de conhecimento, pois é uma oportunidade para mostrar ao público escolar o papel que as ciências básicas e fundamentais têm na compreensão e na exploração do espaço”, disse na abertura a pró-reitora para a Comunicação Institucional da UMinho, Teresa Ruão. “Disciplinas como Física, Química, Biologia, entre outras na UMinho, são peças fundamentais para as missões espaciais, para o estudo do universo e para a evolução da tecnologia que molda o mundo atual”, acrescentou.

A ideia foi sublinhada pelo presidente da ECUM, José Manuel González-Méijome. “As nossas cinco áreas científicas têm muito conhecimento para partilhar neste domínio e espero que a ECUM se entusiasme com estas e outras vias de desenvolvimento estratégico, para incentivarmos as gerações mais jovens e para termos um futuro melhor com ciência”, realçou.

O encontro começou com uma palestra do presidente da Agência Espacial Portuguesa. Ricardo Conde deu a conhecer os segredos e encantos do espaço, mas também a parte menos positiva desta exploração, como a quantidade de lixo espacial em órbita, para onde foram lançados milhares de satélites e que aumentam o risco de nos fecharmos sobre nós próprios, limitando janelas de oportunidade para lançar novas missões.

Apresentações de estudantes do secundário

O programa incluiu ainda palestras com especialistas e apresentações de trabalhos dos alunos das escolas secundárias, como “Novas propostas de propulsão espacial para missões interplanetárias e interestelares”, “A física e química na produção de plantas no espaço”, “À procura de vida nas luas de Saturno” ou “Mission Space Lab”. Neste último caso, por exemplo, usa-se programas informáticos para calcular a velocidade da Estação Espacial Internacional de forma mais precisa, explicou Bárbara Macedo, do 12.º ano da Escola Secundária D. Maria II.

“Fiquei fascinado ao ouvir os projetos destes estudantes e os da própria ECUM”, referiu Ricardo Conde. Desta iniciativa surgiram várias oportunidades de cooperação com a Agência Espacial Portuguesa e outras entidades. Os resultados poderão ser partilhados em próximas edições do encontro, que tem habitualmente a parceria dos municípios de Braga e Guimarães, do Planetário – Casa da Ciência de Braga e da agência nacional Ciência Viva.

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