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Alternativa Verde para Braga

Rafael Pinto © PAN

9 anos, 2 meses, 6 dias e 7 horas desde a escrita deste artigo. Este é considerado o ponto de não retorno em relação às alterações climáticas. A partir daqui, os delicados equilíbrios terrestres entram em colapso, envolvendo-nos numa espiral catastrófica com fenómenos climatéricos agressivos e imprevisíveis, dos incêndios às cheias, das vagas de calor às tempestades. Será cada vez mais difícil produzir alimentos e iremos assistir a uma crise de refugiados sem precedentes, com cada vez mais zonas do planeta a tornarem-se inabitáveis.

Esta é apenas a ponta do iceberg que demonstra o quão importante é assumirmos o ambiente como prioridade número 1 na política. Mas ainda vamos a tempo! Se cada país, cada Câmara Municipal e Junta de Freguesia assumirem as suas responsabilidades em matéria ambiental, aplicando a máxima, “Pensar Global, Agir Local”, conseguiremos fazer frente à maior batalha que a humanidade já atravessou.

Infelizmente, esta não tem sido uma preocupação da autarquia em Braga que está muito longe de fazer a sua parte. As políticas ambientais do executivo cingem-se às palestras, festas e marketing enquanto os bracarenses gritam por uma alternativa verde.

A gestão do arvoredo urbano tem sido desastrosa, com o abate constante de árvores adultas saudáveis e podas agressivas, a motosserra não tem tempo de arrefecer, e quanto mais esta aquece, mais aquece o futuro das próximas gerações.

Em 8 anos, este executivo não conseguiu parar as descargas no rio Este. Não conseguiu sequer elaborar o cadastro das redes pluviais, mas conseguiu, isso sim, ser identificado como poluidor deste rio.

Também a falta de visão na mobilidade e urbanismo comprometem o futuro das nossas crianças. Evidência disto é o facto de a poluição do ar na cidade ter aumentado nos últimos anos. Mantém-se a aposta no automóvel em detrimento dos transportes públicos elétricos e das ciclovias. Mantém-se a aposta nas emissões de carbono, excesso de velocidade e insegurança rodoviária.

E da empresa responsável pela gestão ambiental no concelho, o que dizer? A mesma que tem competências de fiscalização da poluição do rio Este e já foi multada por o poluir. Aquela que transformou o rio Torto num esgoto a céu aberto. Que garante que Braga é uma das cidades mais limpas do país, quando todos os bracarenses sabem e fazem questão de partilhar todos os dias nas redes sociais que a recolha de resíduos é insuficiente. Uma empresa que se serve dos cidadãos, ao invés de servir os cidadãos.

A culpa de tudo isto é fácil de apontar: a falta de vontade política e aplicação de uma ideologia cega que apenas olha a números!

No distrito de Braga, só Vieira do Minho investe menos em ambiente. Apenas 1,8% do orçamento municipal é gasto em matéria ambiental, um valor incompatível com a emergência climática e os graves problemas ambientais do concelho!

Sempre que este executivo se encontra numa encruzilhada entre valores ambientais e económicos, podemos ter a certeza que irá declarar o interesse público e ignorar os impactos ambientais, como fez recentemente no projeto de expansão da Bosch.

É por tudo isto que Braga precisa de uma alternativa verde!

É por tudo isto, e muito mais, que o PAN se apresenta a eleições!

Artigo de opinião de Rafael Pinto, candidato do PAN à presidência da Câmara Municipal de Braga.

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